Sábado, 13 de novembro de 2021
"A cultura ajuda um povo a lutar com as palavras, em vez de o fazer
com as armas." (Glugiermo Ferrero)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 18,1-8
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para
mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa
cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na
mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me
justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por
fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta
viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha
agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E
Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele?
Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem
depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé
sobre a terra?”
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Deus fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele.
Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do juiz injusto, que não
queria atender a viúva e, no fim, só a atendeu devido à insistência dela. O
centro da parábola não é o juiz, evidentemente, mas a viúva, e mais
precisamente, a insistência da viúva.
Quando rezamos, Deus nos atende logo e não nos faz esperar. Acontece que
ele faz o que é bom para nós e do jeito que é melhor para nós, o que nem sempre
coincide com o que nós pensamos.
O evangelista S. Lucas começa a narração com as seguintes palavras:
“Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de
rezar sempre, e nunca desistir”. Está aí o objetivo da parábola. Devemos ser,
diante de Deus, como a viúva diante do juiz: pedir, pedir, pedir... e ficarmos
insistindo até receber o que queremos.
Devemos persistir na oração, mesmo quando dá impressão que Deus não está
ouvindo. Deus é Pai amoroso. Ele nos escuta com atenção, desde o primeiro
pedido que fizemos. Escuta e atende. A forma dele atender é que, muitas vezes,
é um mistério para nós.
A oração é também uma escola. Ela purifica os nossos afetos, organiza as
nossas idéias, direciona os nossos pensamentos e vai, aos poucos, colocando-nos
no caminho certo da nossa felicidade. O resultado da oração perseverante é
sempre uma grande alegria, ânimo e vontade de lutar e vencer.
Quando rezamos, Deus nos atende mostrando-nos os primeiros passos do
caminho. Os outros passos, ele vai mostrar depois que dermos os primeiros
passos. Se ele nos mostrasse todos os passos logo no início, correríamos o
risco de esquecê-los. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”.
Quem não reza, afoga-se num copo d’água. O horizonte das nossas
possibilidades é bem pequeno, termina logo ali. Nós não dominamos nem a nós
mesmos! Daí a angústia. Mas com Deus as nossas possibilidades tornam-se
infinitas e sem fronteiras.
Santo Afonso Maria de Ligório dizia: “Quem reza se salva, quem não reza
se condena”. Nós não queremos ser condenados, por isso vamos rezar.
Rezar de manhã, rezar ao meio dia, rezar à noite; rezar quando estamos
tristes e quando estamos alegres; rezar principalmente quando somos tentados.
As tentações começam pelos nossos pensamentos. Portanto, desde aí, já devemos
rebatê-los com uma prece. Pode ser uma oração curtinha, que chamamos
jaculatórias, feitas mentalmente. “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”.
Em resumo, rezar sempre e nunca cessar de o fazer.
A oração age em nós como limpa-brisa de carro. As falhas diárias vão embaçando
a nossa visão, obscurecendo a inteligência, enfraquecendo a vontade,
descontrolando os sentimentos... É hora de ligar o limpa-brisa, através da
oração.
Deus caminha ao nosso lado nas vinte e quatro horas do dia. Mas, por
respeito à nossa liberdade, ele não entra na nossa vida, se não pedirmos. Ele
fica nos esperando em cada esquina da vida, com seus sinais, alertas,
advertências e convites. Ele é capaz de morrer na Cruz, na nossa frente, mas
sem interferir na nossa liberdade. Agora, se pedimos, abrindo a porta para ele,
maravilhas acontecerão.
A oração é estrada de duas mãos. Nós falamos com Deus e Deus fala
conosco. Imagine um amigo encontrar-se com você e falar o tempo todo! Seria
chato, não? Às vezes, somos chatos com Deus, pois não o deixamos falar nada
para nós! Ele nos fala através da Sagrada Escritura.
Quem toma a iniciativa da oração é sempre Deus. Ele que percebe as
nossas necessidades, e nos inspira, movendo-nos a pedir, a agradecer, a pedir
perdão, a louvá-lo... “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,15). Deus é que nos dá
o pensar, o querer e o agir.
O destaque está na persistência da viúva. Se até um homem ruim atende,
por causa da insistência, quanto mais Deus que é nosso Pai amoroso! “Será que
vai fazê-los esperar?”
No final da parábola, Jesus lamenta: “Mas o Filho do Homem, quando vier,
será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” Que pena a falta de fé! Nós
perdemos a fé por tão pouca coisa! Basta um aparente atraso de Deus em nos
atender, pronto.
Vamos responder à pergunta de Jesus, dizendo: “Sim, Jesus. Quando o
Senhor vier, vai encontrar fé. Como Santa Mônica, nós, através da oração, vamos
perseverar firmes na fé, confiantes na esperança e alegres na caridade”.
Havia, certa vez, um mendigo que passava o dia na rodoviária pedindo
esmolas. As pessoas davam moedinhas para ele.
