Domingo, 28 de novembro de 2021
"O êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo". (Albert
Camus).
EVANGELHO DE HOJE
Lc 21,25-28.34-36
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 25“Haverá sinais no sol,
na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do
barulho do mar e das ondas. 26Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no
que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.
27Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e
glória. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a
cabeça, porque a vossa libertação está próxima.
34Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por
causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de
repente sobre vós; 35pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os
habitantes de toda a terra.
36Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força
para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho
do Homem”.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
A vossa libertação está próxima.
Neste Evangelho, do primeiro domingo do advento, Jesus nos fala mais uma
vez do final dos tempos, e usa uma linguagem própria do estilo bíblico que se
denomina “apocalíptica”. Nesse gênero literário não se dá valor a cada
pormenor, mas à mensagem global. E a mensagem do Evangelho de hoje é de que
este mundo não é eterno, ele terá um fim, tal como a humanidade, a quem Deus
oferece a salvação por meio de Cristo.
O Evangelho contém uma secção descritiva e outra exortativa. A
descritiva tem como centro a frase de Jesus: “A vossa libertação está próxima”.
A exortativa chama a nossa atenção para a necessidade da vigilância: “Tomai
cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da
embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre
vós”.
O homem é um ser que espera. Não podemos viver sem esperança. A
humanidade avança graças à esperança. É a esperança que dá força a todos nós
nos momentos difíceis.
Muitas pessoas, especialmente políticos, criam falsas esperanças no
povo. Mas nenhum sistema político-econômico consegue dar uma explicação
satisfatória às grandes inquietações do ser humano, que são a vida, a morte, o
sofrimento...
Para nós cristãos, todas as nossas esperanças se convergem na nossa
maior esperança que é Jesus Cristo, o qual nos leva para o Reino de Deus, que é
uma realidade ao mesmo tempo atual e futura. Cristo é a pedra angular sobre a
qual se constrói o edifício da libertação humana. Por isso, “levantai-vos e
erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”. O advento de Jesus e
da salvação por ele trazida não são somente para o além, mas para este momento
que nos calhou viver. Cabe a nós fazer o mesmo que fez o cego de Jericó que, ao
ouvir que Jesus estava passando, jogou o manto e foi ao encontro dele. Esta
resposta pronta e decidida se concretiza em deixarmos o homem velho e nos
revestirmos do novo, que tem Cristo como modelo.
Da esperança nasce o amor, o qual se transforma em justiça, em
fraternidade, em perdão, em paz... Aí está presente o Reino de Deus. Mas para
isso precisamos estar atentos às três ameaças à esperança, citadas por Jesus: a
embriaguês, o dinheiro e o prazer. São apenas três manifestações do extenso
campo do mal alojado em nós.
Por outro lado, a esperança é fruto da oração, pela qual abrimos a porta
do nosso coração para Deus entrar e agir.
A vigilância do advento é para nós uma fonte de enriquecimento das
virtudes, que nos preparam para o Natal.
“Senhor, concedei-nos o ardente desejo de possuir o reino celeste”
(Oração da Missa de hoje).
No advento nós celebramos a primeira vinda de Jesus, mas ao mesmo tempo
nos lembramos de que ele virá uma segunda vez, não mais na aparente fraqueza,
mas como nosso rei e juiz. Que estejamos preparados!
Certa vez, um homem riquíssimo estava morrendo. Seu filho estava ao lado
dele, junto à cama. O homem, em seus últimos momentos, falou: “Filho, segure
minha mão”. Ele a pegou, enquanto seu pai continuava: “Filho, você está
segurando a mão do homem que se tornou o maior dos fracassos dentre todos os
homens deste mundo.” Seu filho retrucou: “Pai, por que o senhor fala assim? O
senhor é o presidente de uma das maiores empresas, além de dezenas de outras
propriedades. O senhor tem milhares de amigos.”
Então ele respondeu: “Eu vivi por um tempo e não para a eternidade. Eu
não me preparei para o momento vindouro. Tudo o que eu tenho, eu vou deixar
aqui. Tudo é muito escuro e frio.”
Logo depois ele morreu, com um semblante triste. Ele era, de fato, um
homem fracassado.
Nós costumamos medir o sucesso de uma pessoa pelos bens que ela possui.
Se os tem em abundância, julgamos ser uma pessoa bem sucedida. Se não apresenta
nenhum patrimônio. Logo a taxamos de fracassada. Mas o sucesso ou fracasso não
está na quantidade de bens que possuímos, mas na nossa preparação para a vida
eterna. “O ser humano é como um sopro; seus dias, uma sombra que passa” (Sl
144,4).
Maria santíssima ocupa um lugar de destaque no advento. Ninguém viveu
melhor do que ela a espera do redentor, inclusive fisicamente, pois ela o
trazia em seu ventre. Sua figura ilumina o advento, transbordando ao mesmo
tempo alegria, esperança e vigilância. Que seu exemplo nos ajude neste novo
tempo litúrgico.
A vossa libertação está próxima.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um
dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro
autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando
em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16
anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto
executasse o serviço.
Quando
terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone
e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O
garoto ligou para uma mulher e perguntou:
"A
senhora está precisando de um jardineiro?"
"Não.
Eu já tenho um", foi a resposta.
"Mas,
além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo."
"Nada
demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz
isso."
O
garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas nofinal do
serviço."
"O
meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."
"Eu
faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."
"Bom,
o meu jardineiro também me atende prontamente.
Nunca me deixa esperando. Nunca se
atrasa."
Numa
última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores."
"Não",
disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada!
O preço do meu jardineiro também é muito
bom."
Desligado
o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
"Meu
rapaz, você perdeu um cliente."
"Claro
que não", respondeu rápido.
Eu
sou o jardineiro dela.
Fiz
isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."
Em
se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a
pesquisa deste jardineiro?
E,
se fizéssemos, qual seria o resultado?
Será
que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será
que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes
e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos
permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde
deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos
lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os
nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E,
por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o
jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos
florescer, sem sufocá-las?
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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