Domingo, 10
de janeiro de 2021
“A arte é
a água que escorre quando torcemos nossa alma lavada e enxaguada em momentos de alegria e tristeza. “
EVANGELHO DE
HOJE
Mt 3,13-17
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a
vós, Senhor!
Então veio
Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.
Mas João
opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
Jesus,
porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir
toda a justiça. Então ele o permitiu.
E, sendo
Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o
Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
E eis que
uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Pe.
Antônio Queiroz CSsR
Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu.
Hoje nós celebramos a festa do Batismo de Jesus. O Evangelho narra a
cena. Jesus é declarado Filho de Deus, em carne mortal. O batismo de Jesus é
prenúncio do nosso. O Evangelho começa referindo-se a João Batista, mostrando
como ele incentivava o povo a reunir-se em torno de Jesus.
Domingo passado, nós celebramos a epifania de Jesus a todos os povos.
Hoje é a sua epifania, manifestação, feita por Deus Pai.
Ao colocar-se na fila dos pecadores para ser batizado por João, Jesus
queria ser considerado como mais um pecador, uma vez que tinha assumido a nossa
condição de pecadores, ainda que nunca tivesse pecado. “Jesus, existindo em
forma divina, não considerou como presa a agarrar o ser igual a Deus, mas
despejou-se, assumindo a forma de escravo, e tornando-se igual ao ser humano”
(Fl 2,6-7).
“E o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E
do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer.”
Esta declaração pública de Deus Pai sobre a filiação divina do homem Jesus,
mais a vinda do Espírito Santo, constituem a sua consagração e o credencial
para ele exercer a sua missão de profeta e de redentor. Ele é o Ungido (em
português), o mesmo que o Messias (em hebraico) e o Cristo (em grego). É também
o Filho de Deus e o Senhor. A unção de Jesus supera a unção dos profetas, reis
e sacerdotes no Antigo Testamento. Com o batismo, Jesus sai do anonimato,
depois de trinta anos de vida familiar oculta em Nazaré.
Este batismo que Jesus recebe de João Batista é anúncio do batismo de
sangue que experimentará em sua paixão, morte e ressurreição. É também a
inauguração do nosso batismo, como fala o prefácio da missa de hoje: “Nas águas
do rio Jordão, revelais o novo batismo, com sinais admiráveis”.
O batismo é para nós um dom, um sinal de predileção de Deus e um
chamado. Como no batismo de Jesus, estão presentes no nosso batismo as três
Pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O batismo nos torna filhos
e filhas de Deus, irmãos entre nós e continuadores da missão de Jesus. Que
assumamos a nossa missão com generosidade, como fez Jesus.
“E, enquanto rezava, o céu se abriu.” Isso acontece também conosco,
quando somos batizados. O céu se abre para nós, porque antes ele estava
fechado, por causa do pecado original.
“O Espírito Santo desceu sobre Jesus.” No nosso batismo, o Espírito
Santo vem também sobre nós. Ele nos vem como luz e como força. Como luz, para
nos mostrar o caminho que conduz à glória de Deus e à nossa felicidade; e como
força, para vivermos dignamente como cristãos, vencendo as tentações do mal,
que nos chegam de mil formas.
“Em forma visível, como pomba.” É para lembrar aquela pomba que, após o
dilúvio, veio avisar a Noé que as águas haviam abaixado (Cf Gn 8). O batismo é
para nós o fim do castigo (dilúvio) e o começo de uma nova amizade com Deus (a
Aliança, representada pelo arco-íris – Cf Gn 9,12-13). A pomba simboliza também
a paz. O batismo nos torna pacíficos e construtores da paz.
“Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer.” É Deus Pai falando. Só agrada a Deus Pai quem
ama a Jesus e o segue, participando da sua Igreja. Deus Pai fala essa mesma
frase para nós, após o nosso batismo. Nós nascemos de novo e nos tornamos
filhos e filhas de Deus e irmãos entre nós. Recebemos a graça de Deus. “Se
conhecesses o dom de Deus!” (Jo 4,10). Como é bom saber que somos amados por
Deus! Que sejamos também bons filhos e filhas deste Pai que nos ama! Deus
investiu muito em nós também, e espera que produzamos frutos. Antigamente,
quando a pessoa era batizada, trocava de roupa, para representar a mudança
interior.
Logo após o batismo, Jesus foi para o deserto preparar-se para a sua
missão. Lá, jejuou e fez penitência. Ao voltar do deserto, começou a dizer em
alta voz: “Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos
e crede na Boa Nova!” (Mc 1,15). O batismo e a crisma nos impulsionam para
cumprirmos a missão recebida de Deus.
Aconselha-se a fazer hoje a renovação das promessas do batismo.
Certa vez, dois garotos adolescentes estavam numa floresta. Um era cego
e o outro coxo, por cuja deficiência não podia caminhar com velocidade. De
repente, foram surpreendidos por um incêndio na floresta. Aquele fogo alto
consumia as árvores e vinha na direção deles. Os dois tiveram uma iniciativa: o
cego colocou o deficiente das pernas nas costas, este ia indicando o caminho, e
o cego correndo. Assim, se livraram do incêndio.
A entreajuda e a vida em Comunidade são fundamentais para o cumprimento
da nossa vocação batismal. Apesar de nossas limitações, a ajuda mútua nos
possibilita livrar-nos do incêndio do pecado e construir o Reino de Deus.
Que Maria Santíssima e S. João Batista, que foram tão generosos na
obediência a Deus, nos ajudem a viver a nossa vocação batismal.
Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu.
VÍDEO DA SEMANA
Deixar
o passado passar
https://www.youtube.com/watch?v=yXeFVjWnmrc
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de
sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e
uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia
macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia.
O mocinho cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com
muito esforço, usando as mãos, os pés e em todas as posições possíveis, ele
conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno
e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de
areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a
pequena parede.
Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez
que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para
o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era
ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente
rompeu em lágrimas de frustração.
Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o
desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma
sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele
disse:
- Filho, por quê você não usou toda a força que você tinha disponível?
Derrotado, o menino respondeu:
- Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha!
- Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. - Você não usou toda a
força que você tinha. Você não me pediu ajuda.
- E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de
areia.
Soa familiar???
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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