Sexta-feira, 14 de maio de 2021
“Não procure ser o melhor, mas o mais simples. Ser inteligente é usar o
silêncio para não entrar em brigas desnecessárias!”
EVANGELHO DE HOJE
Jo 15,9-17
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9Como meu Pai me amou,
assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus
mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do
meu Pai e permaneço no seu amor.
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa
alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim
como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos
amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos
chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo
amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei
para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então
pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno:
amai-vos uns aos outros.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
Hoje nós celebramos a festa do Apóstolo S. Matias. A escolha dele, em
substituição a Judas Iscariotes, está narrada na primeira Leitura: At 1,15-26.
Fizeram um sorteio. Nós hoje escolhemos os nossos líderes geralmente através da
votação. Mas no fundo quem escolhe é sempre Deus, seja através do sorteio, da
votação, ou de qualquer outro sistema eleitoral.
Não somos nós que escolhemos a Deus, mas é ele que nos escolhe. Da nossa
parte, cabe a disponibilidade, como teve S. Matias. Ele não escolheu ser
Apóstolo, foi a Igreja que o escolheu. Ou melhor, foi Deus que o escolheu
através da Igreja.
É interessante o discursinho de S. Pedro, que está na primeira Leitura.
O que ele fez foi um discernimento junto com a Comunidade, isto é, uma busca da
vontade de Deus. Usando outras palavras, Pedro disse: Deus quer que haja doze
Apóstolos, porque foi assim que Jesus constituiu o grupo, que é uma continuação
das doze tribos de Israel. Mas Judas nos deixou. Portanto, Deus quer que um de
vocês ocupe o lugar dele.
Com essas palavras, Pedro motivou a Igreja ali reunida, umas cento e
vinte pessoas, a buscarem uma saída, indicando candidatos para preencher a
vaga. Pedro ainda deu critérios para a escolha: “Há homens que nos acompanharam
durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo
batismo de João até o dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um
deles se junte a nós”. Esses são os chamados setenta de dois discípulos. A
Comunidade trocou idéias e apresentou Matias e José Barsabás.
A Comunidade escolheu através de um sorteio. Nós hoje costumamos fazer
votação ou outro sistema qualquer. É a mesma coisa. No fundo, quem escolhe é
Deus, seja através do sorteio, ou dos votos, ou de qualquer outro sistema
eleitoral.
O importante é a Comunidade fazer as três coisas que essa Comunidade
fez: 1ª) Ter o desejo de fazer a vontade de Deus, não a própria vontade. 2ª)
Rezar, pedindo a Deus que ilumine e dirija na hora de votar ou de escolher. 3ª)
Os membros fazerem a sua parte, conversando entre si e trocar idéias sobrem
quem é o mais indicado para o cargo.
Deus quer que os postos vagos nas pastorais, nos ministérios e nos
vários serviços da nossa Comunidade sejam preenchidos. Vários motivos levam um
cargo a ficar vago: doença, mudança da família para outra cidade,
impossibilidade de continuar, devido a compromissos pessoais ou familiares,
devido a doença. E também por um motivo muito comum: a pessoa que exercia o
cargo parou de participar da Comunidade.
O próprio fato de haver uma função vaga é um chamado de Deus para todos
os membros da Comunidade. É algo que nos inquieta. A primeira coisa que a gente
pensa é: Será que eu tenho condições de assumir essa função? Ou: Será que eu
não poderia convencer alguém a assumi-la?
Imagine se S. Pedro aparecesse hoje na nossa Comunidade, convivesse uns
dias com ela e depois fizesse um discursinho na hora da Missa: “Irmãos, eu
descobri que tal cargo está vago. Isso não pode acontecer! Deus não quer isso!
Peço a vocês que se reúnam, conversem entre si e apresentem alguns candidatos
para fazermos uma votação”. Que bonito seria, não? Que aprendamos a lição da
escolha de Matias! Uma função vaga na nossa Comunidade é, por si mesma, um
chamamento de Deus a nós. Que nos esforcemos para que, de uma forma ou de
outra, essa função seja preenchida.
No Evangelho, Jesus fala que o seu amor nasce da obediência aos seus
mandamentos: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor”.
Essa expressão “no meu amor” refere-se não apenas ao nosso amor a ele, mas ao
amor que ele carrega no coração, que é o amor que existe dentro da SS. Trindade
e que foi derramado em nossos corações (Rm 5,5).
De fato, o amor de Deus não é apenas sentimento, ele se mostra nas
nossas ações e atitudes. “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’,
entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu
Pai que está nos céus” (Mt 7,21).
Um dos mandamentos de Jesus é pertencer à sua Igreja, que é una, santa,
católica e apostólica.
E neste Evangelho Jesus fala também: “Eu não vos chamo servos, mas
amigos”. Ele quer ser nosso amigo. Vamos também ser amigos dele, amigos fiéis e
sinceros, como ele é conosco.
“Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.” O
Apóstolo S. Matias pregou a Palavra de Deus na Palestina, e depois na Ásia
Menor, onde morreu mártir. Diz a tradição que ele foi apedrejado e depois morto
a machadadas. Portanto, deu a vida por Cristo e pela santa Igreja.
