Segunda-feira, 25 de abril de 2022
“Para estar satisfeito, ativo e
sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida!”
EVANGELHO DE HOJE
Mc
16,15-20
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
—
Glória a vós, Senhor!
E
disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem
crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E
estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios;
falarão novas línguas;
Pegarão
nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum;
e porãoas mãos sobre os enfermos, e os curarão.
Ora,
o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à
direita de Deus.
E
eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o
Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Anunciai o Evangelho a
toda criatura.
Hoje nós celebramos a
festa de S. Marcos Evangelista. Ele é chamado, na Bíblia, ora de Marcos, ora de
João Marcos. É filho de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Sua
casa era local de reuniões dos Apóstolos e dos primeiros cristãos. Sua mãe se
chamava Maria.
At 12,3ss cita a família
de Marcos: “O rei Herodes mandou prender Pedro. Colocou-o na prisão e o confiou
à guarda de quatro grupos de quatro soldados cada um. Mas a oração fervorosa da
Igreja subia continuamente até Deus, intercedendo em favor dele”.
Em seguida, o livro fala
que, à noite, veio um anjo e libertou Pedro. Após a libertação, o texto diz:
“Pedro, saindo da prisão, dirigiu-se à casa de Maria, mãe de João Marcos.
Muitas pessoas estavam ali reunidas em oração, pela libertação dele. Pedro
bateu à porta, e uma empregada, chamada Rosa, foi abrir. A empregada reconheceu
a voz de Pedro, mas sua alegria foi tanta que, em vez de abrir a porta, entrou
correndo para contar que Pedro estava ali, junto à porta. Os presentes foram e
abriram a porta: era Pedro mesmo. E o grupo ficou sem palavras. Pedro, com a
mão, fez sinal para que ficassem calados. E lhes contou como o Senhor o fizera
sair da prisão”.
Essa passagem mostra
como que a família de S. Marcos Evangelista era importante na Comunidade de
Jerusalém. Neste tempo, Marcos era ainda criança.
Conforme antiga
tradição, foi na casa de S. Marcos Evangelista que Cristo celebrou a Última
Ceia. O próprio Marcos (Cf Mc 14) narra como foi a preparação da Última Ceia.
Aquele “dono da casa” de que ele fala, segundo a tradição, era o pai de Marcos,
que certamente havia procurado Jesus e oferecido a sua casa para a celebração da
Páscoa.
Vários anos depois, S.
Paulo e Barnabé, que era tio de Marcos, vão a Jerusalém para se reunir com os
Apóstolos. Na volta, Marcos se une a eles para as viagens missionárias. Viajou
com eles para Chipre e vários outros lugares, conforme nos relata o livro dos
Atos dos Apóstolos.
Entretanto, Marcos era
ainda bem jovem, e teve um momento de debilidade. A certa altura, deixou os
dois e voltou para Jerusalém. Não se sabe se foi por medo ou por saudade da
família. O fato está narrado em At 13,13.
Contudo, anos depois,
quando Pedro, que morava em Jerusalém, mudou-se para Roma, Marcos o acompanhou.
Agora, nunca mais voltará atrás, apesar de Roma ficar três vezes mais longe de
sua terra do que o lugar aonde ele foi com Paulo e Barnabé.
Na primeira Leitura da
Missa de hoje, S. Pedro chama Marcos de “meu filho”: “A Igreja que está em
Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho.
Saudai-vos uns aos outros com o abraço da amor fraterno” (1Pd 5,13).
Entretanto, o maior
presente que Marcos nos deixou foi o seu Evangelho. É interessante a forma como
o Evangelho de S. Marcos foi escrito. É bom lembrar que Marcos não conheceu
pessoalmente a Jesus. Ele escreveu o seu Evangelho a partir das pregações que
ouvia de S. Pedro. Ele as escutava, anotava, e depois redigia, a fim de ajudar
os outros. O Evangelho de Marcos, portanto, não é nada mais que um relato
daquilo que ele ouvia de S. Pedro.
Mas não foi só Pedro que
Marcos acompanhou. Durante todo o tempo em que S. Paulo esteve preso em Roma,
Marcos o serviu na prisão. E quando Paulo, já em liberdade, retoma os trabalhos
missionários, pede que lhe tragam Marcos para ajudá-lo no apostolado: “Toma
contigo Marcos e traze-o, pois é prestativo para ajudar-me” (2Tm 4,11).
A tradição diz que, depois
da morte de Pedro e de Paulo, Marcos viajou para Chipre, a primeira cidade onde
esteve trabalhando como missionário. De lá foi para Alexandria, onde morreu
mártir. É considerado o fundador da Igreja de Alexandria.
Marcos Evangelista
deixou para nós vários exemplos de vida. O primeiro é a forma como ouvia as
pregações. “Irmãos, sede praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes. Quem
ouve a Palavra e não a pratica é como alguém que observa no espelho o rosto que
tem desde que nasceu. Observa a si mesmo e depois vai embora, esquecendo a
própria aparência. Mas quem procura praticar o que ouve, este encontrará a
felicidade” (Tg 1,22-25).
