sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sábado 07/10/2017

Sábado, 07 de outubro de 2017





"O problema não é tropeçar, mas apegar-se a pedra."





EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,26-38



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!



Quando Isabel estava no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo! Ela perturbou-se com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse: "Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria, então, perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem?" O anjo respondeu: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus”. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível". Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo retirou-se.





Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Quais são seus planos? Quais são os seus projetos para os próximos cinco ou dez anos? Será que Maria não tinha outros planos? Como seria essa história que conhecemos sem o “sim” de Maria?
Um parêntese… Como entender o repúdio e às vezes a agressividade dos nossos irmãos evangélicos a pessoa de Maria? Como entender a veneração explicita a profetisas como Hulda, Mirian, ou a mulheres como Sara, Raquel, Ester, (…)? Mulheres que mudaram a história de seu povo através da ação e da fé em Deus, mas nenhuma delas foi a agraciada perante aos olhos de Dele como Maria. “(…) Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você”
Quando pergunto se Maria tinha planos é por que todo ser humano sadio tem. Temos planos desde a hora que acordamos, pois desde o planejamento diário do que farei inicialmente naquele dia a sucessão de acontecimentos que deverão acontecer para se alcançar algo maior como, por exemplo, para me formar, inicia com todo um processo longo de estudo e avaliações até sua conclusão final. E no caso de Maria, Deus não muda seus sonhos, apenas lhe acrescenta um novo projeto.
Grave isso: Deus não muda nossos sonhos, Ele apenas acrescenta novos projetos a eles. Repare que enquanto Maria meditava a gravidez, o anjo visita as aflições dela quanto ao pensar de José e revela a ele o desígnio de Deus quanto a sua jovem esposa. Dizia um amigo que quando o projeto é de Deus, porta a porta, janela a janela vão se abrindo a nos TESTEMUNHAR COM A FÉ.
Quantas pessoas foram convidadas por Deus a abraçar causas que pareciam inalcançáveis? Quantos como Isabel, Deus gerou já na velhice um novo projeto como a guarda ou a proteção de um neto? Quantos também questionaram a Deus o porquê de sua escolha para um serviço se tantos outros mais competentes, ou nosso olhar, existem?
Frei Alceu dizia certa vez, ao olhar para o presépio, que o local escolhido por Deus para Jesus nascer se construía com muito pouco. A manjedoura foi algo que representava a simplicidade daquele que estaria por vir e que fazendo uma analogia para o dia de hoje, creio eu que nosso coração, para receber Jesus nesse natal, não precise de grandes mudanças, mas de um “sim” sincero como o de Maria.
O nosso querer fica pequeno quando fazemos algo de coração. Ele se transforma numa manjedoura, talvez naquela época o local que “restou” para acolher a sagrada família, e quantos de nós em meio a sonhos e projetos pessoais para o futuro, “restou” também somente o nosso coração para receber Jesus?
Deus conhece as nossas correrias do dia-a-dia, sabe e nos vê levantar as cinco da manhã e dormir depois da meia noite. Ele não vai mudar nossos sonhos, Ele quer acompanhá-los olhando de dentro. Ao aceitar ao chamado, Deus vai preparando o caminho, a mudança, a conversão. Assim foi com Abraão, que talvez não tivesse o reconhecimento de sua fé e confiança no Senhor se não aceitasse sair de Harã. Abraão tinha um projeto, Deus potencializou.
“(…) O Senhor disse a Abrão: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos. ‘Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em ti’. Abrão partiu como o Senhor lhe tinha dito, e Lot foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos, quando partiu de Harã” (Gênesis 12, 1-4).
Entreguemos como Maria, os nossos projetos nas mãos de Deus. Tenhamos fé, pois nenhum deles fracassará ou será deixado, ao não ser que Deus, já vislumbre algo ainda maior. Tenhamos no natal a fé nas mudanças, pois até o coração mais soberbo, egoísta ou difícil, quando recebe Jesus dentro de si com o “sim” sincero, se torna uma humilde manjedoura. “(…) Porque para Deus nada é impossível”
Imaculada Conceição, roga por nós!
Obs.: Esse texto foi escrito ano passado, mas serve para refletir como uma carta do tempo… O que mudou do ano passado para o que vivo hoje?
Um imenso abraço fraterno.






