Segunda-feira, 15 de novembro de 2021
“O errado é errado mesmo que todos o pratiquem, o certo é certo mesmo
que ninguém o pratique.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 18,35-43
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira
do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que
estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali.
38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas
que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda:
“Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego
até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça
por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse:
“Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego
começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o
povo deu louvores a Deus.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Quanto vale insistir em algo que queremos muito?
É nítido e notório que nem tudo que desejamos estará facilmente
acessível e tão pouco nossa vida será fácil ao ponto de “darmos ao luxo”
colocarmos os pés para cima e esperar que aconteça o que sonhei, desejei,…
O evangelho de hoje nos apresenta um exemplo bem nítido dessa situação
que abordei, onde um homem cego luta uma batalha desleal: contra o que vive ( a
cegueira) e a indiferença dos que o cercam.
Por viver num mundo de escuridão e sons aquele homem dependia muito do
que lhe dizia aqueles que podiam enxergar. Sua vida era pautada sob os olhos
daqueles que estavam ao seu redor e como é difícil viver esse tipo de vida! Não
consegue ver o que estou falando?
Cada um de nós carrega sobre si suas próprias cegueiras, erros e
fragilidades e como é difícil viver sabendo que elas existem e nos limitam.
Quem nunca encontrou barreiras para buscar um emprego melhor ou pedir um
aumento de salário em virtude da timidez ou do medo? Quem nunca sofreu calado
por não conseguir a palavra certa na hora certa? Se temos tantas cegueiras
particulares que nos impedem de crescer, imagine o quanto é ruim quando os que
nos cercam desistiram de acreditar.
Uma pessoa desacreditada pode fazer outra perder a esperança, mas alguém
que insiste em lutar pode fazer muitos voltar a sonhar.
“(…) A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens:
Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura,
o Cristo? Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus“. (João 4, 28-30)
Tudo isso nos faz perguntar: quanto aos meus sonhos e projetos, ainda
acredito neles? Qual é o seu sonho?
Ambicionamos o que não podemos pagar, sonhamos com coisas improváveis,
mas sonhos são feitos para que tenhamos metas e por mais equivocados que sejam
eles nos movem. Quais são eles?
Muitas vezes sem perceber nossos sonhos são os mesmos que Deus desejava,
mas nem sempre temos tempo e a devida coragem para realizá-los daí caímos na
frustração, no arrependimento, no abatimento… Aquele homem sentado, já havia
perdido a vontade de sonhar e com ela, a esperança também se esvaía. É fato:
muita gente esta nesse momento assim.
Precisamos ter a atitude dele e não desistir mesmo que barreiras surjam.
Abismos ou simples pedras que podem estar mais cegas que nós mesmos, cuja
esperança de algo melhor foi-se à medida que passou a desacreditar em si
próprio. “(…) As pessoas que iam a frente o repreenderam e mandaram que ele
calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais”.
Não desista dos seus sonhos… Deus sempre ouve nossos sussurros, imagine
nossos gritos!
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
“...
viram Jesus caminhando sobre as águas e se aproximando do barco. Os discípulos
ficaram com medo...”
A fé
sempre foi a filha do medo. O medo impulsionou Pedro para fora do barco. Ele já
tinha navegado entre aquelas ondas. Sabia do que essas tormentas eram capazes.
Tinha ouvido outras histórias, visto naufrágios. Conhecia as viúvas. Ele sabia
que a tempestade poderia matar e, então, sentiu vontade de sair dali.
Durante
toda a noite ele quis escapar dali. Por nove horas, foi arrastado com o barco,
lutou com os remos e buscou esperança em cada sombra que aparecia no horizonte.
Estava ensopado até a alma e cansado do lamento de morte trazido pelo vento.
Olhe
para os olhos de Pedro e você não conseguirá enxergar um homem de convicção.
Procure
sua face e não encontrará um semblante forte. Mais tarde, sim, vai vê-lo com
coragem no jardim, testemunhar sua devoção no Pentecostes e contemplar sua fé
nas epístolas.
Mas
não nessa noite. Olhe para seus olhos, agora, e veja o medo; um temor sufocante
e trepidante de um homem que não tinha saída.
Mas
desse medo nasceria um ato de fé, pois a fé é a filha do medo.
"O
temor do Senhor é o princípio da sabedoria", escreveu o sábio.
Pedro
poderia ter sido a ilustração do sermão acima.
Se
Pedro tivesse visto Jesus caminhar sobre as águas durante um dia calmo e
pacífico, você acha que ele teria andado até Jesus?
Nem
eu.
Se
caso o mar estivesse calmo, sem ondas, como se fosse um tapete, e a viagem
agradável, você acha que Pedro teria implorado para que Jesus o tirasse dali e
o fizesse passear sobre as ondas? Duvido.
