Sábado, 23 de abril de 2022
“Conhecer os outros é inteligência,
conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força,
controlar-se a si próprio é verdadeiro poder.” (Lao-Tsé)
EVANGELHO DE HOJE
Mc
16,9-15
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
—
Glória a vós, Senhor!
E
Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu
primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
E,
partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam
tristes, e chorando.
E,
ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.
E
depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o
campo.
E,
indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram.
Finalmente
apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a
sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham
visto já ressuscitado.
E
disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Ide pelo mundo inteiro e
anunciai o Evangelho.
Este Evangelho narra
três aparições de Jesus após a Ressurreição. Apareceu primeiro a Maria
Madalena, que foi logo anunciar aos discípulos, mas estes não acreditaram nela.
Apareceu aos discípulos de Emaús, que em seguida contaram aos demais
discípulos, mas estes não deram crédito. Por fim, apareceu aos onze durante uma
refeição e os repreendeu pela falta de fé.
E Jesus lhes dá a grande
ordem: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”.
Podemos pensar: Se o
Espírito Santo não tivesse vindo em Pentecostes, teria sido muito difícil o
projeto de Jesus ir para frente.
Nós precisamos
apegar-nos firmemente com Deus pela oração, a fim de cumprirmos esta ordem de
Jesus, que hoje continua soando em nossos ouvidos. Soa até com um ar de pedido
de perdão, pois vinte e um séculos se passaram, e a Igreja de Jesus, una,
santa, católica e apostólica, abrange no máximo trinta por cento da humanidade.
Um dos motivos é que
cada um de nós deixa para os outros esse trabalho evangelizador. Os leigos
deixam para os padres e as religiosas. Os padres e as religiosas deixam para os
bispos, estes deixam para o Papa. Pronto, todo mundo lava as mãos como Pilatos,
enquanto a cizânia vai tomando conta da lavoura de Deus. Sendo que o trabalho
de anunciar o Evangelho é de todos nós, e Deus cria as oportunidades para isso.
A Comunidade cristã é
uma semente lançada por Deus no meio do bairro. Ela é luz, sal, e fermento que
deve transformar toda a massa.
“Eu vim trazer fogo à
terra. E como gostaria que ele já estivesse aceso!” (Lc 12,49). É o fogo do
amor que perdoa e que constrói a vida. Este amor que cada um de nós recebeu no
batismo não pode ficar restrito ao nosso coração, mas devemos levá-lo aos
outros. Jesus quer ver o mundo todo ardendo nesse fogo.
A missão evangelizadora
é acompanhada da cruz, mas Jesus está junto e nos protegerá em tudo. Foi o que
aconteceu com S. Paulo: “Cinco vezes, recebi dos judeus quarenta chicotadas
menos uma; três vezes, fui batido com varas; uma vez, apedrejado; três vezes
naufraguei; passei uma noite e um dia em alto mar; fiz inúmeras viagens, com
perigos de rios, perigos de ladrões, perigos da parte de meus compatriotas,
perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos em regiões desertas,
perigos no mar, perigos por parte de falsos irmãos... fome e sede... frio e
nudez... sem falar de outras coisas. Em Damasco, o governador mandou por
guardas em toda a cidade, para me prender. Mas, por uma janela, me desceram num
cesto, muralha abaixo. E, assim, escapei das mãos deles” (2Cor 11,24-33).
Havia, certa vez, um avô
que era muito alegra e brincalhão com seus netos. A visita dele era a maior
alegria das crianças. Afinal, todas as crianças adoram a visita do avô ou da
avó.
Este avô sempre levava
balas no bolso. Mas as crianças já sabiam: antes da dar a bala, ele fazia uma
pergunta do catecismo. A criança que sabia ganhava além da bala um abraço.
Nenhuma criança ficava sem bala, mas as que não sabiam só ganhavam depois dos
outros.
Foi a maneira que este
senhor inventou para evangelizar os seus netos. Deus é criativo e sempre nos
inspira um jeito adequado a cada situação.
Maria Santíssima é a
Rainha dos missionários, por ter trazido para nós o grande Missionário do Pai,
Jesus Cristo. Que ela nos ajude a cumprir bem a ordem de Jesus.
Ide pelo mundo inteiro e
anunciai o Evangelho.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Vê se pode, Deus mandou
seu único filho pra morrer por mim...
Quando penso nisso é
difícil acreditar.
Eu mereço tal
sacrifício? Eu mereço a vida do filho de Deus?
Isso me faz lembrar de
um assassino condenado à morte. Ele se chamava Barrabás e ia ser crucificado.
Vocês lembram daqueles filmes de bang-bang ou dos desenhos do pica-pau onde um
dono de funerária vestido deterno preto media o tamanho das pessoas pra fazer o
caixão?
