Segunda-feira 19 de abril de 2021
“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D.
Roosevelt
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,22-29
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar
percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele
com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23 Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo
tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.
24 Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam
ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus.
25 Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe:
"Mestre, quando chegaste aqui?"
26 Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não
porque viram os sinais milagrosos, mas porque comeram os pães e ficaram
satisfeitos.
27 Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que
permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem dará a vocês. Deus, o
Pai, nele colocou o seu selo de aprovação".
28 Então perguntaram-lhe: "O que precisamos fazer para realizar as
obras que Deus requer?"
29 Jesus respondeu: "A obra de Deus é esta: crer naquele que ele
enviou".
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que
permanece até a vida eterna.
Este Evangelho é a introdução ao discurso sobre o pão da vida, que Jesus
fez. Preparando o povo para acreditar que ele tinha realmente poder de dar a
sua carne como comida e o seu sangue como bebida, Jesus faz o milagre da
multiplicação dos pães e depois caminha sobre as águas.
E Jesus reclama do pouco interesse do povo pela Boa Nova, e do demasiado
interesse pelo pão material: “Estais me procurando não porque vistes sinais,
mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento
que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
Como sempre acontece com toda multidão, o povo alimentado por Jesus até
à saciedade, com cinco pães e dois peixes, queria um deus de uso e consumo, um
deus que sirva os nossos interesses e necessidades, um deus comercial que
oferece e distribui os seus dons ao capricho do pedido. Este é o deus de muitas
religiões criadas por pessoas humanas, que querem encerrar Deus nos limites dos
ritos e das leis culturais, procurando servir-se da divindade em vez de a
servi-la e adorá-la.
Por isso o povo mereceu essa advertência de Jesus: “Esforçai-vos não
pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
E o povo pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?
Jesus responde: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Os
mestres da Lei apresentavam uma série de obras que agradavam a Deus. Jesus
resume: agrada a Deus quem acredita nele, o enviado de Deus. Claro, uma fé
levada à prática, acompanhada do seguimento de Jesus e da prática do seu
Evangelho. A fé não basta para se salvar; mas também não basta o bom
comportamento, é preciso a fé do jeito que Jesus ensinou. As boas obras são
decorrências da fé. Este é o “alimento que permanece até a vida eterna”.
Quando foi tentado no deserto, Jesus falou: “Não só de pão vive o homem,
mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. E em outro lugar ele disse
também: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais
vos será dado por acréscimo”.
Comparando a nossa vida com uma canoa, ela tem dois lemes: de um lado a
fé e do outro as obras. Que não nos esqueçamos de nenhum desses dois lemes,
para que a nossa canoa possa ir para frente e nos levar à vida eterna.
O “alimento que permanece até a vida eterna” é sintetizado por Jesus na
Eucaristia. “Quem come a minha carne tem a vida eterna”.
De fato, o encontro com Jesus transforma a pessoa. Basta ver Maria
Madalena, os discípulos de Emaús, a samaritana, Zaqueu... Na Eucaristia nós nos
encontramos com o mesmo Jesus, com a mesma força que ele tinha naquele tempo.
A transformação que a Eucaristia exerce em nós é lenta, mas eficaz; é
como o fermento na massa. Ela é bem simbolizada naquele pão e água que o
profeta Elias comeu no deserto, e depois teve forças para viajar quarenta dias
e quarenta noites (IRs 19,4-8). O profeta estava sendo perseguido por seus
inimigos, fugiu para o deserto e lá ficou vários dias sem comer nem beber. Aí ele
rezou e Deus o fez dormir. Quando ele acordou, havia ao seu lado um pão e uma
jarra de água. Comeu e bebeu e assim teve forças para continuar a sua
caminhada. Elias representa a nós cristãos que estamos atravessando o deserto
da vida. Como disse Jesus: “Quem come deste pão, jamais terá fome”.
Certa vez, um homem foi internado em um hospital para ser operado das
amígdalas. Ele estava triste, preocupado, nervoso e deprimido, devido ao medo
da cirurgia.
