Terça-feira, 19 de junho
de 2018
“Eu
junto minhas mãos as suas, junto meu coração ao seu, para que possamos juntos
fazer o que não podemos fazer sozinhos.”
EVANGELHO
DE HOJE
Mt 5,43-48
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e
odeie o seu inimigo’.
Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por
aqueles que os perseguem,
para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está
nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva
sobre justos e injustos.
Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa
receberão? Até os publicanos fazem isso!
E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão
fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso!
Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial
de vocês".
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In
Memorian)
Amai os vossos inimigos.
Neste Evangelho, Jesus nos
pede para amarmos os nossos inimigos. E ele baseia o pedido na frase: “Assim
vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o
sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos”. Os
filhos se parecem com os pais; nós precisamos ser parecidos com o nosso Pai do
Céu. E no final deste Evangelho, Jesus fala: “Sede perfeitos como o vosso Pai
celeste é perfeito”. A nossa meta é arrojada, alta e bonita: ter Deus Pai como
modelo de vida e imitá-lo. Ser cada vez mais parecidos com ele. E Jesus é para
nós a “imagem de Deus invisível”. Imitar a Deus é imitar a Jesus, nosso
caminho, verdade e vida. Quem pensa que já alcançou esta meta, é sinal que está
bem longe dela, porque o amor de Deus é infinito.
Todos temos inimigos. São
aquelas pessoas que nos fazem o mal, que nosprejudicam, que nos detestam, que
são ruins para nós. O que faz a diferença do cristão é o amor a essas pessoas.
Amor prático, manifestado na oração por elas e por fazer bem a elas. A própria
oração pela pessoa nos acalma e desperta em nós o amor a ela.
Em seguida, Jesus se refere
à obrigação que temos de dar testemunho, tendo um comportamento
“extraordinário”, em relação ao comportamento do mundo pecador: “Se amais
somente aqueles que vos amam... E se saudais somente os vossos irmãos, o que
fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa?” O nosso
comportamento no mundo deve ser extraordinário, porque o comportamento “normal”
do mundo pecador é amar os amigos e detestar os inimigos. Esse comportamento
diferente nos torna luz, sal e fermento no meio de Deus no mundo.
Como os nossos inimigos
geralmente não reconhecem o bem que lhes fazemos, Deus reconhece e nos
recompensará. E a recompensa de Deus nós conhecemos: é uma medida cheia,
sacudida e transbordante, quer dizer, é muito maior do que a ação boa que
fizemos.
“Não julgueis e não sereis
julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.
Daí e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será
colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros,
servirá também para vós” (Lc 6,37-38).
Havia, certa vez, um homem
que era muito bravo e violento. Andava sempre com um revólver na cintura, e do
outro lado uma faca. Todo mundo no bairro tinha medo dele. A esposa tentava
mudá-lo, mas não conseguia. Então ela arrumou um terço, deu para ele e disse:
“Só peço uma coisa para você: Ande sempre com este terço no bolso. Não o
abandone para nada”. O homem começou a carregar o terço, o revolver e a faca.
Tempo depois, ele largou o revólver e ficou com a faca de um lado e o terço do
outro. Ele dizia para a esposa: “A faca eu carrego porque preciso dela de vez
em quando para descascar uma laranja etc”. A esposa ficou calada e continuou
rezando. Logo ele deixou também a faca e ficou só com o terço.
Quem conta essa história é o
próprio filho desse homem. E ele concluiu dizendo: “Foi assim que meu pai
morreu, como um homem pacífico e bom”. Nossa Senhora é mãe. Devagarinho, ela
vai mudando os corações dos seus filhos e filhas. Se carregar o terço já é bom,
imagine rezá-lo!
“Quem semeia ventos colhe
tempestade” Quem semeia paz, colhe paz e alegria. Maria Santíssima não semeou
ventos, e sim paz, pois nos deu o seu Filho Jesus, a própria paz encarnada. Por
isso foi coroada como Rainha. Rainha da paz, rogai por nós!
