Domingo, 21 de novembro de 2021
“No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade.”
(Albert Einstein)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 18,33b-37
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 33bPilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos
judeus?” 34Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te
disseram isto de mim?”
35Pilatos falou: “Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes
te entregaram a mim. Que fizeste?”
36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse
deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos
judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?”
Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para
isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a
minha voz”.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
Neste Evangelho, nós temos a cena
dos saduceus apresentando a Jesus o caso da mulher de sete maridos, como um
argumento contrário à ressurreição dos mortos.
Mas eles entendiam errado a ressurreição; pensavam que os que acreditam
nela afirmam que no céu nós viveríamos igualzinho aqui na terra, isto é,
teríamos de comer, de beber, de dormir, teríamos também o casamento...
Jesus explica que, após a nossa morte, o nosso corpo será glorificado;
não morreremos, mais e seremos iguais aos anjos. Os homens não terão esposas
nem as mulheres terão maridos.
Nós não sabemos em detalhes como será a nossa vida após a morte, e nem
precisamos saber agora. Basta conhecermos o caminho para chegarmos ao Céu, que
é Jesus e o seu Evangelho, presentes na Igreja.
Quando participamos da Santa Missa, ou rezamos o terço, nós dizemos, na
profissão de fé: “Creio na ressurreição da carne”. O Prefácio da Missa dos
mortos diz assim: “Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito
o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Não será outro
corpo, será este mesmo que temos, mas transformado, glorificado.
Jesus falava que ia ressuscitar (Cf Mc 8,31ss; 9,31ss), e sempre pregava
que todos nós ressuscitaremos. Como é bom saber que a nossa vida é eterna, que
tivemos um começo, mas não teremos fim! A fé na ressurreição nos dá forças para
enfrentar as dificuldades, e até o risco de vida. Os homens podem matar o corpo,
mas a alma, nunca.
Jesus ressuscitou algumas pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim...)
para nos mostrar que tem poder e conhecimento sobre a vida após a morte. Apesar
de esses milagres terem sido completamente diferentes da ressurreição dele e
nossa, pois Lázaro e o filho da viúva simplesmente retornaram à vida terrena e
mortal. Mas os milagres valeram para provar o poder de Jesus sobre a morte e
sobre o que acontece depois.
Jesus, com a sua ressurreição, derrotou a morte. Ela continua existindo,
mas perdeu a sua força. “A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a
tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá
uma alegria e uma coragem invencíveis!
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Toda a Bíblia apresenta Deus
como Deus da vida, e que faz do homem e da mulher seus amigos, como fez com os
três citados por Jesus: Abraão, Isac e Jacó. Se Deus fez aliança com eles,
podia deixá-los desaparecerem para sempre? Nunca! Esse é o argumento de Jesus.
A ressurreição foi sendo revelada aos poucos. No começo, o Povo de Deus
não conhecia essa verdade. Mas tinha uma vaga consciência dela, baseado
justamente no argumento acima: Deus ama o ser humano, quer que ele ou ela viva
e não desapareça, e pode fazer isso. Portanto o faz.
Por isso que exageravam a duração da vida dos justos, por exemplo, de
Matusalém, que viveu 969 anos (Cf Gn 5,27). Jesus veio e revelou a verdade
completa: Deus não só prolonga a vida humana, ele a tornou eterna. “Eu sou a
ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá eternamente”.
“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” Uma vida
em abundância não pode acabar logo. Na luta pela vida, nós descobrimos o rosto
de Deus, pois ele é o Deus da vida, o Deus que quer vida, e vida plena para
todos.
A ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos
tomará e nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A
ciência não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O
livro de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a
ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
A nossa melhor atitude diante das realidades futuras é jogar-nos nas
mãos de Deus, como fez Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu
espírito”. Nós não sabemos como será, mas Deus, nosso bom Pai, sabe, e isso nos
basta.
Como que é gratificante saber que vamos ressuscitar! Saber que Deus nos
ama tanto, que nos criou eternos! Ele não quer separar-se de nós nunca. “Tu não
me abandonarás no túmulo, e viverei à tua direita para sempre” (Sl 16).
Entretanto, a fé na ressurreição nos leva a sermos prudentes e
vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora. "O que adianta a alguém
ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?" (Mt 16,26). “Não
ajunteis para vós tesouros na terra” (Mt 6,19).
Certa vez, a muitos anos atrás, um operário e um cavaleiro se
encontraram numa estação de trem. Os dois se apresentaram, conversaram e
compraram as passagens na mesma cabine, porque aquele trem tinha cabines para
duas pessoas. O trem chegou e eles embarcaram.
Na estação seguinte, entrou também um padre. Ao verem o padre passar no
corredor, o cavaleiro comentou, com um ar de desprezo: “Para que serve um
padre?” Como quem diz: O padre não serve para nada.
O operário não respondeu. Lá na frente, quando o trem atravessava uma
grande floresta, o operário disse ao cavaleiro: “Estamos sós. Ninguém nos vê
nem nos ouve. O que você faria se eu o estrangulasse agora, lhe tomasse todo o
seu dinheiro e, aproveitando uma curva, pulasse esta janela?”
Pálido de medo, o cavaleiro respondeu: “Você se engana, eu não trago
dinheiro comigo”. “Mentira” retrucou o operário. “Você tem aí trinta mil Reais.
Eu o vi pegar no banco.”
“Você cometeria dois crimes: homicídio e roubo”, disse o cavaleiro.
“Homicídio e roubo nada significam para quem não crê em Deus. Se eu
pensasse como você, e não fizesse isso agora, eu seria um bobo. Mas você não
tenha medo, porque eu fui educado por padres, e eles me ensinaram os dez
mandamentos: não furtar, não matar etc. E me ensinaram que existe uma vida eterna
após a morte, com o Céu para os bons e o inferno para os maus. Entendeu agora
para que serve o padre?”
Certamente aquele cavaleiro até se esqueceu do cavalo!
A nossa vida não termina na morte, por isso vamos preparar-nos bem para
o que vem depois!
A ressurreição é o prêmio de Deus aos justos. Maria Santíssima era tão
santa que foi elevada por Deus ao céu em corpo e alma. Que ela nos ajude a
vivermos de acordo com essa gratificante verdade da ressurreição.
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Era
um vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram
uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.
Um
belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, mudar o
comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular
para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente.
Por
causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho.
Passou
a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas
tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma
conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso não era
bom.
O
rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o
grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de Medicina. Como havia
prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração.
O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel.
Quando
pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às
mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz
abriu emocionado o pacote.
Para
sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente
decepcionado e nada disse.
A
partir daquele dia, o silêncio e a distância separavam pai e filho. O jovem se
sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e
foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família.
O
tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se
esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços
foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e
não resistiu. Faleceu.
No
enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último
presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o
rapaz quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro
dele.
Ao
abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: "Meu querido
filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque
para que você escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de
lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a
Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo
dever de consciência".
Corroído
de remorso, o filho caiu em profundo pranto.
Como
é triste a vida dos que não sabem perdoar.
Isto
leva a erros terríveis e a um fim ainda pior.
Antes
que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal.
Talvez
se olhar com cuidado, vai ver que há também um "cheque escondido" em
todas as adversidades da vida.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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