Segunda-feira, 01 de março de 2021
“Amor é um
desejo irresistível de ser irresistivelmente desejado.” (Robert Frost)
EVANGELHO DE
HOJE
Lc 6,36-38
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o
vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis
e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado.
Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo;
porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis
medidos”.
www.paulinas.org.br/diafeliz
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
A leitura desse evangelho denota o quanto ainda precisamos amadurecer
como pessoas e em especial como cristãos, pois geralmente ofertamos as coisas
boas apenas a aqueles que gostamos e escolhemos, tornando assim, o evangelho de
hoje, um grande desafio para cada um de nós.
Existem várias promessas nele, mas que carecem como já frisamos, de um
grande amadurecimento pessoal e já que estamos na quaresma, aproveitemos, pois
o tempo é esse!
No entanto, é importante separar e salientar que: A mudança de atitude
não pode ser encarada como uma troca ou permuta (o Senhor faz isso e eu faço
isso) e sim como consequência da mudança. Se passarmos a fazer as coisas aos
outros somente para recebermos algo em troca, de que vale o gesto? Um
parêntese: fazemos isso demais com Deus.
Jesus apresenta na verdade, uma proposta de MUDANÇA DE VIDA e PARADIGMAS
e não somente uma solução mágica. Ele proporciona também que vejamos os frutos
dela.
Muitas dessas coisas que Ele nos oferece “chocam” com o nosso jeito
egoísta de ser e se comportar, ou será que nos imaginamos hoje perdoando quem
nos ofendeu ou se calando (evitando fofocas) quando alguém nos difama, critica
ou ataca? Ainda não é fácil! Se nos batem, queremos partir pra cima; se nos
ofendem procuramos sempre algo ainda maior que nos faça vencedor… Somos reféns
da “última palavra” (hunf)
Marcos, em um trecho de sua narrativa (Marcos 4, 26-27), apresenta o
reino de Deus como a semente que cresce e nós nem a percebemos. Ao mudar minha
forma de pensar ou responder as agressões que recebo, SEM PERCEBER, começo a
permitir que o reino de Deus cresça dentro de mim diferentemente daqueles que
buscam aos bons atos ou caridade ou a denúncia do pecado sem a devida acolhida
como forma autopromoção.
“(…) Enquanto isso, os homens se tinham reunido aos milhares em torno de
Jesus, de modo que se atropelavam uns aos outros. Jesus começou a dizer a seus
discípulos: GUARDAI-VOS DO FERMENTO DOS FARISEUS, QUE É A HIPOCRISIA. Porque
não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não
venha a ser conhecido. Pois o que dissestes às escuras será dito à luz; e o que
falastes ao ouvido, nos quartos, será publicado de cima dos telhados”. (Lucas
12, 1-3)
Se existe algo que precisa ser policiado em nossas vidas e a língua e o
pensamento, pois sobre eles não temos muito controle. Imaginemos que o controle
que temos sobre eles é análogo quando, sem querer, chutamos, com o dedinho do
pé, a perna mesa ou a mesinha de centro da sala. É difícil não querer xingar,
mas é desse controle , no momento de raiva, da dor, da revolta, de que estou
falando. “(…) Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os
outros, e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês.
Dêem aos outros, e Deus dará a vocês”.
Sim, a proposta é desafiadora, mas deve começar no reconhecimento, que
não nos esforçamos ou empenhamos no limite das forças, portanto, continuemos a
tentar… O próprio escritor do livro de Daniel (primeira leitura) deixa claro
que a primeira fase dessa mudança consiste em reconhecer que também somos
falhos e precisamos também mudar
“(…) ‘Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a
aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos pecado,
temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos
de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos prestado ouvidos a teus servos, os
profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos
antepassados e a todo o povo do país. 7A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós,
hoje, resta-nos ter vergonha no rosto:seja ao homem de Judá” (Daniel 9, 4b -7),
Quaresma é um tempo de reflexão, oração e se for o caso, arrependimento,
pois não surge o arrependimento verdadeiro se não vir uma profunda reflexão.
Reflitamos hoje com mais atenção o que diz o ato de contrição, trazendo
a mente se de fato estamos empenhados a controlar nossos instintos, quereres e
nosso ímpeto em prol dos outros.
