Terça-feira, 10 de
outubro de 2017
" Evoluir é
reconhecer nossos erros, não para conserta-los, mas para não repeti-los.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,38-42
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio
de nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós,
Senhor!
E muitas pessoas
tinham vindo visitar Marta e Maria para as consolarem por causa da morte do
irmão. Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi encontrar-se com ele.
Porém Maria ficou sentada em casa. Então Marta disse a Jesus:
- Se o senhor
estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus
lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele.
- O seu irmão vai
ressuscitar! - disse Jesus.
Marta respondeu:
- Eu sei que ele
vai ressuscitar no último dia!
Então Jesus
afirmou:
- Eu sou a
ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e
crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?
- Sim, senhor! -
disse ela. - Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que devia vir
ao mundo.
Palavra da
Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
No Evangelho de Lc 10,38-42 (Jesus visita Marta e Maria) narrava a
inquietação de uma irmã (MARTA) contrapondo-se com a contemplação amorosa da
outra (MARIA). É fato que apenas Lucas e João narram passagens em que essa duas
mulheres cruzam a vida de Jesus, mas é sabido também que nos poucos momentos
que Jesus buscou o descanso, era na casa delas e de seu amigo Lázaro que Jesus
encontrava um abrigo seguro.
Reparem, é outro momento e outra situação.
Naquela narrada em Lc 10,38-42,
vemos uma Marta atribulada com os afazeres e Maria prostrando-se aos pés do
Senhor. Muita gente para nessa reflexão, mas convido a reparar o que aconteceu
no evangelho de hoje: Dessa vez foi Marta que buscou ao Senhor enquanto Maria
ficou a parte. “(…) Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi
encontrar-se com ele. Porém Maria ficou sentada em casa“.
Um dia pode ser totalmente diferente do outro… Lembremo-nos: outro
momento, outra situação.
Quantas pessoas de fé e testemunho de vida certo dia foram surpreendidas
pela apatia da sensação de impotência em virtude de um fato, uma situação, uma
tragédia? Quantas tempestades surgiram “do nada” sucumbindo até mesmo aqueles
que já se consideravam maduros na fé? Maria, aquela que um dia se pôs aos pés
do Senhor em contemplação, vivia talvez um dia sem esperança.
Saibam que esse deve ser um dos motivos que levam muitas pessoas de fé
a abandonar tudo que um dia acreditaram, construiram e pregaram a viver uma
vida ermitã pelo mundo. Na dor esquecemos os processos naturais da vida e as
leis que regem a natureza.
Lázaro, mais adiante é ressuscitado por Jesus, mas inevitavelmente um
dia morreria. Assim como hoje sou curado por Deus, um dia, retornando aos
velhos hábitos ou com o avançar dos dias e dos anos, fatalmente voltariam os
problemas respeitando assim a fisiologia natural do nosso envelhecimento.
Lembre-se que Jesus sempre nos faz voltar melhor após encontrá-lo.
O que Marta encontrou em meio à dor da perda do seu irmão? A PAZ!
Enquanto Maria demonstrava o abatimento natural daquele que perdeu uma
batalha, Marta, a que não parava, dessa vez fez a escolha certa e também não
lhe foi retirada “(…) Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria
morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a
ele”.
Portanto se o momento de agora é diferente do seguinte é importante
entender que existem altos e baixos que deverão ser encarados com naturalidade
e perseverança na fé. Dificilmente ficaremos o tempo inteiro no monte
(contemplativo, na graça, flutuando) e também o tempo inteiro na planície
(aridez, tibieza, secura), se conseguimos ver isso passaremos a entender que os
tropeços são inerentes ao ato de caminhar, mas cada um é livre pra escolher por
onde e que terreno deseja aprender a fazê-lo.
Um dia após o outro, mas em todos, independentemente se ensolarado ou
chuvoso, rendamos graças a Deus e Nele busquemos forças e um espírito
perseverante. Davi entendeu profundamente esse pensamento.
“(…) É em vós, Senhor, que procuro meu refúgio; que minha esperança não
seja para sempre confundida. Por vossa justiça, livrai-me, libertai-me;
inclinai para mim vossos ouvidos e salvai-me. Sede-me uma rocha protetora, uma
cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e
minha fortaleza. Meu Deus, livrai-me da mãos do iníquo, das garras do inimigo e
do opressor, porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a
juventude vós sois minha confiança. Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde
o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei. Tornei-me para a
turba um objeto de admiração, mas vós tendes sido meu poderoso apoio. Minha
boca andava cheia de vossos louvores, cantando continuamente vossa glória. Na
minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me abandoneis”.
(Salmo 70, 1-9)
Santa Marta, ensina-nos a ver vida, a esperança e a chance e esquecer a
morte, o desânimo e o fim.
Um imenso abraço fraterno.
COMPORTAMENTO
Ninguém é obrigado a
gostar de ninguém, mas respeito é fundamental
Por Marcel Camargo
Tem muita gente desocupada nesse mundo, não é
possível; não há outra razão para que tantos se sintam incomodados com quem não
cuida da vida de ninguém, com quem apenas vive as próprias verdades da forma
que bem entende.