Amai os vossos inimigos.
COMPORTAMENTO
A cada queda, me
despedaço, mas volto sempre mais inteira.
Por Wandy Luz
Depois de muitas quedas e
tropeços, aprendi a cair e me deixar despedaçar com graciosidade e leveza.
Porque as vezes, existem pedaços de nós, que precisam cair.
Os pedaços ruins vão ficando
para trás, e o que permanece, nos dá estrutura, e nos permite escrever uma nova
história.
Idas e vindas, chegadas e
despedidas, são importantes para que a gente sempre se lembre, que existem
novos dias, novos sonhos, e a chance de recomeçar.
E a cada recomeço, apesar de
qualquer tombo ou rasteira que a vida me dá, volto sempre mais inteira.
Eu sei que a dor ensina, e o
sofrimento impulsiona nossa evolução, mas não quero aprender com os golpes
duros da vida. Eu quero mesmo é crescer e florescer com os toques suaves na
alma.
E, independente da situação,
dos desafios, das tristezas e das inúmeras quedas, com muita fé, e esperança,
eu fecho os olhos para caminhos antigos, e abro o coração para novos recomeços.
Então respira fundo e vai. E
se sentir medo, lembre-se que nem sempre precisamos de um plano, as vezes só
precisamos, acreditar, confiar, deixar ir quem não quer ficar e dançar no ritmo
da música que canta o nosso coração.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Santo Inácio de Antioquia
nasceu pelo ano 30. Portanto, antes de Jesus morrer. Ele foi o segundo bispo de
Antioquia, depois de S. Pedro.
Nós sabemos que S. Pedro,
depois da Ascensão de Jesus, ficou alguns anos coordenando a Comunidade de
Jerusalém, depois foi bispo de Antioquia durante sete anos. Em seguida, foi
para Roma, onde morreu mártir.
Como bispo de Antioquia, Dom
Inácio era muito estimado pelo povo, especialmente devido à sua santidade.
Chamavam-no de Teóforo, palavra grega que significa Portador de Deus.
Antioquia fazia parte do império
romano, cujo imperador era Trajano, cruel perseguidor dos cristãos. Como Inácio
era um influente chefe do cristianismo, foi logo condenado à morte.
Trajano ordenou aos juízes
de todo o império que não executassem os cristãos no próprio local, mas os enviassem
a Roma, a fim de serem devorados pelas feras no Coliseu, divertindo a plateia.
Dom Inácio foi então
conduzido para Roma. Ele viajou com as mãos acorrentadas, uma parte de navio e
outra a pé.
Durante o longo percurso, o
bispo aproveitou para escrever cartas às Comunidades cristãs por onde passava.
É nessas cartas que aparece, pela primeira vez, a expressão “Igreja Católica”.
Nessas cartas, Inácio
expressa a sua alegria por ser digno do martírio, e exorta os cristãos à
firmeza na fé.
Uma delas foi enviada à
Comunidade de Roma. Como ele sabia que esta Comunidade tinha pessoas
influentes, até na corte imperial, pediu insistentemente que não intercedessem
em favor dele, privando-o do martírio. Veja um trechinho da carta:
“Eu suplico a vocês: Não
mostrem comigo uma caridade inoportuna. Permitam-me ser pasto das feras, pelas
quais me será possível alcançar a Deus. Antes, excitem os leões, para que se
convertam em meu sepulcro. Assim serei um verdadeiro discípulo de Cristo. Sou
trigo de Deus. Quero ser triturado e moído pelos dentes das feras, a fim de me
converter em pão puro de Cristo”.
O seu pedido foi atendido e,
no mesmo dia em que chegou a Roma, foi, à noite, levado para o Coliseu e
devorado pelos leões.
Maria Santíssima é a mulher
forte que se tornou trigo de Deus, para o nosso bem. Que ela e Santo Inácio nos
ajudem a ser também trigo de Deus, para que nossos povos tenham mais vida.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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