sexta-feira, 15 de julho de 2022

Sábado 16-07-2022

 Sábado, 16 de julho de 2022

 

“O órgão sexual mais importante é o cérebro.” (Regina Brett-90 anos)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

MT 12,46-50

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele.

Alguém lhe disse: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo".

"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? ", perguntou ele.

E, estendendo a mão para os discípulos, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos!

Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe".

 

 

 Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Bem a frente desse momento, outra situação obrigou a Jesus ter “um mesmo peso”. Todos devem lembrar quando dois dos seus discípulos pediram para sentar-se um a sua direita e outro a sua esquerda e o Senhor pacientemente os exortou a respeitar a divina escolha e ao divino tempo.

 “(…) Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. De fato, bebereis meu cálice. QUANTO, PORÉM, AO SENTAR-VOS À MINHA DIREITA OU À MINHA ESQUERDA, ISTO NÃO DEPENDE DE MIM VO-LO CONCEDER. ESSES LUGARES CABEM ÀQUELES AOS QUAIS MEU PAI OS RESERVOU”. (Mateus 20, 20-23)

Humano e ao mesmo divino, Jesus poderia privilegiar os seus, mas deixava claro que sociedade esperava que nascesse após a divulgação pública da Boa Nova: Uma sociedade justa e longe das prevaricações. Essa talvez tenha sido uma das “bandeiras” defendidas por Jesus que mais incomodavam aos doutores da lei: OS PRIVILÉGIOS!

Sem dúvida que o maior dos privilégios (ou quereres) a ser enfrentado era o individual, pois por instinto, precisamos antes de tudo pensar primeiro em nós e em seguida nos outros.

Esse ato humano e natural vem à tona no sofrimento do Senhor no horto das oliveiras, mas a Sua missão divina o move a continuar focado no caminho. Quem de nós pensaria primeiro nos outros em detrimento ao meu querer? Jesus descarta o seu privilégio divino e se oferece por sua criatura. Estudiosos, inclusive os mais céticos, afirmam que Jesus era divino visto que andava na “contramão” do raciocínio lógico, fisiológico  e psicológico que possuímos.

 “(…) O olhar de Cristo esconde nas entrelinhas complexos fenômenos intelectuais e uma delicadeza emocional. Mesmo no extremo da sua dor ele se preocupava com a angústia dos outros, sendo capaz de romper o instinto de preservação da vida e acolher e encorajar as pessoas, ainda que fosse com um olhar… Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua própria dor? Se muitas vezes queremos que o mundo gravite em torno de nossas necessidades quando estamos emocionalmente tranqüilos, imagine quando estamos sofrendo, ameaçados, desesperados”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres)

Nosso raciocínio lógico também se mostra convincente quando ao sermos perseguidos optamos por desistir. Sim! Ninguém é obrigado a sofrer, mas de que vale desistir sem lutar? Quais são os verdadeiros motivos que me fazem continuar? Será que os motivos são tão pequenos que os tornam pequenos ao ponto de serem descartáveis?

Evidente que existem coisas que superam nossas forças mas muitos dos que desistem de algo foi por que entrou na luta pelos motivos errados ou não acreditavam muito no que queriam. Por exemplo quando luto pra ser chefe, por uma promoção E NÃO TENHO TER LASTRO, COMPETENCIA OU CONHECIMENTO PARA TAL FUNÇÃO; quando quero ser reconhecido numa função que fica por “trás das cortinas” e não no palco; quando quero aplausos pelo meu lindo canto ou tapinhas nas costas por minha linda pregação, será que estou maduro para entender que na verdade minha verdadeira função era passar desapercebido para deixar que as pessoas  vissem o Cristo e não a mim?

Motivos justos nos motivam a perseverar, os “quereres” são descartáveis. É claro e repito, que existe aquilo que esta além das nossas forças, mas isso é um tema para outra reflexão

Quem por ventura exerce uma liderança profissional, social ou comunitária, quais os motivos que o levaram a assumir essa função? Quem há muitos anos “NÃO LARGA O OSSO” e não treina substitutos, o que desejas com isso? Perpetuar-se? Isso se chama tirania e não democracia.

Em meio ao sofrimento do horto, das confusões, dos desentendimentos, optaríamos em continuar? Jesus certa altura falou do peso dos “fardos” e hoje a reflexão que ninguém terá tratamento diferenciado ou privilegiado perante os olhos de Deus.

