Quarta-feira, 14 de abril de 2021
"Uma fonte segura de frustração consiste em esperar resposta a
favores concedidos." (M.K.Gupta)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 3,16-21
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não
morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou
o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por
ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado,
porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens
preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal
odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam
denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se
manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Nada mais cabível para quem caminha para pentecostes – Ser novo!
Ser novo ou nascer de novo é se empenhar em atitudes e gestos novos; é
buscar um coração renovado; é traçar metas e tempos para abandonar os hábitos
antigos; é parar de só falar e fazer; parar de prometer e escrever o que
pretende fazer; é antes de tudo rezar para que tudo caminhe sob a batuta de
Deus.
A vida é como uma composição musical: Fazemos a letra, mas é a vida que
toca! Escrevemos cada linha, cada frase, cada verso, mas depois de pronta,
somos reflexos do que escrevemos ou fazemos. Quem põe o ritmo é a motivação do
Espírito Santo dentro de cada um de nós. Um Espírito nono é inquieto. (…) O
vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde
ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do
Espírito
Uma nova melodia só poderá surgir de uma nova letra, de um novo verso, (…). Trocar algumas notas
muda apenas a forma de se cantar, mas não altera em nada a letra da canção.
Para mudar é preciso reescrever a letra que a vida cantará.
“(…) Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque
arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior. Não se coloca tampouco
vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se
derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e
assim tanto um como outro se conservam“. (Mateus 9, 16-17)
Talvez os grandes erros que cometemos serão versos que não conseguiremos
apagar da nossa mente, mas também NÃO DEVERÃO SER O REFRÃO DA NOSSA MÚSICA.
Como mecanismo de defesa temos mania de relembrar o refrão (erros) dos
outros. O entanto, repetir toda hora o refrão é hábito de quem só olha os
defeitos dos outros, dos invejosos, dos medíocres… Todos têm coisas boas a
serem exploradas na letra de sua canção, mas não conseguem crescer sufocadas
pelos refrões.
Lembrei de uma história que ouvi o padre Fábio de Melo contar no seu
programa direção espiritual. Contava ele que uma tribo africana que conheceu
compõe uma canção para cada pessoa que nasce. Cada um tem sua própria canção.
Nos momentos marcantes da vida dessa pessoa essa música é cantada por seus
parentes e amigos. Mas o que me chamou atenção foi o fato relatado que quando
alguém se desvia na conduta TODA a tribo se reúne, colocando-a no centro de uma
grande roda, onde cantam a canção da pessoa para que ele recorde quem é e
também a alegria do seu nascimento, tentando trazê-lo de volta a realidade,
resignificando o seu passado.
Ser novo também carece que deixemos que os outros também tenham a
oportunidade de mudar a letra da sua canção a qualquer momento. Como cristãos
devemos fazer o possível para que isso aconteça, ou seja, criar situações
favoráveis e agradáveis para que isso ocorra. Dar oportunidade ao novo, trazer
pessoas novas, convidar novos integrantes, chamar pessoas a dividir a
responsabilidade…
Ser novo é ser querigmático, é encantar, é promover… Ser velho é ter
apego a um lugar, uma postura, a um cargo. Ser novo é não ter medo de sentar
novamente no banco e receber as graças, é avançar, é sonhar…
“(…) Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um
processo de iniciação na vida cristã que comece pelo kerygma que guiado pela
Palavra de Deus, que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus
Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da
humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a
um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos, do serviço e da missão”.
(Documento de Aparecida §289)
Para sermos por completos novos devemos cooperar para que outros também
sejam. Somos uma tribo que não canta a canção dos outros. Vamos mudar esse
paradigma.
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Vê
se pode, Deus mandou seu único filho pra morrer por mim...
Quando
penso nisso é difícil acreditar.
Eu
mereço tal sacrifício? Eu mereço a vida do filho de Deus?
Isso
me faz lembrar de um assassino condenado à morte. Ele se chamava Barrabás e ia
ser crucificado. Vocês lembram daqueles filmes de bang-bang ou dos desenhos do
pica-pau onde um dono de funerária vestido deterno preto media o tamanho das
pessoas pra fazer o caixão?
Pois
é, assim como o caixão era feito sob medida, a cruz, naquela época, também era.
E foi construída uma cruz do exato tamanho de Barrabás.
