Quinta-feira, 25 de outubro de 2018
"Se alguém lhe fechar a porta,
não gaste energia com o confronto, procure as janelas."
EVANGELHO DO DIA
Lc 12,49-53
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!
Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso?
Importa, porém, que seja batizado
com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!
Cuidais vós que vim trazer paz à
terra? Não, vos digo, mas antes dissensão;
Porque daqui em diante estarão
cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três.
O pai estará dividido contra o
filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a
sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra.
Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Eu
vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!
Neste Evangelho, Jesus compara a Vida Nova trazida por
ele com o fogo. É o fogo que queima o que é “velho” ou errado em nós; é o fogo
do Amor, derramado em nossos corações. Esse fogo vai aos poucos incendiando o
mundo e fazendo nascer o Reino de Deus. Ele suscita perseguição, divisões e faz
até derramar sangue. Mas o incêndio é implacável.
“Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que
isto se cumpra!” Um metal incandescente, quando é mergulhado na água fria, faz
barulho e espirra água para todo lado. É o choque causado pelo encontro do
Reino de Deus com o reino da Besta Fera (Apocalipse). Jesus será o primeiro a
ser batizado, isto é, mergulhado neste batismo de sangue. A parte dele foi bem
feita; resta a nossa.
“Vos pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra?”
Jesus usa a palavra “paz” no sentido que o mundo pecador dá, que é uma aparente
tranqüilidade em cima da injustiça e baseada no poder. Essa paz ele veio
destruir. Como disse um padre uma vez, no final da Missa: “Ide em paz, e que a
paz de Cristo nunca vos deixe em paz”. Estão aí os dois sentidos contrários da
palavra paz: a do mundo e a de Cristo. Se a nossa convivência com o mundo
pecador é só “de paz”, é de se perguntar que paz é essa.
O mundo vive em tensões, em violência, fruto conflito entre
os dos dois senhores que querem dominá-lo: Deus e o dinheiro. E nós somos
embaixadores de Cristo no nosso ambiente, portadores do seu fogo. Ao ver a
nossa lentidão, ele fica inquieto: “como gostaria que já estivesse aceso!”
“Vim trazer a divisão: pai contra filho, mãe contra
filha, sogra contra nora...” A afirmação de Jesus é chocante, mas é real, e a
vemos a cada dia. Queremos a união dentro de casa, mas não podemos abrir mão de
pontos fundamentais da nossa fé, se há outros que pensam o contrário de nós. E
essa nossa firmeza muita vezes gera perseguição sobre nós. A prática do
Evangelho não nos conduz a um paraíso terreno.
Após o fogo, surgem das cinzas plantas vicejantes. É o
que acontece quando nos deixamos incendiar pelo fogo de Deus.
Antes de batizar Jesus, João Batista falou para o povo:
“Eu vos batizo com água. Mas virá aquele que é mais forte do que eu... Ele vos
batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3,16). O Espírito Santo nos dá,
no batismo, o dom do amor, que é semelhante ao fogo.
O que nos impulsiona não é um mandamento recebido, ou
medo de castigo se não o fizermos, ou busca de vantagens nesta ou na outra
vida. O cristão age estimulado por algo que está dentro dele ou dela, que é o
amor de Deus.
O amor arde no peito, queima e não deixa a pessoa
parada. Impulsiona-a fortemente para a ação e para o testemunho. O Profeta
Jeremias dizia: “Tenho de gritar, tenho de arriscar. Ai de mim se não o faço!
Como escapar de ti? Como calar, se tua voz arde em meu peito?”
Os inimigos de Deus logo percebem e tentam apagar esse
fogo, mas não conseguem. Como diz o evangelista S. João 1,5: As trevas tentaram
apagar a luz, mas não conseguiram.
Na morte de Jesus, os inimigos dele pensaram: “Agora
apagamos”. Mas que nada! O fogo estava aceso no coração dos discípulos, e agora
era impossível apagá-lo. Apagam aqui, ele brota ali.