E por falar em diferenças…

Outra coisa que precisamos repensar é o tratamento desigual que damos as pessoas em troca de interesses. Por que temos a triste mania de tratar bem aqueles que tenho algum interesse e passar desapercebido o simples? Será que a copeira não deve ter o mesmo tratamento do diretor?

Por estarmos num ambiente chamado igreja, deveríamos entender que lá seria um dos poucos lugares no mundo onde não deveriam ter diferenças de tratamento, pois para Deus somos todos iguais. O que doou cerveja e refrigerante para a festa do padroeiro deveria ter o mesmo tratamento gentil daquele que doa suas duas moedinhas no ofertório, pois o motivo que trouxe o simples de coração a aquele local foi idêntico a mulher que enxugava os pés de Jesus com os cabelos

 “(…) Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas. Supondo que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam? Mas vós desprezastes o pobre! Não são porventura os ricos os que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? “. (Tiago 2, 1-6)

Deixo ao fim a reflexão proposta pelo site da CNBB

 “(…) Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e participa da sua vida”.

Hoje é dia de nossa Senhora do Carmo. Dia legal para reavivar as bênçãos sobre os escapulários. Um abraço fraterno todo especial ao pessoal do nordeste que usa esse texto toda segunda feira no terço dos homens.

Viva Maria! Modelo de pessoa que pouco se importou em ter um local de destaque, mas foi até o fim. Do anuncio do anjo até a ressurreição passando pela dor do calvário e cruz ao ver seu filho sofrer, morrer e ser glorificado. Que pena que não entendem a nossa admiração por essa mulher fantástica.

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Não conheço o amor abstrato. Conheço o amor pelo outro, pela pátria, pelo futuro, pela vida, pela obra.

Defender a dignidade do homem é, no mínimo, uma conexão ideológica, uma posição ecológica, uma convicção.

Não entendo humanidade e civilização sem o homem como princípio, como ator e objeto, como sujeito e razão.

Tocar a harpa do tempo a muitos dedos.

Vencer o mito da impotência (há muitos medos)

Sei que não se pode mudar os começos: os meninos escravos, as meninas prostituídas, as famílias exploradas nos campos e nas cidades.

As formas diversas de ditadura que golpearam seguidas vezes o estômago do pensamento livre do meu país, a produção da miséria e desigualdade em todo o canto, a toda hora ...

Ora, não se pode mudar o começo.

A História não dá ré, é natural.

Mas se pode mudar o final.

Por isso, gosto de agir no meio.

Por meio disso, encontro um meio genial de provocar mudança nesses destinos, oferecendo meios ao meu igual.

Se um se multiplica, o vento sopra sobre as sementes e a chuva realiza sua benção,

será trigo a ação da gente, será mesa farta de pão, será eterno o milharal!

Penso em você, na capacidade que tem de ler se eu ensinar.

Na vocação que tem de transformar, se eu informar.

Que os mares da generosidade jamais desabasteçam meus caminhos.

Que sejam sustentáveis os desenvolvimentos não esporádicos, não bambos, não endividados, não ilusões ocas desse tempo.

Filantropia para mim não é exibição.

Nem é um negócio para Deus me dar em dobro depois.

Tampouco dar feijão com arroz. Falo de instrumentar o plantador, viabilizar-lhe a enxada do seu sujeito, a bússola do seu trajeto, o trator infinitamente potente pra que seja sempre a sua lavoura.

Sei que na ponta do fato está a arma, no berço está o medo.

Aí quero atuar - antes do desespero, imobilizando-o, inviabilizando-o, retirando-lhe o cenário, a probabilidade.

Ao invés de cobrar do Estado única paternidade, é ele o meu parceiro porque meu recurso privado, em algum momento do seu ser, no percurso do seu estado, já foi público alguma vez.

Tu és público e ao público tornará!

Vivo sobre esta clara ética tenho comigo múltiplas personalidades todas elas querem dar a mão à ciranda da história responsável dessa vida que chamamos sociedade, cidadania.

O amor é a nossa unidade e nossa alegria.

Vou me apresentar: não sou herói, não sou rei tampouco sou metade e não sou um só sou um permanente congresso de mãos, cheio de diversas forças e de boas vontades.

Que mania que têm todos de achar, há muitos anos, que o mundo está terminado!

Pois para mim, todos os dias, em cada ação de um dos meus muitos seres, o mundo está apenas começando!

 

Elisa Lucinda

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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