Existe o chamado martírio incruento, isto é, martírio sem sangue. São
cristãos que dão a vida por Cristo e pela Igreja, e morrem por esta causa.
Diante de Deus, o martírio incruento tem o mesmo valor do martírio de sangue.
Certa vez, um pai comprou para o seu filho de sete anos uma pipa,
brinquedo que em alguns lugares é chamado de papagaio. O menino foi direto para
o terreiro, a fim de soltar a pipa. Mas ele não conseguiu levantá-la. Por mais
que se esforçava, a pipa não subia. O garoto corria pra lá e pra cá, mas nada.
O pai viu, veio, pegou a linha e com facilidade levantou a pipa, mas só
a uns dois metros do chão, para que o menino fizesse o resto. Passou a linha
para o filho e explicou como fazer. Aí sim, o papagaio se levantou, foi para as
alturas e o garotinho ficou muito feliz.
S. Pedro, na eleição do Apóstolo Matias, fez como esse pai. Ele não
levantou a pipa mas ajudou o filho a fazê-la. S. Pedro não escolheu o sucessor
de Judas, mas incentivou e orientou a Comunidade como fazê-lo. As pessoas têm
muitas pipas para serem levantadas. Que tal nós darmos uma mãozinha? Feliz
daquele e daquela que, apesar do vento, não deixa a sua pipa cair nem se
enroscar nas árvores!
Que Maria Santíssima e os Apóstolos S. Pedro e S. Matias nos ajudem a
levar em frente a nossa Comunidade, observando os mandamentos de Jesus.
Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Reinaldo
era um jovem príncipe, herdeiro de um grande reino.
Toda
manhã, ao despertar, recebia uma lista de tarefas que devia cumprir.
Tarefas
que o deixavam muito zangado, porque iam desde limpar os seus sapatos e vestes
reais, organizar brinquedos e jogos, até lavar e escovar seu cavalo e organizar
o seu quarto.
Embora
não gostasse, em respeito a seu pai, o rei, ele obedecia.
Mas
não deixava de ficar olhando as terras e os campos infindáveis que pertenciam à
sua família.
Também
os rebanhos, palácios e os súditos.
No
palácio, onde vivia, existiam muitos criados prontos para executar todas as
tarefas.
Por
isso mesmo é que o príncipe não entendia porque ele mesmo tinha que limpar os
seus sapatos.
Certo
dia, ele foi convidado a visitar um pequeno reino para conhecer um príncipe de
sua idade, com o intuito de estreitar amizade.
O
contato com o herdeiro daquele reino fez Reinaldo pensar ainda mais em como ele
era injustiçado.
É
que aquele príncipe tinha a seu serviço três servos.
Até
o banho era preparado por um deles.
Nada
de tarefas a cumprir.
Era
só dar ordens.
Quando
regressou para sua casa, Reinaldo foi logo falar com seu pai:
-
Não entendo, disse ele, porque o senhor faz isso comigo.
Sou
seu único filho e herdeiro.
Por
que devo cumprir tarefas?
Devo
ser motivo de risos entre todo o povo.
Vi
hoje, no reino vizinho, o que um verdadeiro herdeiro deve fazer: somente dar
ordens.
O
rei, paciente, perguntou ao filho:
-
Como era o reino que você visitou?
Era
grande como o nosso?
- É
claro que não, pai.
É
muito menor que o nosso, mais pobre, tem menos súditos e o castelo real é dez
vezes menor que o nosso.
Veja
bem, pai: se num reino pobre, o príncipe pode ter três criados para servi-lo,
porque eu, num reino tão rico, devo fazer trabalho de criado?
-
Pois é, meu filho.
Saiba
que há anos atrás, o reino vizinho era vinte vezes maior do que o nosso. Nós
crescemos, fomos ampliando e o reinado vizinho foi perdendo território.
Seu
avô sempre me dizia: "se você não pode sequer limpar os próprios sapatos,
como poderá cuidar de todo um reino?
Se
você não é capaz de organizar seu próprio quarto, como irá governar todo um
povo?"
As
tarefas simples, Reinaldo, nos educam, nos preparam para executar as maiores.
Para
comandar é preciso saber fazer.
Até
mesmo para exigir qualidade.
Se
você nunca lavou as próprias vestes, como saberá se o outro as lavou bem?
Apenas aceitará o que lhe entregam, da forma que vier.
Os
seus antepassados foram comprando as terras do reino vizinho, que as perdeu por
não saber administrar.
Talvez
falte ensinar aos príncipes herdeiros lições de humildade, da importância do
trabalho simples, diário.
O
que me diz, filho amado?
O
menino pensou um pouco, e declarou:
-
Digo que tenho uma lista de tarefas para executar agora, e começarei limpando
os sapatos que se sujaram de lama pelo caminho.
Não
permita que seu filho se torne um incapaz, em razão do descaso em sua educação.
Não
o prepare para os tempos de facilidade e abastança, mas para os dias de
necessidade e carência, de modo que a incapacidade não o mutile.
Prepare-o
na arte de auxiliar, de prestar colaboração, todos os dias.
Logo
mais, ele andará sem você pelos caminhos do mundo.
Ensine-o
a andar com seus próprios pés, seguro e confiante.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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