Sábado, 30 de setembro de 2017
"As desventuras são suportáveis, pois
vêm de fora, são meros acidentes. É no sofrimento causado pelas nossas próprias
faltas que se sente a ferroada da vida." (Oscar Wilde)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 9,43b-45
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Todos estavam admirados com o que Jesus
fazia, e ele disse aos discípulos:
- Não esqueçam o que vou dizer a vocês: o
Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens.
Mas eles não entenderam isso, pois o que
essas palavras queriam dizer tinha sido escondido deles para que não as
entendessem. E eles estavam com medo de fazer perguntas a Jesus sobre o
assunto.
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Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Canção Nova
Diante de
tanta gente que procurava Jesus por causa das coisas que Ele fazia e das
palavras que saíam de sua boca, Ele adverte aos seus discípulos que não
ficassem com os olhos e as mentes na admiração e não se deixassem levar pela
correnteza do povo que a Ele fluía.
Aquele que o
povo procura ver, o homem que faz milagres, que alimenta o povo como que por
“mágica” e não o Filho do Homem, o Filho do dono de tudo quanto existe, mas que
para salvar os homens seus irmãos, deveria morrer numa cruz.
Cristo insiste
em anunciar a Sua Paixão e Morte. Primeiro veladamente à multidão, e depois com
mais clareza aos discípulos no Evangelho de hoje. Estes, porém, não entendem as
Suas palavras, não porque não sejam claras, mas pela falta das disposições
adequadas, pela falta de fé.
Talvez você
também fique chocado: como é possível o Filho do dono da vida morrer? Se isso
tiver de acontecer contigo é sinal de que ainda não chegou para ti o
entendimento pleno do mistério do sofrimento, o significado da cruz. E então
deves escutar o comentário de São João Crisóstomo: “Ninguém se escandalize ao
contemplar uns Apóstolos tão imperfeitos, porque ainda não tinha chegado a Cruz
nem tinha sido dado o Espírito Santo.”
Os
discípulos tinham uma admiração e carinho extraordinários por Jesus. Percebendo
isso, Jesus avisou-os: O Filho do Homem será entregue aos homens. Para nós, que
sabemos o que Jesus passou da Quinta-feira Santa até a Crucificação, essa frase
de Jesus é muito clara, mas o que tem de mais interessante no Evangelho de hoje
é fazer o exercício de se colocar no lugar dos discípulos, e tentar entender o
que se passava em seus corações e mentes.
O Evangelho
de Lucas diz que os discípulos não alcançaram o sentido, e tinham medo de
perguntá-lo a respeito. Eles não alcançaram o sentido porque não se passava em
suas cabeças que Jesus poderia ser entregue à morte! E tinham medo de
perguntá-lo porque sabiam que não iriam gostar do que iriam ouvir.
Os
discípulos admitiram a fragilidade de não fazerem perguntas a Jesus sobre esse
assunto porque tinham medo. Será que nós também não temos medo de saber sobre
algum assunto desagradável?
Se os
discípulos tivessem perguntado a Jesus sobre o que Ele estava falando,
certamente poderiam ter se preparado melhor para os acontecimentos… Se o exame
tivesse sido analisado a tempo, uma vida poderia ter sido salva… Se o assunto
delicado tivesse sido conversado com calma, talvez muitos aborrecimentos
pudessem ter sido evitados…
É preciso
que o Filho do Homem seja entregue nas mãos dos homens para que nós tenhamos a
vida e vida em plenitude. E quem no-lo confirma é o próprio Jesus: se o grão de
trigo caído na terra não morre, permanece só. Mas se morre dá muito fruto.
Permita que te diga meu irmão, a vida autêntica vai ser entregue nas mãos dos
homens, para que os homens a possuam. Pois, na lógica humana, só é vivo quem
tem a vida e para nós a termos é necessário que alguém a conceda. E então se
justifica a entrega da vida de Jesus aos homens. No Evangelho segundo João
10,10 Jesus diz: eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Como a
teríamos em plenitude se Ele não morresse na cruz?
Senhor,
dá-me a graça de entender que a vida autêntica de fé e de missão é entrega e
doação plena como vós mesmos fizestes. Que eu seja um dom, uma doação para os
meus irmãos e irmãs. O mistério da Cruz, que não é outro senão o mistério
Pascal da salvação do mundo em Cristo morto e ressuscitado domina toda a vida
de Jesus. Para os discípulos de todos os tempos, ele será sempre uma realidade
misteriosa, difícil de ser acreditada. No entanto, é nele que se revela todo o
mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.
CASA,
LAR E FAMÍLIA
A firmeza e
a solidez do relacionamento
Um do
quesito básicos da instituição do casamento são o sexo e a procriação, mas nem
de longe é a única base para o casamento, pois não são os ingredientes únicos
para consolidar um relacionamento dentro dos princípios eternos do casamento.
