segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Sábado 13/10/2018

Sábado, 13 de outubro de 2018


“Além da nobre arte de conseguir fazer as coisas, existe a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial.” (Gandalf )




EVANGELHO DO DIA
Lc 11,27-28


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!


E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste.
Mas ele disse: Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.




Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!




MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Feliz o ventre que te trouxe. Muito mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus.
Este Evangelho narra a cena da mulher elogiando a mãe de Jesus, e ele aproveitando para dizer que quem ouve a Palavra de Deus e a põe em prática é mais feliz ainda.
Ser mãe de Jesus não nos é possível, evidentemente; mas ouvir a Palavra de Deus e praticá-la nos é possível e fácil. Por isso, nós queremos atender ao apelo de Jesus e valorizar mais a sua Palavra, acreditando nela e seguindo-a de todo o coração.
"Quem tiver sede, venha a mim e eu lhe darei de beber da fonte de água viva" (Ap 21,6). Essa fonte de água viva é a Eucaristia, são os sacramentos e é também a Sagrada Escritura, na qual Deus nos fala pessoalmente.
"A Palavra de Deus é viva e eficaz. É mais penetrante que uma espada de dois gumes" (Hb 4,12). Ela é viva porque, quando a lemos ou ouvimos, na verdade é o Espírito Santo que nos fala naquele momento. Fala-nos às vezes até através das entrelinhas do que lemos. É eficaz porque é acompanhada da força de graça de Deus. Ela é penetrante porque traz em si a força de Deus, que penetra até o nosso coração e nos transforma, se nós a deixarmos agir em nós.
Veja a força da Palavra de Deus, em Gn 1. Bastava Deus dizer, por exemplo, "faça-se a luz" e na hora a luz era feita.
Na Missa, quando o padre fala: "Isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue", na hora o pão se torna o corpo de Cristo e o vinho se torna o seu sangue.
Aí está a explicação da transformação que acontece nas pessoas que começam a ler a Bíblia todos os dias e de coração aberto a ela. Elas se tornam uma nova criatura.
O mundo seria bem mais feliz se as pessoas amassem mais a Palavra de Deus.
"Duplo crime cometeu o meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e para si preferiu cavar cisternas, cisternas rachadas que não podem reter água" (Jr 2,13). As pessoas ficam cavando cisternas profundas, isto é, fazem um esforço enorme para aprender a palavra dos homens, que muitas vezes são cisternas rachadas. Esse aprendizado nos é necessário. O problema é que não fazemos o mesmo esforço para aprender a Palavra de Deus, que é como uma fonte cristalina, correndo ao nosso lado.
Sobre a Bíblia, há algo muito importante que não podemos esquecer: O Novo Testamento foi todinho escrito pela Santa Igreja Católica. Jesus não deixou nem uma palavra escrita. Deus é o primeiro autor, mas a Igreja é a autora humana do Novo Testamento. E se foi ela que escreveu, ela tem o direito de interpretar.
A Bíblia e a Tradição legítima de Igreja são para nós como duas rodas de uma bicicleta. Uma não tem consistência sem a outra. O capeta é esperto e leva muita gente para ele nesse ponto!
Jesus não negou o que a mulher disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. A Bíblia deve ser entendida no seu conjunto, e Isabel disse a Maria: “feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45). “O que lhe foi dito da parte do Senhor” é a Palavra de Deus, que Maria ouviu e pôs em prática. Santo Agostinho dizia: Não sei qual dessas duas glórias de Maria é maior: ser a mãe de Jesus na carne ou ser sua discípula na fé.
Certa vez, uma senhora, que era muito respeitada na cidade, foi reclamar junto ao subgerente de uma empresa, de algumas injustiças que a empresa estava praticando.
O subgerente, que era jovem, a ouviu com atenção e depois disse: “Eu concordo com a senhora, mas não tenho nenhuma voz ativa na empresa!”
A distinta mulher perguntou a ele: “Quantos kg você pesa?” “60”, respondeu o moço com prontidão.
“Por favor” – continuou ela – “vou lhe pedir uma coisa muito simples”: “Fique em pé”. Na hora o jovem se levantou. Ela então disse: “Está vendo como a palavra tem força? Ela é capaz de levantar 60 kg em um segundo! A sua palavra também tem muita força junto à direção da empresa. É só saber usá-la”.
Se a palavra do homem ter força, quanto mais a de Deus! Vamos aproveitar a força da nossa palavra, usando-a para o bem, e principalmente aproveitar a força da Palavra de Deus.
Feliz o ventre que te trouxe. Muito mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus.




CASA, LAR E FAMÍLIA

“As crianças obedecem quem elas admiram.”
Por Gabriel M Salomão


Todas as famílias já se perguntaram em algum momento: por que meu filho não me obedece? Às vezes, a criança obedece a professora, mas não aos pais, às vezes, só a um dos pais e não ao outro, e em alguns casos as crianças obedecem de vez em quando, mas não sempre. Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.

No livro, Montessori explica que a obediência se desenvolve em três níveis, e que só no terceiro a criança consegue obedecer de verdade. Vamos conhecer os três níveis agora, e entender como ajudar a criança em cada um deles.



