quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 27/02/2026

 

Sexta-feira 27-02-2026

 

“Na busca de Felicidade é bom diferenciar o seguinte: o que a Vida tem feito comigo e o que eu tenho feito com a Vida.” (Malu Schneider)

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 5,20-26

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. "Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Não matarás! Quem matar deverá responder no tribunal'. Ora, eu vos digo: todo aquele que tratar seu irmão com raiva deverá responder no tribunal; quem disser ao seu irmão 'imbecil' deverá responder perante o sinédrio... poderá ser condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando estiveres levando a tua oferenda ao altar e ali te lembrares que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda... e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão... Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto ele caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz... e tu serás jogado na prisão. Em verdade, te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

É muito profunda essa reflexão de hoje e talvez a mais difícil de cumprir, pois foge ao nosso controle. Jesus apresenta a morte como um grande pecado, mas a indiferença também.

Sim, às vezes pelos desentendimentos, pelas posturas contraditórias e até pelas perseguições sofridas, escolhemos gostar de alguns e segregar a outros de nossa vida. Ele deixa entender que entre a EMPATIA e ANTIPATIA, a AÇÃO e a OMISSÃO existe uma linha tênue, que aos seus olhos acabam agredindo ao outro da mesma forma, mudando apenas na intensidade. Ou seja, como se pode dizer EU AMO sendo indiferente ao que realmente sofre?

“(…) Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão”. (I João 4, 20-21)

No roteiro homilético da CNBB, ao falar da Campanha da Fraternidade e ao seu tema Economia e Vida, apresenta-se uma situação mais ampla desse questionamento tão filosófico, algo maior que uma “picuinha” entre eu e ele: “COMO VIVEMOS NOSSA FÉ NO CONTEXTO DE MISÉRIA E DE FOME, FALTA DE SAÚDE E MORADIA, DE PRECARIEDADE NO TRABALHO E INSEGURANÇA DE UM GRANDE NÚMERO DE PESSOAS QUE CONVIVEM CONOSCO NO BRASIL?”.

É como se o texto citado dissesse: como conseguimos viver a política do “se não é comigo, não preciso me importar” e dizer que sou Cristão?

Sei que posso dar um tiro no pé, mas quantas vezes ouvi, talvez por ingenuidade ou falta de informação, irmãos de longos anos de Renovação Carismática dizer que seu único compromisso é com o grupo de oração! Como dizer isso se a própria beata Elena Guerra não guardou suas cartas pra si e viu que era um chamado do Espírito Santo para TODA igreja e para TODOS os cristãos?

Os dons que temos não têm finalidade alguma se não aplicados aos irmãos! Temos imensas falhas, nosso humano fala muito alto nas nossas decisões até mais corriqueiras. Temos mania de fazer grupinhos e “reservar a graça” a aqueles que dali congregam. Separamos cristãos dos “pagãos” e muitas vezes agimos como os próprios homens da lei a qual Jesus se refere no texto.

Ser igreja, não é tomar uma identidade política partidária como fez a teologia da libertação; não é ser pastoral e esquecer-se de rezar; também não é se fechar dentro de um grupo e fingir que não existe gente lá fora ou apenas vê-la quando participar do seu modo de pensar… A própria RCC, que um dia também errou muito nisso, hoje vê nos projetos sociais uma forma preencher uma lacuna que há anos espera por ela – a vivência verdadeira em comunidade.

“(…) Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria capaz de salvá-lo? Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então algum de vós disser a eles: “Ide em paz, aquecei-vos” e “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adianta isso? Assim também a fé: se não se traduz em ações, por si só está morta”. (Tiago 2, 14-17)

Ai, de Paulo e da Nossa igreja se ele, movido pelo Espírito Santo, não saísse pelo mundo a levar a boa nova? Quem melhor entendeu isso que São Francisco de Assis que chamava a todos e a tudo de irmãos?

A Campanha da Fraternidade é de todas as pastorais e movimentos, e ainda por cima nesse ano é ecumênica. Poucas pessoas notaram, mas alguns cantos são de pastores evangélicos. É tão lindo ver na Canção Nova seus cantores e interpretes tão conhecidos; autores de lindas canções, SENDO IGREJA e cantando com alegria o Hino da Campanha da Fraternidade e músicas do hinário litúrgico.

Nada do que disse aqui é para enaltecer ou diminuir esse ou aquele, pois na verdade, nossas pastorais somos nós mesmos e se às vezes precisamos de um toque de atenção para voltar a direção certa, devemos acolher.

Eu amo ser igreja!

Estamos na quaresma! Algo precisa ser mudado ao fim dela!

Um imenso abraço fraterno!

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:

"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"

Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

 - Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

 - Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

 - Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

 - Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros." (Mário Quintana)

                                                                                                     

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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