quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Quinta-feira 21/09/2017

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017



"É, propriamente, não valer nada, quando não se é útil a ninguém."





EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,9-13



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!



“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Vós, pois, completai a medida de vossos pais!”





Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Sexta ou Sábado quando assistia a programação da TV Aparecida vi padre Zezinho fazer uma colocação muito pertinente a todos nós. Perguntava ele: O quanto usamos da bíblia? Fazia ele este comentário baseado no fato que muitas vezes “sorteamos” versículos para enfatizar uma afirmação ou uma convicção, mas diversas vezes não observamos o contexto ou a exegênese daquele texto bíblico.
Um exemplo para firmar essa idéia é a mensagem exortativa que nas ultimas duas semanas os evangelhos têm apresentado. Muitas vezes não conseguimos assimilar ou aceitar que eles, por mais duros que sejam, são para nós. Às vezes, ao invés de lê-los e refleti-los, preferimos a fuga ao confronto. Preferimos imaginar alguém (que não seja eu) que pudesse se “encaixar” esse trecho (um irmão, um parente, uma amigo,…) ou buscar em outro texto que “ai sim” seja pra mim.
Já presenciei pessoas que vem para reuniões armados de versículos bíblicos para se defender de possíveis ataques (risos). Tive uma chefe que ao sentir acuada, sacava o versículo “olho por olho dente por dente”. Esse gesto é repetido por muitas pessoas. O fato mais interessante é que Jesus citou esse versículo o substituindo por “ofereça a outra face”, mas na hora do aperto, só lembramos-nos do que nos convém.
“(…) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão. Por fora vocês parecem boas pessoas, mas por dentro estão cheios de mentiras e pecados”.
-É perigoso sortear versículos – dizia padre Zezinho! Imaginem esse texto acima “usado” numa reunião de lideranças? Pois é! Eu já vi acontecer!
Quanto aos “copiar e colar” para incrementar e justificar a direção de um texto, um argumento, uma direção, (…) Padre Zezinho não se vê contrario, mas que precisamos enaltecer o cuidado com a exegênese.
Reparemos esse trecho do novo livro do Padre Fábio e do Gabriel Chalita: “(…) Escuto absurdos sobre Deus, quando pessoas movidas por boas intenções resolvem explicar as fatalidades do mundo. Frases simplórias e descomprometidas com a verdade não resolvem; ao contrário, agravam ainda mais o sofrimento, porque geram orfandade, descrença e abandono. Justificam as tragédias humanas como “vontade divina”, retirando assim a responsabilidade humana dos acontecimentos, fruto das escolhas que fazemos. Respondem a tudo e a todos como se o desvelamento do mistério pudesse resolver as questões”. (Padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita – Cartas entre amigos)
Temos às vezes intenções boas, mas precisamos aprofundar mais no grandioso mistério que é ver sob a ótica de Deus. Precisamos ler mais, refletir mais, partilhar mais antes de falarmos para as pessoas. Quando digo ler mais não estou falando de apostilas, livretos de auto-ajuda, (…) refiro-me a textos mais densos como as encíclicas, documentos da igreja, filosofia, teologia, (…). Nossa! Esses dias vi um colega pregador dizer: ”coloquemo-nos aos pés de Maria em adoração para que ela interceda por nós” . Conseguimos encontrar o problema na expressão usada por ele? Sou devoto de Maria, mas reparem que ADORAR somente a Deus!
Além do “investimento” em estudo, devemos investir no material humano, ou seja, em nós e nos irmãos. Que adianta conhecer ao pé-da-letra as escrituras se não procuro vive-las, seriamos hipócritas. A começar em mim!
“(…) Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos te impôs as mãos. Põe nisto toda a diligência e empenho, de tal modo que se torne manifesto a todos o teu aproveitamento. Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem”. (I Timóteo 4, 13-16)
Um imenso abraço fraterno.




MUNDO ANIMAL



Necessidades só na rua

Por Sheila Leme, adestradora e franqueada da Cão Cidadão




Você quer que seu amigo faça as necessidades só na rua? Será que isso é bom para ele? Será que vai ser bom para você?
Bom, se seu amiguinho só faz as necessidades na rua, isso é ótimo, pois você só tem que recolher as fezes e jogar em um lixo próximo. A urina, a chuva lava e sua casa continua limpinha (ebaaa!).
Mas e quando São Pedro resolve lavar a rua que seu amigo faz xixi? Ele vai ficar segurando as necessidades até você sair com ele? E se a chuva demorar?
O primeiro ponto a ser analisado é você pensar o que é rápido e o que é demorado. Pode levar uma hora (isso é rápido) ou podem levar seis horas (isso é demorado). Veja quais devem ser os seus questionamentos nesse momento:
1. Quantas horas meu amigo esta me esperando para fazer as necessidades? E se eu chegar em casa e estiver chovendo, ainda vou ter que esperar mais uma, duas, seis horas para levar ele passear? E se a chuva não passar?
2. Não parou de chover! Será que terei que levar ele na chuva mesmo? E se ele se molhar, depois terei que secá-lo? E se eu estiver muito cansado para sair?
Você deve estar imaginando agora: “nossa, quanta pergunta”. Mas é justamente nessa hora que temos que pensar que quando ensinamos nosso amigo a só fazer as necessidades na rua, e nunca em casa, isso pode gerar um grande problema, inclusive de saúde.
Ensinar seu amigo a segurar por muitas horas as necessidades pode causar problemas de saúde para ele, como infecção de urina. O melhor é ensiná-lo a fazer xixi e cocô na rua e em casa, assim, você poderá ficar tranquilo quando algo acontecer e te impedir de sair, e a saúde do seu amigo ficará segura também.
Acredite, tem amigos que seguram as necessidades por dias e isso é péssimo para ele, causa desconforto, dor e depois aparecem as doenças.
Você já segurou muito tempo para ir no banheiro? Não é horrível?
Então, vamos pensar no bem-estar dos nossos amigos! Fazer as necessidades na rua pode ser bom, mas se nós assegurarmos o bem-estar deles, ensinando-os a se aliviarem em casa também, será melhor ainda.
Além do mais, o passeio vai ser mais agradável para o pet, pois ele deixará de sair desesperado à procura da primeira arvore, poste, cone etc.
O bem-estar dos nossos amigos é o nosso também, já que eles fazem parte da nossa família.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula.
Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.

Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva - foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.

Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.

Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão. Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho "mãe" se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado "avó". Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla.
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar.
Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade.
Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi de Abreu, minha mãe.

Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem não só a ela, como a todas as mães.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.

                                                                                                                          



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