Ao chegar ao quarto, com a sua mala, viu na cama ao lado outro homem
internado. Este percebeu logo o nervosismo do colega e começou a animá-lo
dizendo palavras bonitas de alegria e de esperança.
A certa altura, o recém chegado perguntou a ele: “E você, por que está
aqui?” Ele respondeu: “Amanhã serei operado do coração”.
A Eucaristia é um alimento mais forte do que nós que, ao contrário dos
outros alimentos, nos transforma nele. Quem comunga sempre é capaz de enfrentar
os maiores problemas, sofrimentos e perigos com tranqüilidade, como fez Jesus.
As nossas tristezas e alegrias são bastante subjetivas; mais do que dos fatos
em si, esses sentimentos decorrem da maneira como vemos os fatos.
Maria foi a pessoa humana que mais amou a Jesus. Que ela nos ensine a
amá-lo hoje, presente na Eucaristia.
Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que
permanece até a vida eterna.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Se
não tivesse havido o convite para aquele final de semana, ou aquele final de
semana não fosse do pai tudo seria diferente.
Se
não tivesse a família saído à noite naquele dia, ou se na volta, no carro, a menina tivesse
sentado em outro lugar.
E se ela não tivesse reclamado de algo, mencionado a mãe, tivesse
dito que queria voltar para casa.
E se a madrasta não estivesse de anel ou não tivesse desferido o
tapa que feriu o rosto da criança; e se
não tivesse saído sangue da testa e ela não tivesse ficado assustada.
Se o lamento da menina não tivesse aumentado
e se isso não tivesse deixado a madrasta
transtornada.
E se o elevador que eles subiram com a
criança chorando não tivesse vazio, mas
com um vizinho que pudesse com sua
presença impor alguma razão.
E se o pai, ao entrar no apartamento com a
menina em prantos, segundos antes de
tê-la arremassado com força no chão,
tivesse se detido por um instante na foto na parede onde ela aparecia sorrindo, brincando com os irmãos.
E se a madrasta tivesse pensado nos próprios filhos que eram irmãos da filha da
outra e não tivesse avançado com tanta
raiva sobre ela, apertando-lhe a garganta,
até que ela parasse de chorar.
E se o pai diante da cena tivesse lembrado do
dia em que soube que ela iria nascer; e depois, quando viu que
ela se aquietava nos seu braços; e
depois quando ensinou-lhe os primeiros
passos; e depois quando acostumou-se
a ouvi-la o chamar de papai.
Sendo assim, nesse momento, por lampejo de lucidez ou reverberação
afetiva, ele tivesse dito a si ou à
mulher: NÃO.
Se, naquele momento, um celular, a campainha, a porta, o interfone, qualquer
coisa, tivesse interferido.
Ou se na menina tivesse sobrado alguma força a ponto de poder fugir.
E se ela não tivesse ficado desacordada e
isso não tivesse parecido ao pai e à
madrasta que ela estava morta.
Se então o pai não quisesse proteger a mulher como a
ninguém e não pegasse uma tesoura e uma
faca na cozinha.
E se, uma vez no quarto dos filhos com intenção de cortar a rede na janela, ao
subir na cama de um deles, ele tivesse quebrado o lastro com o peso do corpo
e prendido o pé.
Se
ao enfiá-la pela rede ainda sem tê-la solto, ele a tivesse escutado suspirando.
Ou se ele, por um breve, mínimo, ínfimo
momento que fosse, antes de soltar a
perna dela, tivesse olhado para cima e se
perguntado o que, afinal, estava fazendo.
Se algum fato desses, se algum desses
acontecimentos tivesse acontecido
diferentemente do que aconteceu, a menina estaria viva.
O que importa na vida é a sorte e o amor.
Da sorte terrível daquela menina o que se
disse até aqui já basta.
E o AMOR, naquela noite, estava distante.
José
Pedro Goulart
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
Visite
nosso blog, você vai gostar
https://florescersempre2017.blogspot.com/
Para
comentários, sugestões ou cadastro de um amigo
Nenhum comentário:
Postar um comentário