sábado, 28 de fevereiro de 2026

DIÁRIO DE DOMINGO 01/03/2026

 

Domingo 01-03-2026

 

“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”  (Geog Lichtenberg Pensador alemão)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 17,1-9

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.

4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”

6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe Antonio Queiroz

 

Este é o meu Filho amado; escutai-o!

Esta maravilhosa cena da transfiguração nos mostra como Jesus está lá no céu. Também Maria Santíssima e os santos. E mostra ainda como nós estaremos lá no céu.

Somos chamados a ir, aos poucos, vencendo o pecado, que nos desfigura, e ir nos transfigurando através das virtudes e das boas obras.

Moisés e Elias representam o Antigo Testamento: A Lei (Moisés) e os profetas (Elias).

Pedro disse: “Senhor, é bom estarmos aqui...” De fato, ali houve uma pequena antecipação do céu. Mas os discípulos ainda tinham uma grande missão a cumprir na terra. São os transfiguradores do mundo.

Uma nuvem luminosa os cobriu. É aquela mesma nuvem que aparece várias vezes na Bíblia. Ela indica a presença da divindade e, ao mesmo tempo, oculta o mistério de Deus. É assim que acontece conosco; o normal aqui na terra é a vida na nuvem.

Este é o meu Filho amado. Jesus estava sofrendo fortes críticas e humilhações. Os próprios discípulos, influenciados pelas autoridades, estavam meio abalados e confusos, a respeito de Jesus. Do jeito que as coisas iam, quando chegasse o momento da condenação, não ia sobrar ninguém do lado dele.

Então a transfiguração veio confirmar a autoridade de Jesus. Ele perdeu toda aquela aparência de fraqueza e de limitação, e se mostrou direitinho conforme a expectativa que o povo tinha do Messias: Um rei glorioso e cercado de glória.

E o apoio que ele recebeu foi pesado. Veio de Deus Pai e dos dois principais líderes do Antigo Testamento: Moisés e Elias.

Este recado vale também para nós, pois a Igreja Católica é Jesus continuado hoje no nosso meio. Precisamos acreditar nela. Por exemplo, agora, envolvendo-nos na Campanha da Fraternidade.

“Escutai-o.” Deus Pai quis dizer aos discípulos (nós) que tudo o que ele havia falado no Antigo Testamento, agora é substituído pela palavra de Jesus. O que vale, de agora em diante, é o que Jesus fala, e ponto final.

Os discípulos ficaram muito assustados. A manifestação da divindade nos assusta. Foi por isso que Jesus não se transfigurou diante de todos os Apóstolos. Infelizmente nós não sabemos relacionar-nos com Deus, o que devia ser natural. Vivemos sozinhos e, quando Deus se manifesta, ficamos assustados.

Leonardo Da Vinci demorou quase um ano para pintar esse quadro tão bonito e conhecido nosso, a Última Ceia. A primeira pessoa que ele pintou foi o Cristo.

Vários meses depois, faltava apenas um Apóstolo: Judas Iscariotes, o traidor de Jesus.

Leonardo saiu pelas ruas de Roma, a procura de alguém parecido com Judas, para que pudesse copiá-lo na tela.

Encontrou um jovem e o contratou.

Após o serviço, o jovem começou a chorar. Da Vinci perguntou-lhe por quê. Ele respondeu:

“O Cristo que está aí na tela sou eu também! O senhor não está me reconhecendo, porque naquela época eu havia acabado de mudar-me do interior aqui para Roma, e a minha vida era correta! Mas infelizmente eu caí...”

O rapaz abaixou a cabeça e continuou chorando. Da Vinci o abraçou e o convidou a mudar de vida, voltando ao que era.

O pecado nos desfigura. Ele é capaz de, em apenas um ano, transformar um bom cristão em um Judas Iscariotes. Mas Jesus é maravilhoso, e deixou-nos meios de nos levantarmos e readquirir a inocência batismal. Tanto, que podemos até cantar depois: “Ó feliz culpa, que mereceu tão grande Salvador” (Primeiro cântico da Missa da Vigília Pascal).

Maria Santíssima nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior agente de transfiguração do mundo. Que ela nos ajude a nos transfigurarmos e a sermos agentes de transfiguração.

Este é o meu Filho amado; escutai-o!

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...

Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...

Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêm e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama...

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...

A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha não brigar por causa disso.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...

A certeza da convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

                                                                                                     

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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