Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
"Temo o dia em que a
tecnologia se sobreponha à humanidade. Então o mundo terá uma geração de
idiotas." (Albert Einstein:)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 9,41-50
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Glória a vós Senhor!
41 Eu digo a
verdade: Quem der um copo de água a vocês em meu nome, por vocês pertencerem a
Cristo, de modo nenhum perderá a sua recompensa.
42 "Se alguém
fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que fosse
lançado no mar com uma grande pedra amarrada no pescoço.
43 Se a sua mão o
fizer tropeçar, corte-a. É melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas
mãos, ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga,
44 onde o seu verme
não morre, e o fogo não se apaga.
45 E, se o seu pé o
fizer tropeçar, corte-o. É melhor entrar na vida aleijado do que, tendo os dois
pés, ser lançado no inferno,
46 onde o seu verme
não morre, e o fogo não se apaga.
47 E, se o seu olho
o fizer tropeçar, arranque-o. É melhor entrar no Reino de Deus com um só olho
do que, tendo os dois olhos, ser lançado no inferno,
48 onde
" 'o seu verme
não morre,
e o fogo não se
apaga'.
49 Cada um será
salgado com fogo.
50 "O sal é
bom, mas, se deixar de ser salgado, como restaurar o seu sabor? Tenham sal em
vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros."
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Certa vez
conversando com uma amiga sobre os motivos que levam alguém a cometer algo
errado chegamos a conclusão que dentre as várias razões estão A PRÓPRIA VONTADE
DE FAZÊ-LO E A CERTEZA DA IMPUNIDADE.
Caminhamos para
viver os quarenta dias da quaresma e nela, um novo debate social proposto pela
CNBB, este ano, a Fraternidade e a Vida no Planeta.
Nesse contexto tão
amplo chamado meio ambiente, o que me vem ao pensamento? Árvores, animais,
florestas, mares? E seu meu pensamento for mais apocalíptico, o que pensaria?
Tufões, maremotos, tsunamis, furações, vulcões, efeito estufa? Uma coisa é
certa: nosso meio ambiente esta aos poucos respondendo a ganância do homem.
Uma ganância que se
apega a impunidade, às conseqüências a longo prazo, a corrupção e ao modelo de
economia baseado no uso irracional dos meios naturais.
Nosso país não
sofre com os grandes flagelos como tremores, tsunamis e furacões, mas vemos o
aumento das áreas desérticas, as chuvas torrenciais levando cidades e sonhos
embora e a floresta aos poucos acabar. Vemos cidades grandes sem rios de água
potável, acúmulo de lixo e contaminação do solo… E o que será que o agressor
pensa disso? Esta impune? Não estará mais vivo quando tudo ficar ao avesso? Tem
dinheiro para comprar água mineral?
A primeira leitura
vem nos dar uma dica:
“(…) Não confies
nas tuas riquezas e não digas: ‘Basta-me viver!’ Não deixes que tua força te
leve a seguir as paixões do coração. Não digas: ‘Quem terá poder sobre mim?’
ou: ‘Quem me fará prestar contas das minhas ações?’, pois o Senhor, com
certeza, te castigará. Não digas: ‘Pequei, e que de mal me aconteceu?’, pois o
Altíssimo é paciente. Não percas o temor por causa do perdão, cometendo pecado
sobre pecado. Não digas: ‘A misericórdia do Senhor é grande, ele me perdoará a
multidão dos meus pecados!’, pois dele procedem misericórdia e cólera, e sua
ira se abate sobre os pecadores”. (Eclesiástico 5, 1-7)
Sim! É preciso
mudar ou cortar essa mão que esta matando nosso planeta. Uma mão perversa que
usa pretextos e justificativas que convencem para continuar a degradar o que
levou anos para se criar. Não falo do agricultor que nos alimenta ou do
fazendeiro, seu gado, seu povo… Falo do homem que destrói pensando apenas no
dinheiro que ira ganhar!
A campanha da
fraternidade vem apontar para um fato que ainda temos tempo de corrigi-lo, que
é obrigação de todos zelarmos e denunciarmos, pois o animal que mais sofrerá
com nossa omissão é o próprio homem.
Agarremos ao que o
salmo de hoje nos apresenta e estripemos esse mal que nos assola e nos dará dor
de cabeça no futuro, caso não mudemos nosso pensamento.
“(…) Feliz é todo
aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no
caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu
prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar“. (Salmo 1, 1-2)
Um imenso abraço fraterno!