Os antigos perseguidores dos cristãos perceberam que,
quanto mais os matavam, mais eles cresciam em número. Este fogo que Jesus
trouxe é muito especial. Quando tentam apagá-lo, fica sempre uma brasa, e
através dela o fogo reacende ainda mais forte.
Por isso que Jesus falou: “Não tenhas medo, pequeno
rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32).
Agora, uma coisa é certa: Ninguém consegue acender fogo,
apenas falando de fogo. Imagine se alguém pega um punhado de palhas bem
sequinhas, coloca-as no sol quente e ainda joga gasolina, depois começa a falar
sobre fogo... Não adianta nada. Mas se a pessoa acende um fósforo, aí pronto:
Vira aquele incêndio.
O mesmo acontece com o fogo do amor que Jesus veio
trazer. Precisamos tê-lo, ao menos um pouquinho dentro de nós, a fim de que ele
possa passar para os outros, multiplicar-se e incendiar o mundo.
Quando trabalhamos em Comunidade, por exemplo, já
levamos conosco o fogo da Igreja. Aí o nosso trabalho se torna implacável. A
Comunidade cristã foi a tática criada por Jesus para transformar (incendiar) a
terra, construindo o Reino de Deus.
“O zelo por tua casa me devora” (Sl 69,10). Esse zelo é
como fogo dentro de nós.
Jesus, quando estava pregado na cruz, disse: “Tenho
sede”. Ofereceram-lhe um líquido e ele não quis. Não era sede de água, mas de
ver esse fogo ateado no mundo.
Os santos eram inflamados por esse fogo. Queriam, a todo
custo, incendiar o mundo, e alguns deram a vida por essa causa. É preciso muita
garra para atear esse fogo!
É esse fogo que nos tira de casa no domingo e nos leva
para a Santa Missa. É esse fogo que sustenta os casais unidos. O amor de Cristo
é maior que o amor humano.
Jesus não tinha nem onde reclinar a cabeça, mas passou a
vida fazendo o bem. E antes de subir para o céu ele disse: “Como o Pai me
enviou, eu vos envio. Recebei o Espírito Santo”.
O padre, a freira, todos os batizados são incendiados
por esse fogo, e querem passá-lo para os outros.
“Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe: ‘Este menino
será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal
de contradição – e a ti, uma espada traspassará tua alma! – e assim serão
revelados os pensamentos de muitos corações” (Lc 2,34-35). Maria foi vítima
desse fogo trazido por seu Filho, que pôs em evidência a mentira e a violência
que moviam a sociedade judia do seu tempo, e a nossa de hoje do mesmo jeito.
Mãe das Dores, rogai por nós!
Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria
que já estivesse aceso!
MUNDO ANIMAL
Como resistir ao jeito pidão dos cães
Que os cães são animais fofinhos, todos sabem. Se você
tem um pet, certamente, em algum momento, ele já ficou ao lado da mesa do
jantar com aquela carinha de pidão, como quem quer dizer: “por favor, só um
pouquinho”. Adicione essa fofura à carinha de pidão e pronto: é impossível
resistir ao charme desses bichinhos que tanto amamos.
Contudo, ceder aos pedidos do pet, principalmente no que
diz respeito à comida, pode ser uma roubada. Acabamos encorajando esse mau
comportamento e, toda a vez que você estiver fazendo uma refeição, o pet ficará
ao seu lado “pedindo” comida.
Esse problema, apesar de parecer pequeno, pode trazer
diversas consequências prejudiciais para a saúde do seu animal, como a
obesidade – doença que desencadeia outros problemas físicos e psicológicos para
o pet.
Para te ajudar a lidar com essa questão e aprender a
resistir à carinha de pidão do seu cão, separamos algumas dicas!
1.
Evite dar atenção
Pets, principalmente os cães, amam chamar a atenção dos
donos, seja com latidos, pegando objetos proibidos ou fazendo carinha de pidão.
Geralmente, os animais acabam conseguindo o que querem, pois os donos os seguem
para pegar os objetos de volta, dão broncas para que eles parem de latir ou
acabam cedendo, oferecendo um pedaço da comida que o bichinho tanto queria.