CASA, LAR E FAMÍLIA


COMPETIÇÃO ENTRE MÃES E FILHAS
Relações marcadas por disputas geram culpa, insegurança e agressividade



Nosso inconsciente dita muitas regras silenciosas, frutos de nossas experiências, que acabam regendo nosso comportamento em diversas áreas da vida. O relacionamento entre mães e filhas pode ser generoso, gentil, dotado de um amor genuíno que pretende ensinar, orientar e acolher, mas pode ser também conflituoso e agressivo, repleto de ciúme ou inveja, sem que nenhuma das partes perceba de imediato que existe ali a marca da competição.

Muitas mães competem com as filhas. Anseiam, inconscientemente na maior parte das vezes, por sua juventude, por sua beleza, por suas realizações acadêmicas ou profissionais. Essas mães não percebem que invadem o território de suas filhas e por vezes tentam trocar confidências com seus namorados, tentam ser mais amigas dos amigos da filha do que ela própria. Sequer se dão conta de que buscam se vestir e se comportar de forma parecida, talvez na ânsia de resgatar a própria adolescência, aquela que não teve condições de viver como desejava.

Outras mães podem agir de forma mais agressiva, colocando sua experiência de vida em evidência, mostrando ostensivamente ou subliminarmente à filha o quanto ela é despreparada. Geralmente são mães mais sensualizadas, críticas com relação à aparência das filhas, reclamando que elas poderiam se vestir melhor ou se comportar de outra forma, e caem em comparações com outras meninas, quando não se tornam o exemplo que acreditam que deve ser seguido.

Existe ainda a possibilidade de a mãe ter ciúme da filha com relação ao pai. Os pais normalmente elogiam suas meninas que estão crescendo, muitas vezes as superprotegem e, diante do desconforto experimentado pela filha em função das constantes críticas de sua mãe, essas meninas elegem o pai como confidente, sentem-se mais confortáveis e acolhidas por ele, acirrando ainda mais o incômodo dessa mãe com essa proximidade.

No caso de mãe e filha que não convivem com o pai, a competitividade pode aparecer quando ambas saem juntas para o mesmo divertimento e isso implica em flertes ou paqueras, como as conhecidas baladas. É claro que essas mães têm todo o direito de ir para onde quiserem e "ficar" ou namorar quem bem entenderem, mas pode ser constrangedor para a filha que sua mãe frequente os mesmos lugares nos mesmos dias. Será mesmo necessário?

A DIFÍCIL TAREFA DE COMPREENDER A ANULAR A COMPETIÇÃO

Uma das consequências da competitividade para as filhas é o recolhimento. Muitas meninas ficam com uma sensação permanente de inadequação. Algumas passam a sair pouco com os amigos e descuidar cada vez mais da aparência, enquanto outras se afundam silenciosamente nos livros e no trabalho quando já estão em idade de trabalhar. Não querem mais namorar porque ficam com a impressão de que não serão competentes para se fixar numa relação, afinal nunca serão tão interessantes quanto suas mães. Essas moças são assoladas por uma espécie de ansiedade, outras vezes por uma dolorosa apatia.

Ter uma mãe competitiva pode tonar a vida da adolescente ou da jovem adulta um grande problema."Ter uma mãe competitiva pode tonar a vida da adolescente ou da jovem adulta um grande problema."

Elas podem se sentir culpadas por serem belas e terem uma vida toda pela frente, ou a culpa pode passar pelo discurso de muitas mães que se queixam constantemente: "se eu tivesse tido oportunidade de estudar...", "se eu pudesse voltar no tempo...", "se meus pais pudessem ter me dado o que você tem hoje..." e outros comentários que acionam o sentimento de culpa e impotência, como se a filha tivesse alguma responsabilidade sobre a vida que sua mãe teve e escolheu ter.