Antes de qualquer assunto, o casamento exige compromisso. O Amor sem esse
ingrediente dessa atividade sólida vale tanto quanto o ódio. O cerimonial de um
casamento religioso demora alguns minutos, mas para construir um relacionamento
dentro do padrão do casamento como instituição divina requer uma vida inteira
de dedicação e empenho.
Durante
muitos anos se tem ensinado que o adultério acaba com o casamento. Isso não é verdade,
pois se o sexo não tem base fundamental numa relação como isso pode ocorrer?
O casamento
e o sexo estão relacionados no casamento, mas não é a mesma coisa. É preciso distinguir
o que seja relação sexual e relação conjugal. De acordo com a Bíblia o
adultério é a única razão legitima para um divórcio, mesmo assim não é
obrigatório. A ruptura de um
relacionamento
é uma escolha.
O divórcio
torna-se uma opção por causa da dureza do coração. A raiz da palavra no
hebraico “casamento” é “gameo” literalmente significa “fundir”.
A Fusão de
diversos elementos que se tornam um, é um processo lento assim como as jóias preciosas
são formadas nas profundezas da terra. Elementos simples que se encontram no
fundo do
solo rochoso por causa da intensa pressão ao qual são submetidos e o tempo trabalhando
em conjunto, vão tornando-se cada vez mais consistentes e inerentes.
Pegue como
exemplo o carvão quando a madeira passa pelo processo de decomposição em outra
matéria da planta misturada com umidade e o intenso calor e pressão no decorrer
de muito tempo transforma-se em diamante.
Ao passar
por uma analise o diamante é carbono puro, os diferentes componentes na sua formação
não podem mais ser identificada, o calor e a pressão torna o carvão no mais
forte dos cristais, o diamante tornando-o inseparável em sua constituição.
Assim é o
casamento como Deus o projetou, como uma pedra preciosa. Ele se desenvolve através
dos anos por um prolongado tempo. Ele deve ser um relacionamento por uma vida toda.
Assim como a pressão purifica um diamante, da mesma forma os problemas e
desafios da vida purificam um casamento dentro do propósito divino.
Não é fácil
colidir a história de um com o outro e fundir as culturas experiências e
hábitos e memórias, deixando de ser solteiro com uma vida independente para compartilhar
uma existência a dois. O casamento não é apenas união de dois seres, mas a
fusão. Surge em
detrimento
disso a solidez e a consistência criando a raiz familiar de uma nova família,
por que nenhum casado entra num relacionamento em “branco” cada um vem com sua
bagagem emocional, psicológica e espiritual e familiar.
Na medida em
que superam as dificuldades de um para com o outro, o casal passa a sofrer as pressões
desse encontro de culturas. As circunstancias, fatos e atos de um e do outro começam
a colidir. A pressão é imensa. O calor desses atritos vai se tornando cada vez
mais
intenso. O
desejo de desistir e sair dessa relação se acentua. Mas, os princípios de Deus
e as promessas de Deus concernentes ao casamento vão sedimentando a união
criando a fusão e transformando os elementos em jóia preciosa. Sentes a
pressão?
É sinal que
o processo de ser uma só carne teve inicio. O resultado disso é o que Deus
ajunta não separa o homem
Esse texto tem a ver comigo e com você com
qualquer casal que quer experimentar o melhor de Deus em seu relacionamento.
Aprenda a viver com a incoerência do outro sem ser incoerente. A residência vai
criando a sedimentação na relação. A tolerância, a paciência, o perdão são
ingredientes básicos que ajudarão a criar a fusão. Não temas as pressões
internas. Em Cristo somos depurados a construir uma relação em pura Sinergia.
Pedro Luiz
Almeida
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Quando eu
estava no exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e
consegui 160 pontos. A média era 100. Ninguém na base tinha visto uma nota
dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal. (Não significou nada –
no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police).
Durante toda
minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu
era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também
achavam isso.
Porém, na
verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para
responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes
pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente
têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?
Por exemplo,
eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho
que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais
inteligente que ele.
Mas, quando
acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um
jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a
situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem
oráculos divinos. No fim, ele sempre consertava meu carro.
Então
imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico. Ou
por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um
acadêmico.
Em qualquer
desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade,
seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.
Em um mundo
onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com
as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou
desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal. A minha
inteligência, portanto, não é algo absoluto mas sim algo imposto como tal, por
uma pequena parcela da sociedade em que vivo.
Vamos
considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas. Certa vez
ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:
“Doutor, um
surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou
dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a
outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele
balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos
no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho
que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma
tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei
minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é
muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir”
Enquanto meu
mecânico gargalhava, ele ainda falou: “Tô fazendo essa pegadinha com todos os
clientes hoje.”
“E muitos
caíram?” perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas
com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por
quê?”
“Porque você
tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto”
E algo
dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.
Isaac Asimov
(Físico)
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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