MUNDO ANIMAL
Superpopulação
de animais de rua é coisa séria.
O animal que vive
na rua só tem como opção de comida o lixo e de bebida a água suja do meio-fio.
Ele contrai e transmite doenças, adquire bicheira, ferida, sarna, carrapato,
pulga. Sofre maus-tratos, sente frio, fome, medo e tristeza. Se for fêmea, duas
vezes por ano estará prenha e parindo os filhotes em qualquer barranco ou
buraco. Esses filhotes darão início a uma sobrevida na rua, e em 6 meses os
filhotes do sexo feminino estarão parindo novas ninhadas. A cria de uma única
cadela cresce numa curva exponencial. Em 10 anos ela pode ter mais de 80
milhões de filhos, netos e bisnetos.
Mas você deve estar
se perguntando: “Como um casal pode gerar 80 milhões de filhos, netos e
bisnetos em tão pouco tempo e nós não vivermos com cães e gatos sobre nossas
cabeças?”
Infelizmente
precisamos considerar que grande parte dos filhotes morrerá, por exemplo:
1- no nascimento ou
com poucos dias de vida, pela exposição ao tempo, ao frio, ao calor ou chuva;
2- por fome, devido
a disputa desesperada pelos poucos recursos de alimento da mãe;
3- de alguma doença
de nascença, provavelmente adquirida pela mãe nas ruas;
4- atropelados ou
perdidos ao tentar andar atrás da mãe;
5- maltratados ou
gravemente feridos pela população dos arredores, quando provavelmente
agonizarão até morrer;
6- assassinados
(afogados, envenenados, sufocados, queimados, amarrados em sacos e jogados
embaixo de carros ou em ribanceiras) por pessoas que não têm compaixão e não
querem mais animais em sua área;
7- após os meses
iniciais nas ruas, por desidratação, inanição, doenças, e diversos tipos de
crueldades.
Mesmo com tantas
perdas de filhotes e jovens, uma parte dos animais continua tentando sobreviver
nas ruas. A média de vida de um animal abandonado é de apenas 4 anos, muito
pequeno se comparado aos 15 anos que poderia viver se tivesse um lar adequado.
Diariamente vemos
animais filhotes, adultos e idosos em situação de abandono e de sofrimento.
Perguntamos-nos porque um animal indefeso e sozinho precisa passar por tanto
sofrimento quando tudo isto poderia ser evitado com a esterilização/castração.
Seja você também um
defensor da causa animal:
Não compre! ADOTE
um animal retirado das ruas!
Castre o seu
animal!
Texto adaptado de:
http://www.acaoanimal.com.br/
MOMENTO DE REFLEXÃO
A história
emocionante de uma filha que resolveu perdoar seu pai
— tarde demais.
O hospital estava
estranhamente silencioso naquela sombria noite de janeiro; silencioso e parado,
como fica a atmosfera pouco antes de uma forte tempestade. Eu me encontrava no
posto de enfermagem, no sétimo andar. Dei uma olhada para o relógio. Eram nove
horas em ponto.
Coloquei um
estetoscópio no pescoço e dirigi-me para o quarto 712, o último do corredor.
Esse quarto estava ocupado por um novo paciente, o Sr. Williams. Era um homem
completamente sozinho. Ele se mantinha em total silêncio no que dizia respeito
a familiares.
Quando entrei no
quarto, ele ergueu os olhos prontamente, mas logo os baixou, vendo que se
tratava apenas de sua enfermeira. Firmei o aparelho em seu peito e pus-me a
auscultá-lo. As batidas eram fortes, lentas, ritmadas. Era o que eu queria
ouvir. Restavam poucos indícios do leve ataque cardíaco que ele sofrera havia
apenas algumas horas.
Num dado momento,
ele ergueu os olhos para mim.
— Enfermeira, será
que você...
E parou, os olhos
marejados de lágrimas. Noutra ocasião, ele já tinha começado a fazer-me uma
pergunta, mas mudara de ideia.
Toquei-lhe de leve
na mão e fiquei esperando. Limpou uma lágrima.
— Será que poderia
ligar para minha filha? Diga-lhe que sofri um ataque do coração. Um ataque
leve. Sabe, eu vivo sozinho, e ela é o único parente que tenho.
De repente, sua
respiração ficou acelerada. Girei a válvula do tubo de oxigênio para oito
litros por minuto.
— Claro que posso
ligar para ela, respondi, ao mesmo tempo em que examinava bem seu rosto.
