sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sábado 03/06/2018

Domingo, 03 de junho de 2018


“É preciso diminuir a distância entre o que se diz e oque se faz, até que a sua fala seja a sua prática.”




EVANGELHO DE HOJE
Mc 2,23-3,6


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!


O Senhor do Sábado
23 Certo sábado Jesus estava passando pelas lavouras de cereal. Enquanto caminhavam, seus discípulos começaram a colher espigas. 24 Os fariseus lhe perguntaram: “Olha, por que eles estão fazendo o que não é permitido no sábado?”

25 Ele respondeu: “Vocês nunca leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam necessitados e com fome? 26 Nos dias do sumo sacerdote Abiatar, Davi entrou na casa de Deus e comeu os pães da Presença, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os deu também aos seus companheiros”.

27 E então lhes disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. 28 Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado”.

3 Noutra ocasião ele entrou na sinagoga, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. 2 Alguns deles estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado. 3 Jesus disse ao homem da mão atrofiada: “Levante-se e venha para o meio”.

4 Depois Jesus lhes perguntou: “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar?” Mas eles permaneceram em silêncio.

5 Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles, disse ao homem: “Estenda a mão”. Ele a estendeu, e ela foi restaurada. 6 Então os fariseus saíram e começaram a conspirar com os herodianos contra Jesus, sobre como poderiam matá-lo.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Bantu Mendonça K. Sayla

O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.
Este Evangelho narra a cena dos discípulos de Jesus, em um sábado, arrancando espigas de trigo e comendo, porque estavam com fome. Diante do protesto dos fariseus, pois era proibido trabalhar no sábado, Jesus justifica a atitude, apresentando outro caso em que Davi desobedece à outra lei ainda mais rigorosa, pelo mesmo motivo: ele e seus companheiros estavam com fome. E arremata: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”.
O ensinamento de Jesus é claro: A vida humana está em primeiro lugar. O direito à vida precede quaisquer leis, mesmo as leis religiosas mais sagradas.
Segundo a Mishná, que era uma recopilação das tradições rabínicas, trabalhar na colheita era uma das trinta e nove maneiras de violar o sábado. E os fariseus elevaram esse gesto de colher espigas para comer, como um trabalho formal de colheita! Mas a reação de Jesus foi clara e enérgica. Superando as discussões de escolas, ele partiu para a defesa da vida.
E Jesus apresentou o exemplo de Davi e seus companheiros que, para saciar a fome, desobedeceram a uma lei muito mais sagrada: comeram os pães consagrados, que só os sacerdotes podiam comer (Cf 1Sm 21).
“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”, diz Jesus. Esta foi a intenção do legislador da lei do sábado: a necessidade que o homem tem de descansar. Foi uma lei feita para celebrar a libertação da escravidão egípcia, e não havia tempo de descanso (Cr Dt 5,12; Ex 20,8). Portanto, a lei do sábado era uma lei de liberdade, não de escravidão.
E, para concluir, Jesus, referindo-se a si mesmo, fala: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. Todo o Antigo Testamento, ao se referir ao Messias, fala que ele é “O Senhor”. Ele é o Senhor de tudo, inclusive do sábado. Portanto, pode modificar ou esclarecer a lei.
Em todo o episódio, sobressai a vida humana como valor maior a ser protegido e defendido. O homem deve obedecer à lei do sábado só e enquanto protege a vida humana. Se acontecer, como nesta cena do Evangelho, de esta lei se voltar contra o homem, desviou-se de sua finalidade e não obriga ao seu cumprimento.
É farisaísmo tentar ganhar a salvação, absolutizando ou sacralizando leis. Neste caso a lei se transforma de libertadora em escravizante. O único sagrado, depois de Deus, é o próprio homem, pelo qual Cristo morreu.
“A lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo (Jo 1,17). O cristão sabe sua única lei e o seu único Senhor é Jesus Cristo. Cristo foi o sim total a Deus, e o seu discípulo deve seguir o seu exemplo. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Certa vez, em um curso de batismo, um professor perguntou aos pais e padrinhos por que queriam batizar seu filho ou afilhado. As respostas foram as mais variadas.
Um deles disse: “É porque todo mundo batiza”. Esse vai na onda; o que os outros fazem ele faz também.
Outro respondeu: “É porque eu fui batizado”. Quer dizer que, se fizeram uma coisa errada com ele, quando criança, ele vai fazer agora com as outras crianças?
Houve outro que falou: “A gente batiza porque não presta ficar pagão”. Esta resposta é supersticiosa, porque a expressão “não presta” significa aí: “dá azar”.
Claro que houve também respostas bonitas e acertadas.
Pelo batismo nós nos tornamos continuadores de Cristo no mundo, seguindo-o como o nosso caminho, verdade e vida.
Maria Santíssima é a mãe de vida, porque nos deu Jesus que é a Vida. Que ela nos ajude a colocar a vida humana acima de tudo.
O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.


VÍDEO DA SEMANA


SUA FELICIDADE É VOCÊ QUEM FAZ LEANDRO KARNAL





MOMENTO DE REFLEXÃO


Certa vez, o pároco foi convidado para celebrar uma Missa em um colégio, na festa de aniversário da instituição. Estavam presentes, além do corpo docente, todos os alunos e seus pais.
Na hora da homilia, o padre disse para os pais, em tom categórico: “Não mandem seus filhos para a igreja!”
Todos pensaram que o padre tinha se enganado e queria dizer o contrário. Mas logo depois ele repetiu a mesma frase: “Não mandem seus filhos para a igreja!” Na terceira vez que ele falou, uma mãe protestou: “Eu não estou entendendo. A gente se esforça tanto para que nossos filhos participem da igreja, e o senhor vem falar isso?”
O padre então explicou: “Não mandem apenas; vão com os seus filhos para a igreja!”

De fato, quando mandamos uma criança fazer alguma coisa que nós não fazemos, a criança obedece enquanto é pequena; mas, quando crescer, ela não fará aquilo porque pensa que não é importante para a vida, já que os pais não fazem.
Os filhos aprendem mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso, a educação que dura é aquela dada através do exemplo, não apenas de palavras bonitas. “A palavra convence, o exemplo arrasta”.
Maria Santíssima é a Rainha dos educadores, pois educou o nosso grande educador, Jesus Cristo. Que ela nos ajude a ser bons educadores.


UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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