Segunda-feira, 08 de março de 2021
"O
maior perigo que enfrentamos não é o de que estabelecemos um alvo muito alto e
não o alcançamos; o perigo está, isto sim, em estabelecermos um alvo muito
baixo e o alcançarmos." (Michelangelo)
EVANGELHO DE
HOJE
Lc 4,24-30
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Jesus,
vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum
profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do
profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande
fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma
delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo
do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi
curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando
ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos.
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre
o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício.
30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
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Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus.
Este Evangelho narra a expulsão de Jesus da sua cidade, Nazaré. Isso
porque ele desagradou os ouvintes na sinagoga, dizendo que Deus quer bem aos
pagãos como aos judeus, igualmente.
O povo de Israel, por ter sido escolhido por Deus para dele nascer o
Messias, julgava ser um povo mais querido de Deus do que os demais povos. Mas a
eleição foi provisória; depois que Jesus nasceu, acabou a história de povo eleito.
Deus ama a todos os povos igualmente e não há nenhum povo superior a outro.
Jesus mostra que os profetas enviados por Deus, não privilegiavam o povo
de Israel, mas tratavam a todos os povos igualmente. E cita o exemplo de Elias,
ajudando uma viúva estrangeira, e de Eliseu, curando o leproso Naamã, sendo que
havia muitas viúvas e muitos leprosos em Israel, e nenhum foi agraciado.
Essas citações, apesar de serem fatos bíblicos, irritaram os ouvintes,
que expulsaram Jesus da sua própria cidade natal e quase o mataram. Só não o
fizeram porque Jesus se mostrou com uma força especial.
Jesus veio ao mundo para salvar a todos os povos. Deus ama a todos
igualmente, como seus filhos e filhas. “Não se faz mais distinção entre grego e
judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo, livre, porque agora o
que conta é Cristo, que é tudo e está em todos” (Cl 3,11).
“Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.” O que fizeram com Jesus
confirmou essa sua afirmação. E é para nós um alerta: será que acolhemos bem o
trabalho pastoral e missionário dos líderes cristãos da nossa cidade ou bairro?
Esta rejeição de Jesus, no comecinho de sua vida pública, prenuncia a
sua sorte como profeta no meio do seu povo: incompreendido, perseguido, morto.
Entretanto, seu Evangelho ultrapassou as fronteiras do seu país e chega a todos
os cantos da terra.
Também nós somos chamados a dar testemunho no meio em que vivemos. O dom
profético não é monopólio dos padres, bispos, diáconos e religiosos. Esse dom é
exercido de diversas formas, de acordo com o carisma de cada um. “A cada um é
dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo
Espírito a palavra da sabedoria, a outro a palavra do conhecimento, a outro a
fé... a outro a profecia” (1Cor 12,7-10).
O importante é não deixar apagar o Espírito de Jesus em nós e na nossa
Comunidade. Para isso temos de nos comprometer, especialmente em favor dos mais
pobres, como o próprio Jesus havia dito um pouco antes, no seu discurso em
Nazaré (Lc 4,18ss).
Campanha da fraternidade. A grande sociedade costuma associar a
violência à favela e à pobreza, o que não é verdade. Os chefes do crime
organizado não são pobres nem moram em favelas. Devido a esse preconceito,
milhares de moradores de certos bairros das grandes cidades sequer ousam
apresentar o próprio endereço quando encaminham currículos com a finalidade de
obter um emprego. O simples fato de morar em certas regiões já é suficiente
para estigmatizá-los, como se fossem todos delinqüentes. Isso é um pecado!
Havia, certa vez, um senhor pai de família, que morava na roça e era
muito religioso. Ele rezava o terço todos os dias à noite, com a família. No
domingo, a família toda ia à Missa, caminhando a pé, numa distância de vinte e
quatro quilômetros. Uma filha, deste os oito anos de idade, acompanhava o pai
em tudo.
Um dia este senhor adoeceu. Ficou três anos na cama, sofrendo dores
horríveis, mas nunca reclamou. Quando alguém o visitava, ele dizia que estava
bem e feliz. Quando ficou inconsciente, só rezava o tempo todo.
Seis anos após o falecimento do pai, a menina, agora moça, foi fazer
tratamento médico numa cidade grande, onde ficou hospedada na casa de uma
família de parentes, durante alguns meses.
As famílias católicas vizinhas, ao saberem do seu trabalho de líder
cristã, começaram a convidá-la para rezar o terço em suas casas e ela sempre
aceitava o convite com prazer.
Ela ouviu vários comentários negativos a respeito de uma vizinha que
morava sozinha. As pessoas diziam à moça: “Naquela casa ali mora uma mulher que
não presta!” Entretanto, a jovem, na sua prática pastoral, não deu muita
importância aos comentários, e procurou aproximar-se da tal “mulher que não
presta”.
De início, aproveitava os momentos em que ela saía de casa, para
conversar. Dias depois, foi convidada pela mulher para ir à sua casa. A jovem
ouvia mais do que falava, porque percebia que a senhora sentia necessidade de
falar e de se abrir com alguém.
Resultado: as duas ficaram amigas. A mulher começou a participar dos
terços, e acabou nos vizinhos aquele estigma de “mulher que não presta”.
