domingo, 17 de abril de 2022

Segunda-feira 18-04-2022

 Segunda-feira, 18 de abril de 2022

 

“Civilização é o processo de libertar o homem dos outros homens.”

 (Ayn Rand)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 28,8-15

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

8 As mulheres saíram depressa do sepulcro, amedrontadas e cheias de alegria, e foram correndo anunciá-lo aos discípulos de Jesus.

 

 

 

9 De repente, Jesus as encontrou e disse: "Salve!" Elas se aproximaram dele, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.

 

 

 

10 Então Jesus lhes disse: "Não tenham medo. Vão dizer a meus irmãos que se dirijam para a Galileia; lá eles me verão".

 

 

 

11 Enquanto as mulheres estavam a caminho, alguns dos guardas dirigiram-se à cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido.

 

 

 

12 Quando os chefes dos sacerdotes se reuniram com os líderes religiosos, elaboraram um plano. Deram aos soldados grande soma de dinheiro,

 

 

 

13 dizendo-lhes: "Vocês devem declarar o seguinte: Os discípulos dele vieram durante a noite e furtaram o corpo, enquanto estávamos dormindo.

 

 

 

14 Se isso chegar aos ouvidos do governador, nós lhe daremos explicações e livraremos vocês de qualquer problema".

 

 

 

15 Assim, os soldados receberam o dinheiro e fizeram como tinham sido instruídos. E esta versão se divulgou entre os judeus até o dia de hoje.

 

 

 

Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz (In Memorian)

 

Ele devia ressuscitar dos mortos.

 

Hoje é o dia da Páscoa. A ressurreição de Jesus é o mistério maior de todo o ano litúrgico, mistério que celebramos todos os domingos na Santa Missa. É a verdade nuclear do cristianismo e a razão da nossa fé esperança. É também o ponto mais alto da vida de Jesus, nosso salvador. A ressurreição de Jesus é fonte de vida nova para todos nós. “A mão do Senhor fez maravilhas; exultemos de alegria!” (Salmo responsorial)

 

A ressurreição de Jesus transcende a vida material, por isso não dá para ser comprovada “cientificamente”; pertence ao âmbito da fé, que é sobrenatural. Entretanto, a nossa fé na ressurreição tem fundamento sólido; baseamo-nos no testemunho dos Apóstolos e das mulheres, para os quais Cristo ressuscitado apareceu várias vezes, ou se manifestou através de anjos. Essas experiências deram aos discípulos a segurança absoluta de que Jesus, a quem tinham visto morrer, estava vivo e presente entre eles. E assim continua até hoje.

 

A ressurreição de Cristo nos enche de alegria e nos leva a ser suas testemunhas em toda a nossa vida. Nós, pela fé, vemos e experimentamos o invisível e transcendente. E também testemunhamos, convidando todos a ressuscitarem com Cristo. “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

 

Maria Madalena “viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo”. Essa pedra não foi removida só do túmulo de Jesus. Ela foi removida da nossa vida. Ela simboliza tudo o que impede a nossa realização e felicidade. Todos os males, inclusive a morte, foram sepultados junto com Jesus, e destruídos para sempre. A ressurreição já nos está garantida, e ela não é uma realidade futura apenas, é presente: “Se ressuscitastes com Cristo...” (2ª Leitura)

 

As pedras do nosso caminho foram todas removidas. Podemos ter a cabeça erguida e o sorriso nos lábios. Essa é a atitude pascal.

 

Todos nós encontramos pedras em nosso caminho. Grandes e pequenas. Não precisamos mais nos preocupar com elas, porque Deus é providente e na hora certa as retira do nosso caminho.

 

Todos nós encontramos pedras em nosso caminho. Às vezes aparece, em vez de pedra, uma muralha. Neste caso, a nossa melhor atitude não é ficar dando cabeçadas na muralha, mas procurar a brecha, uma saída. Porque Deus não permite barreira sem brecha em nossa vida. Sempre há uma saída. Pode ser que levemos alguns arranhões, mas sempre dá para vencer.