Senhor, eu me arrependo sinceramente DE TODO MAL QUE PRATIQUEI E DO BEM
QUE DEIXEI DE FAZER. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e sumo bem, digno de ser
amado sobre todas as coisas. PROMETO FIRMEMENTE, ajudado com a vossa graça,
fazer penitência e fugir às ocasiões de pecar. Senhor, tende piedade de mim,
pelos méritos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador.
Amém!
Um imenso abraço fraterno!
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
É possível ser feliz no trabalho?
Luiz Marins
Pesquisas mostram que o que mais as pessoas desejam em relação a seu
emprego é que o trabalho lhes dê um sentimento de missão e propósito.
O que me preocupa é que essas mesmas pessoas buscam um trabalho, uma
profissão ou um emprego em função do salário ou da compensação financeira que
eles possam dar. Recebo dezenas de mensagens perguntando qual a profissão que
dá mais dinheiro, que está “mais na moda” e mesmo qual aquela que “me deixará
rico(a) mais rapidamente”.
Ora, se busco uma profissão pelo retorno financeiro e não pela
realização pessoal que ela me proporcionará, será quase um milagre se as duas
coisas se conciliarem na mesma atividade. Vejo que as pessoas de hoje,
principalmente as mais jovens, não acreditam que o dinheiro seja consequência
de um trabalho dedicado, feito com prazer, alegria, amor e comprometimento. O
que vejo é a busca de um emprego bem remunerado e estável, independente de
qualquer consideração de prazer por aquilo que se faz. A ideia que me parece existir é a de que com
o dinheiro de um emprego qualquer, desde que bem remunerado, a pessoa buscará
(fora do emprego) o seu prazer, a sua realização pessoal. Isso me parece um
grande engano!
Agindo assim, as pessoas passam 40 horas (ou mais) fazendo o que não
gostam, para tentar nas horas restantes e nos finais de semana, fazer o que
realmente sentem prazer. Acredito estar aqui uma das maiores razões da
infelicidade nos dias de hoje. As pessoas fazem de seu trabalho um castigo bem
remunerado e às vezes nem tão bem, em vez de buscar fazer no mundo do trabalho
aquilo que lhes dá prazer, alegria, satisfação. Fazendo o que não gostam elas
fazem tudo com baixa qualidade, atendem mal seus clientes internos e externos,
têm verdadeiro pavor em servir, vivem estressadas, sentem-se escravizadas pelo
relógio ou por um chefe que igualmente está ali somente pelo salário.
Muitos me dirão que é fácil dizer tudo isso mas que é muito difícil
fazer profissionalmente aquilo que se gosta e tem prazer. Sei bem disso, é
claro. O que penso é que as pessoas devam buscar esse objetivo na vida e não
desistir antecipadamente. O que sinto é que as pessoas não acreditam mais
sequer em buscar fazer aquilo que gostam como objetivo profissional mesmo como
empregados ou como colaboradores de uma empresa, pois quando falamos em fazer o
que se tem prazer, logo pensamos em ser um empreendedor individual ou empresário
- e isso nem sempre é possível ou mesmo desejável. Conheço pessoas muito
felizes, fazendo aquilo que realmente sentem prazer em fazer como funcionários
privados ou públicos. Fazendo o que gostam elas buscam a cada dia gostar ainda
mais do que fazem e esse círculo virtuoso traz a excelência, a satisfação, o
prazer e, como consequência, a tão desejada promoção.
Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Era uma vez dois exploradores
que encontraram uma clareira na selva.
Nela cresciam muitas flores de
beleza sem par.
Um dos exploradores diz:
- Há sem dúvida um jardineiro
que mantém este jardim.
O outro não concorda:
- Não há nenhum jardineiro.
Assim sendo, eles montam suas
tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será
que se trata de um jardineiro invisível?
Os dois exploradores fazem
então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos...
Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim.
Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:
- Mas existe um jardineiro
invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não
tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do
jardim.
No final, o céptico se
desanima:
- Mas o que resta da sua
primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro
invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro
imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?
O primeiro explorador vai então
colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não
se afasta um minuto da cerca:
- Por que este gesto de
afeição? pergunta surpreso.
- Para lhe perguntar se você
consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos.
E o outro responde:
- Lógico que não!
- O essencial é invisível aos
olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração!
Será que não é isso o que acontece com Aquele que com tanto amor cuida deste
jardim?
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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