E
Barrabás estava lá, deitado em uma cela imunda, fétida, cheia de lodo e seu
corpo já estava todo surrado. Ele sabia que aquele era seu último dia. Mas de
repente alguém apareceu e disse que ele não ia mais ser crucificado, pois, em
Seu lugar, morreria uma outra pessoa. Se Barrabás perguntou quem era essa
pessoa a resposta foi: “Jesus, um tal de Jesus morrerá em seu lugar.”
Eu
até posso imaginar Barrabás saindo da cela e, depois, indo acompanhar a
multidão para tentar ver quem era o tal Jesus que ia morrer em seu lugar.
Se
Barrabás fez isso eu não sei. Mas sei o que ele viu se procurou ver o tal
Jesus: Barrabás viu um homem carregando uma cruz que não era dele. Viu um homem
levando chibatadas que não eram pra ele. Barrabás viu pingando um sangue que
era inocente. Viu um homem coroado com espinhos de uma polegada cada. Barrabás
viu um homem ser pregado em uma cruz que não pertencia a ele. E viu Jesus
morrer a morte que não era pra ele – Jesus – morrer. Jesus carregou e foi morto
em uma cruz que, sequer, tinha o Seu tamanho.
Pensando
nisso, meu amigo, eu só consigo entender uma coisa: a cruz que Jesus carregou
não era dele, era minha. Não era pra Jesus ter vertido seu próprio sangue.
Naquele dia, era o meu sangue que tinha que escorrer. A morte que Jesus morreu
– morte de cruz – era a minha morte. Jesus carregou e foi morto em uma cruz que
tinha, exatamente, o meu tamanho. Aquela cruz que Cristo morreu, era minha.
Esse
tal de Cristo, segundo a Bíblia, morreu por mim.
Por
que? Eu valho tanto assim?
Eu
sou um nada. Um grão de areia nesse mundão de meu Deus. Tenho falhas em todos
os setores de minha vida. Por que então esse tal de Jesus morreu por mim?
Eu
não sei te responder não... mas um dia quero ter a oportunidade de, lá no céu,
olhar nos olhos desse Jesus e dizer “obrigado, Jesus. Mas sem querer ser
ingrato, por que o Senhor morreu por mim?”
E
confesso, não faço a mínima idéia de qual vai ser a resposta dele...
Mas
isso me faz lembrar de uma outra coisa: minha filha, que tinha pouco mais de um
aninho e se chama Lívia, tinha uma bonequinha de pano. Nós a acostumamos dormir
com a tal boneca. E a Lívia acostumou de tal forma que não vai pra cama sem a
dita cuja. Com o passar do tempo, por óbvio, a boneca de pano foi ficando
velha, furada, e com uma etiqueta toda suja (pra dormir, a Lívia fica enrolando
no dedo na etiqueta). Apesar dessa bonequinha estar velha, com espuma saindo
pelo buraco, minha filha não dorme sem ela. Às vezes a boneca se perde pela
casa, e antes de dormir a Lívia sai procurando e chamando com a aquela voz de
anjo: “néquim... néquim...”. E quando ela acha é a maior festa, beijos e
abraços na “néquim” dela, e lá vão as duas dormir. Sem medo de errar, eu posso
dizer: a Lívia ama aquela bonequinha, por mais velha que ela esteja.
Sim... eu também estou meio estragado... com
meus defeitos e erros brotando pelos meus poros. Mas mesmo assim o meu
Deus me ama. Às vezes também me perco
por essa vida, me desvio e erro o caminho... Mas Deus me procura e me
reencontra... Aí, meu amigo, é só alegria.
Eu
não sei por que Ele faz isso. Mas eu sei que Ele faz. Eu sinto isso todos os
dias em minha vida... Jesus está ao meu lado, me ajudando, me carregando no
colo e me fortificando.
Meu
Jesus não só morreu na minha cruz. Ele ressuscitou para que eu, igualmente,
tenha a vida eterna.
Eu
não mereço nem uma gota de suor desse tal Jesus. Mas ele deu o próprio sangue
por mim.
Nesta
Páscoa, lembre-se de seu real significado: Um Deus que me ama – e te ama –
deixou o Seu Trono deGlória e veio até esta terra, sujar seus pés com poeira,
passar fome, frio e calor, ser xingado, apedrejado, vaiado, perseguido e,
finalmente, morrer em uma cruz que pertencia a uma pessoa que sou eu e, se você
quiser, que era sua também.
Por
que ele fez tudo isso?
Vamos
combinar: no céu, vamos juntos, eu e você meu amigo, perguntarmos pra ele
“Jesus, por que o Senhor morreu por nós?”
Denis
Clebson da Cruz (Kzar)
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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