Terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
“Nós apreciamos o calor porque
já sentimos frio. Apreciamos a luz porque já estivemos no escuro. Como prova do
que digo, podemos experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.”
(David l. Weatherford)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 9,30-37
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Glória a vós Senhor!
30 Eles saíram
daquele lugar e atravessaram a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse
onde eles estavam,
31 porque estava
ensinando os seus discípulos. E lhes dizia: "O Filho do homem está para
ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele
ressuscitará".
32 Mas eles não
entendiam o que ele queria dizer e tinham receio de perguntar-lhe.
33 E chegaram a
Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: "O que vocês estavam
discutindo no caminho?"
34 Mas eles
guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior.
35 Assentando-se,
Jesus chamou os Doze e disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o
último, e servo de todos".
36 E, tomando uma
criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes:
37 "Quem
recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe,
não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou".
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira
Aprenda a ser líder
com um bom garçom
A lição de hoje é mais uma vez sobre a
HUMILDADE. "Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o
servo de todos." Vamos colocar essa mensagem de Jesus no contexto do mundo
de hoje, para ver se ela se encaixa...
O mundo de hoje passa por uma fase de
competição individual. No mundo capitalista, você precisa ser melhor que o seu
concorrente, e mostrar que é melhor! Se não, você perde aquela oportunidade e
vai ter que partir pra outra. O mesmo vale para as empresas. Se você entra num
supermercado e acha que os produtos estão caros, você sai de lá, e vai procurar
o concorrente, que vende mais barato. E isso faz com que o dono do supermercado
procure fornecedores que tenham preços competitivos, e isso gera uma competição
entre os fornecedores, e assim por diante...
Nesse mundo competitivo, quem consegue
se sair melhor? Aquele que consegue aliar os menores custos com os maiores
benefícios. Aquele que entende que precisa abrir mão de certas vantagens
imediatas (lucros), para colher frutos melhores no futuro. Aquele que entende
que o trabalho em equipe, em que cada um faz as suas renúncias pensando no bem
comum, é a melhor forma de todos ganharem juntos. E de todos, quem mais precisa
renunciar é aquele que está à frente. Pois a função principal dele é dar
condições para que todos os outros possam dar o seu melhor em suas funções.
Portanto, o líder tem que ser o servidor, o "bom garçom", que está
passando várias vezes na mesa dos seus AMIGOS, perguntando: "Em que posso
servi-lo?" Da mesma forma, numa hierarquia, estes que estão sendo servidos
pelo "garçom" principal, serão os "garçons" para aqueles
que estão em outras mesas, e assim sucessivamente.
Gerentes, coordenadores de grupo,
padres, administradores, prefeitos, presidente da República, esta mensagem é
para vocês: Se vocês querem ser os primeiros, sejam os primeiros a servir! Se
querem cobrar dos seus subordinados, ofereçam as condições para que eles
exerçam suas funções da melhor forma que puderem.
Jesus deu o exemplo: serviu até o fim,
para poder cobrar isso de nós. O melhor líder é aquele que fornece os meios
para cada um dos seus exercerem suas atividades. Nesse ano de política, esse
seria um bom princípio a ser seguido pelos nossos representantes...
jailsonfisio@hotmail.com
COMPORTAMENTO
Verbalize
para não somatizar, o corpo não aguenta a pressão e uma hora explode tudo o que
ficou represado
Michelle Bizarria
Verbalize! Aprenda
a expor em palavras seus sentimentos e emoções.
Aprenda a expor em
palavras seus sentimentos e emoções.
Aprenda a expor em
palavras seus sentimentos e emoções.
Verbalize tudo
aquilo que incomoda, angustia e gera dor.
Verbalize
inseguranças para que possam ser verificadas suas raízes.
Verbalize seus
medos para que possam ser desmitificados.
Verbalize suas
dúvidas em forma de perguntas para que encontre as respostas que tanto procura,
sejam elas, internas ou externas.
Verbalize suas
necessidades de carinho, atenção e apoio. Verbalize para si mesmo com a
intenção de entender seus comportamentos mais a fundo e suprir suas
necessidades sem depender dos outros.
Verbalize suas
insatisfações e frustrações, para se conhecer.
Verbalize suas
expectativas e questionando-as e descubra se são justas.
Verbalize para não
somatizar, o corpo não aguenta a pressão e uma hora explode tudo aquilo que
ficou represado.
Verbalize para
conectar, para apoiar, estimular, orientar e agregar.
Verbalize tudo
aquilo que alegra, eleva, enaltece.
Verbalize para
estimular o melhor de si e dos outros.
Verbalize para
ajustar e quando necessário, para se desconectar.
Verbalize para quem
é de direito quando o problema for especÍfico concedendo ao outro, o “direito
de defesa” e compreensão.
Verbalize para se
comunicar, sinalizar ao outro que entendeu, mostrar que escutou o que foi dito
e que você estava presente.
Verbalize para
aliviar suas “neuras” e expurgar todo lixo guardado, seja com um profissional,
alguém de confiança ou para si mesmo.
Verbalize o que
precisa ser verbalizado não para agredir, menosprezar ou vitimizar-se. Mas
simplesmente pela necessidade de expor seus pontos de vista, perspectivas e
mostrar aos outros, ao mundo, um pouco mais de si mesmo. Pois através da
comunicação nos relacionamos, “curamos e somos curados”, nos conectamos,
desconectamos e somos desconectados.
Verbalize!
