Quarta- Feira 03/01/2027
"Ama a verdade, mas perdoa o erro." (Voltaire)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 15,29-37
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Jesus saiu dali e foi
até o lago da Galiléia. Depois subiu um monte e sentou-se ali. E foram até
Jesus grandes multidões levando coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros
doentes, que eram colocados aos seus pés. E ele curou todos. O povo ficou admirado
quando viu que os mudos falavam, os aleijados estavam curados, os coxos andavam
e os cegos enxergavam. E todo o povo louvou ao Deus de Israel.
Jesus chamou os seus
discípulos e disse:
- Estou com pena dessa
gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer.
Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo
caminho.
Os discípulos
perguntaram:
- Como vamos encontrar,
neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?
- Quantos pães vocês
têm? - perguntou Jesus.
- Sete pães e alguns
peixinhos! - responderam eles.
Aí Jesus mandou o povo
sentar-se no chão. Depois pegou os sete pães e os peixes e deu graças a Deus.
Então os partiu e os entregou aos discípulos, e eles os distribuíram ao povo.
Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos
com os pedaços que sobraram.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Jesus curou muitos e multiplicou os pães.
Este Evangelho é uma amostra do Reino de Deus,
inaugurado na terra por Jesus. Os doentes são curados, os famintos são
alimentados, formando-se o banquete da vida.
“Naquele dia, o Senhor dará, para todos os
povos, um banquete de ricas iguarias” (Is 25,6-9 – Primeira Leitura).
Tanto a cura dos doentes como a multiplicação
dos pães nasceram, da compaixão de Jesus, uma compaixão ativa e dinâmica, que o
levava a tomar iniciativas em favor dos que sofriam ao seu redor.
“Há mais felicidade em dar do que em receber”
(At 20,35). Se o povo se alegrava, Jesus mais ainda. Quanta gente vive triste
porque ainda não descobriu a felicidade de servir!
Como é triste sentir fome e não ter o que
comer! Só mesmo quem não tem coração é capaz de negar um prato de comida a quem
está com fome, seja ele ou ela quem for.
A quantidade de alimento que os discípulos
tinham era irrisória, em comparação com a multidão faminta. Mas, mesmo assim,
Jesus pegou os sete pães e os poucos peixinhos, “deu graças, partiu-os e os
dava aos discípulos e estes às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos”.
É de se destacar que Jesus organizou o povo,
mandando as pessoas se sentarem. A organização é fundamental no Reino de Deus.
Deus está pronto a nos ajudar, quando queremos
fazer o bem. O que ele quer é que demos o primeiro passo, façamos a nossa
parte, apresentemos o pouco que temos, ainda que sejam sete pãezinhos para
alimentar uma multidão. Se assim fizer, ele entra e opera maravilhas.
“E glorificavam a Deus.” O testemunho de amor
ao próximo anima as pessoas, traz alegria e vontade de rezar e de se converter
a Deus.
Os problemas sociais têm solução, se cada um
de nós fizer o que pode. Deus abre os espaços e nos mostra os caminhos. A parte
dele ele faz, só não entra na nossa.
Os milagres de multiplicação de pães feitos
por Jesus são também uma antecipação e um anúncio da Eucaristia. Ela é o novo
maná do novo povo de Deus, peregrino pelo deserto da vida. “Eu sou o pão vivo
que desceu do céu. Quem come desta pão viverá eternamente” (Jô 6,51).
Certa vez, um bispo de uma diocese
extremamente pobre do Norte do Brasil deu um depoimento sobre a sua diocese:
“O meu povo sofre muito, mas sofreria muito
mais se não fossem as Comunidades cristãs.
As famílias se ajudam nas necessidades umas
das outras. Temos as pastorais da liturgia, da catequese, saúde, da criança, da
moradia, da terra...
Nem dá para imaginar o que seria do nosso
povo, se não houvessem as Comunidades.”
Como é gratificante ouvir isso! No meio de
tanto pecado, há sinais claros da presença viva do Reino de Deus entre nós.
Maria Santíssima, nas Bodas de Cana, foi
ousada; ou melhor, foi uma mulher de fé, ao pedir ao Filho que resolva o
problema da falta de vinha durante uma festa. E deu certo. Que ela interceda
por nós, a fim de que a imitemos.
Jesus curou muitos e multiplicou os pães.
MOMENTO DE REFLEXÃO
É triste dizer adeus, mas às vezes é
necessário.
Não podemos prender a nós definitivamente as
pessoas que amamos para suprir nossa necessidade de afeto.
O amor que ama, aprende a libertar.
Procuramos ganhar tempo para tudo na vida.
Mas a vida, quando chega no próprio limite,
despede-se e é esse último adeus que é difícil de compreender e, mais ainda, aceitar.
Possuímos um conceito errado do amor.
Amar seria, no seu total significado, colocar
a felicidade do outro acima de tudo, mas na realidade é a nossa felicidade que
levamos em consideração.
Queremos os que amamos perto de nós porque
isso nos completa, nos deixa bem e seguros.
E aceitar que nos deixem é a mais difícil de
todas as coisas.
Não dizemos sempre que queremos partir antes
de todos os que amamos?
Isso é para evitar nosso próprio sofrimento,
nossa própria desolação.
É o amor na sua forma egoísta.
Aceitar um adeus definitivo é uma luta.
Se as perdas acontecem cedo demais ou de forma
inesperada, o sentimento de desamparo é muito maior e a dor mais prolongada.
É o incompreensível casando-se com o
inaceitável e o tudo rasgando a alma.
Essas dores poderão se acalmar, mas nunca se
apagarão.
Mas quando a vida chega ao final depois de
primaveras e primaveras e outonos e mais outonos, nada mais justo que o repouso
e aceitar a partida é uma forma de dizer ao outro que o amamos, apesar da falta
que vai fazer.
Não podemos prender as pessoas a nós para ter
a oportunidade de dizer tudo o que queremos ou fazer tudo o que podemos por
elas.
De qualquer forma, depois que se forem, sempre
nos perguntaremos se não poderíamos ter dito ou feito algo mais.
Mas essas questões são inúteis.
O amor que ama integralmente não quer ver o
outro sofrer e ele abre mão dos próprios sentimentos para que o destino se
cumpra, para que a vida siga seu curso.
As dores do adeus são as mais profundas de
todas.
Mas elas também amenizam-se com o tempo e um
dia, sem culpa, voltamos a sorrir, voltamos a abrir a janela e descobrimos
novamente o arco-íris da vida.
Depois da tempestade descobrimos um dia novo e
o sol brilha de maneira diferente.
E talvez seja assim que aprendemos a dar valor
à vida, aos que nos cercam; aprendemos a viver de forma a não ter
arrependimentos depois e aproveitar ainda mais cada segundo vivido em companhia
daqueles que nosso coração ama. (Letícia Thompson)
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
Faça seu cadastro informando seu e-mail para
receber um
DIÁRIO como este.
veraborro@gmail.com
Para comentários, sugestões ou cadastro de um
amigo:veraborro@gmail.com
Visite nosso blog, você vai gostar
https://florescersempre2017.blogspot.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário