Terça-feira 27/01/2026.
"Aos olhos de Deus é
mais importante o que sou do que aquilo que eu faço, portanto, busco uma vida
correta sem deixar de servi-lo ao ajudar os outros e fazer o bem."
EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,31-35
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Em seguida a mãe e os irmãos de Jesus chegaram; eles ficaram do lado de
fora e mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada em volta dele, e algumas
pessoas lhe disseram:
- Escute! A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora, procurando o senhor.
Jesus perguntou:
- Quem é a minha mãe? E quem são os meus irmãos?
Aí olhou para as pessoas que estavam sentadas em volta dele e disse:
- Vejam! Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos. Pois quem faz a
vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Palavra da Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Quem faz a vontade de Deus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Neste Evangelho, Jesus,
aproveitando o aviso de que sua mãe e familiares queriam falar com ele,
anuncia-nos a prioridade que deve ter o Reino de Deus, inclusive sobre os
vínculos familiares. Não há, aí, nenhum menosprezo por sua mãe, Maria, nem
desinteressa pela sua família. O uso lingüístico hebreu e aramaico aplicava o
termo “irmãos” aos primos e parentes próximos.
Vemos aí um eco daquelas
outras palavras de Cristo: “Se alguém vem a mim, mas não me prefere a seu pai e
sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até à sua
própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26).
Jesus, ao proclamar familiar
seu todo o que cumpre a vontade de Deus, muito longe de rejeitar a sua própria
mãe Maria, está exaltando-a; porque ela foi a primeira que cumpriu a vontade de
Deus na sua vida, com o seu “faça-se” inicial e definitivo. Cristo, ao abrir o
círculo do parentesco com ele, fundado nos valores do Reino que são superiores
aos laços da carne e do sangue, está afirmando a união perfeita que existe
entre ele e sua mãe, por dois motivos: os vínculos de sangue e a convergência
sem discrepância no espírito do Reino.
A Família de Deus, que tem o
seu fundamento na obediência a Deus, tem prioridade sobre os laços de sangue.
Jesus demonstrou isso também quando seus pais o encontraram no Templo, depois
de o procurarem durante três dias: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu
devo estar naquilo que é de meu pai?” (Lc 2,49). Em outras palavras, Jesus lhes
falou que a sua condição filial a Deus Pai e a sua obediência a ele deve
prevalecer sobre a autoridade e os laços familiares. “Eis que venho, ó Pai,
para fazer a vossa vontade” (Hb 10,7).
O desapego de Jesus em
relação à sua família natural é “teológico”,mais que afetivo.
O Evangelho relativiza a
instituição familiar no tocante à resposta da pessoa a Deus. O homem e a
mulher, a criança e o jovem, abrem-se mediante a fé a outras relações que
superam as meramente familiares, do mesmo modo que, na sua evolução social, os
adolescentes e jovens se abrem a outras influências extrafamiliares: cultura,
estudos, idéias, amizades...
Isso não contradiz a vocação
familiar de educadora da fé. Que “a família cristã proclame em voz bem alta os
valores do Reino”, como escola de fé que é para a vida (Concilio Vaticano II,
LC 35).
Pe. Orlando de Morais foi o
primeiro redentorista brasileiro da Província de S. Paulo. Ele era goiano,
nascido na cidade de Bonfim – GO. Trabalhava no Santuário Nacional de N. Sra.
Aparecida. Um santo homem de Deus. Nunca teve boa saúde. Foi nomeado bispo, mas
recusou por motivo de saúde.
Sua doença se agravou. Dia
07/12/1924, pressentindo que a morte já estava próxima, arrastou-se até o
quarto do Superior, Pe. Francisco Wand, e pediu-lhe a bênção para morrer. Pe.
Francisco lhe disse: “Nem hoje nem amanhã, que é dia de festa e de muito trabalho.
Espere um pouco”. Nove dias depois, dia 16/12/1924, ele voltou ao quarto do
Superior, pedindo novamente a licença “para viajar”. Pe. Francisco respondeu:
“Agora sim”. Pe. Orlando voltou a seu quarto e entrou em agonia, vindo a
falecer horas depois.
Poucos dias antes da sua
morte, Pe. Francisco, que bem conhecia a virtude do seu súdito, pediu-lhe que,
chegando ao Céu, lhe mandasse um conto de Réis, para pagamento de uma conta
urgente da Basílica. Após o enterro, uma senhora desconhecida apresentou-se no
convento, entregando ao Superior uma rosa feita com cinco notas de duzentos mil
Réis cada.
Felizes os pais do Pe.
Orlando, em Bonfim – GO, que lhe transmitiram a fé e a santidade!
Quem faz a vontade de Deus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
MOMENTO DE REFLEXÃO
A certa
altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen
diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase
acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do
ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a
ver com isso.
Desde
pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de
opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha
vida".
Não é
tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de
ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível
conciliar com a arquitetura.
No amor, a
mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de
romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o
resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e
deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar
uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e
responsabilidades.
As duas
opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha:
beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são
válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera
pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a
sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto
e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto
conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em
várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar
preconceitos.
Nossas
escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente
é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo
para sempre.
Mas que
essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do
caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não
deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para
arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se:
suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de
darem errado. A escolha é sua...!
(Pedro Bial)
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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