Depois que a jovem voltou para a roça, ficou sabendo que aquela mulher
se transformou. Não era mais aquela pessoa fechada, mas comunicativa e alegre.
Seguindo os passos de Jesus, todos nós somos chamados a ser profetas,
continuando o trabalho dele e dando testemunho, no lugar onde vivemos.
Maria Santíssima é a Rainha dos Profetas. Que ela nos ajude a dar
testemunho do seu Filho, no meio em que vivemos.
Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
A ansiedade matou a venda
Luiz Marins
Chego no balcão e sou prontamente
atendido pelo vendedor. Quando comecei a dizer a ele o que queria, chegou um
outro cliente e ficou ao meu lado. Imediatamente o vendedor virou-se para esse
outro cliente e disse: " – Um momento eu já vou atendê-lo". O
vendedor voltou-se para mim e disse: " – Pois não, desculpe, o que mesmo o
senhor deseja?". Quando comecei novamente a dizer o que queria chegou um terceiro
cliente. O vendedor me pediu licença e dirigiu-se ao terceiro cliente e disse:
" – Um momento eu já vou atendê-lo". Voltou-se novamente para mim,
pediu desculpas e disse: " – Pois não, vamos lá então...".
Desde o momento da chegada do segundo cliente, eu percebi pelos olhos,
pelo jeito e comportamento do vendedor que ele não estava prestando a mínima
atenção ao que eu estava dizendo. Ele estava preocupado em não perder os outros
dois clientes ao meu lado. A cada dois minutos, enquanto eu tentava explicar o
que queria, ele virava-se para os dois clientes e dizia: " – Só mais um
momentinho que já vou atendê-los". E novamente voltava-se para mim
querendo que eu fosse o mais rápido possível.
Quando percebi que ele estava mais preocupado em vender para os outros
dois clientes do que me ouvir, acredite, chegou um quarto cliente, contando
comigo. E ele novamente virou-se para
essa quarta pessoa e disse: " – Um momento e eu já vou atendê-lo".
Não tive outra reação a não ser me despedir e ir embora sem comprar.
Fiquei por uns minutos na porta da loja observando. Ele fez a mesma coisa com
os demais clientes. Não ouviu nada do que eles lhe diziam e a cada instante
virava-se para os demais e dizia: " – Só mais um momentinho que já vou
atendê-los". Pouco tempo depois, todos os clientes saíram da loja sem
comprar.
O que aconteceu? Ocorreu que a ansiedade de querer vender para todos os
clientes que chegavam fez com que ele não vendesse para nenhum. Todos os
clientes com quem conversei disseram que viam nos olhos do vendedor que ele não
estava ouvindo nada do que diziam. Ele queria vender para o "outro" e
o "outro" e o "outro" e assim não vendeu para ninguém! Na
ânsia de querer ganhar comissão de vendas, sozinho, ele não deixava que outros
colegas atendessem os novos clientes que chegavam. Ele queria tudo para ele.
Não vendeu. Não ganhou nada.
Será que isso que aconteceu comigo e acontece todos os dias com dezenas
de clientes e vendedores, também não está acontecendo conosco em nossa vida
pessoal e profissional?
Seja em vendas ou no que quer que façamos, a ansiedade pode ser um
grande fator impeditivo do sucesso. Fazemos uma coisa ou uma tarefa qualquer,
pensando o tempo todo na próxima, na próxima e na próxima sem prestar atenção
ao que estamos fazendo no momento. E tudo sai mal feito. E tudo é feito pela
metade, sem qualidade.
Assim como a ansiedade matou a venda, tem matado muitos profissionais e
até empresas. A competição acirrada que estamos experimentando, o fluxo
negativo de caixa, o ciclo de vida curto dos produtos faz com que a ansiedade
seja quase inevitável. Mas se existe uma "ansiedade positiva" que nos
empurra para frente, ela, na verdade é quase sempre negativa e pode derrubar o
nosso sucesso pessoal e profissional. Justamente quando a concorrência é maior
e o poder está com o cliente e com o mercado e não mais conosco é que
precisamos nos diferenciar pela calma, atenção aos detalhes, conhecimento,
comprometimento. E isso não se consegue com demasiada ansiedade.
Daí também a importância de revermos os velhos métodos de
comissionamento por vendas. As empresas pagam um salário base baixo e o
restante de forma variável pelas vendas de cada vendedor. Na ansiedade e na
necessidade de garantir um ganho razoável, o vendedor torna-se um poço de
ansiedade. Quem perde é a empresa. Ele não venderá com tanta ansiedade.
E é preciso que nos lembremos das velhas aulas de psicologia que
ensinavam que a ansiedade gera tensão que por sua vez gera mais ansiedade que
gerará ainda mais tensão. Esse círculo vicioso ansiedade-tensão-ansiedade é
quase sempre fatal para o sucesso.
Pense nisso. Acabe ou pelo menos controle a sua ansiedade nestes tempos
loucos em que vivemos.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Diz uma antiga fábula que um
camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o
transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o
transformou em pantera.
Então ele começou a temer os
caçadores.
A essa altura o mágico
desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:
-- Nada que eu faça por você
vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso
coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não
é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para
frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...
É isto que devemos fazer. Não
podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.
Senão, jamais chegaremos aos
lugares que tanto almejamos em nossas vidas...
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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