quinta-feira, 29 de abril de 2021

Sexta-feira 30/04/2021

 Sexta-feira, 30 de abril de 2021

 

"A maior ignorância é a que não sabe e crê saber, pois dá origem a todos os erros que cometemos com nossa inteligência." Sócrates

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 14,1-6

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

"Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós. E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. E para onde eu vou, conheceis o caminho". Tomé disse: "Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?" Jesus respondeu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.

www.paulinas.org.br/diafeliz

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antônio Queiroz CSsR

 

 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Este Evangelho é de fundamental importância para nós, porque nele Jesus nos fala do céu. E, diante da pergunta do Apóstolo Tomé sobre qual é o caminho para chegar, Jesus fala: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

 

Não é possível nós conhecermos a vida futura, pois é outra realidade diferente da nossa, e os dois “mundos” – este nosso mundo material e o mundo futuro – são incomunicáveis. Mas não precisamos nos preocupar com isso, porque Jesus, que pertenceu a este mundo material, é o caminho para chegarmos ao outro.

Essas três qualidades de Jesus – caminho, verdade e vida – estão interligadas. Quem segue a Jesus (caminho), é porque acredita nele (verdade); por isso recebe a vida em plenitude, a vida plenamente feliz e que nunca termina.

O importante não é estar com Jesus, mas caminhar com ele. Também não basta conhecê-lo, saber quem ele é, e acreditar nele; isso a maioria das pessoas fazem: conhecem a Jesus e acreditam nele. O importante é segui-lo como o nosso caminho.

Nesta caminhada com Jesus, se alguém pensar que já chegou é sinal que não está no caminho dele, pois só chegaremos na hora da nossa morte. Neste vida, somos sempre “caminheiros que marcham para o céu”.

Na parábola do fariseu e do publicano, o fariseu dizia: eu faço isso e mais aquilo, foi reprovado porque pensava que era perfeito. Já o publicano que batia no peito e dizia: “Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!” mostrou que estava com Deus e foi aprovado, porque se julgava “caminheiro”.

O caminho, que é Jesus, é vasto e abrangente. Passa pela vida de oração, de Comunidade, pela vida em família, passa pela obediência aos mandamentos e até pela participação política. É um caminho às vezes íngreme, mas possível e doce como o mel.

"Aquele que ama conhece a Deus" (1Jo 4,7. Quem obedece aos mandamentos – aqui resumidos na palavra amor – e segue Jesus como o seu caminho, vai acabar conhecendo a Deus (verdade) e aurindo a sua vida, que é inesgotável.

Tudo o que se diz no mundo, só é verdade se estiver de acordo com o que Jesus viveu e ensinou. O resto é tudo mentira, falsidade e engano. Ele é a verdade, não uma das verdades.

Jesus e o Pai são um só. Quem segue a Jesus recebe nasce de novo, recebendo uma vida nova. É uma vida que vai crescendo sempre e não é interrompida por nada, nem pela morte. Só o pecado pode interrompê-la.

Jesus falou várias vezes que a mentira leva à morte e a verdade leva à vida. Portanto, é fácil saber onde está a verdade: é onde se promove protege a vida, em seus vários níveis: vegetal, animal, humana e divina. E é fácil também saber onde está a mentira: é onde se destrói a vida.

Quem tem Jesus como o seu caminho, verdade e vida, torna-se fonte de vida para os outros. “Aproximemo-nos do Senhor, pedra viva... Do mesmo modo também vós, como pedras vivas...” (1Pd 2,4). Jesus é a pedra viva da casa de Deus, e quer que sejamos também.

“Quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores, porque eu vou para o Pai” (Jo 14,12). No entanto, sabemos que o caminho de Jesus é um caminho de cruz. Ninguém consegue segui-lo, vivendo em sombra e água fresca. Quanta gente busca Jesus fora da sua Igreja, porque quer entrar no céu pela “porta larga”!

Quando Adão e Eva pecaram e foram expulsos do paraíso, a porta do paraíso foi fechada, e ninguém mais conseguiu entrar. Jesus veio, tornou-se um de nós, pagou por nós o pecado e entrou no paraíso. Por isso ele é o nosso único caminho.

 

“Vou preparar um lugar para vós.” O céu é o nosso destino natural. Foi para lá que Deus nos criou, e todos já temos lá o nosso lugar preparado por Cristo. “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (S. Paulo). Deus é nosso Pai amoroso, e nos quer todos eternamente junto dele no céu.

