domingo, 1 de outubro de 2017

Domingo 01/10/2017

Domingo, 01 de outubro de 2017





"Falo do amor ao despertar, falo do amor quando sonho, com as flores, com os campos, as fontes, os ecos, o ar, os ventos, e se não houver alguém que me escute, falo deste amor comigo mesmo."  (Wofgang Amadeus Mozart)





EVANGELHO DE HOJE
Mt 21,28-32



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!



"Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse: 'Filho, vai trabalhar hoje na vinha!' O filho respondeu: 'Não quero'. Mas depois mudou de atitude e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu:' Sim, senhor, eu vou'. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?" Os sumos sacerdotes e os anciãos responderam: "O primeiro." Então Jesus lhes disse: "Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Pois João veio até vós, caminhando na justiça, e não acreditastes nele. Mas os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes, para crer nele.





Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade




Bom dia!
“(…) Novamente o Evangelho nos mostra a pessoa de João Batista e a sua missão de precursor do Messias. Acreditar nas palavras de João acarreta na vivência do compromisso da conversão, e não uma mera conversão de palavras, mas conversão que exige gestos concretos que a demonstre. Por isso que Jesus nos conta inicialmente a parábola. Ele nos mostra que de nada adianta a adesão a uma religião formal, ritualista, que não tenha nenhum vínculo com a vivência do amor, pois o que é necessário é o cumprimento da vontade de Deus, e não o que falamos a ele, pois a fé é para ser vivida e não simplesmente anunciada”. (Reflexão site da CNBB)
Esse evangelho me lembra muitas coisas (…).
Quantos de nós não o vivemos na própria pele? Quantas vezes, mesmos repletos de razão e motivos para não fazer ou ajudar, mudamos de opinião, engolimos nossos “sapos” e com eles o orgulho, e por fim ao ver tudo realizado, fomos tomados de satisfação e ALEGRIA?
Muitos se sentem incomodados com a nossa disposição. São pessoas que aos poucos foram deixando apagar a chama da alegria em seus corações e não conseguindo motivos ou razões para vislumbrar, passam, às vezes inconscientemente, a enxergar como tolice aquele (a) que consegue vencer a vontade de estagnar-se e se move. Não sei bem se é um bom exemplo, mas como imaginou o criador do nome Rolling Stones, que “pedra que rola, não cria limo”.
Se “rolo” não deixo essa maldade “grudar” no meu dia-a-dia. Se mesmo querendo dizer não, analiso os que serão afetados pela minha decisão, e movido pelo amor ao inocente, troco de conduta. Posso dizer que estou a um passo da maturidade espiritual quando opto pelo bem maior.
“(…) A essas pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranqüilamente e, assim, comam o seu próprio pão. E vós mesmos, irmãos, não vos canseis de fazer o bem”. (II Tessalonicenses 3, 12-13)
Quando digo “amor ao inocente” refiro-me em especial a nossa vida em comunidade. A missa de domingo na comunidade que participo tem cerca de 400 a 500 pessoas, sendo assim, cerca de 500 pares de olhos que vêem nosso trabalho, nosso empenho, que nos ouvem e estranhamente nunca nos magoaram ou criticaram nosso trabalho. Às vezes quando me recuso a fazer algo por “orgulho ferido” acabo prejudicando a quem não tem culpa. Sabemos sim que muitas coisas nos magoam ao ponto de não querer mais fazer ou participar, mas dizer “não” e depois voltar atrás e dizer “sim” nos dá uma tremenda paz.
“(…) E a paz de Deus, que supera todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos no Cristo Jesus“. (Filipenses 4, 7)
Há outra expressão forte no evangelho de hoje “(…) Eu afirmo a vocês que isto é verdade: os cobradores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus antes de vocês”. Só ela já daria muitas laudas de texto, mas deixo uma mensagem importante: Todos temos erros e como diria um colega meu “santo é aquele que cai 1000 vezes e se levanta 1001 vez”.
Temos muitos erros oriundos do julgamento, principalmente dos feitos de forma aleatória e precipitada. Milhões almejaram a santidade, poucos tiveram o reconhecimento humano dela, mas creio eu que uma parcela ainda maior que apenas poucos, tiveram o reconhecimento aos olhos de Deus.
A santidade é um projeto de vida, galgado a cada dia. Ela não pode ser usada por nós como separação ou seleção de pessoas, pois isso cabe somente a Deus. Sendo assim não posso eu me gabar por ser dessa ou daquela pastoral ou movimento ou identidade se como os apóstolos, na hora que Jesus mais precisa de nós, damos as costas, não o ajudamos, o abandonamos.
Como diz uma canção:
“(…) Quem faz da santidade uma vaidade possivelmente já esqueceu, que muitas prostitutas nos precedem na entrada do Reino dos Céus. Eu me recordo de Jesus do jeito que olhava os pecadores e me surpreendo ao vê-lo assim tão frágil lhes pedindo alguns favores” (Milagres – Adriana)
Nossa alegria vem do Senhor!
Um imenso abraço fraterno.