Parece que o mundo anda se
esquecendo de uma regra básica da convivência em sociedade: o respeito. Não dá
para manter um mínimo de harmonia em qualquer ambiente, caso não se respeitem
as diferenças de credo, de religião, de opinião, de tudo enfim. Não
conseguiremos gostar de todo mundo nessa vida, mas respeitar o espaço do outro
é uma obrigação de todos nós.
Basta dar uma zanzada pelos
comentários que inundam posts polêmicos pelas redes sociais, para percebermos
que as diferenças vêm sendo rechaçadas e menosprezadas, por meio de ofensas e
de agressões explícitas. Tem muita gente que não tolera ser contrariado, ser
discordado, como se sua opinião tivesse que prevalecer sobre as demais, de
qualquer jeito. E assim vão condenando todos que apenas expõem um ponto de
vista, simplesmente porque pensam o oposto e agem de forma antagônica ao que os
donos da verdade postulam como o mais adequado e correto.
O pior é notar que grande parte
dessa verborragia violenta que muitos utilizam contra opiniões diversas não
contem um mínimo de estofo argumentativo, visto serem vazias de embasamento
coerente, sendo tão somente ofensas isentas de base que não seja xingamento
raso. Lotam-se as redes sociais de lugares comuns, de juízos de valor, cujo
mote vem a ser um preconceito cego e infantil. Soam a brigas de
pré-adolescentes, cujo vocabulário é sofrível e ínfimo.
Poucos parecem ter consciência de
que a felicidade de cada um é algo no qual não se intromete. Caso a pessoa
esteja buscando a felicidade sem machucar ninguém nesse percurso, é preciso
deixá-la em paz e seguir com a própria vida. Tem muita gente desocupada nesse
mundo, não é possível; não há outra razão para que tantos se sintam incomodados
com quem não cuida da vida de ninguém, com quem apenas vive as próprias
verdades da forma que bem entende. Não há motivo para alguém se incomodar com a
forma como o outro se veste, com a maneira como o outro ama, com o partido com
o qual o outro se afina.
Se cada um buscasse a própria
felicidade e estivesse bem resolvido e certo das próprias convicções, a
tolerância seria uma consequência natural, pois quem é feliz e se ocupa com si
mesmo não tem tempo de azucrinar os outros. Não gostaremos de todas as pessoas,
tampouco concordaremos com todas as opiniões, porém, respeitar o próximo será
sempre nosso dever. Ou isso, ou esse ciclo de violência e de agressões
gratuitas jamais terá fim.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Havia um homem idoso e muito sábio.
Todos os dias, ele se sentava em sua cadeira de balanço, ao lado de um posto de
gasolina, e esperava para cumprimentar os motoristas que transitavam por sua
pequena cidade.
Certo dia, a neta desse homem
ajoelhou-se aos pés de sua cadeira e passou um longo tempo fazendo-lhe
companhia. Enquanto eles observavam as pessoas chegando e partindo, um homem
alto, que parecia um turista — pois o avô e a neta conheciam todos os moradores
da cidade —, começou a andar de um lado para o outro como se estivesse
examinando o local para morar ali.
O forasteiro aproximou-se dos dois e
perguntou:
— Como é esta cidade?
O senhor idoso virou-se lentamente e
disse:
— E como é a cidade de onde o senhor
vem?
— Na cidade de onde venho —
respondeu o turista —, todo mundo critica todo mundo. Os vizinhos fazem
mexericos. É um lugar péssimo para viver. Estou feliz por sair de lá. Não é
muito agradável.
O homem sentado na cadeira de
balanço olhou para o forasteiro e disse:
— Sabe de uma coisa? Esta cidade é
exatamente assim.
Mais ou menos uma hora depois, uma
família que também estava de passagem pela cidade fez uma parada para
reabastecer. O carro rodou lentamente e parou diante do local onde o senhor
idoso e sua neta se encontravam.
A mãe saltou do carro com duas
crianças pequenas e perguntou onde ficava o banheiro. O homem na cadeira de
balanço apontou para uma pequena placa curva e pendurada, presa apenas por um
prego do lado de fora da porta. O pai desceu do carro e perguntou ao senhor
idoso:
— Esta cidade é um lugar bom para a
gente viver?
O senhor idoso respondeu com uma
pergunta:
— Como é a cidade de onde o senhor
vem?
O pai olhou para ele e disse:
— A cidade de onde venho é muito
prestativa. Todos estão sempre querendo ajudar o vizinho. Por todos os lugares
que andamos, ouvimos sempre um cumprimento e uma palavra de agradecimento.
Detesto ter de ir embora de lá. Parece que estou deixando minha família para
trás.
O senhor idoso virou-se para o pai e
deu-lhe um sorriso caloroso.
— Sabe de uma coisa? Esta cidade é
muito parecida com a sua.
A família agradeceu, retornou ao
carro, acenou despedindo-se e partiu.
Após alguns minutos, a neta olhou
para o avô e perguntou:
— Vovô, por que o senhor disse ao
primeiro homem que esta cidade era um lugar horrível para viver e depois disse
ao pai de família que era um lugar maravilhoso?
O avô olhou carinhosamente para os
olhos azuis e inquisitivos da neta e disse:
— Seja lá qual for à cidade onde
vamos morar, carregamos conosco as mesmas atitudes, e é isso que torna o lugar
horrível ou maravilhoso.
Recontada por Kris
Gray, em Histórias Para o Coração.
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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