sábado, 28 de fevereiro de 2026

DIÁRIO DE DOMINGO 01/03/2026

 

Domingo 01-03-2026

 

“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”  (Geog Lichtenberg Pensador alemão)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 17,1-9

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.

4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”

6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe Antonio Queiroz

 

Este é o meu Filho amado; escutai-o!

Esta maravilhosa cena da transfiguração nos mostra como Jesus está lá no céu. Também Maria Santíssima e os santos. E mostra ainda como nós estaremos lá no céu.

Somos chamados a ir, aos poucos, vencendo o pecado, que nos desfigura, e ir nos transfigurando através das virtudes e das boas obras.

Moisés e Elias representam o Antigo Testamento: A Lei (Moisés) e os profetas (Elias).

Pedro disse: “Senhor, é bom estarmos aqui...” De fato, ali houve uma pequena antecipação do céu. Mas os discípulos ainda tinham uma grande missão a cumprir na terra. São os transfiguradores do mundo.

Uma nuvem luminosa os cobriu. É aquela mesma nuvem que aparece várias vezes na Bíblia. Ela indica a presença da divindade e, ao mesmo tempo, oculta o mistério de Deus. É assim que acontece conosco; o normal aqui na terra é a vida na nuvem.

Este é o meu Filho amado. Jesus estava sofrendo fortes críticas e humilhações. Os próprios discípulos, influenciados pelas autoridades, estavam meio abalados e confusos, a respeito de Jesus. Do jeito que as coisas iam, quando chegasse o momento da condenação, não ia sobrar ninguém do lado dele.

Então a transfiguração veio confirmar a autoridade de Jesus. Ele perdeu toda aquela aparência de fraqueza e de limitação, e se mostrou direitinho conforme a expectativa que o povo tinha do Messias: Um rei glorioso e cercado de glória.

E o apoio que ele recebeu foi pesado. Veio de Deus Pai e dos dois principais líderes do Antigo Testamento: Moisés e Elias.

Este recado vale também para nós, pois a Igreja Católica é Jesus continuado hoje no nosso meio. Precisamos acreditar nela. Por exemplo, agora, envolvendo-nos na Campanha da Fraternidade.

“Escutai-o.” Deus Pai quis dizer aos discípulos (nós) que tudo o que ele havia falado no Antigo Testamento, agora é substituído pela palavra de Jesus. O que vale, de agora em diante, é o que Jesus fala, e ponto final.

Os discípulos ficaram muito assustados. A manifestação da divindade nos assusta. Foi por isso que Jesus não se transfigurou diante de todos os Apóstolos. Infelizmente nós não sabemos relacionar-nos com Deus, o que devia ser natural. Vivemos sozinhos e, quando Deus se manifesta, ficamos assustados.

Leonardo Da Vinci demorou quase um ano para pintar esse quadro tão bonito e conhecido nosso, a Última Ceia. A primeira pessoa que ele pintou foi o Cristo.

Vários meses depois, faltava apenas um Apóstolo: Judas Iscariotes, o traidor de Jesus.

Leonardo saiu pelas ruas de Roma, a procura de alguém parecido com Judas, para que pudesse copiá-lo na tela.

Encontrou um jovem e o contratou.

Após o serviço, o jovem começou a chorar. Da Vinci perguntou-lhe por quê. Ele respondeu:

“O Cristo que está aí na tela sou eu também! O senhor não está me reconhecendo, porque naquela época eu havia acabado de mudar-me do interior aqui para Roma, e a minha vida era correta! Mas infelizmente eu caí...”

O rapaz abaixou a cabeça e continuou chorando. Da Vinci o abraçou e o convidou a mudar de vida, voltando ao que era.

O pecado nos desfigura. Ele é capaz de, em apenas um ano, transformar um bom cristão em um Judas Iscariotes. Mas Jesus é maravilhoso, e deixou-nos meios de nos levantarmos e readquirir a inocência batismal. Tanto, que podemos até cantar depois: “Ó feliz culpa, que mereceu tão grande Salvador” (Primeiro cântico da Missa da Vigília Pascal).

Maria Santíssima nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior agente de transfiguração do mundo. Que ela nos ajude a nos transfigurarmos e a sermos agentes de transfiguração.

Este é o meu Filho amado; escutai-o!

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...

Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...

Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêm e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama...

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...

A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha não brigar por causa disso.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...