Será que, nós, por
exemplo quando saímos da igreja, nos lembramos da Palavra de Deus proclamada e
explicada? Existem pessoas analfabetas que conhecem a Bíblia melhor do que
muitos letrados, porque a ouvem com amor.
A atitude de S. Marcos
pode ser resumida naquele dito popular: “Vivendo e aprendendo, aprendendo e
ensinando”.
Outro belo exemplo são
os pais de S. Marcos. Podemos tranquilamente dizer que, se ele foi o que foi,
isto se deve aos pais que teve e à educação que recebeu em casa.
O Evangelho de hoje é de
S. Marcos. São as últimas palavras do seu Evangelho. No último versículo ele dá
uma espécie de testemunho pessoal: “Os discípulos então saíram e pregaram por
toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio de sinais que
a acompanhavam”.
O Evangelho de S. Marcos
foi o primeiro Evangelho a ser escrito, mais ou menos no ano 65 depois de
Cristo.
Certa vez, um casal
recém casado começou a brigar frequentemente e por um motivo muito simples.
Eles tinham uma televisão só e os gostos eram completamente diferentes: ele
gostava de futebol e não gostava de novela; era exatamente o contrário: não
gostava de futebol e adorava novela. Toda noite saía briga, chegando quase aos
tapas.
Os pais deles ficaram
sabendo e intervieram de maneira muito feliz. Conseguiram que os dois fossem
conversar com o padre. Este, já sabendo do problema, disse-lhes: “Durante uma
semana, cada um de vocês vai se esforçar para gostar daquilo que o outro gosta:
você, fulana, vai gostar de futebol, e você, fulano, vai gostar de novela”.
Façam isso como sacrifício, que, podem ter certeza, será muito agradável a
Deus. E o padre combinou de, no dia seguinte à noite, ir visitá-los.
Quando o padre chegou,
ficou feliz ao ver que os dois tinham chegado a um acordo: os dois viam a
novela e os dois o futebol. E o que no começo era sacrifício, logo deixou de
ser porque ela começou a gostar de futebol e ele de novela.
Que o exemplo deste
casal e dos pais de Marcos sejam imitados pelos casais, a fim de que tenham
filhos e filhas que sejam a sua alegria mais, como foi S. Marcos evangelista
para seus pais.
Nós pedimos a Maria
Santíssima, a Mãe da Igreja, e a S. Marcos, o seu primeiro evangelista, que nos
ajudem a ouvir bem a Palavra de Deus.
Anunciai o Evangelho a
toda criatura.
MOMENTO DE REFLEXÃO
O capítulo 16 do livro
do Gênesis conta que Abraão teve um filho com a sua escrava, chamada Agar.
Naquele tempo era permitida a poligamia. Mas a esposa de Abraão, Sara, não
gostou nada da história. Foi só a criança nascer, ela expulsou Agar de sua
casa.
Agar pegou o filhinho e
saiu, sem rumo, pelo deserto. Levou apenas um corote de água e um pouco de
comida, o que ela podia carregar.
Depois de muito
caminhar, a água acabou e a comida também. Naquele calor do deserto, onde só se
via pedra e areia quente, o menino começou a chorar de sede. Agar então perdeu
a esperança. Colocou o bebê sobre uma pedra e retirou-se a uns cem metros, a
fim de não vê-lo morrer. Lá, ela se sentou em uma pedra, cobriu o rosto com as
mãos e começou a chorar.
Nesta hora, um anjo do
Senhor lhe apareceu e disse: “Que moleza é esta, Agar! Você ainda tem forças!
Pegue o menino, ande mais um pouco e encontrará água!”
De fato, ela pegou a
criança e, andando mais um pouco, já avistou um poço. Foi lá, deu água para o
bebê e ela também tomou à vontade, salvando os dois.
Este menino se chamava
Ismael. Ele cresceu e tornou-se o pai de um povo numeroso, os Ismaelitas, que
existe até hoje e é uma parte do povo árabe.
A certeza do amor de
Deus acaba com o nosso desânimo.
Maria Santíssima
encontrou também muitas pedras, e até barreiras em seu caminho. A primeira veio
logo na Anunciação: “Como acontecerá isso, já que eu não convivo com um homem?”
(Lc 1,34). Mas o anjo logo retirou essa pedra: “O Espírito Santo descerá sobre
ti...”
Quando S. José queria
deixá-la, foi outra pedra no seu caminho. Mas Deus interveio e, através de um
sonho, anunciou a José a sua sublime vocação de pai adotivo.
As sete dores de Maria
foram sete pedras, e foram todas removidas. Vamos pedir a ela que nos ajude
também a remover todas as pedras que aparecerem em nosso caminho.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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