“Eu vi um novo céu e uma nova terra... Então ouvi uma voz forte que dizia: Esta é a morada de Deus com os homens. Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá e não haverá mais luto nem dor. E Deus disse: Eis que faço novas todas as coisas. A quem tiver sede eu darei da fonte da água viva. Esta será a herança do vencedor. Eu serei o seu Deus e ele será meu filho. Em seguida eu vi a cidade santa, a Jerusalém celeste. Ela não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro. A sua porta não precisa ser fechada e nunca entrará nela o que é impuro nem alguém que pratique a abominação e a mentira. Entrarão nela somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Cf Ap 21,1-27). E o próprio Jesus falou: “Os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai” (Mt 13,43).

“Os sofrimentos do tempo presente não tem proporção com a glória que há de ser revelada em nós. Toda a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita ao que é vão e ilusório, não por seu querer, mas por dependência daquele que a sujeitou. Também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da libertação que é a glória dos filhos de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto, e não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nosso íntimo, esperando a condição filial, a redenção de nosso corpo. Aquilo que se tem diante dos olhos não é objeto de esperança. Como se pode esperar o que está vendo? Mas se esperamos o que não vemos, é porque aguardamos na perseverança” (Rm 8,18ss). S. Paulo fala isso para nos animar na fidelidade a Deus em meio às lutas desta vida.

“Tomé disse a Jesus: Senhor, nós não sabemos para onde vais.” Não sabemos como é o céu, pois ele pertence ao mundo espiritual e nós estamos no mundo material, e esses dois mundos são incomunicáveis. Mas não precisamos saber como é o mundo futuro. Basta seguirmos a Jesus, que é o caminho para lá. “Para onde eu vou, vós conheceis o caminho... Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

O céu, numa explicação simples, é a vida após a morte junto com Deus e com a sua e nossa família que são os anjos e os santos. “Olhos humanos jamais viram, nem ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu o que Deus preparou para os que o amam” (1Cor 2,9).

Refletindo sobre as maravilhas que Deus preparou para nós no céu, S. Paulo fala aos filipenses: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. Se, continuando na vida corporal, eu posso produzir um trabalho fecundo, então já não sei o que escolher. Estou num grande dilema: Por um lado, desejo ardentemente partir para estar com Cristo, o que para mim é muito melhor. Por outro lado, parece mais necessário para o vosso bem que eu continue a viver neste mundo. Certo disso, sei que vou permanecer e continuar convosco, para o vosso progresso e alegria da fé” (Fl 1,21-25). Nessa passagem, S. Paulo resume o nosso sentimento diante da vida futura: Olhando para nós, seria melhor morrer logo e ir para o céu. Mas, olhando para a nossa família e a nossa Comunidade, é melhor permanecermos ainda um tempo na terra, para ajudá-los e para fazer o bem. Mas isso são apenas sentimentos, porque a escolha não é nossa, e sim de Deus. “A mim pertence a vida”, disse ele. Não escolhemos o dia de nascer, não vamos escolher também o dia de morrer. Cabe a nós, cada dia que amanhece, agradecer a Deus a graça de vermos novamente a luz do dia, e procurar viver bem aquele dia.

“O Senhor dará nesta montanha um banquete de carnes gordas e vinhos finos. Nesta montanha ele vai destruir o véu que envolvia os povos. Vai acabar com a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces” (Is 25,6-8). Essa referência ao banquete é uma comparação, pois no céu o nosso corpo será glorificado e não precisaremos comer. O que o texto quer mostrar é que o céu é um lugar muito gostoso. É como um banquete. Tudo o que é bom, feliz e gostoso aqui na terra, existe lá no céu, e lá é muito melhor.

Se as coisas feitas por Deus neste mundo material, que é passageiro, são tão sábias, belas e carregadas de amor, quanto mais o céu! “São vãs por natureza todas essas pessoas nas quais não há o conhecimento de Deus. Porquanto, partindo dos bens visíveis, não foram capazes de conhecer aquele que é, nem tampouco, pela consideração das obras, chegar a conhecer o artífice” (Sb 13,1).

Certa vez, um homem perdeu um saco de moedas. Ele ficou desesperado e percorreu a vizinhança toda dizendo: “Se alguém achar um saco de moedas, é meu”.