Pois é, assim como o
caixão era feito sob medida, a cruz, naquela época, também era. E foi
construída uma cruz do exato tamanho de Barrabás.
E Barrabás estava lá,
deitado em uma cela imunda, fétida, cheia de lodo e seu corpo já estava todo
surrado. Ele sabia que aquele era seu último dia. Mas de repente alguém
apareceu e disse que ele não ia mais ser crucificado, pois, em Seu lugar,
morreria uma outra pessoa. Se Barrabás perguntou quem era essa pessoa a
resposta foi: “Jesus, um tal de Jesus morrerá em seu lugar.”
Eu até posso imaginar
Barrabás saindo da cela e, depois, indo acompanhar a multidão para tentar ver
quem era o tal Jesus que ia morrer em seu lugar.
Se Barrabás fez isso eu
não sei. Mas sei o que ele viu se procurou ver o tal Jesus: Barrabás viu um
homem carregando uma cruz que não era dele. Viu um homem levando chibatadas que
não eram pra ele. Barrabás viu pingando um sangue que era inocente. Viu um
homem coroado com espinhos de uma polegada cada. Barrabás viu um homem ser
pregado em uma cruz que não pertencia a ele. E viu Jesus morrer a morte que não
era pra ele – Jesus – morrer. Jesus carregou e foi morto em uma cruz que,
sequer, tinha o Seu tamanho.
Pensando nisso, meu
amigo, eu só consigo entender uma coisa: a cruz que Jesus carregou não era
dele, era minha. Não era pra Jesus ter vertido seu próprio sangue. Naquele dia,
era o meu sangue que tinha que escorrer. A morte que Jesus morreu – morte de
cruz – era a minha morte. Jesus carregou e foi morto em uma cruz que tinha,
exatamente, o meu tamanho. Aquela cruz que Cristo morreu, era minha.
Esse tal de Cristo,
segundo a Bíblia, morreu por mim.
Por que? Eu valho tanto
assim?
Eu sou um nada. Um grão
de areia nesse mundão de meu Deus. Tenho falhas em todos os setores de minha
vida. Por que então esse tal de Jesus morreu por mim?
Eu não sei te responder
não... mas um dia quero ter a oportunidade de, lá no céu, olhar nos olhos desse
Jesus e dizer “obrigado, Jesus. Mas sem querer ser ingrato, por que o Senhor
morreu por mim?”
E confesso, não faço a
mínima idéia de qual vai ser a resposta dele...
Mas isso me faz lembrar
de uma outra coisa: minha filha, que tinha pouco mais de um aninho e se chama
Lívia, tinha uma bonequinha de pano. Nós a acostumamos dormir com a tal boneca.
E a Lívia acostumou de tal forma que não vai pra cama sem a dita cuja. Com o
passar do tempo, por óbvio, a boneca de pano foi ficando velha, furada, e com
uma etiqueta toda suja (pra dormir, a Lívia fica enrolando no dedo na
etiqueta). Apesar dessa bonequinha estar velha, com espuma saindo pelo buraco,
minha filha não dorme sem ela. Às vezes a boneca se perde pela casa, e antes de
dormir a Lívia sai procurando e chamando com a aquela voz de anjo: “néquim...
néquim...”. E quando ela acha é a maior festa, beijos e abraços na “néquim”
dela, e lá vão as duas dormir. Sem medo de errar, eu posso dizer: a Lívia ama
aquela bonequinha, por mais velha que ela esteja.
Sim... eu também estou meio estragado... com
meus defeitos e erros brotando pelos meus poros. Mas mesmo assim o meu
Deus me ama. Às vezes também me perco
por essa vida, me desvio e erro o caminho... Mas Deus me procura e me
reencontra... Aí, meu amigo, é só alegria.
Eu não sei por que Ele
faz isso. Mas eu sei que Ele faz. Eu sinto isso todos os dias em minha vida...
Jesus está ao meu lado, me ajudando, me carregando no colo e me fortificando.
Meu Jesus não só morreu
na minha cruz. Ele ressuscitou para que eu, igualmente, tenha a vida eterna.
Eu não mereço nem uma
gota de suor desse tal Jesus. Mas ele deu o próprio sangue por mim.
Nesta Páscoa, lembre-se
de seu real significado: Um Deus que me ama – e te ama – deixou o Seu Trono
deGlória e veio até esta terra, sujar seus pés com poeira, passar fome, frio e
calor, ser xingado, apedrejado, vaiado, perseguido e, finalmente, morrer em uma
cruz que pertencia a uma pessoa que sou eu e, se você quiser, que era sua
também.
Por que ele fez tudo
isso?
Vamos combinar: no céu,
vamos juntos, eu e você meu amigo, perguntarmos pra ele “Jesus, por que o
Senhor morreu por nós?”
Denis Clebson da Cruz (Kzar)
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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