Diário de Quinta-feira 05-02-2026
“Quem vende sua liberdade nunca foi digno
dela.” (Augusto Cury)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 6,7-13
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo,
numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e
Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado
Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha
filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e
viva!”
24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão
o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava
com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que
possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se
dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se
eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou
imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença.
30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da
multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram:
“Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”
32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem
havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe
havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade.
34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa
doença”.
35Ele estava ainda falando, quando chegaram
alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por
que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da
sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o
acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa
do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse: “Por que essa
confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram
então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da
menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde
estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talita cum” — que
quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a
andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência
que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Achei muito interessante e pertinente começar essa reflexão partindo da
mensagem inicial proposta no site das Paulinas para esse evangelho… “(…) Jesus
não envia os apóstolos para pregar uma nova doutrina, mas para anunciar uma
nova realidade e testemunhar uma nova prática: a manifestação do amor que
liberta e restaura a vida”.
A cultura judaica é repleta de símbolos e costumes que por si só
poderiam nos trazer a imagem ruim. “(…) se os receberem entre se não protestem
contra eles”. Se simplificássemos a mensagem no plano literal PODERIAMOS ter um
entendimento agressivo, prova disso que uma vez fui indagado por um amigo que
sempre teve a impressão de um Jesus arrogante e soberbo. Quem vive dentro da
igreja pode até se espantar com essa declaração, mas para aqueles que vivem sem
pastor lá fora, não. Onde Ele nos envia, pode haver pessoas com outras
opiniões.
Um breve parêntese…
Na realidade o costume Judaico de bater as sandálias simbolizava para
que não se trouxessem nenhuma impureza. Se trouxéssemos esse costume a um
exemplo mais próximo, seria para uma pessoa que trabalha na recuperação de
viciados (drogas, alcoolismo, jogo) um alerta para que não passasse em casa a
também fumar; ou aquele que convive com pessoas diariamente adquirisse costumes
que não possuía como piadas infames, palavrões, destrato, fofocas…
Jesus bem conhecia a sabedoria do costume judaico e também o quanto
outros costumes são facilmente assimilados. Não é difícil de ver católicos
lendo horóscopo, fazendo três pedidos na fitinha amarada no braço; não passando
por debaixo de escadas, pulando sete ondas, escolhendo cor de roupa para virar
de ano (risos). De onde adquirimos esses costumes? Nem bem sabemos! Vá para o
Nordeste ou pro Sul e lá passe um ano e ganhe de brinde o sotaque típico da
região. Hábitos são como esses sotaques.
Voltando… Jesus roga a Deus por nós que estamos no mundo, mas hoje, aos
maduros na fé, os envia aos que também estão, no entanto o desconhecem
“(…) Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e
deste-mos e guardaram a tua palavra. AGORA ELES RECONHECERAM QUE TODAS AS
COISAS QUE ME DESTE PROCEDEM DE TI. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu
me confiaste E ELES AS RECEBERAM E RECONHECERAM VERDADEIRAMENTE QUE SAÍ DE TI,
e creram que tu me enviaste. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas
por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que
é teu é meu. Neles sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles estão ainda
no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome,
que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós “. (João
17, 6-11)
Esse envio é para os maduros na fé, pois depararemos com pessoas que por
muitas vezes tem uma vida repleta de maldades, vícios, ceticismo, crenças,
superstições, (…) que antes de terem qualquer contato com a Boa Nova já
passaram por terreiros, “benzeções”, simpatias… Que já “apelaram” para todos os
“santos”, mas que mesmo assim não temos que nos afastar delas, pois creio que o
próprio pastor as trouxe. Mas é certo, não podemos carregar para casa a areia
que veio junto.
“(…) Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde
iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e
chegaram primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e
compadeceu-se dela, PORQUE ERA COMO OVELHAS QUE NÃO TÊM PASTOR. E COMEÇOU A
ENSINAR-LHES MUITAS COISAS”. (Mateus 6, 33-34)
Quem trabalha com gente que precisa de ajuda para não sucumbir, deve se
resguardar em oração. Quem trabalha em hospital nos dá o exemplo. Eles têm por
hábito de segurança descartar as roupas em água e sabão, tomar banho e só assim
poder brincar com os filhos evitando assim doenças oportunistas.
Quem dedica um pouco do seu tempo para levar Deus às pessoas não precisa
fugir delas, mas deve procurar uma vida o mais irrepreensível que for possível
para de fato poder ajudá-las e não sucumbir também. Nem todos que procuram por
ajuda conhecem a Deus e para levar a manifestação do amor que liberta e
restaura a vida é preciso ser a todo instante renovado.
Quais são as areias que precisam deixar nossas sandálias?
Um Imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
No museu de fama internacional, o piso totalmente coberto por belíssimos
azulejos de mármore recebia as visitas todas os dias, especialmente para
admirarem uma estátua, toda em mármore, enorme, exibida no meio do salão de
entrada.
Pessoas do mundo inteiro vinham admirá-la. Os mais entendidos se
detinham a observar a perfeição dos seus traços. Os românticos falavam da
suavidade das linhas, mas todos, sem exceção, elogiavam a sua beleza.
Certa noite, os pisos de mármore começaram a falar e reclamar com a
estátua:
Estátua, isto não está certo. Absolutamente, não! As pessoas vêm, pisam
e pisam em nós só para admirar você. Ninguém olha para nós e muito menos se dá
conta de que também temos a nossa beleza. Isto não é justo.
Meu querido amigo, piso de mármore, você ainda se lembra de quando eu e
você estávamos na mesma caverna? Perguntou a estátua.
Sim! É por isso que eu acho tudo muito injusto. Nós nascemos da mesma
caverna e agora recebemos tratamento tão diferente. Não é justo! - chorou
novamente o piso.
A estátua continuou a explicar:
Então, você ainda se lembra do dia em que o artista tentou trabalhar em
você, mas você resistiu bravamente às ferramentas?
Sim, claro que me lembro. Odiei aquele sujeito! Como pôde ele usar
aquelas ferramentas em mim? Doeu demais!
Isso é certo! Ele não pôde trabalhar nada em você, porque você resistiu
à sua ação.
Quando ele desistiu de você, veio para mim. Eu era um bloco de mármore
sem forma.
Em vez de resistir como você, imediatamente soube que ele me tornaria
algo diferente. Não resisti. Agüentei todas as ferramentas dolorosas que ele
usou em mim.
O piso resmungou alguma coisa e a estátua concluiu:
Meu amigo, há um preço para tudo na vida. Nem sempre é fácil. Às vezes é
muito difícil e doloroso. Mas temos que aprender e suportar os sofrimentos,
procurando crescer e aprender para nos transformar em algo mais belo.
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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