Mas,
dê a alguém uma opção de escolha entre a morte certa e uma oportunidade maluca,
e verá que a oportunidade sempre será a escolhida.
Grandes
atos de fé raramente nasceram de um planejamento ou de um cálculo frio.
Não
foi a lógica que fez Moisés erguer seu cajado nas margens do Mar Vermelho.
Não
foi uma pesquisa médica que convenceu Naamã a mergulhar sete vezes no rio.
Não
foi o bom senso que fez Paulo abandonar a Lei e abraçar a graça.
E
não foi um comitê secreto que orou numa pequena sala em Jerusalém para libertar
Pedro da prisão. Foi um grupo de crentes temerosos, desesperados, que se
sentiram pressionados contra a parede. Foi uma igreja sem opções. Uma
congregação de joão-ninguéns pedindo por ajuda.
E
mais do que nunca eles foram fortes.
No
princípio de um ato de fé, há sempre uma semente de medo.
As
biografias de discípulos corajosos sempre iniciam com capítulos de puro pânico.
Temor
da morte, do fracasso, da solidão, de uma vida vã, de fracassar em conhecer a
Deus.
A fé
começa quando você vê Deus na montanha, mas você mesmo está no vale e sabe que
está muito fraco para subir. Consegue enxergar o que está precisando... o que
tem... e descobre que o que tem não é suficiente para realizar qualquer coisa.
Pedro
deu o melhor de si. Porém, o seu melhor não era o bastante.
Moisés
tinha um mar em sua frente e um inimigo nas suas costas. Os israelitas poderiam
muito bem nadar ou lutar, mas nenhuma das opções era o bastante.
Naamã
tinha experimentado outros métodos de cura e consultado adivinhos. Viajar uma
longa distância para se meter em um rio de lama não tem muito sentido quando
existem rios cristalinos em seu quintal. Mas, que opções ele tinha?
Paulo
tinha perfeito conhecimento da lei, era mestre do sistema. Mas um olhar para
Deus o convenceu de que sacrifícios e símbolos não eram o bastante.
A
igreja em Jerusalém sabia que não havia esperança de libertar Pedro da prisão.
Eles tinham cristãos que poderiam lutar, mas eram poucos. Tinham armas, mas não
eram potentes. Não precisavam de músculo, precisavam de milagre.
E
Pedro também. Ele estava consciente de dois fatos: descia cada vez mais
enquanto o Senhor Jesus se levantava. E sabia onde queria estar.
Não
há nada errado com essa reação. A fé que se inicia com o temor terminará mais
próxima ao Pai.
Já
faz algum tempo que fui para o oeste do Texas falar no funeral de um grande
amigo da família. Ele tinha criado cinco filhos. Um de seus filhos, Paul,
contou uma história sobre uma das mais antigas memórias que tinha sobre seu
pai.
Era
primavera lá no Texas, ou seja, a estação dos tornados. Paul tinha somente três
ou quatro anos de idade naquela época, mas se lembrava claramente do dia em que
um tornado atingiu sua pequena cidade.
Seu
pai arrastou as crianças para dentro da casa e as fez deitar no chão, enquanto
ele mesmo deitava-se sobre um colchão em cima deles. Porém, o pai não estava
protegido. Paul se lembrou de ter espiado por debaixo do colchão e visto seu
pai de pé ao lado de uma janela aberta, assistindo a nuvem afunilada sacudir e
destruir tudo ao longo da pradaria.
Quando
Paul viu seu pai, sabia onde queria estar. Desvencilhou-se dos braços da mãe,
engatinhou para fora do colchão e correu para abraçar as pernas do pai. — Algo
me dizia, continuou Paul — que o lugar mais seguro para estar quando há uma
tormenta era perto do meu pai. Algo havia dito a mesma coisa para Pedro.
—
"Se é o senhor mesmo, Senhor, " — Pedro disse "mande que eu vá
andando em cima da água até onde está."
Pedro
não estava testando Jesus; ele estava clamando. Pisar sobre um mar agitado não
é um gesto muito lógico; é um gesto de desespero.
Pedro
agarrou-se na beirada do barco, colocou uma perna para fora... e depois a
outra.
Alguns
passos foram dados. Era como se existisse um caminho de rochas sob seus pés. No
final do caminho estava a face luminosa do amigo que sempre o encorajava.
Nós
fazemos a mesma coisa, não é verdade? Chegamos até Cristo em horas de grande
necessidade. Abandonamos o barco das boas obras. Descobrimos, assim como
Moisés, que a força humana não pode nos salvar. Olhamos para Deus
desesperadamente. Percebemos, assim como Paulo, que todas as boas obras do
mundo são insignificantes quando colocadas diante do único Perfeito.
