domingo, 14 de novembro de 2021

Domingo 14/11/2021

 Domingo, 14 de novembro de 2021

 

“De repente, você espera tanto uma coisa, mas tanto, que quando a coisa acontece você nem nota. E continua esperando.”

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 13,24-32

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

"Mas, naqueles dias, após aquela tribulação," 'o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz; 25 as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados'.

 

26 "Então verão o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.

 

27 E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu.

 

28 "Aprendam a lição da figueira: Quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo.

 

29 Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que ele está próximo, às portas.

 

30 Eu asseguro a vocês que não passará esta geração até que todas estas coisas aconteçam.

 

31 Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.

 

32 "Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai.

 

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

 

Quanto vale insistir em algo que queremos muito?

 

É nítido e notório que nem tudo que desejamos estará facilmente acessível e tão pouco nossa vida será fácil ao ponto de “darmos ao luxo” colocarmos os pés para cima e esperar que aconteça o que sonhei, desejei,…

 

O evangelho de hoje nos apresenta um exemplo bem nítido dessa situação que abordei, onde um homem cego luta uma batalha desleal: contra o que vive ( a cegueira) e a indiferença dos que o cercam.

 

Por viver num mundo de escuridão e sons aquele homem dependia muito do que lhe dizia aqueles que podiam enxergar. Sua vida era pautada sob os olhos daqueles que estavam ao seu redor e como é difícil viver esse tipo de vida! Não consegue ver o que estou falando?

 

Cada um de nós carrega sobre si suas próprias cegueiras, erros e fragilidades e como é difícil viver sabendo que elas existem e nos limitam. Quem nunca encontrou barreiras para buscar um emprego melhor ou pedir um aumento de salário em virtude da timidez ou do medo? Quem nunca sofreu calado por não conseguir a palavra certa na hora certa? Se temos tantas cegueiras particulares que nos impedem de crescer, imagine o quanto é ruim quando os que nos cercam desistiram de acreditar.

 

Uma pessoa desacreditada pode fazer outra perder a esperança, mas alguém que insiste em lutar pode fazer muitos voltar a sonhar.

 

“(…) A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo? Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus“. (João 4, 28-30)

 

Tudo isso nos faz perguntar: quanto aos meus sonhos e projetos, ainda acredito neles? Qual é o seu sonho?

 

Ambicionamos o que não podemos pagar, sonhamos com coisas improváveis, mas sonhos são feitos para que tenhamos metas e por mais equivocados que sejam eles nos movem. Quais são eles?

 

Muitas vezes sem perceber nossos sonhos são os mesmos que Deus desejava, mas nem sempre temos tempo e a devida coragem para realizá-los daí caímos na frustração, no arrependimento, no abatimento… Aquele homem sentado, já havia perdido a vontade de sonhar e com ela, a esperança também se esvaía. É fato: muita gente esta nesse momento assim.

 

Precisamos ter a atitude dele e não desistir mesmo que barreiras surjam. Abismos ou simples pedras que podem estar mais cegas que nós mesmos, cuja esperança de algo melhor foi-se à medida que passou a desacreditar em si próprio. “(…) As pessoas que iam a frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais”.

 

Não desista dos seus sonhos… Deus sempre ouve nossos sussurros, imagine nossos gritos!

 

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?

Falam de tudo.

Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.

Sobretudo falam do comportamento.

 

E falam porque supõem saber.

 

Mas não sabem.

 

Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.

 

Se sentissem não falariam.

 

Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.

Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.

As pessoas falam da reação das outras e do comportamento

delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.

 

Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.

 

Isso é masoquismo.

 

Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.

 

Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?

 

Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.

Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.

Isso é ser infeliz.

 

Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.

É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.

 

Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.

 

Espere florescer a árvore do próprio sentimento.

 

Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.

 

A verdade é que só sabemos o que já sentimos.

 

Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.

Só se sabe aquilo que já se sentiu.

 

Arthur da Távola

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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