domingo, 18 de abril de 2021

Segunda-feira 19/04/2021

 Segunda-feira 19 de abril de 2021

 

“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 6,22-29

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.

23 Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.

24 Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus.

25 Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Mestre, quando chegaste aqui?"

26 Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais milagrosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos.

27 Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem dará a vocês. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação".

28 Então perguntaram-lhe: "O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?"

29 Jesus respondeu: "A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou".

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz (In Memorian)

 

 

Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.

Este Evangelho é a introdução ao discurso sobre o pão da vida, que Jesus fez. Preparando o povo para acreditar que ele tinha realmente poder de dar a sua carne como comida e o seu sangue como bebida, Jesus faz o milagre da multiplicação dos pães e depois caminha sobre as águas.

E Jesus reclama do pouco interesse do povo pela Boa Nova, e do demasiado interesse pelo pão material: “Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.

Como sempre acontece com toda multidão, o povo alimentado por Jesus até à saciedade, com cinco pães e dois peixes, queria um deus de uso e consumo, um deus que sirva os nossos interesses e necessidades, um deus comercial que oferece e distribui os seus dons ao capricho do pedido. Este é o deus de muitas religiões criadas por pessoas humanas, que querem encerrar Deus nos limites dos ritos e das leis culturais, procurando servir-se da divindade em vez de a servi-la e adorá-la.

Por isso o povo mereceu essa advertência de Jesus: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.

E o povo pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus responde: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Os mestres da Lei apresentavam uma série de obras que agradavam a Deus. Jesus resume: agrada a Deus quem acredita nele, o enviado de Deus. Claro, uma fé levada à prática, acompanhada do seguimento de Jesus e da prática do seu Evangelho. A fé não basta para se salvar; mas também não basta o bom comportamento, é preciso a fé do jeito que Jesus ensinou. As boas obras são decorrências da fé. Este é o “alimento que permanece até a vida eterna”.

Quando foi tentado no deserto, Jesus falou: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. E em outro lugar ele disse também: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”.

Comparando a nossa vida com uma canoa, ela tem dois lemes: de um lado a fé e do outro as obras. Que não nos esqueçamos de nenhum desses dois lemes, para que a nossa canoa possa ir para frente e nos levar à vida eterna.

O “alimento que permanece até a vida eterna” é sintetizado por Jesus na Eucaristia. “Quem come a minha carne tem a vida eterna”.

De fato, o encontro com Jesus transforma a pessoa. Basta ver Maria Madalena, os discípulos de Emaús, a samaritana, Zaqueu... Na Eucaristia nós nos encontramos com o mesmo Jesus, com a mesma força que ele tinha naquele tempo.

A transformação que a Eucaristia exerce em nós é lenta, mas eficaz; é como o fermento na massa. Ela é bem simbolizada naquele pão e água que o profeta Elias comeu no deserto, e depois teve forças para viajar quarenta dias e quarenta noites (IRs 19,4-8). O profeta estava sendo perseguido por seus inimigos, fugiu para o deserto e lá ficou vários dias sem comer nem beber. Aí ele rezou e Deus o fez dormir. Quando ele acordou, havia ao seu lado um pão e uma jarra de água. Comeu e bebeu e assim teve forças para continuar a sua caminhada. Elias representa a nós cristãos que estamos atravessando o deserto da vida. Como disse Jesus: “Quem come deste pão, jamais terá fome”.

Certa vez, um homem foi internado em um hospital para ser operado das amígdalas. Ele estava triste, preocupado, nervoso e deprimido, devido ao medo da cirurgia.

Ao chegar ao quarto, com a sua mala, viu na cama ao lado outro homem internado. Este percebeu logo o nervosismo do colega e começou a animá-lo dizendo palavras bonitas de alegria e de esperança.

A certa altura, o recém chegado perguntou a ele: “E você, por que está aqui?” Ele respondeu: “Amanhã serei operado do coração”.

A Eucaristia é um alimento mais forte do que nós que, ao contrário dos outros alimentos, nos transforma nele. Quem comunga sempre é capaz de enfrentar os maiores problemas, sofrimentos e perigos com tranqüilidade, como fez Jesus. As nossas tristezas e alegrias são bastante subjetivas; mais do que dos fatos em si, esses sentimentos decorrem da maneira como vemos os fatos.

Maria foi a pessoa humana que mais amou a Jesus. Que ela nos ensine a amá-lo hoje, presente na Eucaristia.

Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Se não tivesse havido o convite para aquele final de semana, ou aquele final de semana não fosse do pai tudo seria diferente.

Se não tivesse a família saído à noite naquele dia,  ou se na volta, no carro, a menina tivesse sentado em outro lugar.

 E se ela não tivesse  reclamado de algo, mencionado a mãe, tivesse dito  que queria voltar para casa.

 E se a madrasta não  estivesse de anel ou não tivesse desferido o tapa  que feriu o rosto da criança; e se não tivesse saído sangue da testa e ela não tivesse ficado assustada.

 Se o lamento da menina não tivesse aumentado e  se isso não tivesse deixado a madrasta transtornada.

 E se o elevador que eles subiram com a criança  chorando não tivesse vazio, mas com um vizinho que pudesse com sua  presença impor alguma razão.

 E se o pai, ao entrar no apartamento com a menina em  prantos, segundos antes de tê-la arremassado com força no chão,  tivesse se detido por um instante na foto na parede onde ela  aparecia sorrindo, brincando com os irmãos.

 E se a madrasta tivesse pensado nos  próprios filhos que eram irmãos da filha da outra e  não tivesse avançado com tanta raiva sobre ela, apertando-lhe a  garganta, até que ela parasse de chorar.

 E se o pai diante da cena tivesse lembrado do dia em  que soube  que ela iria nascer; e depois, quando viu que ela se  aquietava nos seu braços; e depois quando ensinou-lhe os primeiros  passos; e depois  quando acostumou-se a ouvi-la o chamar de papai.

 Sendo assim, nesse momento,  por lampejo de lucidez ou reverberação afetiva,  ele tivesse dito a si ou à mulher: NÃO.

 Se, naquele momento, um celular,  a campainha, a porta, o interfone, qualquer coisa,  tivesse interferido.

 Ou se na menina tivesse sobrado  alguma força a ponto de poder fugir.

 E se ela não tivesse ficado desacordada e isso  não tivesse parecido ao pai e à madrasta que ela  estava morta.

 Se então o pai não  quisesse proteger a mulher como a ninguém  e não pegasse uma tesoura e uma faca na cozinha.

 E se, uma vez no quarto dos filhos  com intenção de cortar a rede na janela, ao subir na cama de um deles, ele tivesse quebrado o lastro com o peso do corpo e  prendido o pé.

Se ao enfiá-la pela rede ainda sem tê-la solto, ele  a tivesse escutado suspirando.

 Ou se ele, por um breve, mínimo, ínfimo momento que  fosse, antes de soltar a perna dela, tivesse olhado para cima e se  perguntado o que, afinal, estava fazendo.

 Se algum fato desses, se algum desses acontecimentos  tivesse acontecido diferentemente do que aconteceu, a menina estaria viva.

 O que importa na vida é a sorte e o amor.

 Da sorte terrível daquela menina o que se disse até  aqui já basta.

 E o AMOR, naquela noite, estava distante.

 

José Pedro Goulart

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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