Por outro lado, a reação das filhas vítimas de mães competitivas pode ser a de afrontar essa mãe, lutando o tempo todo por seu espaço legítimo de jovem. Então, o comportamento passa a ser agressivo, o uso de palavras rudes e as acusações são frequentes e as atitudes diante de sua feminilidade serão ousadas, como que buscando com certa urgência o momento futuro, antecipando experiências, pulando fases, deixando de saborear o fluxo natural do amadurecimento. O relacionamento, com frequência, vira uma guerra.

A figura da mãe-amiga, cúmplice, confidente, parceira, não existe para essas filhas ou não é reconhecida por elas, que se sentem constantemente ameaçadas, perdidas, sem saber como agir.

MÃES PODEM RESGATAR RELAÇÃO COM FILHAS

É certo que mães competitivas têm suas razões perdidas na inconsciência para terem esse tipo de comportamento. Em alguma instância, elas também se sentem ameaçadas pelo viço da juventude num momento em que começam a se dar conta do tempo que passa e que deixa suas marcas no corpo físico, ou quando acreditam que não têm mais tempo para novas conquistas, seja no campo afetivo, acadêmico ou profissional. Elas não gostam de ser quem são e desejam viver a vida de suas filhas.

A essas mães, que se reconhecem nesse lugar, sugiro uma reflexão a respeito do quanto ainda podem resgatar esse relacionamento, trazendo mais doçura no contato com suas filhas e buscando organizar seus pensamentos e sentimentos com relação à maternidade. Mudanças paulatinas no comportamento, demonstrando confiança, reconhecendo a graça e a beleza desse momento de vida das meninas e se movimentando no sentido de ocupar um espaço que seja verdadeiramente seu, podem dar uma tônica mais salutar e amorosa na relação."Mudanças paulatinas no comportamento, demonstrando confiança, reconhecendo a graça e a beleza desse momento de vida das meninas e se movimentando no sentido de ocupar um espaço que seja verdadeiramente seu, podem dar uma tônica mais salutar e amorosa na relação."

É claro que devemos relativizar tudo o que foi dito: filhas podem se sentir mais confortáveis em escolher o pai como confidente sem que a mãe seja competitiva, elas podem sair juntas sem que se sintam constrangidas, mães podem fazer comentários sobre sua adolescência sem que isso signifique um lamento e podem se vestir como desejarem sem que isso queira dizer que estão entrando em rota competitiva com a filha. É a tensão que se estabelece na relação em função de certos comportamentos que vai denunciar se existe ali um problema.

ACEITAR O AMOR QUE EXISTE ENTRE AMBAS ABRE ESPAÇO PARA MUDANÇAS

Quando uma ou ambas se percebem nessa situação de tensão, uma alternativa é buscar o diálogo honesto, abrir o coração denunciando seus temores, seus sentimentos, suas dores, dúvidas, incertezas. O melhor é aceitar o amor que existe entre ambas para tornar possível a mudança. É bom também procurar ajuda profissional quando a insegurança para abordar o assunto for grande. É natural sentir-se confusa e não saber sequer por onde começar a falar, tal o emaranhado de sentimentos nessas circunstâncias.

Mães e filhas podem e devem reverter essas relações competitivas. Podem e devem ocupar cada qual seu papel natural na relação, e assim resgatar o amor e o alívio tão benéficos para seguirem em paz.







MOMENTO DE REFLEXÃO




O Dr. Victor E. Frankl, que sobreviveu a três terríveis anos em Auschwitz e em outras prisões nazistas, registrou suas observações sobre a vida nos campos de concentração de Hitler:
Nós, que vivemos em campos de concentração, lembramo-nos dos homens que caminhavam pelos alojamentos confortando os companheiros, oferecendo-lhes seu último pedaço de pão. Eles eram poucos em número, mas deram provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa: a expressão última da liberdade humana — o poder de decidir que atitude tomar em determinadas circunstâncias e que caminho seguir.

Viktor E. Frankl, em Histórias Para o Coração.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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