Domingo 01-03-2026
“Quando os que
comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.” (Geog Lichtenberg Pensador alemão)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 17,1-9
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro,
Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta
montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e
as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e
Elias, conversando com Jesus.
4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor,
é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra
para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem
luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu
Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram
muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou
neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram
mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus
ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha
ressuscitado dos mortos”.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe Antonio Queiroz
Este é o meu Filho amado; escutai-o!
Esta maravilhosa cena da transfiguração nos mostra como Jesus está lá no
céu. Também Maria Santíssima e os santos. E mostra ainda como nós estaremos lá
no céu.
Somos chamados a ir, aos poucos, vencendo o pecado, que nos desfigura, e
ir nos transfigurando através das virtudes e das boas obras.
Moisés e Elias representam o Antigo Testamento: A Lei (Moisés) e os
profetas (Elias).
Pedro disse: “Senhor, é bom estarmos aqui...” De fato, ali houve uma
pequena antecipação do céu. Mas os discípulos ainda tinham uma grande missão a
cumprir na terra. São os transfiguradores do mundo.
Uma nuvem luminosa os cobriu. É aquela mesma nuvem que aparece várias
vezes na Bíblia. Ela indica a presença da divindade e, ao mesmo tempo, oculta o
mistério de Deus. É assim que acontece conosco; o normal aqui na terra é a vida
na nuvem.
Este é o meu Filho amado. Jesus estava sofrendo fortes críticas e
humilhações. Os próprios discípulos, influenciados pelas autoridades, estavam
meio abalados e confusos, a respeito de Jesus. Do jeito que as coisas iam,
quando chegasse o momento da condenação, não ia sobrar ninguém do lado dele.
Então a transfiguração veio confirmar a autoridade de Jesus. Ele perdeu
toda aquela aparência de fraqueza e de limitação, e se mostrou direitinho
conforme a expectativa que o povo tinha do Messias: Um rei glorioso e cercado
de glória.
E o apoio que ele recebeu foi pesado. Veio de Deus Pai e dos dois
principais líderes do Antigo Testamento: Moisés e Elias.
Este recado vale também para nós, pois a Igreja Católica é Jesus
continuado hoje no nosso meio. Precisamos acreditar nela. Por exemplo, agora,
envolvendo-nos na Campanha da Fraternidade.
“Escutai-o.” Deus Pai quis dizer aos discípulos (nós) que tudo o que ele
havia falado no Antigo Testamento, agora é substituído pela palavra de Jesus. O
que vale, de agora em diante, é o que Jesus fala, e ponto final.
Os discípulos ficaram muito assustados. A manifestação da divindade nos
assusta. Foi por isso que Jesus não se transfigurou diante de todos os
Apóstolos. Infelizmente nós não sabemos relacionar-nos com Deus, o que devia
ser natural. Vivemos sozinhos e, quando Deus se manifesta, ficamos assustados.
Leonardo Da Vinci demorou quase um ano para pintar esse quadro tão
bonito e conhecido nosso, a Última Ceia. A primeira pessoa que ele pintou foi o
Cristo.
Vários meses depois, faltava apenas um Apóstolo: Judas Iscariotes, o
traidor de Jesus.
Leonardo saiu pelas ruas de Roma, a procura de alguém parecido com
Judas, para que pudesse copiá-lo na tela.
Encontrou um jovem e o contratou.
Após o serviço, o jovem começou a chorar. Da Vinci perguntou-lhe por
quê. Ele respondeu:
“O Cristo que está aí na tela sou eu também! O senhor não está me
reconhecendo, porque naquela época eu havia acabado de mudar-me do interior
aqui para Roma, e a minha vida era correta! Mas infelizmente eu caí...”
O rapaz abaixou a cabeça e continuou chorando. Da Vinci o abraçou e o
convidou a mudar de vida, voltando ao que era.
O pecado nos desfigura. Ele é capaz de, em apenas um ano, transformar um
bom cristão em um Judas Iscariotes. Mas Jesus é maravilhoso, e deixou-nos meios
de nos levantarmos e readquirir a inocência batismal. Tanto, que podemos até
cantar depois: “Ó feliz culpa, que mereceu tão grande Salvador” (Primeiro
cântico da Missa da Vigília Pascal).
Maria Santíssima nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de
Jesus, a maior agente de transfiguração do mundo. Que ela nos ajude a nos
transfigurarmos e a sermos agentes de transfiguração.
Este é o meu Filho amado; escutai-o!
MOMENTO DE REFLEXÃO
A paz que trago hoje em meu
peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou
imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em
silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos
mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes
que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da
vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...
Ter paz é ter a consciência
tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir
responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da
vida.
Ter paz é ter ouvidos que
ouvem, olhos que vêm e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que
ama...
Ter paz é brincar com as
crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e
embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os
outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é
esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os
próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de
chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar
atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter paz é admitir a própria
imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu
peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para
mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para
reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o
pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu
alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma
coisa da outra.
É admitir que nem sempre
tenho razão e, mesmo que tenha não brigar por causa disso.
A paz que hoje trago em meu
peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...
A certeza da convicção de
que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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