Quinta-feira, 15 de abril de 2021
"Somos feitos do mesmo material de que são feitos os
sonhos."(William Shakespeare)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 3,31-36
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra,
pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima
de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu
testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De
fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o
espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no
Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida,
pois a ira de Deus permanece sobre ele”.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Quem tem acompanhado notou que nessa semana estamos enfatizando o poder
do livre arbítrio e as conseqüências dele em nosso dia-a-dia. Hoje o evangelho
nos convida a responder: O que é mais importante? Quem é mais importante?
Deus sempre será o mais importante em nossas vidas. Seu projeto deverá
ser o filtro de nossas decisões, principalmente nas que se referem ao coletivo,
às pessoas, à comunidade. Seu projeto, apresentado por Jesus, tem como foco a
ovelha perdida, o filho desgarrado, o que perdeu a fé, o desmotivado, o
perseguido, o injustiçado, o pobre, (…).
O documento de Aparecida, reafirmando aos que lhe antecederam diz:
“(…) É solicitado que dediquemos tempo aos pobres, prestar a eles uma
amável atenção, escutá-los com interesse, acompanhá-los nos momentos difíceis,
escolhê-los para compartilhar horas, semanas ou anos de nossas vidas e,
procurando, a partir deles, a transformação de sua situação. Não podemos
esquecer que o próprio Jesus propôs isso com seu modo de agir e com suas
palavras: ‘Quando deres um banquete, convida os pobres, os inválidos, os coxos
e os cegos’ (Lc 14,13)” (Documento de Aparecida §397).
E como isso acontece? Na fidelidade a sua mensagem.
Quem prega ou leva a palavra de Deus não pode resumir sua fidelidade em
apenas palavras. Quem prega deve se convencer primeiro da mensagem para com
propriedade anunciá-la. Aqueles que participam, em especial os que coordenam
pastorais ou movimentos, devem abandonar a vaidade e o orgulho. Precisam ver o
projeto de Deus sobre o seu querer individualista. “(…) Aquele que vem de cima
é o mais importante de todos, e quem vem da terra é da terra e fala das coisas
terrenas. Quem vem do céu é o mais importante de todos”.
Precisamos parar de apoiar pessoas ou lideranças que segregam outras
pessoas, não as elegendo, para que o tempo as amadureça; não admitir
pseudo-coordenadores, ligados a esse ou aquele partido político, usarem as
pessoas, principalmente jovens para levantar a sua identidade partidária.
Desaprovar e fraternalmente corrigir pessoas que se declaram “donos da igreja”
que pelo nosso silêncio fazem com que pessoas boas e empenhadas se afastem do
serviço, das nossas comunidades, do nosso convívio…
“(…) Nesta hora, o Senhor interpela-nos: vives tu, através da fé, em
comunhão comigo e, deste modo, em comunhão com Deus? Ou não estarás porventura
a viver mais para ti mesmo, afastando-te assim da fé? E, por isto, não serás
talvez culpado da divisão que obscurece a minha missão no mundo, que fecha aos
homens o acesso ao amor de Deus?” (Homilia do Papa Bento XVI na quinta-feira
Santa 2010)
Precisamos também parar de correr de responsabilidades, pois como diria
padre Zezinho, quando o padre termina missa começa o nosso trabalho. “Vamos em
paz e que o senhor os alcance e os encontre” tem sido o lema de muitos
católicos. Nós não avançamos mais, pois nos falta coragem. Somos bons em
criticar, mas fracos em dinâmicas de acolhimento; reclamamos da falta de
operários, mas não abrimos as portas da obra; reclamamos dos atuais
coordenadores, mas não damos nossa cara à tapa para fazer melhor…
Alguns pra tudo usam “no meu tempo era assim” esquecendo que o tempo
passa. Sabemos que algumas coisas ficam e precisam ficar, mas outras devem ser
renovadas. Não podemos temer mexer com computador, email; não podemos fugir da
informação, da internet, (…). Esses dias uma polêmica foi levantada sobre
pulseirinhas multicoloridas nos braços dos jovens e tem gente que diz não saber
por se negar a assistir jornal (hunf). Precisamos levar informação para as
pessoas, precisamos nos empenhar em apresentar o projeto de Deus…
E Quem é o pobre? É toda criatura que hoje vive longe ou afastado do
Senhor e que ainda não sabe o valor que tem.
Deus nos convida a abrir nosso horizonte de compreensão e ter amor e
zelo pelos peixes que estão hoje fora do aquário – os que estão no mar, no
mundo, no trabalho, em casa, na comunidade… Zelemos do aquário, mas saiamos
para pescar!
“(…) Então Jesus chegou perto deles e disse: Deus me deu todo o poder no
céu e na terra Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam
meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E
lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus
28, 18-20)
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa
vez, uma catequista fez com as crianças uma encenação, a fim de mostrar-lhes a
força da oração para vencer as tentações. A encenação foi a seguinte:
Um
menino pegou alguns livros e cadernos e começou a caminhar na frente da classe,
como se estivesse indo para a escola.
Outro
garoto fez o papel do diabo. Aproximou-se dele e disse: “Vamos jogar bola?”
“Não posso, estou indo para a escola”, respondeu o garoto.
Mas
o moleque insistiu: “Depois você mente para a sua mãe, dizendo que foi para a
escola!” E o moleque ficava caminhando de fasto, na frente do outro, tentando
convencê-lo.
Nesta
hora, o que ia para a escola lembrou-se da oração, e rezou mentalmente o Sinal
da Cruz. Pronto, o “diabo” deu um pulo para trás e foi embora correndo.
É
exatamente isso que acontece quando rezamos ao ser tentados.
A
encenação vale para qualquer idade e para qualquer tipo de tentação. Quantas
vezes lutamos para evitar um pecado, e nos esquecemos de rezar!
Em
vez de dizer mentalmente o Nome do Pai, podemos rezar qualquer jaculatória, por
exemplo: “Nossa Senhora Aparecida!” O efeito será o mesmo.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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