Horas depois, um rapaz o procurou com o saco de moedas nas mãos. O homem olhou e viu logo: é esse mesmo. E ele sabia quantas moedas havia dentro do saco: quatrocentas moedas. Mas o homem pensou consigo: vou dizer que havia quinhentas, assim fico livre de dar uma gorjeta para este moço.

Pegou o saco e disse: “Muito obrigado! Você encontrou o meu saco de moedas! Vou contar para ver se estão todas aqui. Havia quinhentas moedas neste saco”. Contou e só encontrou quatrocentas. Então disse ao rapaz: “Não há problema. O importante é que você achou. Muito obrigado!” O rapaz saiu dali, mas logo pensou: Passei por ladrão! O meu nome é limpo aqui no bairro, e logo todo mundo vai ficar sabendo disso e pensar que fiquei com cem moedas!

 

Então foi ao juiz e expôs o caso. O juiz mandou chamar o homem que ficou com o saco de moedas, e mandou que as trouxesse. O homem veio e o juiz lhe perguntou: “Quantas moedas havia no saco que o senhor perdeu? Ela respondeu: “Quinhentas”. “E quantas estavam neste saco que o rapaz lhe entregou?” perguntou o juiz. Ele respondeu: “Quatrocentas”. “Então não é o seu” – disse o juiz – “pode devolver ao moço o saco de moedas; quando aparecer o dono, ele o entregará”.

Jesus é a verdade, e quem quer segui-lo deve também dizer sempre a verdade. O mentiroso acaba se dando mal. O melhor é administrar bem as nossas moedas aqui da terra para, com elas, ganhar a grande moeda que é o céu.

Que Maria Santíssima nos ajude a assumir o seu Filho como o nosso caminho, verdade e vida. E, já que ela é a Rainha do céu, que nos ajude a chegar lá também.

Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

(...) Tudo o que existe precisa dormir. O simples existir cansa. A se acreditar nos poetas e nas crianças, até mesmo as coisas.

Minha filha de quatro anos, olhando os vales e montanhas que se perdiam de vista nos horizontes de Campos do Jordão, fez-me essa pergunta metafísica: “Papai, as coisas não se cansam de serem coisas?’

Fernando Pessoa teve suspeita semelhante e escreveu: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo,  há tanto tempo... Tenho dó delas. Não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas, como das pernas ou de um braço? Um cansaço de existir, de ser, só de ser, o ser triste, brilhar ou sorrir..”

Ele, poeta, estava cansado. Olhava para as estrelas que luziam havia tanto tempo e tinha dó delas. Elas deveriam estar muito cansadas. Suas pálpebras jamais se fechavam. Seus olhos estavam sempre abertos, sem poder dormir jamais...

Pergunto-me então se não haverá um simples cansaço de viver. Será que não chega o momento em que a vida diz, das profundezas do seu ser, como um pedido de socorro aos que entendem sua fala:

“Estou cansada. Quero dormir o grande sono...?”

Os especialistas na arte da tortura descobriram que uma das técnicas mais eficazes e discretas para se obter a confissão de um torturado era a de impedir que ele dormisse. Assentando numa poltrona confortável, o prisioneiro espera. O tempo passa em silêncio, sem interrogatório. Vem o sono. As pálpebras pesam e querem se fechar. Mas alguém que o vigia o sacode para impedir que ele durma. E assim o tempo vai passando. O desejo de dormir vai crescendo, as pálpebras pesam até um ponto insuportável. Nesse momento, a necessidade de dormir é tão terrível que o prisioneiro está pronto para confessar qualquer coisa só para poder dormir.

 

Foi coisa parecida que fizeram com a Eluana Englaro, mulher italiana com 38 anos de idade, dos quais 17 em vida vegetativa. Seu sono sem despertar dizia que ela desejava dormir. Mas os torturadores, a ciência, as leis e a religião lhe negavam esse direito. Obrigavam-na a continuar viva contra a vontade do seu corpo, que ansiava pelo grande sono. Ligaram seu corpo a máquinas que impediam que ela dormisse. Vivia mecanicamente.

Finalmente o direito de dormir lhe foi concedido. Fantasio que ela dormiu como uma criança, ouvindo a berceuse de Brahms.

 

 

 “Folha de S.Paulo”, 17 de fevereiro de 2009.

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Quinta-feira 29/04/2021

 Quinta-feira, 29 de abril de 2021

 

Já dizia Lutero: "A paz, se possível; mas a verdade a qualquer preço."