Agarrou os lençóis
e inclinou-se um pouco para a frente, o rosto tenso pela ansiedade.
— Será que pode
ligar imediatamente, logo que puder?
Sua respiração
estava rápida — rápida demais.
— Vou ligar para
ela imediatamente, disse-lhe dando um tapinha no ombro. Agora descanse um
pouco.
Apaguei a luz. Ele
fechou os olhos, uns olhos azuis, um pouco juvenis para seu rosto de cinquenta
anos.
O 712 achava-se às
escuras, tendo acesa apenas uma lampadazinha noturna, bem fraca, debaixo da
pia. Ainda sem querer sair dali, dirigi-me em meio à semi-escuridão do aposento
para a janela.
As vidraças estavam
frias. Lá embaixo, uma névoa úmida penetrava no parque de estacionamento do
hospital. No alto, nuvens que prenunciavam neve acolchoavam o céu escuro.
Estremeci involuntariamente.
— Enfermeira,
chamou-me, pode arranjar-me papel e lápis?
Enfiei a mão no
bolso e peguei um pedacinho de papel amarelo e uma caneta, e coloquei-os sobre
a mesinha de cabeceira.
— Obrigado! disse.
Sorri para ele e
saí. Voltei para o balcão e sentei junto ao telefone, numa cadeira giratória,
que rangia a cada movimento. O nome da filha do Sr. Williams estava anotado na
ficha dele, no item “parente mais próximo”. Pedi à telefonista o número do
telefone dela, e em seguida disquei.
Ela mesma atendeu
com voz suave.
— Janie, quem fala
aqui é Sue Kidd, enfermeira do hospital. Estou telefonando por causa de seu
pai. Ele foi internado hoje aqui, porque sofreu um leve ataque cardíaco...
— Não! gritou ela
no fone, assustando-me. Ele não está à morte, está?
Era mais uma
súplica dolorosa do que uma pergunta.
— No momento, a
condição dele é estável, respondi, esforçando-me para falar num tom de voz
bastante convincente.
Houve um momento de
silêncio. Mordi o lábio.
— Vocês não podem
deixar que ele morra! suplicou ela.
Sua voz continha um
tom de aflição tão grande, que minha mão tremeu, segurando o fone.
— Ele está
recebendo o melhor tratamento possível.
— Você não está
entendendo, implorou ela, eu e meu pai não nos falamos há quase um ano. No dia
de meu vigésimo-primeiro aniversário, tivemos uma discussão por causa de meu
namorado, e saí de casa. E... nunca mais voltei. Esse tempo todo, tenho tido
vontade de voltar e pedir perdão. A última coisa que disse para ele foi “Eu o
odeio”.
Nesse ponto, sua
voz ficou alquebrada e ouvi-a chorando com soluços agonizantes. Continuei ali
sentada, escutando aquilo, lágrimas ardendo em meus olhos também. Um pai e uma
filha tão distanciados um do outro. Daí a pouco estava me lembrando de meu pai,
tão longe. Fazia tanto tempo que não lhe dizia “Gosto muito de você”.
Enquanto Janie se
esforçava para controlar o pranto, fiz uma oração silenciosa: “Ó Deus, concede
que essa moça obtenha o perdão.”
— Vou para aí agora
mesmo. Chego dentro de trinta minutos, disse ela.
Clique. Havia
desligado.
Procurei voltar ao
trabalho, ocupando-me com uma pilha de fichas sobre a mesinha. Mas não
conseguia concentrar-me. Quarto 712. Senti que tinha de voltar ao quarto 712.
Desci pelo corredor quase correndo. Abri a porta.
O Sr. Williams estava
imóvel no leito. Peguei o pulso; não tinha pulsação.
— Código noventa e
nove! gritei pelo interfone. Quarto sete-um-dois. Código noventa e nove.
Imediatamente!
Segundos depois de
eu haver ligado para a central telefônica pelo interfone junto ao leito, o
chamado ecoava por todo o hospital. O Sr. Williams sofrera uma parada cardíaca.
Com a maior rapidez
possível, abaixei a cama, e me inclinei sobre ele, dando-lhe respiração boca a
boca, soprando ar para dentro de seus pulmões. Coloque as mãos sobre seu peito
e fiz a compressão da massagem. Uma, duas, três.
Tentei contar. Ao
chegar a 15, voltei a dar a respiração boca a boca, soprando o ar
profundamente. E o socorro que não vinha! Continuei fazendo a massagem e a
respiração artificial. Massageava e respirava. Ele não podia morrer.