Mas se o ato o assusta a ponto das palavras fugirem toda vez que
pensa na possibilidade, lembre-se de que a escrita além de ser uma forma de
expressão é também, a verbalização no pape
MOMENTO DE REFLEXÃO
Desde o tempo em
que eu era criança, meus pais me ensinaram a crer em Deus e a conhecê-lo. No
entanto, à medida que crescia, fui aprendendo que conhecer a Deus e ser um
crente professo não significava estar sempre livre de problemas e sofrimentos.
Aliás, houve uma
época em minha vida quando tive a impressão de que Deus me abandonara
totalmente. Aconteceu durante a Segunda Guerra, quando eu estava com apenas
vinte anos. AlIen, meu noivo, tinha vinte e um. Servia na artilharia, na
divisão denominada Timberwolf. Também era crente, e tínhamos feito o
compromisso de nos unirmos, e de amarmos sempre a Deus.
Quando ele partiu
para a guerra na Europa, uma parte dele ficou comigo. Deveríamos casar quando
ele voltasse. E orávamos para que a guerra terminasse logo.
Mas na Batalha de
Bulge ele foi mortalmente ferido.
Não existem
palavras que possam expressar a agonia que senti. Desde o início, desde o
primeiro dia em que nos conhecemos, ligamo-nos tanto um com o outro, que minha
impressão era de que sem ele a vida terminaria para mim. Não conseguia entender
como um Deus de amor pudesse me submeter a tal sofrimento.
Na noite em que
chegou a notícia da morte dele, caía uma chuva pesada, sombria. Incapaz de
conversar com quem quer que fosse, vesti minha capa, pus o chapéu, e sai a
caminhar sem rumo, sob a chuva, tentando libertar-me daquela terrível sensação
de perda, de desespero. Mas não conseguia.
Não sei por quanto
tempo andei, nem aonde fui. Mas quando dei comigo, estava debruçada sobre a
ponte do rio que cortava nossa cidadezinha. Era uma velha ponte móvel, com uma
guarita na entrada, onde ficava o manobreiro que a elevava a fim de dar
passagem a embarcações. Sabia que ele estava ali, mas tinha certeza de que não
podia me ver, em meio à escuridão e à chuva.
Inclinei-me sobre o
parapeito e olhei para baixo, para as águas revoltas, que mal podia avistar ao
clarão difuso das luzes da cidade. Eu sempre vivera para Deus, procurando fazer
sua vontade em tudo, e agora Ele me traíra. Ah, se eu pudesse simplesmente
passar sobre o parapeito e cair na água escura... o êxtase do esquecimento...
ficaria afinal livre daquela dor. A agonia do afogamento não duraria mais que
um breve instante — nem de leve se comparava com a angústia que agora me
rasgava o coração. O Allen, pensei, Allen, Allen...
Não ouvira nenhum
ruído, mas, de repente, senti uma mão sobre meu braço.
— Vamos sair dessa
chuva, disse o manobreiro em voz branda.
Meio entorpecida,
deixei que me conduzisse para a guarita. Fez-me sentar numa das duas cadeiras,
e serviu-me um pouco de café da garrafa térmica. Achava-me possuída, dominada
pela dor; sentia-me como se fosse a própria dor personificada.
— Está uma péssima
noite para sair, observou ele.
Tinha tirado o
chapéu, mas não o reconheci. Não era um dos manobreiros que regularmente
ficavam ali. Era um homem de baixa estatura, de idade indefinível, e seus olhos
— os mais azuis e profundos que eu já vira — tinham uma expressão bondosa,
compassiva. Nunca o vira antes, mas senti que algo vinculava o espírito dele ao
meu.
Comecei a chorar, e
ele ficou sentado ali, do outro lado da mesinha, sem falar nada. O mais
curioso, porém, era que seu silêncio não me parecia estranho. Ele também não me
parecia um estranho.
A alguma distância
rio abaixo, soou três vezes o apito de uma embarcação. O homem pôs-se a
manobrar o mecanismo que elevava a ponte. O barco passou e em seguida ela foi
recolocada no lugar.
Meus soluços já
haviam acalmado, e encontrei-me falando com ele sobre AlIen, abrindo o coração
para ele, como se o conhecesse a vida toda. Quando terminei, sentia-me
esgotada, exausta, mas aquela dor aguda, insuportável do sofrimento desaparecera.
— Compreendo seu
sofrimento, disse ele com os olhos fixos em meu rosto.
Em seguida,
segurou-me as mãos.
— Pai, murmurou,
vem ao encontro da tua filha.
Ficou vários
minutos com a cabeça inclinada, em oração silenciosa. Depois disse:
— Venha, irei com
você até o outro lado da ponte. O Senhor vai ajudá-la a vencer esta situação.
Lembre-se disso.
Voltei para casa.
Ainda sofria, mas aquele terrível desespero havia abrandado. Agora sabia que
Deus não me tinha abandonado. Senti que já não me achava sozinha.
Alguns dias depois,
fui até o rio para conversar com o manobreiro. Queria dizer-lhe como estava
aprendendo a suportar melhor a morte de Allen, e agradecer-lhe pelo que fizera.
Mas ele não estava lá. Um outro homem estava de serviço, e descrevi-o para ele.
— Não sei a quem
está-se referindo, senhorita, disse ele. E olhe que conheço todos os
manobreiros que trabalham aqui.
— Foi aquela noite
que choveu muito, insisti.
— Sinto muito, mas
não sei quem estava de serviço àquela noite.
Nunca consegui
descobrir quem era aquele homem, e sei que nunca o conseguirei.
Mas sei Quem foi
que o mandou a mim.
- Irene J. Kutz, Conte Comigo Deus.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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