sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Domingo 10/02/2019

Domingo, 10 de fevereiro de 2019



“Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.” (Vladimir Maiakovski)





EVANGELHO DE HOJE
Lc 5,1-11



- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!



Certo dia Jesus estava perto do lago de Genesaré, e uma multidão o comprimia de todos os lados para ouvir a palavra de Deus.
Viu à beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que estavam lavando as suas redes.
Entrou num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo.
Tendo acabado de falar, disse a Simão: "Vá para onde as águas são mais fundas", e a todos: "Lancem as redes para a pesca".
Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes".
Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se.
Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar.
Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador! "
Pois ele e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam feito,
como também Tiago e João, os filhos de Zebedeu, sócios de Simão. Então Jesus disse a Simão: "Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens".
Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Vejamos que existem duas situações ou realidades no evangelho de hoje: Um povo sedento que se acotovelava para se aproximar de Jesus e outro grupo de pessoas (pescadores), que meio indiferentes ao que acontecia na margem, permanecia em seus afazeres.
Um grupo apertava Jesus contra o lago deixando claro que não desistiria da graça “(…) e a multidão se apertava em volta dele para ouvir a mensagem de Deus”; e o outro já se dava como vencido, pois lavar as redes é a última coisa que o pescador faz antes de sair. “(…) Os pescadores tinham saído deles e estavam lavando as redes“.
Um mesmo estímulo pode de fato motivar alguns e a outros não ter ação nenhuma? A resposta é sim! Mas o que pode fazer alguém preferir ficar alheio ao que acontece e a outros motivar a fazer? Talvez como é feito o convite… O cristianismo não é feito de uma fé solitária e sim da interação com os irmãos.
“(…) Um dos elementos mais importantes do cristianismo é a vida comunitária. Para quem é cristão, não existe lugar para o individualismo. Jesus nos mostra isso quando não realiza sozinho a sua missão, mas chama os apóstolos para participarem ativamente dela. Para o apostolado, Jesus não chama os melhores do ponto de vista da economia, da sociedade ou mesmo os mais santos; Jesus chama a todos, sem fazer qualquer tipo de distinção entre as pessoas. Assim, nos mostra que na atuação pastoral, devemos nos preocupar não simplesmente em fazer o trabalho, mas sim em envolver todas as pessoas, para que a atuação pastoral seja comunitária e revele este importante valor do Evangelho”. (Reflexão segundo a CNBB)
Augusto Cury em seu livro Um mestre Inesquecível descreve a cena e do convite da seguinte forma:
“(…) A análise psicológica dessa passagem impressiona porque Jesus não deu grandes explicações da sua proposta. Não fez discursos nem milagres. Entretanto, a maneira como falou e a proposta que fez deixaram em brasas vivas o território da emoção desses jovens”.
Se existem muitos ainda alheios a mensagem, creio eu, que por vontade própria, no entanto outros tantos por não terem sidos “encantados” por ela. Sim! A mensagem precisa encantar aquele que a ouve, mas como será que essa mensagem tem chegado às pessoas?
Frei Carlos Zagonel certa vez disse que devemos ser fieis a mensagem de Deus e não divagarmos ao ponto da pessoa perder o interesse ou pior, corromper o sentido da escritura. Isso é tão verdade que às vezes notamos que nossa fala muitas vezes puni o filho que resolve se redimir e voltar. A mensagem embutida, neste exemplo, na parábola do filho pródigo diz justamente que devemos acolher pois o Pai é a própria misericórdia.
Não sei bem se aquele homem que fica na praça, ou no ponto de ônibus ou em lugares públicos com um megafone ou caixa de som declarando as maravilhas que Deus lhe fez realmente convença alguém a voltar. A mensagem que convida não é feita aos berros ou tão pouco apenas ditos. O que de fato cativa é quando falo algo que prende a atenção da pessoa e a faz refletir sua própria existência.
“(…) Nunca tinham ouvido tais palavras. Elas soaram diferente de todas as vozes que já tinham ouvido. Elas mexeram com os segredos da alma desses dois jovens. Ecoaram num lugar em que os psiquiatras não conseguem entrar. Penetraram no espírito humano e geraram um questionamento sobre qual é o significado da vida, por que vale a pena lutar”. (Um mestre inesquecível – Augusto Cury)
Não temos o poder de motivar a ninguém se não partir de dentro. Acolher a mensagem ou preferir lavar as redes é uma opção que deve ser respeitada, mas cada um que é portador da Boa nova deve, impreterivelmente, aprender a encantar, não somente com que sai da sua boca, mas com o sentimento verdadeiro com que descrevo essa verdade.
Mateus, que foi também encantado pelo amor do homem de Nararé, descreveu perfeitamente esse grande achado:
“(…) O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo. O Reino do Céu é também como um comerciante que anda procurando pérolas finas. Quando encontra uma pérola que é mesmo de grande valor, ele vai, vende tudo o que tem e compra a pérola”. (Mateus 13, 44-46)
Quanto a foto que escolhi para hoje explico: TEM TUDO HAVER… Parece distante, mas não podemos esperar até Outubro para mostrar as pessoas que temos uma fé madura. Esse é o cartaz da Campanha de Evangelização 2012.
Um imenso abraço fraterno





