Sábado, 09 de abril de 2022
“Andei Comprando apostilas para
Concurso do Banco do Brasil. Não quero viver de arquitetura o resto da vida.”
(Oscar Niemeyer- 102 anos)
EVANGELHO DE HOJE
Jo
11,45-56
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 45muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus
fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o
que Jesus tinha feito. 47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o
Conselho e disseram: “Que faremos? Este homem realiza muitos sinais. 48Se
deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e
destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação”.
49Um
deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não
entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que
perecer a nação inteira?” 51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo
sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação.
52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A
partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus.
54Por
isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma
região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os
seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo
tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus
e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: “Que vos parece? Será que ele
não vem para a festa?”
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
E também para reunir na
unidade os filhos de Deus dispersos.
Este Evangelho narra a
decisão final dos chefes, de matar Jesus. Eles fazem uma submissão da fé à
política: “Se deixarmos que ele continue assim... virão os romanos...” E o sumo
sacerdote Caifás lavra a sentença: “É melhor um só morrer pelo povo do que
perecer a nação inteira”.
O evangelista João
interpreta: “Caifás profetizou que Jesus ia morrer pela nação. E não só pela
nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos”. De fato, a morte de
Jesus reuniu, numa só Igreja, os filhos de Deus dispersos pelo mundo inteiro. A
santa Igreja reúne cristão de todas as raças e culturas. Por isso a chamamos
católica que significa universal. E isto não é mais que um começo, ou uma
figura da união em Cristo de toda a humanidade, no final dos tempos.
Os cristãos são os
primeiros chamados por Deus a “reunir os filhos de Deus dispersos”. Entretanto,
a manipulação de fatos, a opressão, as ideologias e o pecado tentam impedir que
a humanidade se agrupe num só rebanho em torno de Cristo. Acontece uma luta, e
a cada momento surgem novos adversários para os cristãos. Entretanto, a ação
perseverante e não violenta, o espírito de reconciliação e a oração fazem com
que o projeto de Cristo avance no mundo. Este é um ideal que empolga os
cristãos, especialmente os jovens
Jesus congregará, com
sua morte, os filhos de Deus provenientes de todos os pontos cardeais, formando
o novo Povo de Deus. Esta é a eficácia da morte de Jesus na cruz, que foi
decidida pelas autoridades, no Evangelho de hoje.
No projeto de Jesus, a
vida surge da cruz. É a cruz da dor, da doença, das humilhações e perseguições...
Mas atrás da cruz brilha uma luz que ilumina o universo inteiro. “Os judeus
pedem sinais, os gregos buscam sabedoria. Nós, porém, proclamamos Cristo
crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1Cor 1,22-23).
Humanamente, a cruz é o
contrário das aspirações humanas. Mas, iluminada por Cristo, ela aparece como
algo que transborda, supera a morte e leva à ressurreição.
Havia, certa vez, num
campo, uma lebre. Ela era bonita e vivia feliz, saltitando no descampado. Um
dia, ela viu um caçador com uma arma de fogo. Sentiu medo, correu o quanto pôde
e escondeu-se atrás de uma moita de capim. O caçador procurou, procurou... não
a viu mais e foi-se embora.
Mas a lebre resolveu
comer aquela moita de capim. No dia seguinte, lá estava o caçador novamente.
Como não havia mais moita de capim, o caçador deu um tiro e ela morreu.
Deus nos dá
oportunidades para nos libertarmos do caçador que é satanás. A quaresma é como
uma moita de capim, pois vem cada ano nos proteger da rotina do pecado. Não
vamos devorá-la, vivendo-a como um tempo igual aos outros.
Vamos reconhecer os
nossos pecados, pois eles ajudaram a crucificar Jesus. Não nos interessam agora
os pecados dos fariseus e mestres da Lei, mas os nossos, os quais queremos
extirpar de uma vez, iniciando uma vida nova.
O mistério da cruz
revela o significado mais profundo do amor: nada para si, tudo para os outros.
De fato, a cruz mostra o que foi a vida de Jesus: renúncia a tudo para ser para
todos. Esta renúncia só pode ser entendida a partir do esvaziamento da condição
divina do Verbo (cf. Fl 2,5-11), para assumir em tudo a condição humana. Jesus
nunca procurou para si algum tipo de favorecimento pessoal. Quando nasceu, foi
colocado em uma manjedoura por não haver lugar para ele na hospedaria (cf. Lc
2,1-7). Jesus não realiza nenhum milagre em benefício próprio, nem mesmo no momento
de fome no deserto, por ocasião das tentações (cf. Lc 4,2-4), nem quando lhe
falta onde reclinar a cabeça (cf. Lc 9,58). No alto da cruz, Jesus não tem
praticamente nada que seja seu. Suas vestes, tecidas por sua mãe. É por isso
que Jesus diz com autoridade: “Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si
mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9,23). Sem a renúncia, a pessoa não
consegue viver o mistério da cruz. Para ser discípulo de Jesus, é necessário
ter os mesmos sentimentos dele (cf. Fl 2,5). Somente haverá paz e segurança
quando este valor pascal for descoberto e vivido por todos.
Maria colaborou de perto
nessa reunião dos filhos de Deus dispersos. Que ela nos ajude a colaborar
também.
E também para reunir na
unidade os filhos de Deus dispersos.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Charles L. Allen, em
Milagre de Amor, escreve de um pescador amigo que lhe disse que nunca precisa
de uma tampa para seu cesto de caranguejos. Se um dos caranguejos começa a
subir por um dos lados do cesto, os demais logo o alcançam e, passando por
cima, o empurram de volta para baixo. Algumas pessoas são muito parecidas com
caranguejos.
O Senhor Jesus nos
ensinou a amar ao próximo como amamos a nós mesmos. E se o amor de Deus está em
nós, ficamos felizes quando nossos amigos alcançam grande sucesso, ou realizam
um sonho há muito buscado, ou transformam as suas lutas em grandes vitórias.
Como cristãos devemos nos alegrar com a alegria de nossos irmãos e comemorar
com eles as bênçãos recebidas.
Infelizmente existem
cristãos que ainda são capazes de dizer, em relação aos anseios de um irmão:
"Tomara que não consiga." São como caranguejos, que não conseguem
chegar ao topo e fazem de tudo para impedir que outros o consigam.
Precisamos compreender
que Deus tem planos para cada um de nós, individualmente. E seremos imensamente
felizes se nos colocarmos em nosso lugar e fizermos aquilo que o Senhor
preparou para nós. Às vezes buscamos ardorosamente um lugar de destaque e,
quando lá chegamos, percebemos que não era bem aquilo que imaginávamos.
Frustrados, pelo muito esforço, descobrimos que tudo foi em vão. O melhor é
deixar Deus nos dirigir porque Ele sabe o que é melhor e o que realmente
alegrará nossos corações.
Não tenha inveja do
sucesso de seus irmãos. Louve a Deus por eles serem abençoados. Exulte pelo
muito que Deus tem feito por você e por eles. A sua alegria será dobrada por
sua vitória e pela deles.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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