Essas condutas acabam incentivando o animal a repetir o comportamento, pois ele
entende que, se insistir só um pouquinho, conseguirá o quer.
Nesses casos, ignorar o comportamento pode ser o melhor
remédio. Quando o cão começar a pular e a latir, tentando chamar a sua atenção,
vire de costas e não se dirija a ele. Dessa maneira, o pet se frustrará e
tenderá a não ter mais esse tipo de comportamento. Mas, os treinos devem ser constantes.
2.
Ensine o conceito do NÃO
Dizer “não” para o seu pet, sem que ele saiba o que essa
palavra significa, não adianta muita coisa. Antes de utilizar esse comando,
procure ensiná-lo do que se trata e só então passe a usar a palavra de forma
educativa.
Para ensiná-lo, sente-se em frente ao pet e coloque um
petisco no chão. Toda a vez que o pet tentar pegá-lo, impeça-o e repita a
palavra “não”. Você pode usar um borrifador de água quando ele tentar avançar
na guloseima e repetir o comando. Realize esse treino até que o pet desista de
pegar o petisco.
Quando colocar o petisco no chão e ele não tentar
pegá-lo, elogie-o e o recompense com carinho, brinquedo ou com a própria
guloseima. Você pode utilizar esse método quando ele estiver pedindo comida ou
tentando pegar objetos proibidos.
É importante lembrar que nenhuma “bronca” deve
traumatizar ou amedrontar o animal. Tudo deve ser feito sem violência, com a
finalidade de educar.
3.
Resista!
É importante resistir à tentação de ceder e oferecer um
pedaço da comida ao pet. Isso fará com que ele fique confuso ou aprenda que é
só insistir um pouco que conseguirá o que quer.
Além disso, muitos alimentos que nós comemos não são
recomendados para os cães. Não é porque o alimento é natural, que fará bem. Por
exemplo, sabemos que a uva, a cebola e o feijão fazem mal para o organismo do
animal. Se você quer oferecer uma alimentação feita em casa para o seu amigo,
consulte um veterinário.
Manter os treinos claros e objetivos, além de resistir à
tentação, é muito importante para que o aprendizado do seu animalzinho seja
muito bem-sucedido. Na dúvida, chame um profissional em adestramento para te
ajudar nessa missão!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Quando
a vida apresenta um problema ele nunca vem sozinho.
Além de uma ou outra solução que nem sempre enxergamos,
outros problemas desabrocham, surgem da nossa
incapacidade de lidar com eles.
Assim, quem deve muito acaba pedindo empréstimos e por
conseguinte: ficam devendo mais.
Quem se apaixona por pessoas “problemáticas”, acabam
sofrendo duplamente: pela frustração de querer mudar quem não muda,
e por ver seus esforços perdidos na vala do “nada”.
Quem trabalha onde não gosta perde o sossego, a alegria
e os amigos.
Corrói o fígado e adoece sem causas aparentes.
E assim, vamos empurrando nossos problemas com a
barriga.
Com aquela falsa ilusão de que estamos resolvendo-os.
Medo de assumir a realidade, de conversarmos com nós
mesmos.
De olhar nos nossos olhos no espelho e dizer:
-Estou errado!
Vou recomeçar, vou pedir ajuda, vou falar com amigos,
vou falar com Deus.
É tão difícil reconhecer que estamos errados!
O orgulho, esse “chip” que está instalado em nosso
“hardware” de fábrica, cresce sempre a medida que vamos ficando “adultos” e
achamos que já sabemos tanto.
A dor, essa Sábia Professora, não se cansa de visitar
aqueles que acreditam saber tudo.
Depois da visita dela, acabam descobrindo o que o
filósofo Sócrates declarou milhares de anos atrás:
- Quanto a mim, tudo que eu sei é que nada sei!
Antes de agir, pense.
Depois de pensar, reflita.
Depois de refletir, questione-se.
Depois de questionar-se, sorria e acredite na sua
capacidade de crescer, ser e vencer.
Paulo
Roberto Gaefke
Um abençoado dia pra você
E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.
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