Segunda-feira 16-02-2026
“O que nós temos é o presente de Deus a nós. O
que nos tornamos é nosso presente a Deus.” (Eleanor Powell)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 8,11-13
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Alguns fariseus chegaram e começaram a falar
com Jesus. Eles queriam conseguir alguma prova contra ele e por isso pediram
que ele fizesse um milagre para mostrar que o seu poder vinha mesmo de Deus.
Jesus deu um grande suspiro e disse:
- Por que as pessoas de hoje pedem um milagre?
Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nenhum milagre será feito para estas
pessoas.
Então Jesus foi embora. Ele subiu no barco e
voltou para o lado leste do lago
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Por que esta geração pede um sinal?
O evangelista responde por quê. Era para por Jesus à prova. Jesus fica
tão triste com pedido dos fariseus que até dá um suspiro profundo. Depois se
manda dali. Este episódio reflete a aversão que as autoridades tinham a Jesus.
Era uma aversão não racional, mas subjetiva, emocional e interesseira. Afinal,
eles eram os líderes também religiosos do país, e Jesus ameaçava desbancá-los,
como de fato desbancou.
Jesus tinha acabado de multiplicar pães, e logo antes havia curado um
surdo-mudo. Tudo isso era sinal de que ele era o Messias, o Filho de Deus. Mas
quando a gente quer recusar alguém, por mais bem que ele ou ela faça, sempre é
ruim. “O pior cego é aquele que não quer ver”, disse Jesus.
O que os fariseus pediam a Jesus era um sinal cósmico e apocalíptico,
que provasse de forma contundente que ele é o Messias. Mas isso Deus não
costuma fazer, porque passaria por cima da nossa liberdade, forçando-nos a
acreditar. Ele quer que juntemos à fé o nosso afeto a nossa obediência.
Os pecadores vivem pedindo um sinal a Deus; querem que Deus se mostre de
forma mais clara que o sol ao meio dia. Mas o que lhes embaça os olhos,
impedindo a fé, é o pecado! “Quem acolhe os meus mandamentos, esse me ama... Eu
o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21).
Também nas tentações de Jesus, o diabo lhe pediu uma demonstração cabal
de que é o Filho de Deus: “Se és o Filho de Deus, atira-te do pináculo do
Templo para baixo... transforma estas pedras em pães...” Enquanto Jesus morria
na cruz, os seus inimigos lhe diziam: “Se és o Filho de Deus e o rei de Israel,
desça agora da cruz”. Jesus estava dando o maior sinal: um amor até a morte,
mas ninguém entendia.
O sinal que Deus Pai ia dar do Reino messiânico será o menos esperado: a
humilhação suprema de seu Filho, que por obediência ao seu plano de salvação
morre numa cruz, ressuscita e é exaltado sobre todas as criaturas.
Tudo isso fala, mas numa linguagem desconhecida para os inimigos de
Jesus: o amor de Deus aos homens, a ponto de lhes entregar o seu Filho. Somente
nele haverá salvação. Desde então, o amor e a cruz serão os sinais do
cristianismo diante do mundo.
Jesus sempre pedia que não publicassem seus milagres para que a fé,
mesmo seguindo um caminho lento, avançasse pela via do amor e da cruz.
Quando Jesus enviou seus discípulos em missão, pediu que fossem pobres,
sem mais bagagem que a sua palavra e o testemunho.
Uma Comunidade cristã que confiasse demais nos meios econômicos e nas
influências sociais, demonstraria que a sua fé se debilitou, porque não confia
plenamente no Espírito de Jesus.
Hoje, os sinais do Reino de Deus não convencem os perversos, porque
consistem na libertação dos pobres, em dar vista aos cegos e em anunciar a
libertação aos marginalizados e a salvação (Cf Lc 4,18).
Havia, certa vez, um jovem universitário que não tinha fé, mas sentia um
grande desejo de acreditar em Deus. Sua incredulidade o angustiava e o tornava
infeliz.
Um dia, ele encontrou na Bíblia a seguinte frase: "Aquele que ama
conhece a Deus" (1Jo 4,7). Tentou então este caminho, dedicando-se
intensamente ao amor ao próximo.
Logo encontrou a fé, e junto com ela veio a felicidade. Então ele disse
esta frase que ficou célebre: "Procurei a Deus, não encontrei; procurei a
mim mesmo, não encontrei; procurei o próximo, encontrei os três".
Que Maria Santíssima nos ajude a seguirmos tão bem o seu Filho, que
nunca precisemos de lhe pedir um sinal.
Por que esta geração pede um sinal?
MOMENTO DE REFLEXÃO
Meu coração e minha língua fizeram um trato: quando meu coração estiver
enfurecido, minha língua guardará silêncio.
As palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às idéias. Por
isso é impossível dominar nossas palavras se não somos senhores de nossos
sentimentos; e estes sentimentos irão se acalmando segundo a força de nossas
idéias.
A um coração que não se domina, responderão palavras violentas e
ferinas; a um coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que
depreciam os demais.
Por conseguinte, me calarei quando meu coração não estiver sossegado e
em calma; não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo
menos, do modo como o disser, ou do momento em que o disser.
Se em geral o coração não costuma ser bom conselheiro, menos o será
quando não estiver em paz e não se sentir senhor de si mesmo.
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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