quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 20/02/2026

 

Sexta-feira 20-02-2026

 

"Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor." (Madre Tereza de Calcutá)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 9,14-15

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

Então os discípulos de João Batista chegaram perto de Jesus e perguntaram:

- Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os discípulos do senhor não jejuam?

Jesus respondeu:

- Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar tristes enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

 

Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.

Este Evangelho nos conta que um dia os discípulos de João Batista procuraram Jesus e lhe perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os teus discípulos não?” Jesus respondeu, que jejuara quarenta dias no deserto, comparando a sua presença física na terra com uma festa de casamento. Explica que não fica bem, numa festa de casamento, os amigos do noivo jejuarem, enquanto o noivo está com eles.

Jesus está se referindo à comparação que os profetas fazem entre a aliança de Deus com o seu povo e o casamento. Veja o que diz o profeta Oséias: “Naquele dia, ela (a família do Povo de Deus) passará a chamar-me de “meu marido” e não mais de “meu Baal”... Afastarei desta terra o arco, a espada e a guerra, e todos poderão dormir em segurança. Eu me caso contigo para sempre, casamos conforme a justiça e o direito, com amor e carinho” (Os 1,18-20). Aplicando a profecia a si mesmo, Jesus se declara Deus, pois o casamento é entre Deus e o povo. A sua presença na terra foi a festa do casamento “para sempre”, isto é, uma aliança eterna.

O jejum praticado pelos judeus tinha um sentido de preparação para a chegada do Messias e do Reino de Deus. Como que os discípulos de Jesus iam praticar esse jejum, se o Messias já estava com eles?

Mas “dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. O noivo é Jesus. Ele será tirado do meio dos discípulos pela sua morte violenta. Então os discípulos jejuarão em sentido figurado, isto é, sofrerão tristeza e desolação, dificuldades e perseguições, por lhe serem fiéis na missão recebida.

Hoje em dia, a Igreja suavizou sensivelmente a lei do jejum, por exemplo, o jejum quaresmal que era tão duro e prolongado. Mas continua em pé o jejum do domínio das nossas más inclinações. Existem sete vícios capitais que são os geradores dos pecados: Soberba, avareza, erotismo, inveja, gula, ira e preguiça. O grande jejum para o cristão consiste também em perdoar ou pedir perdão, voltar a conversar depois de um atrito, conviver com pessoas difíceis... Nós só conseguimos praticar tudo isso, se nos exercitarmos, inclusive com o jejum no seu sentido estrito, que é dominar o apetite.

Existe ainda outro tipo de jejum muito importante: O jejum dos olhos. Há cenas que nos fazem mal, incitam-nos à violência, ao ódio, à desordem, à luxúria... Quantos filmes e revistas nos conduzem a isso! “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus. Vigiar é, entre outras coisas, praticar o jejum dos olhos.

Muitos líderes cristãos dão aos jovens um conselho muito simples, mas eficaz: “Você sentiu sede? Não beba logo a água, mas espere cinco minutos. Recebeu uma carta? Não abra logo, mas espere cinco minutos...” É um ótimo treinamento do domínio sobre os impulsos do nosso corpo, ferido pelo pecado. Os instintos são cegos, tanto podem levar-nos para o bem como para o mal

Existe ainda o jejum do espírito. É controlar a língua, o afeto, o humor, a disposição para o trabalho, o domínio das emoções, saber dar um abraço quando sentimos vontade de fazer o contrário, saber engolir seco e não dizer nada, quando a nossa vontade seria fazer o contrário. As pessoas são capazes de fazer grandes sacrifícios pelo seu amado ou amada. Os que amam a Deus devem fazer o mesmo por ele. Por isso que os santos diziam que para eles a cruz era doce como o mel.

Na primeira Leitura, Isaías fala como é o jejum que agrada a Deus: “Acaso o jejum que prefiro não é outro? Quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição?... Então brilhará tua luz como a aurora.”

A exploração econômica é uma bofetada em Deus, pois prejudica os irmãos, especialmente os mais pobres. “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Esse é o lema da Campanha da Fraternidade. Para o cristão, o dinheiro está a serviço da vida, não para escravizá-la. Seria o maior absurdo alguém explorar o irmão e se considerar em ordem com Deus porque faz abstinência de carne. Ou alguém fazer gastos inúteis, comprando coisas supérfluas, furtando-se à ajuda aos necessitados.