 

Havia, certa vez, um cientista que era um dos homens mais cultos e estudados do seu país. Ele era conhecido mundialmente, devido aos seus livros e publicações na internet.

 

Um dia este senhor foi visitar um parente pobre, que morava em um sítio. O seu parente ficou feliz, e toda a família saiu de casa e foi passear pelo sítio com o ilustre parente cientista.

 

Eles tinham de atravessar um rio, onde havia uma pinguela. Mas o cientista não teve coragem. As crianças, a vovó, todos iam e vinham na pinguela para lhe dar coragem, mas não adiantou. Tiveram de voltar para trás.

 

Jesus ressuscitado, não só remove todas as pedras do nosso caminho, mas nos dá condições de passar em qualquer pinguela; não só isso, mas de enfrentar qualquer tempestade. “Cristo ressuscitou e nós com ele, aleluia!”

 

Maria Santíssima encontrou também muitas pedras em seu caminho. A primeira veio logo na Anunciação: “Como acontecerá isso, já que eu não convivo com um homem?” Mas o anjo logo retirou essa pedra: “O Espírito Santo descerá sobre ti...”

 

Quando S. José queria deixá-la, foi outra pedra. Mas Deus interveio e, através de um sonho, revelou a José o seu papel no mistério, acalmando-o.

 

As sete dores foram sete pedras, e foram todas removidas. Que Maria nos ajude a também removermos todas as pedras que aparecerem.

 

Ele devia ressuscitar dos mortos.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Da pequena abertura da sua cela ele contempla aquele monte chamado caveira, imagina a sua morte. Triste, vê os soldados romanos a postos diante dos madeiros onde seriam executados os culpados.

Ele tenta em vão explicação pelo o seu crime. Como será? Pensa ele. Com quem dividirei aquele madeiro? Sua consciência o condena. Ele havia assassinado um homem.

Baixinho ele murmura: Sou merecedor desta morte, breve estarei morto!

Agora o silêncio daquela cela é quebrado com gritos de crucifica-o, crucifica-o, crucifica-o, que soavam de láde fora do pátio. Aquele homem não sabe o que está passando lá fora. Os gritos continuam, muita agitação... Até que de repente um dos soldados lhe diz: Venha o governador Pilatos lhe chama. Lucas 23:24-25.

Enquanto caminhava até o pátio, de onde vinha toda a gritaria, ele pensa: Enfim chegou a minha hora.

Ao chegar no pátio os gritos se intensificam mais ainda. Ele observa a sua frente aquele homem o qual também seria condenado. Algo extraordinário acontece. O povo também gritava o seu nome. Foi neste exato momento que ele percebeu que aquele homem à sua frente morreria em seu lugar, sem entender o motivo da troca, pois era plano de Deus.

Agora livre, ele caminha para a liberdade e enquanto desce as escadarias, contempla aquele que irá pagar com sangue toda sua dívida.

 

Amados, nós não sabemos o destino de Barrabás, nem tam pouco a Bíblia relata qual foi seu destino. Especulam-se, os historiadores, que alguns manuscritos apócrifos revelam que, o filho de Rabás, conhecido como Barrabás se converteu ao cristianismo e seguiu contando sua história de que houve alguém que morreu em seu lugar. (são especulações).

Que esta ilustração possa fazer um despertar em nossas vidas, pois todos nós temos um pouco de Barrabás, não no sentido do seu crime, mas na liberdade, no perdão daquela pena (morte), por alguém ter morrido pelos nossos pecados, nos livrando da morte eterna.

Às vezes, quando parece que estamos perdidos, alguém chamado Jesus, aparece e paga toda nossa dívida, nos livrando da tal pena.

Mas, não basta só acreditar e reconhecer a sua morte pela humanidade, pois este sacrifício só é válido em sua vida se você, aceitá-lo, segui-lo e obedecê-lo.

Sendo assim estamos imune de toda a injustiça e condenação eterna.

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23.

Que Deus mantenha sobre nós sua infinita misericórdia. Amém!!

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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