Quarta-feira, 20 de julho de 2022
"Fracassar não é cair, é
recusar-se a levantar.”
EVANGELHO DE HOJE
MT
13,1-9
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
mesmo dia Jesus saiu de casa e assentou-se à beira-mar.
Reuniu-se
ao seu redor uma multidão tão grande que ele teve que entrar num barco e
assentar-se nele, enquanto todo o povo ficou na praia.
Então
lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: "O semeador saiu a
semear.
Enquanto
lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram.
Parte
dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou,
porque a terra não era profunda.
Mas
quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz.
Outra
parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram
Palavras da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)
Vou colocar adubo na
figueira. Pode ser que ela dê fruto.
Este Evangelho narra que
contaram a Jesus um fato trágico: Houve dentro do Templo um motim de judeus
vindos da Galiléia. A guarda romana entrou na área reservada somente aos
judeus, e matou violentamente a todos.
Os que deram a notícia a
Jesus esperavam dele uma solidariedade aos judeus mortos, e um repúdio à
profanação do lugar sagrado.
Mas Jesus chama a
atenção para algo mais importante: Esse judeus eram violentos, iguais aos
soldados que os mataram. Neste momento de comoção nacional, Deus chama todos à
conversão, pois é dessa que depende a vida mais importante, a eterna.
O povo judeu era pequeno
e fraco; não havia nenhuma saída diante do poder opressor, a não ser a fé, que
depende do perdão sem limites.
Muita gente interpreta
as catástrofes – enchente, incêndio, acidente... – como castigos de Deus. E se
é a própria pessoa que é vítima, ela se pergunta: Que pecado eu fiz para
merecer isso?
Essa mentalidade
descarta a vida futura, e pensa que Deus deve castigar os maus e premiar os
justos aqui na terra. E nem nos lembramos que Jesus era justo e sofreu a vida
inteira. Maria Santíssima e os demais santos também.
Deus Pai não é como nós;
ele “faz brilhar o sol sobre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e
injustos” (Mt 5,45). Deus nos adverte através de sinais; mas nem sempre
converte os pecadores, enviando-lhes desgraças.
Às vezes um favor de
Deus é para nós motivo de conversão: como Deus é bom para mim, apesar de eu ser
tão ingrato a ele! Foi isso que aconteceu com Zaqueu (Lc 19,1). Na verdade, só
há um castigo de Deus: perdê-lo para sempre.
É comum encontrarmos no
Antigo Testamento Deus castigando o povo com desgraças. Isso porque eles não
tinham clareza sobre a vida futura, sua fé ainda era imperfeita. Temos,
entretanto, o exemplo de Jô, um servo de Deus que sofreu a vida inteira.
“Vós pensais que esses
galileus eram mais pecadores do que todos os outros? Eu vos digo que não. Mas
se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.” As catástrofes
são sinais de Deus a nós, não para julgarmos as vítimas, mas para “por a nossa
barba de molho”. Através delas Deus nos convida à conversão.
E Jesus cita outra
catástrofe, que também era comentada pelo povo: O prédio (torre) que caiu em
Jerusalém, matando dezoito pessoas. E repete o alerta: “Se não vos
converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
Vamos aproveitar as
notícias de catástrofes para a nossa conversão, pois nós também podemos ser
vítimas e, de uma hora para outra, morrermos.
Na parábola da figueira,
Jesus deixa claro que a nossa conversão se mostra pelos frutos, isto é, pelas
nossas boas obras. Não adianta ser uma figueira bonita, se não dá fruto. O
mundo está cheio de pessoas de ótima aparência, mas pouco fruto.
Boas obras, nós sabemos:
é não falar mal dos outros, falar só a verdade, ser justo, perdoar, amar o
próximo, ajudar os necessitados...
“O machado já está posto à raiz das árvores.
Toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo” (Mt 3,10).
“Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que
ela dê fruto.” Foi o pedido do vinhateiro, quando o dono queria cortar a
figueira. Que bom se nós fôssemos como este vinhateiro, fazendo alguma coisa
pelas pessoas que estão no caminho errado, ou perdem tempo sem fazer boas
obras! “Os que tiverem ensinado a muitos o caminho da virtude, brilharão como
as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).
Certa vez, um homem
resolveu separar-se da esposa e disse a ela: “Vou separar-me de você. Você pode
separar tudo o que é importante para você nesta casa, que eu fico com o resto”.
Ela respondeu: “Sim, mas
antes vamos fazer uma festinha. Assim as crianças se divertem, dormem e depois
nós faremos a divisão”.
Então prepararam um
churrasco, e convidaram os amigos. Como ele estava tenso, acabou bebendo um
pouco exagerado e, quando as visitas foram embora, ele dormiu.
Enquanto ele dormia
profundamente, a esposa, com a ajuda dos amigos, tirou todas as coisas do
quarto do casal, menos a cama dos dois, em que ele estava dormindo, colocou no
quarto as crianças, e dormiu ao lado dele.
Quando, no outro dia
cedo, ele acordou, perguntou assustado o que havia acontecido. Ela disse: “Você
não me pediu para separar o que é mais importante para mim? Já separei. Para
mim, o mais importante é o que está aqui: você e os nossos filhos”.
Como o vinhateiro da
parábola, essa senhora ainda acreditava na sobrevivência da família; por isso
quis ainda “colocar um pouco de adubo” na tentativa de salvá-la.
Maria Santíssima era uma
boa árvore, que produziu para nós o melhor fruto do mundo: Jesus, nosso
Salvador. Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
Vou colocar adubo na
figueira. Pode ser que ela dê fruto.
MOMENTO DE REFLEXÃO
É você quem decide, a
cada momento, se há uma lição a ser aprendida,
em cada alegria, em cada tristeza, em cada aborrecimento, ou
desperdiça todos os momentos e vai
vivendo aos trancos e barrancos.
Coisas boas e ruins
acontecem a todos, indistintamente.
Se não existe o paraíso,
podemos construir um oásis de paz, em
nós mesmos, no meio das guerras que as pessoas vivem.
Tudo depende da escolha.
Podemos fugir à tristeza?
Não. Podemos impedir as
perdas? Não. Podemos obrigar que nos amem?
Não. Mas podemos usar os
momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor.
Podemos tornar nosso
trabalho mais realizador.
Podemos transformar o
ódio em perdão.
O ressentimento em compreensão.
Basta tomar essa
decisão!
Escolhendo a melhor
forma de resolver os conflitos e aprender com eles.
Desafie a você mesmo,
criando um artifício para lidar, com o negativo.
Invente um jogo em que
ganhe pontos, diante de situações que você
resolva com harmonia, ou perca pontos se não resistir a se fazer de
vítima. Feche as portas ao automatismo burro.
Ele faz sofrer e nos
torna refém.
Podemos ser, hoje,
melhores do que ontem.
Cabe a você, somente a
você, escolher se os acontecimentos de ontem,
hoje e amanhã, serão usados para torná-lo uma pessoa melhor.
Qual será sua escolha
hoje?
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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