Quinta-feira, 21 de junho
de 2018
“Diante
da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim
dividir este planeta e esta época com você.” (Carl Sagan)
EVANGELHO
DE HOJE
Mt 6,7-15
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma
coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos.
Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que
vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.
Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus!
Santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na
terra como no céu.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos
devedores.
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal,
porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’.
Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai
celestial também lhes perdoará.
Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não
lhes perdoará as ofensas".
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Gostaria de partilhar um
texto que escrevi no ano passado, que creio que ainda é profundamente reflexivo
e atual…
(…)Deus nos conhece e isso é
bem claro em nossas vidas. Antes mesmos de nascermos ela já nos chamava pelo
nome. O “Pai Nosso”, ou oração dominical, sintetiza todo o Evangelho. Ele
denota simplicidade e ao mesmo tempo profundidade. Não são somente palavras,
mas declarações diárias que Deus pode entrar e fazer Seu reino em minha vida.
“(…). Quando dizemos Pai
«nosso», reconhecemos, antes de mais nada, que todas as suas promessas de amor,
anunciadas pelos profetas, se cumpriram na Nova e eterna Aliança no seu Cristo:
nós tornámo-nos o «seu» povo e Ele é doravante o «nosso» Deus. Esta relação
nova é uma pertença mútua, dada gratuitamente: é por amor e fidelidade (36) que
temos de responder «à graça e à verdade» que nos foram dadas em Cristo Jesus
(37)”. (Catecismo da Igreja Católica § 2787)
Ao pedir que Deus entre em
nossas vidas, precisamos aprender a “responder à graça e à verdade”, que se
reportam aos nos dez mandamentos, em especial no empenho em amar o próximo como
a mim mesmo. É preciso ver que a nossa contextualização ou entendimento de
amar, muitas vezes se confunde ou é banalizado. Entender o amor é ver algo
profundo e pouco explicável. É talvez, querer bem sem nada querer em troca.
Nosso coração, onde habita o
amor poético, não é fechado as ações do mundo e das pessoas que nos cercam. Ele
possui brechas pequenas por onde gestos pequenos de misericórdia, compaixão,
esperança e temor de Deus passam facilmente se devidamente lubrificados com o
exercício do perdão.
“(…) Ora, e isso é temível,
esta onda de misericórdia não pode penetrar nos nossos corações enquanto não
tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O amor, como o corpo de Cristo, é
indivisível: nós não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o
irmão ou a irmã, que vemos (121). Recusando perdoar aos nossos irmãos ou irmãs,
o nosso coração fecha-se, a sua dureza torna-o impermeável ao amor
misericordioso do Pai. Na confissão do nosso pecado, o nosso coração abre-se à
sua graça” (Catecismo da Igreja Católica § 2840)
O “Pai Nosso” mais que um
conjunto de versos, é a evocação do próprio Jesus ao Pai. É uma forma sintática
de agradecer, reconhecer e aceitar a vontade de Deus em nossas vidas.
Reconhecer as vezes que não estamos ainda prontos para perdoar quem nos feriu,
mas que existe em mim, a vontade verdadeira que um dia isso ocorra. Essa nossa
eterna procura em sermos cada vez melhores
“(…) Assim ganham vida as palavras
do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor (124).
A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a
comunhão eclesial (125), termina com estas palavras: «Assim procederá convosco
o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do
coração». É aí, de fato, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não
está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se
entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória,
transformando a ofensa em intercessão”. (Catecismo da Igreja Católica § 2843)
Portanto, proclamar o “Pai
Nosso” é trazer a nossa memória e ao nosso dia-a-dia, o compromisso com o zelo
com que é de Deus; é atestar que concordamos e acreditamos em suas promessas; é
afirmar que sou um dos que seguem o Nazareno.
Um compromisso: Hoje no
silencio do nosso quarto, pausadamente, reafirmemos essa oração em nosso
coração
“(…) Quando orares, entra no
teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num
lugar oculto, recompensar-te-á”. (Mateus 6, 6)
Um imenso abraço fraterno!
MUNDO ANIMAL
Segundo estudo, amor
entre cachorro e dono é o mesmo de mãe e filho
Juju Massena-
Mãe de cachorro também é
mãe.
E, se alguém ainda duvidava
disso, agora um estudo vem esclarecer de vez essa questão. Segundo uma pesquisa
realizada pela universidade japonesa Azabu, de fato existe um vínculo especial
entre o homem e seu melhor amigo. Esse vínculo é construído a partir de um
processo hormonal ativado quando se olham, que funciona de maneira muito
semelhante ao que se dá entre mãe e filho. <3
É que esse olhar dispara
tanto no cachorro quanto no seu dono os níveis de ocitocina no cérebro,
hormônio relacionado a conduta paternal e maternal. A ocitocina atua também
como neurotransmissor no cérebro e tem um papel importante no reconhecimento e
estabelecimento de vínculos sociais, assim como na formação de relações de
confiança.
Para realizar a pesquisa, os
cientistas colocaram vários cachorros com seus donos em um quarto, e analisaram
cada interação entre eles durante 30 minutos. Depois, mediram os níveis de
ocitocina tanto na urina dos cães como na de seus donos, e descobriram que o
contato visual constante entre eles elevava os níveis do hormônio nos cérebros
de ambos.
Em um segundo experimento,
os pesquisadores passaram ocitocina nos focinhos de alguns cachorros e os colocaram
em um quarto com seus donos e alguns desconhecidos. A resposta nos animais foi
que eles passaram mais tempo olhando para seus donos, o que após meia hora, fez
com que os níveis de ocitocina crescessem também nos donos.
“O MESMO MECANISMO DE CONEXÃO, BASEADO NO
AUMENTO DA OCITOCINA AO SE OLHAREM, QUE FORTALECE OS LAÇOS EMOCIONAIS ENTRE
MÃES E SEUS FILHOS, AJUDA A REGULAR TAMBÉM O VÍNCULO ENTRE OS CACHORROS E SEUS
DONOS”, CONCLUIU O ESTUDO.
Essa pesquisa veio só pra
afirmar o que a gente já sabia, né?
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Certa vez, um mestre
passeava em um campo de trigo, quando um discípulo se aproximou e lhe expôs o
seguinte problema pessoal:
“Mestre, eu não sei
distinguir qual é o meu verdadeiro ideal”. O mestre lhe perguntou: “O que
significa este anel no seu dedo?” “Meu pai me deu antes de morrer”, respondeu o
jovem.
O mestre pediu: “Pois me
entregue”. O discípulo tirou o anel e lhe deu. Na hora, o mestre atirou o anel
no meio do trigal.
“E agora?” gritou o jovem.
“Terei de parar tudo o que estou fazendo para procurar o anel, pois ele é muito
importante para mim!”
O mestre concluiu: “Quando
achá-lo, lembre-se: Você mesmo respondeu a sua pergunta. Ideal é aquilo que
você coloca em primeiro lugar na vida, e pelo qual sacrifica tudo o mais”.
Feliz de quem tem um ideal
na vida. E mais feliz ainda é quem escolhe como ideal expandir o Reino de Deus
na terra.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário