Sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
“Aquilo
que prende a atenção determina a ação.” (William James)
EVANGELHO DE
HOJE
Mc 4,26-34
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha
a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai
germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra,
por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o
homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus
continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola
usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que,
ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é
semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos
tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus
anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam
compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava
sozinho com os discípulos, explicava tudo.
www.paulinas.org.br/diafeliz
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as
hortaliças.
Neste Evangelho, Jesus nos conta duas parábolas: a da semente que cresce
sozinha e a do grão de mostarda. Elas são complementares. O Reino de Deus, cuja
expressão maior é a santa Igreja, a qual se concretiza em nossas Comunidades
cristãs, é parecido com uma semente de mostarda. Nos dois há um contraste entre
a pequenês e fraqueza em seu início e a sua força transformadora e de crescimento.
A Comunidade é assim, graças ao Espírito Santo que a assiste.
As nossas Comunidades geralmente são pequenas, em comparação com a
população do bairro onde ela vive. Seus membros são na maioria gente fraca,
simples, pobre e de pouco estudo. Mas a sua influência é enorme.
Com o próprio Jesus foi assim. Ele era pobre, seus Apóstolos eram na
maioria simples pescadores, mas essa sementinha de mostarda tornou-se uma
grande árvore que hoje cobre a face da terra. Na humilde gruta de Belém, jaz,
colocado em cima de um pouco de palha, o grão de mostarda que, morrendo, deu
muito fruto
(Cf Jo 12,24).
Precisamos ter fé, acreditar na força da graça de Deus, e não desanimar
ou querer queimar etapas, por exemplo, entrando no esquema do mundo pecador,
que coloca a eficácia (o resultado) acima do testemunho (o exemplo de vida).
Não podemos ser lobo no meio de lobos, ou revidar quando alguém nos bate numa
face ou rouba a nossa capa.
Nós sabemos que o reino da Besta Fera (Cf Ap 13,1ss) está agindo no
mundo e luta para implantar outro reino. Esse reino tem, aparentemente, uma
força enorme, e cresce rápido. Ao ver isso, a Comunidade cristã é tentada a
usar os mesmos recursos que a Besta usa: O poder, o dinheiro e até a corrupção,
deixando de lado o testemunho. Outras Comunidades são tentadas ao desânimo,
perdem a alegria e o entusiasmo próprios dos cristãos.
No Reino de Deus, o testemunho está acima da eficácia, e o modo como
fazemos as coisas está acima dos resultados. E o que Jesus quis com essas duas
parábolas foi dar-nos ânimo, confiança, esperança e perseverança na nossa luta
pelo Reino de Deus. Devemos ter paciência histórica, acreditando na força de
Deus, que transforma o que é pequeno e fraco, em grande e forte. Afinal, com
Deus ninguém pode.
“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai
dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e daí esmola. Fazei para vós bolsas que
não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe” (Lc 12,32-33).
Quem tem poder não tem pressa; a pressa é própria de quem não tem o controle
total dos acontecimentos, por isso é inseguro e quer ver logo os resultados.
Quanta gente não persevera na Comunidade, ou numa pastoral, porque não vê
resultados imediatos!
Basta que a semente seja jogada em terra boa e úmida, que ela cresce por
si mesma, e vai até os frutos. O homem “vai dormir e acorda, noite e dia, e a
semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A
terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a
espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga”. Esta mesma força vemos na
ação da graça em nossas Comunidades.
Já o poder e a força do reino da Besta é como o sonho de Nabucodonosor.
Ele, em sonho, viu uma estátua “de terrível aparência. A cabeça da estátua era
de ouro maciço, o peito e os braços de prata, o ventre e as coxas de bronze, as
canelas de ferro e os pés eram parte de ferro e parte de barro” (Dn 2,32-33).
Bastou uma pedra cair nos pés da estátua, que eram de barro, que ela caiu no
chão e se espatifou.
Certa vez, um casal foi ao escritório da paróquia pedir o batismo para o
seu bebezinho, mas os dois não eram casados na Igreja. A secretária tentava
convencê-los a se casarem, falando-lhes da importância da graça de Deus. Mas
não estava conseguindo convencer os dois. Depois que o casal saiu, para voltar
mais tarde, o padre, que escutou uma parte da conversa, disse para a
secretária: “Filha, ninguém liga para a graça de Deus! Se você quer
convencê-los a se casarem, diga-lhes, por exemplo: ‘Se vocês não se casarem na
Igreja, vai constar na certidão de batismo da criança: 'Filho ilegítimo de
fulano e fulana'. Imaginem quando esta criança crescer e ler isso em sua
certidão de batismo! Poderá até pensar mal de vocês! Então é melhor vocês se
casarem agora.” Quando o casal voltou, foi só a secretária usar esse argumento
que os dois se convenceram e decidiram se casar Igreja.
Que pena! Nós cristãos valorizamos pouco o principal fator que faz a
semente de mostarda crescer, que é a graça de Deus!
Peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, que nos ajude a perseverar
no caminho de Deus, sem perder a esperança, mesmo que esse caminho seja lento.
É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as
hortaliças.
CULINÁRIA
Supreme de banana
2 duzias de banana
5 xícaras de açúcar
1 lata de leite moça
3 latas da mesma medida de leite
1 colher maizena
4 ovos - claras em neve reserve
8 colheres de acúcar
Faça um doce com as duas dúzias de banana e as 5 xícaras de açúcar
Leve ao fogo até desprendes da panela
Quando estiver pronto coloque em 1 pirex grande
Faça um creme com o leite moça, leite, 4 gemas e a maizena
Leve ao fogo até desprender da panela
Coloque sobre o doce de banana pronto
Por último faça um suspiro com as claras em neve e as 8 colheres de
acúcar e coloque sobre o doce
Leve ao forno para gratinar
Deixe esfriar e leve para gelar por 3 horas aproximadamente
Panqueca doce
Ingredientes
1/2 litro(s) de leite
1 colher(es) (sopa) de manteiga
quanto baste de sal
4 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
2 unidade(s) de ovo
200 gr de Cream Cheese
100 gr de cereja
70 gr de framboesa
70 gr de morango
70 gr de amora
3 colher(es) (sopa) de açúcar
1 colher(es) (café) de fermento químico em pó
Como fazer
Pique as frutas e coloque numa panela com o açúcar, leve ao fogo baixo
até caramelizar.
Para a Panqueca: bata no liquidificador o ovo, o leite, a manteiga, o
sal, a farinha de trigo e o fermento.
Pegue uma frigideira pincele um pouco de óleo e acrescente um pouco da
massa para fazer as panquecas. Reserve.
Montagem: recheie a panqueca com cream cheese, feche e cubra com as
frutas caramelizadas.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muitas das grandes descobertas
da humanidade surgiram na contramão dos pensamentos que eram comuns na sua
época. Os pioneiros dessas ideias tiveram que quebrar paradigmas, enfrentar
críticas conservadoras e passar por cima do preconceito de muitas pessoas.
A maioria desses que resistiam
à inovação só queriam que essas novas descobertas não fossem verdadeiras, pela
simples razão de que temiam as mudanças – acomodados ao velho modo de pensar,
não estavam dispostos a empreender esforços para mudar.
No entanto, se Da Vinci tivesse
se conformado com os conhecimentos da sua época, se Galileu não tivesse a
curiosidade de conhecer os astros, se tantos outros homens brilhantes não
tivessem a ousadia e a coragem de defender suas ideias, provavelmente ainda
estaríamos na idade medieval.
Porém, essa resistência ao novo
ainda acontece, todos os dias. Diariamente deixamos de lado pequenas coisas,
porém coisas importantes, que poderiam dar luz a certas situações, resolver
muitos problemas, ou criar novas maneiras de se fazer algo. Deixamos de lado e
não levamos nossas ideias adiante, apenas para manter a nossa posição cômoda,
para manter o nosso “bem-estar”, ou mesmo para não contrariar alguém.
O que precisamos realmente
perceber é que, agindo dessa maneira, vamos contra aquilo que acreditamos e
deixamos de ser autênticos. Tudo devido ao medo… Medo de mudar e das
consequências que toda mudança traz.
Precisamos ter mais confiança
em nós mesmos e investir com vontade naquilo que acreditamos. Não podemos
deixar que o medo se torne o nosso estilo de vida.
Lógico que não devemos ser
iguais a um passarinho que, ao tentar sair de uma sala, bate a cabeça em uma
vidraça até morrer, sem nem ao menos perceber que alguns metros ao lado daquela
janela há uma porta aberta.
É necessário ter a coragem de
arriscar novos caminhos, bom senso para analisar novas possibilidades e
confiança em si mesmo, para seguir em frente e superar os desafios. Assim,
estaremos prontos para descobrir novos caminhos e descobrir novos mundos e,
acima de tudo, aprenderemos a lidar melhor com os nossos medos.
Medo e confiança são duas
forças que atuam em nossa vida, mas que nos levam para caminhos opostos. Mas é
você quem tem que decidir em qual dos dois vai colocar a sua energia. No meu
novo livro, A Coragem de Confiar, falo exatamente sobre como desenvolver a
confiança e superar o medo. O livro vai ser lançado em setembro.
Roberto
Shinyashiki
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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