Quarta-feira 07/01/2026.
“O nosso inimigo, não é
aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos.”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 6,45-52
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Depois de saciar os cinco mil homens, 45-Jesus obrigou os discípulos a
entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele
despedia a multidão. 46-Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para
rezar.
47-Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra.
48-Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário.
Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e
queria passar na frente deles.
49-Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um
fantasma e começaram a gritar. 50-Com efeito, todos o tinham visto e ficaram
assustados. Mas Jesus logo falou: "Coragem, sou eu! Não tenhais
medo!" 51-Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os
discípulos ficaram ainda mais espantados, 52-porque não tinham compreendido
nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.
Palavra da Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Estudos revelam que Betsaida
era uma colônia de pescadores de onde provavelmente Pedro, João e Felipe eram
oriundos. Muito mais que um pequeno povoado, Betsaida era talvez uma região
repleta de povos e, portanto culturas diferentes. Jesus apresentava essa terra
a eles.
Imagino a situação em
especial dos três apóstolos que retornavam àquela localidade. Se trouxermos a
mente o dizer popular “santo de casa não faz milagres” o que se poderíamos
esperar daquela população quanto o retorno deles? Acolhimento? Esperança? Fé? Não!
Jesus também hoje nos envia
na frente. Para alguns Ele destina, inicialmente, locais desconhecidos, mas
para outros como Pedro, Felipe e João, a sua ou nossa própria comunidade, aqui
represento o nosso trabalho, na minha escola, em minha casa. É verdade que já
passam em nossos pensamentos o como seríamos (ou como somos) recebidos por
eles, mas uma coisa fica meio que esquecida em virtude do medo – a mochila
vazia com que parti, já não está tão vazia assim.
Imagine um (a) filho (a) que
saiu de casa e foi fazer faculdade em outra região e que anos depois retorna a
sua casa, já formado. Alguém conhecido desde criança que retorna.
Sim, aos nossos olhos já
notamos as transformações nas feições e nos traços que o tempo e a maturidade
lhe impuseram, mas somente quando o (a) ouvirmos falar é que saberemos o que
carrega; pelas suas novas ações é que saberemos o quanto suas atitudes mudaram.
Aqueles três apóstolos já haviam presenciado tantas coisas, aprendizados foram
feitos e até bem pouco tempo viram cinco pães alimentar 5 mil. É impossível ser
o mesmo que partiu.
Do projeto ao destino final
de cada sonho poderemos encontrar dificuldades. Tempestades de pensamentos;
ventos contrários que podem significar o medo e a resistência as novas
responsabilidades que estão por vir, entretanto deve ficar um ensinamento: Em meio
às tempestades, Jesus vem sempre sereno caminhado sobre as águas!
“(…) Respondeu-lhes Jesus:
“TENDE FÉ EM DEUS. Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte:
Levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar no seu coração, mas acreditar que
sucederá tudo o que disser, OBTERÁ ESSE MILAGRE. Por isso vos digo: tudo o que
pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado”. (Marcos 11,
22-24)
O que isso tem a ver com a
epifania? Recorde que essa manifestação do poder de Deus sobre a física que
conhecemos aconteceu pela não hesitação. Voltar a sua terra, a um povo tão
descrente (remando contra os ventos e enfrentando o mar arredio) é muito além
de um gesto heróico, mas de quem acredita no que fala. Dar de cara com os que
nos conhecem poderá de fato revelar a epifania de Jesus em minha vida, pois
para convencê-los teremos que ter muito mais que palavras… O nosso semblante
deverá resplandecer a epifania.
É comum ver jogadores de
futebol, cantores, artistas, pessoas famosas que após anos e anos de boemia e
noitadas de repente se dão conta que andam sozinhos e remando contra os ventos…
Jesus sereno anda sobre as águas e sobre eles!
Outro exemplo está naquele
que a vida e as más escolhas que teve lhe apresentaram vícios, sofrimento,
angústia e solidão. Por estarem anos e anos “remando” já não tem mais forças,
pararam no meio do mar da vida, já não são donos do seu destino, são
passageiros desse barco que vão conforme a correnteza o leva. Sobre esse Jesus
também quer chegar.
Não leremos sobre isso essa
semana, mas todo esse “sofrimento” no mar da Galiléia pela salvação de um único
homem do outro lado da praia. Alguém que deve ter tocado Jesus pela fé. Alguém
que em suas orações clamava um milagre. “(…) Mas logo Jesus falou com eles,
dizendo: – Coragem, sou eu! Não tenham medo”! Estou chegando! Já cheguei!
É para eles que devemos
apresentar a vitória e a epifania reveladas em nossa vida
Mantenha a fé! Todo
sofrimento tem um motivo do outro lado da praia. Seja a epifania.
Um Imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
O pastor e
escritor sul-coreano, Paul Yongi Cho, conta em um de seus livros um episódio
dramático ocorrido com um pastor e sua família na cidade de Inchon, na Coréia.
Os
comunistas sempre viram os pastores como inimigos de suas ideias. Por isso, na
guerra pela implantação do seu regime, eles foram, muitas vezes, cruéis para
com os obreiros de Deus e suas famílias.
Em Inchon,
um pastor foi preso juntamente com a sua família. Levado para um tribunal
improvisado, onde tudo o que o governo propunha era indiscutivelmente aprovado,
o pastor e sua família foram convidados a abandonar a sua fé em troca de sua
liberdade.
É claro que
a resposta foi não. Os comunistas tentaram de novo, e vendo que seus esforços
de convencimento não surtiam efeito, mandaram cavar um buraco onde a família
toda seria enterrada viva.
Cavou-se o
buraco na terra. O oficial ainda tenta demover a família cristã de sua fé,
insistindo em que eles abandonem as superstições dos cristãos. E de novo a
resposta é negativa.
O pastor e
sua família são lançados no buraco. Enxadas e pás afoitas começam a lançar
terra para dentro do buraco. Neste instante, um dos filhos levanta a voz e diz:
— Papai,
por favor, pense em nós!
Este
inesperado apelo do filho faz o pai ficar por um momento indeciso e confuso.
Quem é pai pode entender perfeitamente os sentimentos desse homem nesse
momento. Mas então uma outra voz se fez ouvir naquele instante. A mãe interveio
enérgica e enfaticamente:
— Nossa
resposta é NÃO.
E
voltando-se para os filhos, essa heroína da fé ordenou-lhes:
— Fiquem
quietos, filhos. Então vocês não sabem que esta noite vamos jantar com o Rei
dos reis e Senhor dos senhores?
E a estas
palavras ajuntou um cântico que falava do céu (algo como Eu avisto uma terra
feliz...).
A família
prosseguiu cantando enquanto as pás ferozes da intolerância religiosa lançavam
terra sobre seus corpos vivos. Cantaram, cantaram, cantaram, até suas vozes
sumirem completamente sob o monturo. Entre a multidão de testemunhas, um
silêncio indescritível.
Paul Yongi
Cho conclui o relato afirmando que muitas pessoas que presenciaram a cena
dramática ali em silêncio depois se tornaram crentes profundamente
comprometidos com o Senhor. “Muitos, diz Cho, hoje são membros de minha
igreja”.
- Extraído
de João Soares da Fonseca, Conta Outra.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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