Descobrimos, como Pedro, que transpor o buraco entre nós e Jesus é uma façanha
muito grande para o nosso pequenino pé. Então, imploramos por ajuda. Ouvimos
sua voz e damos o passo com medo, esperando que nossa pouca fé seja suficiente.
A fé
não nasce ao redor de uma mesa de negociações, onde barganhamos nossos dons em
troca da bondade de Deus. A fé não é uma recompensa dedicada para quem aprendeu
melhor a lição. Não é um prêmio dado ao mais disciplinado. Não é um título
herdado pelo mais religioso.
A fé
é um mergulho desesperado para fora do barco do esforço humano, que está
naufragando; é uma oração pedindo que Deus esteja lá para nos resgatar de
dentro da água. Paulo escreveu sobre esse tipo de fé na carta aos Efésios:
"Pois
é pela graça de Deus que vocês foram salvos, por meio da fé que vocês têm.
Vocês não salvaram a si mesmos. A salvação vem de Deus como um dom, e não como
o resultado das obras que alguém fez, para que assim ninguém se orgulhe".
Paulo
é bem claro. A força suprema da salvação é a graça de Deus. Não nossas obras,
nem nossos talentos, muito menos nossos sentimentos e nossa força.
A salvação
é a presença repentina e calma de Deus em meio ao mar agitado de nossas vidas.
Ouvimos
sua voz e, então, damos o passo.
Nós,
assim como Paulo, estamos cientes de duas coisas: somos grandes pecadores e
precisamos de um grande Salvador.
Nós,
assim como Pedro, estamos cientes de dois fatos: estamos afundando enquanto
Deus está se levantando. E assim, começamos a escalar, deixamos para trás o
Titanic da autocorreção e nos firmamos no caminho sólido da graça de Deus.
E,
surpreendentemente, somos capazes de caminhar sobre as águas. A morte está
desarmada, os fracassos são perdoáveis, a vida tem um propósito real. E Deus
não está apenas à nossa vista, mas ao nosso alcance.
Com
passos direcionados, porém trêmulos, nos aproximamos dele. Por um momento de
força surpreendente, nós nos firmamos sobre suas promessas. Não faz sentido
sermos capazes de realizar isso. Não pedimos para sermos dignos de tal dom
incrível. Quando as pessoas perguntam como mantemos nosso equilíbrio durante
tempos de tormenta, não nos gabamos. Não nos vangloriamos. Apontamos, sem
nenhuma vergonha, para Aquele que torna tudo isso possível.
Nossos
olhos estão nele.
E
assim é como cantamos: "Nem trabalho, nem penar pode o pecador salvar; só
tu podes, bom Jesus, dar-me vida, paz e luz".
Declaramos
também: "Em nada ponho a minha fé, senão na graça de Jesus; no sacrifício
remidor, no sangue do bom Redentor."
E,
explicamos: "Foi a graça que ensinou o temor ao meu coração, e aliviou os
meus medos."
Alguns
de nós, diferentemente de Pedro, nunca olhamos para trás.
Outros,
assim como Pedro, sentem o vento e se assustam.
Talvez
estejamos enfrentando o vento do orgulho: "Afinal de contas, eu não sou um
pecador tão mau assim. Olhe para o que eu posso fazer."
Ou
pode ser o vento do legalismo: "Eu sei que Deus está tomando conta de
parte disso, mas eu tenho que cuidar do resto."
A
maioria de nós, no entanto, encara o vento da dúvida: "Eu sou muito ruim
para Deus me tratar desse jeito. Não mereço ser resgatado."
E
para baixo nós vamos. Com o peso do reboque da mortalidade, afundamos.
Arquejando e nos debatendo, caímos num mundo escuro e úmido. Abrimos os olhos e
vemos somente a escuridão. Tentamos respirar, mas não existe ar. Batemos mãos e
pés para conseguirmos voltar à superfície.
Com
as cabeças quase para fora da água, temos de tomar uma decisão.
Os
orgulhosos perguntam: "Devemos esconder nossa face e nos afogar no
orgulho? Ou devemos gritar por ajuda e pegar na mão de Deus?".
Os
legalistas questionam: "Devemos afundar sob o peso da Lei? Ou devemos
abandonar os códigos e implorar por graça?".
Os
duvidosos perguntam: "Devemos alimentar nossas dúvidas com murmurações do
tipo, `Eu realmente o desprezei dessa vez?' ou esperamos que o mesmo Cristo que
nos chamou para fora do barco, nos chamará também para fora do mar?".
Sabemos
qual foi a decisão de Pedro.
“...
e começou a afundar e gritou: Salve-me, Senhor!”
“E
Jesus imediatamente estendeu a sua mão, o segurou...”
Também
conhecemos a escolha de um outro marinheiro numa outra tempestade.
Embora
separado por dezessete séculos, esse marinheiro e Pedro se aproximam muito por
várias notáveis semelhanças:
•
Ambos ganharam a vida no mar.
•
Ambos encontraram o Salvador após uma longa batalha em meio a tempestade.
•
Ambos, temerosos, encontraram o Pai e seguiram-no com fé.
•
Ambos saíram do barco e se tornaram pregadores da Verdade.
Você
conhece a história de Pedro, o primeiro marinheiro. Deixe-me contar sobre o
segundo, cujo nome é John.
Ele
serviu nos mares desde que tinha onze anos. Seu pai, um comandante inglês de
navio mercante, no Mediterrâneo, levou-o para o exterior e treinou-o para uma
vida na Marinha Real.
Mas,
o que John tinha ganhado em experiência, tinha perdido em disciplina. Ele
desafiava as autoridades, andava com pessoas erradas, metia-se em caminhos
tortuosos. Embora seu treinamento o houvesse qualificado para servir como um
oficial, seu comportamento fez com que ele fosse punido e rebaixado.
Quando
tinha cerca de vinte anos de idade, John viajou para a África, onde se envolveu
com o lucrativo comércio de escravos. Aos vinte e um anos, ganhava a vida com o
Greyhound, um navio negreiro que cruzava o oceano Atlântico.
John
ridicularizava a moral e zombava de assuntos religiosos. Até fazia piadas sobre
um livro que, no final de tudo, remodelaria sua vida: A imitação de Cristo. Na
verdade, ele estava desprezando aquele livro poucas horas antes do navio entrar
no meio de uma grande tempestade.
Naquela
noite, o mar agrediu o Greyhound, levando o navio, em prazo de minutos, para o
topo de uma onda e baixando-o de volta para o fundo das águas.
John
foi desperto entre as águas que enchiam sua cabine. Um lado do Greyhound tinha
colidido. Era comum de se esperar que tal dano teria levado o navio para o
fundo em questão de minutos. Porém, o Greyhound foi carregado como uma carga
flutuante e permaneceu na superfície.
John
trabalhou durante toda a noite para consertar o estrago. Por nove horas, ele e
os outros marinheiros lutaram para não deixar que o navio afundasse. Mas ele
sabia que era uma causa perdida. Finalmente, quando as esperanças estavam mais
danificadas que a embarcação, ele se atirou no convés cheio de água salgada e
clamou:
— Se
isso não funcionar, então que o Senhor tenha misericórdia de nós.
John
não merecia misericórdia, mas mesmo assim a recebeu. O Greyhound e sua
tripulação sobreviveram.
John
nunca se esqueceu da misericórdia demonstrada por Deus naquele dia tempestuoso,
em meio ao feroz oceano Atlântico. Ele retornou à Inglaterra onde se tomou um
grande compositor.
Você
já ouviu algumas de suas músicas.
Esse
traficante de escravos, que se tornou compositor, era John Newton, o autor de
uma das músicas mais famosas mundialmente: Amazing Grace.
Amazing
grace! how sweet the sound,
That
saved a wretch like me!
I
once was lost, but now am found,
was
blind, but now I see.
[Ó
Graça maravilhosa! Quão doce o som
Que
salvou um desaventurado como eu
Eu
estava perdido, mas, agora salvo
Fui
cego, mas agora vejo.]
Ao
longo de suas composições, ele também se tornou um poderoso pregador. Por quase
50 anos, encheu os púlpitos e as igrejas com a história do Salvador que nos
encontrou no meio de uma tempestade.
Um
ou dois anos antes de sua morte, as pessoas insistiam para que parasse de
pregar por causa de sua visão deficiente.
— O
quê??? — e então explicava — O blasfemo africano também vai parar enquanto
puder falar?
Ele
não pararia. Não poderia parar. O que tinha começado com uma oração temerosa
resultou numa vida inteira de fé. Durante os seus últimos anos, alguém lhe
perguntou sobre sua saúde. Ele confessou que suas forças já estavam
enfraquecidas.
—
Minha memória já quase se foi. — ele disse Mas ainda me lembro de duas coisas:
sou um grande pecador e Jesus é um grande Salvador.
Do
que mais precisamos nos lembrar?
Dois
marinheiros e dois mares. Duas embarcações em duas tempestades. Duas orações
temerosas em duas vidas de fé. Como união dessas duas histórias, está o
Salvador, um Deus que caminhará sobre as
águas a fim de estender a mão auxiliadora para um filho que clama por socorro.
Max
Lucado
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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