— Ó Deus, orei. A
filha dele está vindo aí. Não deixe isso acabar assim!
A porta foi aberta
de sopetão. Médicos e enfermeiras irromperam no quarto, trazendo o equipamento
de emergência. Um dos médicos tomou meu lugar, passando a fazer a massagem
cardíaca. Um tubo foi introduzido em sua narina para a passagem do ar.
Enfermeiras injetavam medicamentos no tubo do soro.
Liguei o monitor
eletrônico para verificar os batimentos do coração. Nada. Nem uma batida.
— Ó Deus, não
permita que isso acabe assim, em amargura e ódio. A filha dele vai chegar aí. E
ela precisa encontrar a paz.
— Afastem-se!
ordenou um médico.
Entreguei-lhe as
lâminas para a aplicação do choque elétrico, e ele as colocou sobre o peito do
Sr. Williams. Tentamos várias e várias vezes. Nada. Não houve a menor reação.
Ele estava morto.
Uma enfermeira
desligou o oxigênio, e o ruído do borbulhar cessou. Um por um, foram todos
saindo, silenciosos e graves.
Como isso pudera
acontecer? Como? Fiquei ali de pé junto ao leito, paralisada. Um vento frio
fazia estremecer as vidraças, a neve tamborilando nelas. Lá fora — em todo
lugar — parecia um abismo de escuridão, frio e trevas. Como iria enfrentar a
filha dele?
Saí do quarto e
avistei-a encostada na parede, junto ao bebedouro. Um dos médicos que estivera
no 712 havia poucos minutos achava-se ao seu lado, conversando com ela,
segurando seu cotovelo. Depois, prosseguiu em frente, deixando-a derreada
contra a parede. Seu rosto tinha uma expressão de intenso sofrimento; seus
olhos espelhavam profunda dor. Ela já sabia. O médico já lhe informara que o
pai falecera.
Peguei-a pela mão e
levei-a para a sala das enfermeiras. Sentamos nos tamboretes verdes, sem dizer
uma palavra. Ela olhava para o vazio, fitando diretamente uma folhinha de
farmácia. Tinha uma expressão marmórea no rosto, quase parecendo uma substância
quebrável.
Janie, lamento
tanto, falei.
Uma frase fraca e
inadequada.
— Eu não o odiava,
você sabe, não é? Eu o amava.
Ó Deus, ajude-a,
por favor, pensei comigo mesma.
De repente, ela
girou na banqueta virando-se para mim.
— Quero vê-lo.
Meu primeiro
pensamento foi: por que submeter-se a maiores sofrimentos? Vê-lo só irá piorar
as coisas. Mas levantei-me e passei o braço em torno dela. Descemos pelo
corredor vagarosameflte em direção ao 712. A porta, apertei-lhe de leve a mão,
desejando que mudasse de idéia e não entrasse mais. Mas ela abriu a porta.
Aproximamo-nos do
leito ainda abraçadas, com passadas pequenas, iguais. Janie inclinou-se sobre o
leito e escondeu o rosto entre os lençóis. Procurei não olhar para ela, naquele
triste momento de despedida. Afastei-me de costas e esbarrei na mesinha de
cabeceira. Minha mão caiu sobre um pedaço de papel amarelo. Apanhei-o e li.
“Querida Janie, eu
a perdôo. Peço que também me perdoe. Sei que você me ama. Eu também a amo.
Papai.”
Depressa estendi
para Janie o bilhete que tremulava em minha mão. Ela pegou-o e leu uma vez. E
outra vez. Seu rosto atormentado abriu-se numa expressão radiosa. Seus olhos
começaram a brilhar com uma nova paz. Apertou contra o peito o pedaço de papel.
— Graças a Deus,
murmurei, olhando para fora pela janela.
Algumas estrelas de brilho cristalino piscavam em
meio à escuridão da noite. Um floco de neve bateu na vidraça e logo derreteu,
desaparecendo para sempre.
A vida humana me
pareceu tão frágil como aquele floco de neve. Mas graças a Deus porque
relacionamentos por vezes também tão frágeis como o floco, podem ser reatados
novamente.., mas não há um momento a perder.
Sai quietinha do
quarto e corri para o telefone-la telefonar para meu pai. Queria dizer-lhe:
— Eu o amo muito!
- Sue Kidd, Conte
Comigo Deus.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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