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 13,16-20

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. Já que sabeis disso, sereis bem-aventurados se o puserdes em prática. Eu não falo de todos vós. Eu conheço aqueles que escolhi. Mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: 'Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar'. Desde já, antes que aconteça, eu vo-lo digo, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. Em verdade, em verdade, vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou".

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Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antônio Queiroz CSsR

 

 

Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim.

Este Evangelho narra as palavras de Jesus após o lava-pés. São orientações fundamentais aos Apóstolos e a todos os líderes de Reino de Deus, de todos os tempos e lugares. Esses líderes vão continuar o trabalho que ele fez nos seus três anos de vida pública.

“O servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou”. Se ele, o senhor e mestre, agiu como uma empregada doméstica lavando os pés da família que chega da viagem, nós, os líderes cristãos, devemos preocupar-nos, não com honras, mas em servir as pessoas com humildade.

 

“Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.” Essa atitude de serviço humilde nos faz felizes. “Descubra a felicidade de servir.” Mas não basta saber que é assim; a felicidade começa quando colocamos em prática.

Jesus nos pede também que apoiemos os seus líderes: “Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. Em outras palavras, quem receber e tratar bem um líder cristão, estará recebendo e tratando bem o próprio Cristo, o próprio Deus.

Jesus inverteu o sentido da autoridade. É estar por baixo, não por cima; é servir, não ser servido. Toda autoridade é poder para servir. Jesus nunca condenou a busca do poder, pois ele é necessário na sociedade. O chefe é o centro de unidade de qualquer grupo humano. O que Jesus fez foi direcionar e orientar quem exerce o cargo de coordenação e de poder, em todos os níveis da sociedade. O chefe encontra a sua felicidade quando lava os pés, não quando os outros lhe lavam os pés. “Aquele que manda seja como aquele que serve” (Lc 22,26).

O poder é uma realidade muito ampla e diversificada na sociedade. Todos nós temos poder: Os pais, os professores, o motorista de ônibus, o ascensorista de elevador, a secretária, o guarda, o porteiro, o chefe de sessão, o médico, a enfermeira... E na Igreja o papa, o bispo, o padre, a religiosa, o líder leigo, a catequista etc. Até uma criança exerce poder sobre seus irmãos menores. Há momentos em que coordenamos e há momentos em que somos coordenados.

Em outra ocasião, Jesus nos mostrou, através de uma comparação, como ser o maior: “Na hora da refeição, quem é o maior: quem está sentado à mesa, ou quem está servindo? Não é quem está sentado à mesa? Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). Está expressa aí, de modo claro, a inversão que Jesus fez no exercício da autoridade.

Certa vez, houve numa paróquia uma palestra para os casais sobre a educação dos filhos. Quem deu a palestra foi um casal da pastoral familiar. A primeira coisa que o casal fez foi distribuir todos um papelzinho no qual estava escrito: “O melhor modo de educar os filhos é ser:” E embaixo uma linha para cada um completar a frase.

Alguns casais, em vez de completar, expressaram a sua discordância com a formulação da frase. Para eles, o correto seria deixar fora a palavra “ser”, pois educar é uma ação, não um modo de ser.

Na hora de ler as frases completadas, o casal palestrante explicou: Os filhos aprendem mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso, a educação acontece noventa por cento pelo exemplo, pelo modo de ser dos pais, e só dez por cento pelas suas palavras e conselhos. Se os pais procuram ser pessoas exemplares, mesmo que os filhos não os imitem na hora, mais tarde vão fazê-lo. Aliás, isso vale para todo tipo de educação, não só a familiar. Quem se coloca como primeiro, como líder, influi muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. “A palavra convence, o exemplo arrasta”.

Maria Santíssima é chamada a mulher servidora. Ela não se deixava levar pelos tabus da época, que obrigavam a mulher a passar a vida fechada dentro de casa. Pelo contrário, ela viajava, fazia até longas viagens, unicamente para servir, como foi o caso da prima Isabel, das Bodas de Cana, do serviço ao Filho na cruz, da presença junto à Igreja primitiva etc. Santa Maria, a mulher servidora, rogai por nós!

Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.

A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

 

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.

Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.

Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

 

Mas você está certo.

 

Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis.

Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.

A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas.

Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

 

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.

Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto.

E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

 

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.

Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.

O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.

Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.

Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.

Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos.

E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

 

Então, não é possível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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