Um dia, ele viu um homem indo embora, foi atrás, bateu nas costas dele e
disse: “Por favor, o senhor podia dar-me uma moeda de dez centavos?” Assim que
o homem se virou para trás, o mendigo o reconheceu: era seu pai! Então disse:
“Meu pai! O senhor não está me conhecendo?”
O pai lançou-se ao pescoço dele e falou emocionado: “Meu filho! Já fazem
dezoito anos que estou procurando você! Eu quero dar-lhe tudo o que eu possuo,
todos os meus bens”.
Que nós não andemos pela vida em busca de dez centavos, sendo que ao
nosso lado está o nosso Pai, rico e amoroso, que quer dar-nos tudo o que
possui. O bom Deus quer que lhe entreguemos todas as nossas preocupações, para
assim podermos dedicar-nos mais ao cumprimento da sua vontade sobre nós.
Maria Santíssima é nossa Mestra de oração. “Ensina teu povo a rezar,
Maria, Mãe de Jesus!”
Deus fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele.
MOMENTO DE REFLEXÃO
A
pior coisa que um ser humano pode fazer é aceitar derrotas.
Uma
pessoa que aceita as derrotas sem ao menos tentar entender o porquê da
situação, sem lutar, sem reagir, está tornando-se uma marionete nas mãos do
"destino" e nem reclamar pode.
Mas,
é justamente isso o que o derrotado faz: ele reclama.
Reclama
do governo, dos parentes, dos pais, da empresa, da escola, do professor, do
colega, da amiga, do tempo, da temperatura e de tudo que puder torná-lo vítima
de alguma coisa.
O
derrotado é a própria expressão dos que se conformam com a dor, com a miséria,
com as injustiças. Se você fala em terapias, ele desacredita.
Se
você fala em religião, ele te ofende.
Se
você fala em amor, ele quer te bater.
Se
você pergunta se ele crê em Deus, ele responde aquele sim, mais murcho que
tomate em final de feira.
O
derrotado, até percebe que alguma coisa está acontecendo de errado em sua vida.
O que antes era bom, ficou ruim.
O
que antes dava certo, já não dá mais.
que antes era amor, virou ódio.
Tudo
começou a mudar de repente, assim, sem mais nem menos, e ao invés de lutar, de
buscar ajuda, de ser humilde e pedir socorro, ele começa a colocar culpa nos
outros e nas situações diversas.
Puro
orgulho!
Passar fome não é natural.
Passar
humilhações não é natural.
Sentir
desejo de morrer, não é natural.
Ter
medo até da própria sombra não é natural.
Não
conseguir dormir com calma e serenidade, não é normal.
Ter
mil relacionamentos que não dão certo, não é normal.
Ter
cansaço, desânimo exagerado e doenças que surgem do nada, não é natural.
Tudo
isso, é um claro sinal de distância de Deus.
Tudo
isso é indicação de que na sua vida o mais importante é ganhar dinheiro, é
estudar para aquele concurso, é arrumar uma pessoa para relacionar-se, é arrumar
um emprego, é fazer qualquer coisa em primeiro lugar, menos buscar á Deus.
Quando
Deus está em segundo plano na vida de uma pessoa, pode apostar que ela é
infeliz. Pode até ter muito dinheiro, pode ter carrões e iates de luxo. Pode
ter milhares de "amigos", uma família super legal, esposa ou marido,
filhos, pais vivos e maravilhosos.
Pode
ter um belo emprego, passar naquele vestibular disputado ou no concurso público
mais desejado. Pode ter todo o tesouro da Terra, mas sem Deus, sem ter Deus
como prioridade na sua vida, a infelicidade, aquele buraco, aquele vazio no
peito não passa, não sai nem com Lexotan, nem com Valiun, nem com cocaína,
muito menos com a maconha.
Somente
uma ligação, um encontro definitivo com Deus, sem fanatismo, sem rituais
malucos, ou ervas diferentes, apenas com a sua simplicidade e humildade, poderá
trazer a tão sonhada paz interior, a verdadeira felicidade.
Humildade! Eis a palavra chave para esse
encontro com Deus.
É
preciso reconhecer que somos um nada, uma titica de gente diante da grandeza do
Universo, diante do poder Dele.
Um
breve terremoto e todos os grandes poderosos da Terra vão para o buraco.
Um
erguer de alguns centímetros no nível do mar e o país que se julga mais
poderoso no planeta some em minutos, engolido pelas águas, e lá se vai todo o
orgulho, a empáfia, a falta de sentidos de pessoas que cada vez buscam mais e
mais o ouro da Terra, o amor da Terra, o sal na Terra.
Coloque
esse encontro com Deus como prioridade na sua vida.
Antes
de mais nada, busque Deus, que o resto te será acrescentado.
(Palavras
de Jesus: "Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão
acrescentadas.(LC 12:31)".
Paulo
Roberto Gaefke
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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