A certeza da convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

                                                                                                     

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 27/02/2026

 

Sexta-feira 27-02-2026

 

“Na busca de Felicidade é bom diferenciar o seguinte: o que a Vida tem feito comigo e o que eu tenho feito com a Vida.” (Malu Schneider)

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 5,20-26

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. "Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Não matarás! Quem matar deverá responder no tribunal'. Ora, eu vos digo: todo aquele que tratar seu irmão com raiva deverá responder no tribunal; quem disser ao seu irmão 'imbecil' deverá responder perante o sinédrio... poderá ser condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando estiveres levando a tua oferenda ao altar e ali te lembrares que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda... e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão... Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto ele caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz... e tu serás jogado na prisão. Em verdade, te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

É muito profunda essa reflexão de hoje e talvez a mais difícil de cumprir, pois foge ao nosso controle. Jesus apresenta a morte como um grande pecado, mas a indiferença também.

Sim, às vezes pelos desentendimentos, pelas posturas contraditórias e até pelas perseguições sofridas, escolhemos gostar de alguns e segregar a outros de nossa vida. Ele deixa entender que entre a EMPATIA e ANTIPATIA, a AÇÃO e a OMISSÃO existe uma linha tênue, que aos seus olhos acabam agredindo ao outro da mesma forma, mudando apenas na intensidade. Ou seja, como se pode dizer EU AMO sendo indiferente ao que realmente sofre?

“(…) Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão”. (I João 4, 20-21)

No roteiro homilético da CNBB, ao falar da Campanha da Fraternidade e ao seu tema Economia e Vida, apresenta-se uma situação mais ampla desse questionamento tão filosófico, algo maior que uma “picuinha” entre eu e ele: “COMO VIVEMOS NOSSA FÉ NO CONTEXTO DE MISÉRIA E DE FOME, FALTA DE SAÚDE E MORADIA, DE PRECARIEDADE NO TRABALHO E INSEGURANÇA DE UM GRANDE NÚMERO DE PESSOAS QUE CONVIVEM CONOSCO NO BRASIL?”.

É como se o texto citado dissesse: como conseguimos viver a política do “se não é comigo, não preciso me importar” e dizer que sou Cristão?

Sei que posso dar um tiro no pé, mas quantas vezes ouvi, talvez por ingenuidade ou falta de informação, irmãos de longos anos de Renovação Carismática dizer que seu único compromisso é com o grupo de oração! Como dizer isso se a própria beata Elena Guerra não guardou suas cartas pra si e viu que era um chamado do Espírito Santo para TODA igreja e para TODOS os cristãos?

Os dons que temos não têm finalidade alguma se não aplicados aos irmãos! Temos imensas falhas, nosso humano fala muito alto nas nossas decisões até mais corriqueiras. Temos mania de fazer grupinhos e “reservar a graça” a aqueles que dali congregam. Separamos cristãos dos “pagãos” e muitas vezes agimos como os próprios homens da lei a qual Jesus se refere no texto.

Ser igreja, não é tomar uma identidade política partidária como fez a teologia da libertação; não é ser pastoral e esquecer-se de rezar; também não é se fechar dentro de um grupo e fingir que não existe gente lá fora ou apenas vê-la quando participar do seu modo de pensar… A própria RCC, que um dia também errou muito nisso, hoje vê nos projetos sociais uma forma preencher uma lacuna que há anos espera por ela – a vivência verdadeira em comunidade.

“(…) Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria capaz de salvá-lo? Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então algum de vós disser a eles: “Ide em paz, aquecei-vos” e “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adianta isso? Assim também a fé: se não se traduz em ações, por si só está morta”. (Tiago 2, 14-17)

Ai, de Paulo e da Nossa igreja se ele, movido pelo Espírito Santo, não saísse pelo mundo a levar a boa nova? Quem melhor entendeu isso que São Francisco de Assis que chamava a todos e a tudo de irmãos?

A Campanha da Fraternidade é de todas as pastorais e movimentos, e ainda por cima nesse ano é ecumênica. Poucas pessoas notaram, mas alguns cantos são de pastores evangélicos. É tão lindo ver na Canção Nova seus cantores e interpretes tão conhecidos; autores de lindas canções, SENDO IGREJA e cantando com alegria o Hino da Campanha da Fraternidade e músicas do hinário litúrgico.

Nada do que disse aqui é para enaltecer ou diminuir esse ou aquele, pois na verdade, nossas pastorais somos nós mesmos e se às vezes precisamos de um toque de atenção para voltar a direção certa, devemos acolher.

Eu amo ser igreja!

Estamos na quaresma! Algo precisa ser mudado ao fim dela!

Um imenso abraço fraterno!

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:

"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"

Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

 - Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

 - Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

 - Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

 - Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros." (Mário Quintana)

                                                                                                     

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DIÁRIO DE QUARTA-FEIRA 25/02/2026

 

Quarta-feira 25-02-2026

 

“Arrependo-me muitas vezes de ter falado; nunca de ter silenciado.” (Ciro)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 11,29-32

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Acorrendo as multidões em grande número, Jesus começou a dizer: "Esta geração é uma geração perversa. Busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. De fato, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará juntamente com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é mais do que Salomão. No dia do juízo, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão; pois eles mostraram arrependimento com a pregação de Jonas, e aqui está quem é mais do que Jonas".