1. Primeiro Nível da Obediência
As crianças que estão no primeiro nível da obediência obedecem de vez em quando, mas não obedecem sempre. A obediência exige que a criança abra mão do que ela gostaria de fazer, para executar o que outra pessoa pediu. No primeiro nível, a criança obedece quando a sua vontade e a da pessoa que pediu são iguais, ou, mais raramente, quando tem sucesso em suplantar a sua vontade pela do outro.

É muito fácil para um adulto se incomodar com a falta de constância na obediência da criança. “Se ela consegue me obedecer de vez em quando, por que não sempre? Ela só faz as coisas quando quer!“, é o que pensa o adulto. E ele não sabe que está correto, mas que sua raiva está mal colocada. Por enquanto, a criança ainda não amadureceu o suficiente para abrir mão de sua vontade pela vontade do outro. Nesse período, precisamos ter paciência e continuar a oferecer para ela um excelente ambiente, um comportamento adulto paciente e útil, e escolhas.



2. Segundo Nível da Obediência
O segundo nível da obediência me parece ser o mais crítico de todos. Nele, a criança tem muito mais sucesso em suprimir a sua vontade e executar a vontade do outro. Ela está suficientemente desenvolvida para obedecer com muita frequência. Mesmo assim, de vez em quando falha, porque afinal de contas ela tem vontades, e por vezes vai se opor à nossa vontade.

Nesse período, quase todos os adultos param, e vivem uma disputa eterna com as crianças, que pode durar muitos anos. Como sabem que a criança é capaz de obedecer, os adultos usam todas as ferramentas que têm para chegar à obediência. Castigos e prêmios surgem com força aqui, e não desaparecem mais. Recompensas, chantagens, barganhas, tudo aparece nesse período, para conquistar a obediência da criança. Geralmente não funciona. Mas mesmo quando funciona, tudo o que essas ferramentas fazem é impedir a criança de chegar ao terceiro nível.



3. Terceiro Nível da Obediência
No terceiro nível da obediência acontece a mágica de Montessori. A criança deixa de obedecer porque é capaz, e passa a obedecer porque deseja e sente prazer. No terceiro nível, a criança se mostra quase ansiosa para receber orientações e seguí-las com o máximo de perfeição. Mas não são todos os adultos que chegam a esse ponto com suas crianças. Existe um adulto que a criança gosta de obedecer.

A criança obedece com prazer os adultos que ela admira. A obediência que a maioria dos adultos conseguem vem da opressão, do medo, da recompensa, ou da troca. Mas a obediência que traz felicidade à criança não é essa. Ela obedece feliz quando obedece porque admira. Quem a criança admira?

O Adulto Admirável
O adulto que consegue compreender as necessidades da criança, organizar para ela um excelente ambiente, ter com ela um comportamento elegante, cuidadoso, amoroso e firme, que a ajuda a conquistar a própria independência e que respeita sua necessidade de trabalhar sozinha sem ser interrompida… Esse é o adulto admirável. A criança olha para esse adulto e pensa: “Ele é sábio. Ele me vê por dentro. Se eu seguir o que ele pede, posso me tornar alguém assim”, e a criança obedece não porque ela é menor e nós maiores, mas porque nós somos fascinantes e ela deseja se transformar em um adulto fascinante também.




Parar no segundo nível da obediência, como quase todo mundo faz, leva a um mundo de pessoas obedientes em excesso, que questionam pouco as regras absurdas de nosso mundo, e estão dispostas até mesmo a matar e morrer por obediência cega a líderes ruins. Pela felicidade de nossos filhos e pelo bem da humanidade, devemos saltar para o terceiro nível da obediência, em que a criança escolhe obedecer as pessoas que ela admira, quando as ordens são razoáveis.
Nem toda ordem deve ser obedecida. Nem todo adulto merece obediência, e a criança sabe disso. Se abrirmos mão dos castigos e dos prêmios, descobriremos de novo nossas crianças, e então, nos tornando adultos admiráveis, conquistaremos sua confiança, admiração e, se for bom para todos, sua obediência feliz.

Em Montessori não defendemos crianças disciplinadas, mas autodisciplinadas, não as que obedecem cegamente, mas as que podem escolher obedecer quando a vontade do outro é melhor que a sua, e vale a pena abrir mão da sua para seguir uma que é melhor e, sobretudo, admirável.




MOMENTO DE REFLEXÃO

O Leão deu uma gargalhada de desprezo e respondeu:
-O que você está pedindo? Então você pensa que algum dia eu, o Leão, Rei dos Animais, irei precisar de um mísero e insignificante rato? Jamais! Mas como estou bem alimentado vou fazer uma caridade e deixarei você ir, e nunca mais repita o que fez.
Assim o Leão soltou o rato.
Alguns dias depois o Leão passeava na floresta, quando por descuido caiu em uma armadilha preparada por caçadores e acabou pendurado em uma árvore, envolto por uma rede. Por mais que urrasse e se debatesse não conseguia se livrar das cordas.
Nisso, ali perto passava o Rato e reconhecendo o rugido do Leão, se aproximou, subiu na árvore, roeu a corda da armadilha, e libertou-o dizendo:
- O senhor achou ridícula a idéia de que algum dia eu pudesse ajudá-lo, nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor. Mas agora sabe que é possível, mesmo a um pequeno Rato conceder um favor a um poderoso Leão.
Cuidado!
Na vida você nunca sabe quando vai ser Rato ou Leão!







Um abençoado dia pra você



E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.



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