Domingo 01/02/2026
“O mal de quase todos nós é
que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.” (Norman
Vincent)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,1-12a
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Quando Jesus viu aquelas multidões, subiu um monte e sentou-se. Os seus
discípulos chegaram perto dele, e ele começou a ensiná-los.
Jesus disse:
- Felizes as pessoas que sabem que são
espiritualmente pobres,
pois o Reino do Céu é delas.
- Felizes as pessoas que choram,
pois Deus as consolará.
- Felizes as pessoas humildes,
pois receberão o que Deus
tem prometido.
- Felizes as pessoas que têm fome e sede
de fazer a vontade de Deus,
pois ele as deixará
completamente satisfeitas.
- Felizes as pessoas que têm misericórdia
dos outros,
pois Deus terá misericórdia delas.
- Felizes as pessoas que têm o coração puro,
pois elas verão a Deus.
- Felizes as pessoas que trabalham pela paz,
pois Deus as tratará como seus filhos.
- Felizes as pessoas que sofrem perseguições
por fazerem a vontade de Deus,
pois o Reino do Céu é delas.
- Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de
calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois
uma grande recompensa está guardada no céu para vocês.
Palavra da Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Alegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
Hoje nós celebramos com
alegria a solenidade de todos os santos. Uma das afirmações básicas do Concílio
Vaticano II é que todos nós somos chamados a ser santos.
Ser santo é viver na graça
de Deus. Todos ganhamos, no batismo, a graça de Deus. Entretanto, no dia do
batismo recebemos a santidade em forma de semente. Precisamos desenvolvê-la em
nós. Sendo algo vivo, a graça não fica parada em nós. Ela, ou cresce, ou morre.
Deus nos livre de, um dia, perdermos a graça de Deus! Se isso acontecer, vamos
recuperá-la imediatamente através do sacramento da confissão.
“Sede santos, porque eu, o
Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2).
“Sede perfeitos, como o
vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).
“Irmãos, aprontai a vossa
mente, sede sóbrios e colocai toda a vossa esperança na graça que vos será
oferecida no dia da revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não
moldeis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo de vossa
ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também
vós, em todo o vosso proceder” (1Pd 1,13-15).
Está aí o convite claro para
nós. O melhor convite do mundo: para sermos santos.
A santidade é um caminho
aberto para todos e todas. E o interessante é que nenhum inimigo e nenhum
problema, conseguem fechar o caminho da santidade para nós. Todos os males que
nos acontecerem ou que nos fizerem, só faz ajudar-nos a ser mais santos. “Tudo
contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).
A busca da santidade começa
pelos nossos pensamentos. Porque tudo, tanto o bem como o mal, começa nos
nossos pensamentos. Quando percebemos que algum pensamento é contra o plano de
Deus, devemos rezar imediatamente, entregando-nos a Deus para que nos proteja.
Mesmo que precisemos rezar o dia inteiro, fazendo pequenas jaculatórias,
compensa, para não cairmos em tentação.
O caminho mais curto para a
santidade é a caridade.
No Evangelho de hoje – as
bem-aventuranças – Jesus nos explica em que consiste a felicidade para uma
pessoa santa. Consiste em tornar-se pobre em espírito, em aflito pelo Reino de
Deus, em ser manso, em ter fome e sede de justiça, em ser misericordioso ou
misericordiosa, em ser puro de coração, em promover a paz e em ser perseguido
ou injuriado.
O termo
"bem-aventurado" designa uma pessoa feliz, nesta vida e na outra. Não
só nesta vida nem só na outra, mas nas duas. É a felicidade plena.
Sócrates foi um grande
filósofo da Grécia antiga. É considerado o maior filósofo de todos os tempos.
Sua esposa se chamava Xantipa. Quando os dois estavam namorando, um amigo dele
o alertou: “Cuidado! Essa moça é uma jararaca”. Sócrates respondeu: “Já percebi.
Mas para mim é um desafio. Se eu conseguir conviver bem com ela, posso me
relacionar com qualquer pessoa do mundo”. E eles se casaram.
Um dia, uma senhora fez uma
torta e trouxe para o casal, em agradecimento pelos livros maravilhosos que
Sócrates escrevia. Xantipa recebeu a torta, levou-a até o escritório de
Sócrates e, diante dele, jogou a torta no chão e a pisoteou. Sócrates observou
a cena e disse: “Muito bem, querida. Assim, nós dois podemos fazer hoje uma
ascese, não comendo esta torta”.
Tudo indica que Xantipa fez
isso por ciúme. O que faltava nela, o marido tinha em abundância, que era a
bondade e a humildade. Por isso que os dois conseguiram conviver a vida inteira
juntos. Sócrates levou a estupidez da esposa para o lado positivo. Cenas como
esta devem ter acontecido muitíssimas na vida dos dois. Este é um dos caminhos
para a santificação dos casais.
Maria Santíssima é a Rainha
de todos os santos. Que ela nos ajude a colocar em primeiro lugar na vida a
busca da santidade.
Alegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Em geral,
quando me perguntam pelo céu, dado minhas limitações, cito o texto paulino: O
que os olhos não viram, os ouvidos não escutaram e o coração do homem não
percebeu, foi isto que Deus preparou para aqueles que o amam (1Cor 2,9).
Nesse particular, a morte deixa de ter aquela
visão tétrica para adquirir a perspectiva do Reino. Por isso ela deve ser uma
entrega confiante. O serviço, em vida, antecipa suas alegrias. O homem, no
dizer de São Francisco torna-se livre da vida terrena para viver, na morte, o
céu para sempre. Recordo que minha filha Ana Maria, quando tinha uns treze
anos, por ocasião da morte do avô (meu pai) disse que “...no dia em que
tivermos fé, de verdade, faremos da morte uma celebração”. Essa locução, por
certo inspirada, tem me ajudado, em escritos, em pregações e em eventuais
trabalhos de “ministro da esperança”.
Quando
nascemos, começamos a morrer. Esta é uma verdade insofismável. A cada dia nos
aproximamos mais da nossa morte. Alguém tem dúvida disto? Igualmente, quando
morremos, começamos a ressuscitar...
A morte, na
verdade, não é um mal, mas uma passagem (uma páscoa) de uma vida incerta e
sujeita às fraquezas, para uma realidade nova, o céu, a vida plena. Quando
oramos “... venha a nós o vosso Reino” além de pedir a graça e a presença de
Deus em nossos projetos, também pedimos que os dias que nos separam do convívio
direto com Deus, sejam abreviados. Sobre essa espera, há um interessante texto
de São Pedro: “O que nós esperamos, de acordo com a promessa, são novos céus e
nova terra, onde habitará a justiça”.
(2Pd 3, 13).
Extraído do site “Recanto
das Letras”
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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