Certa vez, um garoto de dez anos, chamado Jorge, voltava da escola, quando um homem se aproximou dele e perguntou se poderia ajudá-lo na escolha de um presente de aniversário para o seu pai, dizendo ser amigo dele. A criança entrou no carro do homem e foram. Entretanto, homem tinha ressentimento contra o pai de Jorge, porque, quando ele era enfermeiro do seu tio, foi despedido por causa de bebida. Mas o garoto não o conhecia.

O homem levou o pequeno para uma área isolada, onde o perfurou várias vezes no peito com uma chave de fenda, depois lhe deu um tiro na cabeça e o deixou lá, para morrer. Felizmente, a bala havia passado por trás dos seus olhos, não danificando o cérebro. Depois que retomou a consciência, Jorge ficou sentado na beira do asfalto, onde foi socorrido por um motorista que passava.

Duas semanas depois, Jorge descreveu para um desenhista da polícia o rosto do agressor. O próprio tio o reconheceu. Entretanto, o menino, devido ao trauma, não conseguiu identificar se era aquele mesmo, ou não. Por isso ele não foi preso.

O ataque deixou Jorge cego de um olho. Mas, sem nenhum outro problema grave, voltou para a escola e deu continuidade à sua vida. Formou-se, casou-se e tiveram dois filhos.

Um dia, um policial lhe telefonou para informar que o antigo enfermeiro, agora com setenta e sete anos, havia confessado o crime. Sem família, ele estava em um asilo e Jorge foi visitá-lo. Ele se desculpou pelo que havia feito e Jorge disse que o havia perdoado. Depois disso, visitou-o muitas vezes. Apresentou-lhe sua esposa e filhos, a fim de lhe dar uma sensação de família. Ele ficava feliz quando Jorge aparecia, porque o tirava da solidão e era um grande alívio para ele, após vinte e dois anos de arrependimento.

Mais do que tragédia, Jorge via no fato um milagre, sentia-se abençoado por Deus. Apesar de muitos não entenderem como que Jorge pôde perdoar aquele homem, ele mesmo via o perdão como a única saída para fazê-lo feliz. Se tivesse escolhido o ódio, ou passar a vida procurando vingança, não seria o homem feliz e realizado que é hoje.

O perdão também é uma penitência, que faz bem aos dois lados: a quem perdoa e a quem é perdoado.

O amor de mãe é o mais belo retrato do amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!" (Is 49,15). Maria Santíssima, Mãe de Jesus e nossa, enfrentou situações difíceis, como a fuga para o Egito, a morte do Filho na cruz... Sinal de que ela se exercitava no auto domínio, a fim de promover a vida. Santa Maria, rogai por nós!

Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

"A gratidão é o único tesouro dos humildes."

Madre Tereza de Calcutá, conhecida como a santa dos miseráveis, que iniciou seu extraordinário trabalho de amor ao próximo em Calcutá, na Índia, que nasceu em 1910 e faleceu em 1997, dizia: "o maior amigo da verdade é o tempo, e a sua maior companheira é a humildade."

A verdade para sair de seu esconderijo e vir à luz, necessita passar pelo túnel do tempo. E este tempo não é o tempo do relógio, mas um tempo relacionado a teoria da relatividade, do tempo e do espaço, que é o tempo do amadurecimento, da espera do inesperado.

O preconceito ( que vem do pré-conceito)  age na contramão da verdade, porque julga na pressa e na precipitação. É uma afirmação feita de maneira prévia, antes do conhecimento que orienta refletir antes  do pré-julgamento. O preconceito nunca deixa que a realidade venha, porque o preconceito gosta de aparência, julga sempre pela embalagem, sem analisar o conteúdo.

Por isso,  onde tem a humildade não há mentira, nem preconceito,  porque a humildade age com paciência, deixando que cada coisa siga o curso natural do amadurecimento. Isso dá tempo da verdade se mostrar tal como ela é, mesmo que no nosso relógio cronológico isso custe muito tempo! 

Luiz Antonio  Silva, é diretor e palestrante da PHAROL-RH.

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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