VÍDEO DA SEMANA



As raízes da corrupção no Brasil • LEANDRO KARNAL







https://www.youtube.com/watch?v=rcSIkvxnNp4&list=PLhlcdcyqgpxvoOrxkXcCGBgbDpV3CWcGO







MOMENTO DE REFLEXÃO



Você já deve ter ouvido a comovente história sobre a grande amizade entre dois soldados nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
Dois colegas serviam juntos em meio à lama e à miséria de um deplorável campo de batalha na Europa. (Há uma versão que identifica os dois como irmãos.) Eles passaram meses nas trincheiras, no frio e na lama, sob o tiroteio dos inimigos e o comando de seus superiores.
De tempos em tempos, uma das tropas inimigas investia contra a outra e retornava às suas trincheiras para cuidar de seus ferimentos, enterrar seus mortos e aguardar o momento de repetir o ataque.
Durante esse período, muitas amizades tiveram início em meio à desgraça. Dois soldados tornaram-se amigos íntimos. Dia após dia, noite após noite, medo após medo, eles conversavam sobre a vida, a família, a esperança ou sobre o que fariam quando (e se) conseguissem sair do horror daquela guerra.
Em uma daquelas investidas infrutíferas, “Jim” tombou gravemente ferido. Seu amigo “BilI” conseguiu retornar à relativa segurança das trincheiras. Jim ficou estendido no chão sob os clarões das explosões noturnas. Entre as trincheiras. Sozinho.

O tiroteio continuava. O perigo havia atingido seu ponto máximo. Aquele lugar entre as trincheiras era o mais perigoso de todos. Mesmo assim, BilI queria ficar perto de seu amigo, consolá-lo, animá-lo como só os amigos sabem fazer.
O oficial encarregado não permitiu que Bili saísse da trincheira. Era perigoso demais. Porém, assim que o oficial virou as costas, Bili saiu da trincheira. Sem importar-se com o cheiro de pólvora no ar, os abalos provocados pelos tiroteios e as batidas fortes de seu coração, Bili chegou ao local onde Jim estava.
Algum tempo depois, ele conseguiu levar Jim de volta para a segurança das trincheiras. Tarde demais. O amigo estava morto. Ao ver o corpo de Jim, o oficial perguntou com ar de cinismo a Bill se “valeu a pena”.
Bill respondeu sem hesitação:
— Sim, senhor, valeu. As últimas palavras de meu amigo valeram a pena. Ele olhou para mim e disse: “Eu sabia que você viria”.

- Stu Weber, Histórias Para o Coração.








UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





Nenhum comentário:

Postar um comentário