segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Terça-feira 09/10/2018

Terça-feira, 09 de outubro de 2018


Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste. (S. Freud)





EVANGELHO DO DIA
Lc 10, 38-42


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!


E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;
E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.



Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!




MEDITANDO O EVANGELHO
Jailson Ferreira

       
A versão feminina da Parábola do Filho Pródigo
        Quando começamos a juntar as pecinhas das histórias da Bíblia, ela fica ainda mais interessante do que já é! Veja...
        O povoado citado nesta passagem é Betânia. Marta e Maria são irmãs de Lázaro, aquele que Jesus livrou da morte alguns dias antes da Páscoa (João 11). Jesus tinha uma enorme afeição por estes 3 irmãos.
        Na passagem de hoje, observe que Lucas fala que Jesus foi recebido na "casa de Marta". Portanto, ela deveria ser a irmã mais velha. Em resumo, o que aconteceu foi que Marta estava muito ocupada com os afazeres domésticos, e Maria estava aos pés de Jesus, ouvindo suas palavras. Marta pede a Jesus que MANDE Maria ajudá-la, e Jesus responde que Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.
        Marta é aquela irmã mais velha que quer chamar a atenção da visita por ser trabalhadora. Eu imagino Jesus na casa dela, e ela passando de um lado pro outro arrumando a casa, varrendo, limpando os móveis e gritando: "Ô Maria, vem me ajudar!" E resmungando: "Ô menina preguiçosa..." E Maria lá na sala, bem sentadinha junto dos homens, perto do seu irmão...
        Maria era preguiçosa? Não sabemos. Lucas não entra nesses detalhes. Mas Padre Léo diz que essa Maria de Betânia é a mesma citada em Lucas 7,36-50 (e nesse caso, esta passagem estaria fora da seqüência correta dos acontecimentos), que é a prostituta que serve aos leprosos, se converte exatamente 6 dias antes da Páscoa (João 12), e na passagem de hoje, vinha em processo de conversão... É interessante perceber, nestes textos, a preferência de Jesus por Maria. E Marta tinha ciúmes disso, como deu para perceber hoje. Seria a versão feminina da parábola do filho pródigo. Voltaremos a falar dessa família na segunda-feira da Semana Santa.
        A lição prática para a nossa vida, hoje, é que por mais atarefados que estejamos, Jesus nos chama pelo nome... "Jailson, Jailson! Tu te preocupas e andas agitado com muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária!" Experimente substituir o meu nome (ou o de Marta) pelo seu... Às vezes, temos mais medo do que preguiça de sentar aos pés de Jesus...Vai que Ele diz exatamente aquilo que eu tenho que mudar (e sei que tenho que mudar), mas que é tão difícil... Por isso que não queremos parar um pouco para silenciar nosso coração e nossa mente... mudar de pensamento e atitude exige que saiamos da inércia... exige que saiamos da correnteza (que está nos levando para a fossa)... ou que saiamos da "cama" (tão quentinha e confortável)... Mas é sempre bom lembrar que se a fé sem obras é morta... da mesma forma, não adianta estar aos pés de Jesus, orando e escutando, se não levar suas palavras para a vida diária.

 jailsonfisio@hotmail.com




COMPORTAMENTO

Às vezes, tem que doer como nunca para não doer nunca mais.
Por Luciano Cazz

É muito difícil acabar com algo que você achou que ia durar para sempre, mas o pior de tudo não é perder um grande amor, é se dar conta que está insistindo em uma paixão que não existe mais. E isso acontece frequentemente. A gente nega por muito tempo que a relação acabou e tem fortes motivos para isso, tais como:

1-      Apego
Sim nos acostumamos a tudo. Ao gosto, ao cheiro, aos horários, à rotina juntos, às manias e até às grosserias e mau humor. Por isso, mesmo quem já não nos faz mais bem, faz falta quando se vai, porque defeitos também deixam vazios. Mas com o tempo entendemos que era apego. Nos curamos e voltaremos a viver em paz.

2-      Negação da decepção
Vislumbramos um futuro juntos e de repente compreendemos que escolhemos a pessoa errada para dividir a vida. É difícil admitir que nos apaixonamos por alguém tão diferente daquilo que pensávamos. A gente nega que as coisas jamais voltarão a ser como eram antes, procura desculpas para nossa própria ingenuidade e tenta evitar a única alternativa restante: partir em busca de quem realmente nos faz feliz.

3-      Medo da solidão
Às vezes, parece que a dor do amor é menor que o vazio da solidão, porque faz muita falta conversar com alguém no final do dia, dividir dores, conquistas e até brigar de vez em quando. Mas uma relação não pode ser levada pela carência. Quando deixamos um porto, chega um momento em que olhamos ao redor e vemos só mar. Sentimos o vazio do oceano pesando no peito. Mas quando entendemos que ventos novos podem nos levar ao paraíso, o medo de seguir só, desaparece.

4-      Insegurança
Algumas pessoas se apoiam no companheiro. Ele acaba assumindo as responsabilidades de resolver e decidir tudo até sobre a nossa própria vida. Então, terminar a relação causa a sensação de que somos incapazes de seguir nosso caminho sozinhos. Mas isso é ilusão com uma pitada de comodismo, porque, sem dúvidas, temos inteligência e determinação para cuidar da nossa própria vida.

5-      Vaidade
Muitas vezes, o amor acabou, mas o ego ferido ao ser deixado nos prende a quem não gostamos mais. Queremos a pessoa de volta para nos sentirmos melhores em relação a nós mesmo. E é só isso. Pura vaidade de quem não sabe perder. A maioria dos crimes cometidos por ex vem disso e não da saudade. Em certas ocasiões, ficamos anos em uma relação de provação de poder sem nos dar conta que estamos desperdiçando um tempo em que poderíamos estar amando de verdade.

6-      Sonhos em comum
É difícil abrir mão de toda uma programação de vida calcada numa relação a dois. Sonhamos filhos, a casa, mudar para uma cidade nova, comprar um carro juntos e de repente aquilo tudo perde o sentido porque o amor acaba. E desmanchar essa imagem de um futuro juntos é dolorido demais. Mas sonhos brotam a todo o instante. Não é porque o relacionamento acaba que perdemos a capacidade de sonhar.

7-      Comodismo
É angustiante imaginar o começo de uma nova relação, quando estamos já acostumados com os anos ao lado da mesma pessoa. Já sabemos como lidar e, muitas vezes, nos comunicamos só com um olhar. É tudo encaixado já. A rotina, a convivência, a conchinha. Deixar um novo amor ir crescendo e pegando intimidade aos poucos parece uma tarefa longa e cansativa. Mas quando nos apaixonamos novamente, tudo passa a ser novidade e o frio na barriga faz a gente se sentir mais vivo do que nunca.

Portanto, seja mais forte que sua maior desculpa para não perder a chance de ser feliz novamente, porque o fim de uma relação não é o fim do mundo. O fim do amor que é. A gente perde muitas coisas com a separação, mas pode sair ganhando mesmo assim. Porque quando alguém sai da sua vida, não significa o fim da história, mas sim, o fim da participação dessa pessoa na sua vida. Por isso, enquanto existir a possibilidade de um novo amor no seu coração, sempre haverá essa linda e louca possibilidade de ser feliz…


MOMENTO DE REFLEXÃO

Jogar ou recolher. Você escolhe.
Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.

Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.








Um abençoado dia pra você



E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.



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