VÍDEO DA SEMANA


Amigos e conselhos - Pe. Fábio de Melo







https://www.youtube.com/watch?v=HIVlB0lIpew&list=TLGGX3fZrwG8hskyMjA3MjAxNw






MOMENTO DE REFLEXÃO




Em um artigo da Campus Life [A Vida no Campus], uma jovem enfermeira escreve sobre sua luta para aprender a enxergar em uma paciente a imagem de Deus sob um “doloroso disfarce”.
Eileen foi uma de suas primeiras pacientes, um caso completamente sem esperanças. “Um aneurisma cerebral (rompimento de veias no cérebro)”, escreve a enfermeira, “impedia que ela tivesse consciência do que ocorria em todo o seu corpo.” Logo os médicos concluíram que Eileen estava totalmente inconsciente, incapaz de sentir dor e alheia a tudo o que se passava a seu redor.
A equipe de enfermagem do hospital tinha a responsabilidade de virá-la no leito a cada hora para evitar a formação de escaras e de alimentá-la duas vezes por dia “com uma espécie de mingau ralo que passava por um tubo até chegar ao estômago”. Cuidar dela era uma tarefa ingrata.
— Em estados tão graves como esse — dissera-lhe uma enfermeira mais antiga do hospital —‘ você precisa desligar-se emocionalmente da situação.
Em consequência disso, Eileen começou a ser tratada cada vez mais como um objeto, um vegetal...
A jovem enfermeira, porém, decidiu que não trataria aquela paciente assim. Ela conversava com Eileen, cantava para ela, incentivava-a e chegou até a presenteá-la com algumas lembrancinhas.
Certo dia, quando a situação ficou realmente muito complicada, sendo a ocasião ideal para a jovem enfermeira descarregar toda a sua frustração sobre a paciente, ela, pelo contrário, agiu com extrema bondade. Era o Dia de Ações de Graças, e a enfermeira disse à paciente:
— Eu estava muito mal-humorada esta manhã, Eileen, porque hoje seria o meu dia de folga. Mas, agora que estou aqui, sinto-me feliz. Eu não poderia deixar de vê-la no Dia de Ação de Graças. Você sabia que hoje é Dia de Ação de Graças?
Nesse exato momento, o telefone tocou. Enquanto se virava para atendê-lo, a enfermeira olhou de relance para a paciente. Ela relatou:

Eileen estava “olhando para mim... chorando. Grandes lágrimas caíam sobre o travesseiro, e seu corpo inteiro tremia”.
Aquela única manifestação de emoção que Eileen deixou transparecer foi suficiente para mudar a atitude de todos os funcionários do hospital em relação a ela.
Pouco tempo depois, Eileen faleceu. A jovem enfermeira encerra seu artigo dizendo:
“Continuo a pensar nela... Ocorreu-me que devo muito a ela. Se não fosse Eileen, eu jamais saberia o que significa dedicar-se a alguém que não pode oferecer nada em troca.

Rebecca Manley Pippert, em Histórias Para o Coração.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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