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Os judeus pediam um sinal a Jesus, uma prova de que ele é mesmo o enviado de Deus. Jesus responde que não lhes será dado outro sinal, a não ser o sinal de Jonas.

Jonas, como sabemos, foi atirado no mar, em seguida uma baleia o engoliu e três dias depois o vomitou vivo na praia (Cf Jn 1,15.2,1-11).

Jesus se refere ao seu sepultamento, em que ficou também três dias debaixo da terra e depois ressuscitou vivo. Esta foi uma grande prova da sua divindade. Mas foi também uma prova da radicalização do pecado dos judeus: Mataram o Filho de Deus.

De fato, não tinha cabimento pedir sinal a Jesus, pois fazia milagres todos os dias. Só quem era cego não via.

Acontece que a nossa fé é proporcional à nossa obediência a Deus. Quem não segue os mandamentos, fica como que cego e não vê as passagens de Deus pela sua vida. Por isso acaba se desviando da fé verdadeira.

A nossa desobediência a Deus começa com pequenas falhas. Se não nos convertemos, elas vão aumentando aos poucos. De repente nós caímos num pecado grande, e levamos um susto. Esse susto é convite de Deus, sinal do amor dele a nós. Muitos tomam um copo de cerveja para esquecer o susto e continua a vida. Esses vão acabar fazendo pecados ainda maiores, como os judeus do tempo de Jesus, que o mataram.

“Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Por outro lado, quem não obedece os mandamentos, acaba escondendo-se de Deus, como aconteceu com Adão e Eva.

“Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem a prática, é morta” (Tg 2,26).

No Evangelho, Jesus lembra também o exemplo bonito da Rainha de Sabá: Ao ficar sabendo da sabedoria de Salomão, veio de tão longe para ouvi-lo (Cf 1Rs 10,1-10). E Jesus, muito maior que Salomão, estava ali no meio daqueles chefes e eles não o ouviam.

Jesus chamou os judeus do seu tempo de geração má, quer dizer, uma geração que pratica obras más. As obras más endurecem o nosso coração para o amor a Deus e ao próximo e o fecham para a fé verdadeira. Quem pratica obras más torna-se presa fácil de seitas.

Nós buscamos instintivamente a coerência entre as várias dimensões da nossa pessoa. Se a nossa vida prática não segue o que acreditamos, passamos a acreditar naquilo que combina com a nossa vida prática.

 

“Josué disse ao povo: Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados” (Js 24,19).

Logo que Jesus morreu, o centurião disse: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” (Mt 27,54). Que nós não cheguemos a esse ponto, de só “acordar” depois que cometemos um pecado horrível. Para isso, precisamos ser menos críticos e mais dóceis diante da Palavra de Deus. Que o bom Deus tire o nosso coração de pedra e coloque no lugar um coração de carne, mais sensível aos sinais que ele nos manda.

Certa vez um rapaz procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre levou-o para a sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo perguntando: “Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu: “Não é isso, padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre, mas eu gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a fé”. Depois de muita conversa, o padre, com sua bondade, conseguiu convencer o jovem a se confessar. Foi uma confissão longa e o jovem até se emocionou. Terminada, o padre lhe disse: “Agora vamos conversar sobre a fé. Pode apresentar as suas dúvidas. “Não tenho mais dúvidas, respondeu o moço. Muito obrigado, senhor padre!” E deu-lhe um abraço.

É sempre assim. A vida de pecado interfere na nossa fé. Existe uma relação: Vida de pecado = Dúvidas de fé. Prática das virtudes = Aumento de fé.

A nossa fé cresce junto com a nossa obediência a Deus.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado... Eu sinto saudades... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser... Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado,  provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!

De quem disse que viria e nem apareceu...De quem apareceu correndo, sem me conhecer direito... De quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram como me dizer adeus... De gente que passou na calçada contrária da minha vida  e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive  e de outras que não tive mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades dos livros que li  e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi  e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi  e das que deixei passar... sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que não sei o que é  e nem sei onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar  sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente Quando estamos desesperados... Para contar dinheiro... Fazer amor... Declarar sentimentos fortes...

Seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples "I miss you"  ou seja lá como possamos traduzir SAUDADE em outra língua,  nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos  de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso,  mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar  de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!

De que amamos muito o que tivemos...E lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

(Antonio Carlos Affonso dos Santos )

 

 

                                                                                                     

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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