terça-feira, 6 de abril de 2021

Quarta-feira 07/04/2021

 Quarta-feira, 07 de abril de 2021

 

“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 24,13-35

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.

15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?

19Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Naza­reno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

25Então Jesus lhes disse: “Co­mo sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem che­gando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

 

Pe. Antônio Queiroz CSsR

 

 

Reconheceram Jesus ao partir o pão.

Este Evangelho, da quarta-feira da oitava da Páscoa, narra a cena do encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos de Emaús. Após a morte de Jesus, a tristeza tomou conta dos discípulos. E junto com ela veio o desânimo. Estes dois discípulos estavam desistindo da vida em Comunidade e voltando para as suas casas. Jesus, apesar de não ser mais a sua vez de se manifestar na terra desta forma, resolveu dar um apoio à Igreja nascente, aparecendo fisicamente. Ele chega e entra no meio da conversa dos dois, mostrando a forma correta de encarar os fatos, que é à luz das Sagradas Escrituras. Os discípulos estavam tão abatidos que nem perceberam que era o próprio Jesus. O acolhimento ao desconhecido foi bonito: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chagando!” E a recompensa ao gesto de caridade foi generosa: “Reconheceram Jesus ao partir o pão”.

Recuperam a alegria, e junto com ela o ânimo, voltando imediatamente para a Igreja, a Comunidade cristã.

O que Jesus quis dizer é que ele não desapareceu, mas continua presente no meio dos seus discípulos, agora na Eucaristia, que no começo da Igreja era chama de “O partir do pão”.

Os discípulos estavam desanimados e até desistindo da Comunidade cristã. O motivo eles mesmos falaram: “Nós pensávamos que ele fosse libertar Israel...” Jesus veio realmente libertar, não só Israel mas toda a humanidade. Entretanto, não é assim, de mão beijada; Deus quer fazer as coisas junto conosco e através de nós.

“Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” A Bíblia é a nossa força, a nossa luz na caminhada. Ela nos ajuda a entender os fatos e nos mostra a resposta certa a cada situação. Se aqueles discípulos lessem a Bíblia, talvez não tivessem desanimado.

Mas é na Eucaristia que os nossos olhos se abrem e encontramos forças para continuar a caminhada. A Missa realimenta a nossa fé, e nos dá o dom do discernimento, mesmo no meio das maiores provações.

 

Logo que os olhos dos discípulos se abriram, Jesus desapareceu da frente deles. Com isso ele quis dizer: eu já estou com vocês na Eucaristia. Por que caminhar tristes, referindo-se a mim como alguém do passado, se estou no meio de vocês na Eucaristia?

Imediatamente eles “se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros”. A Eucaristia nos integra ou reintegra na Comunidade cristã. Nenhum motivo justifica o afastamento da Comunidade. Temos um compromisso com ela, feito no batismo, mais forte que o compromisso matrimonial. É um compromisso na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até o fim da nossa vida.

Ao longo das nossas viagens, cercadas às vezes de inquietações, o divino viajante continua a fazer-se nosso companheiro, a fim de nos instruir. Depois que Jesus subiu para o céu, não age mais dessa forma, manifestando-se fisicamente. Entretanto, em seu poder divino, Jesus usa de mil outras maneiras. Geralmente socorre os cristãos através dos próprios cristãos. O que ele não quer é ver ninguém desanimado, e muito menos se afastando da Comunidade.

E quando e encontro se torna pleno, à luz da Palavra de Deus, segue-se a luz que brota do próprio Jesus, presente no pão da vida.

“A Comunidade é força de Deus. Lugar abençoado onde moram os filhos seus.”

Certa vez, um pai de família fez o Cursilho de Cristandade e chegou entusiasmado em casa. Na hora da refeição, ele disse: “De hoje em diante, nós vamos rezar todos os dias antes da refeição. Sou eu que vou puxar a oração”.

Assim fizeram durante vários dias. Num domingo, veio um amigo dele visitá-lo, o qual não era muito de Igreja. Quando chegou a hora do almoço, o pai ficou com vergonha de rezar na frente do amigo, e simplesmente convidou o amigo para se sentar e começar a comer.

O seu filhinho de cinco anos disse: “Paiê, o senhor não disse que ia rezar todos os dias antes da refeição?” O pai deu um sorrisinho amarelo e acabou rezando, na frente do amigo.

Bem feito! Quem manda ter respeito humano e desobedescer a Deus por causa da presença de um amigo! Sinal que a sua fé, apesar de renovada no Cursilho, ainda precisava alguns retoques. E o alerta veio através da inocência de uma criança. “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele!”

“A família que reza unida permanece unida.” Isso vale também para a Família de Deus. Se perseverarmos na oração, nunca nos afastaremos da Comunidade.

Maria Santíssimo nunca se afastou da Comunidade. Pelo contrário, lá estava ela apoiando a Igreja nascente. Mãe da Igreja, rogai por nós! Que tenhamos a graça de perseverar na vida em Comunidade, e nunca desistir, como queriam fazer aqueles dois discípulos de Emaús.

Reconheceram Jesus ao partir o pão.

 

 

 

 

CURIOSIDADES

 

Como surgiu a expressão mineira UAI.

 

 

Segundo o odontólogo Dr. Sílvio Carneiro e a professora Dorália

Galesso, foi o presidente Juscelino Kubitschek que os incentivou a

pesquisar a origem da expressão UAI. Depois de exaustiva busca nos

anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, Dorália encontrou explicação provavelmente confiável.

 Os Inconfidentes Mineiros, patriotas, mas considerados subversivos

pela Coroa Portuguesa, comunicavam-se através de senhas, para se

protegerem da polícia lusitana. Como conspiravam em porões e sendo

quase todos de origem maçônica, recebiam os companheiros com as três batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos esconderijos. Lá de

dentro, perguntavam: quem é? e os de fora respondiam: UAI ! As

iniciais de União, Amor e Independência. Só mediante o uso dessa senha a porta seria aberta aos visitantes.

Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando costume entre as gentes das Alterosas.

Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir de então, a

incorporaram ao vocabulário cotidiano, quase tão indispensável como

tutu e trem. Uai, sô...

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Madre Tereza de Calcutá, conhecida como a santa dos miseráveis, que iniciou seu extraordinário trabalho de amor ao próximo em Calcutá, na India, que nasceu em 1910 e faleceu em 1997, dizia: "o maior amigo da verdade é o tempo, e a sua maior companheira é a humildade."

A verdade para sair de seu esconderijo e vir à luz, necessita passar pelo túnel do tempo. E este tempo não é o tempo do relógio, mas um tempo relacionado a teoria da relatividade, do tempo e do espaço, que é o tempo do amadurecimento, da espera do inesperado.

 

O preconceito ( que vem do pré-conceito)  age na contramão da verdade, porque julga na pressa e na precipitação. É uma afirmação feita de maneira prévia, antes do conhecimento que orienta refletir antes  do pré-julgamento. O preconceito nunca deixa que a realidade venha, porque o preconceito gosta de aparencia, julga sempre pela embalagem, sem analisar o conteudo.

Por isso,  onde tem a humildade não há mentira, nem preconceito,  porque a humildade age com paciência, deixando que cada coisa siga o curso natural do amadurecimento. Isso dá tempo da verdade se mostrar tal como ela é, mesmo que no nosso relógio cronológico isso custe muito tempo!

 

Luiz Antonio  Silva, é diretor e palestrante da PHAROL-RH.

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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