sexta-feira, 8 de junho de 2018

Terça-feira 05/06/2018

Terça-feira, 05 de junho de 2018


“Seja você mesmo, todos os outros já existem!”




EVANGELHO DE HOJE
Mc 13,12-17


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!


Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?
Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.
Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Queiroz

Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
Este Evangelho narra que as autoridades enviaram a Jesus um grupo formado por fariseus e partidários de Herodes, com uma armadilha, que consistia na seguinte pergunta: “É lícito ou não pagar o imposto a César?”
A armadilha foi bem pensada, porque qualquer resposta que Jesus desse, complicaria para ele. Se falasse que não é lícito, Jesus se colocaria contra os romanos e poderia ser preso. Se respondesse que o imposto é lícito, não só legitimaria a opressão romana, como trairia o povo que sonhava com a independência.
E mais: o grupo enviado tinha posições opostas sobre essa questão. Para os fariseus, pagar o imposto era um pecado de idolatria, pois César se dizia deus, e a própria moeda trazia seus atributos divinos. Havia, inclusive, entre os fariseus, um grupo radical, chamado zelotas, que combatiam o imposto pela luta armada. Já os partidários de Herodes defendiam o imposto, porque recebiam altos salários, vindos justamente desses impostos. Para eles, pecado era não pagar o imposto.
Na verdade, os partidários de Herodes eram usados pelos romanos como “laranjas” junto ao povo judeu.
Mas Jesus, como sempre, teve uma saída magistral. Primeiro, mostrou a hipocrisia e o fingimento do grupo, ao lhe fazer a pergunta. Em seguida, deixando de lado o imposto em si, ele foi mais longe, olhando o problema de forma mais profunda.
“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” César não é deus; pelo contrário, existe um Deus acima dele, que criou o mundo e o governa.
Entretanto, César constrói a ponte, a escola, a estrada, por isso precisa dos recursos, que vem dos impostos. Mas foi Deus quem fez o rio sobre o qual César constrói a ponte. Foi Deus que fez a terra e o material da estrada e da escola, assim como os professores e alunos. Deus é o nosso criador, e a sua religião precisa de recursos para cumprir a sua tarefa. Mais do que isso, precisa de nós mesmos, da nossa dedicação.
Precisamos pagar o imposto justo às autoridades políticas (César), acompanhando a aplicação desses recursos. E precisamos ser membros ativos da Santa Igreja de Deus.
Todo bom cristão é também um bom cidadão. Entretanto, ele sabe que vive na terra de passagem, como peregrino. Ele tem outro Rei, que é Deus, e outra Pátria, o céu.
O Estado não pode proibir a vivência religiosa dos cidadãos, e a religião não pode impedir os religiosos de cumprir seus deveres cívicos. A fé e a política são complementares, pois têm o mesmo destinatário: o homem.
Houve época em que se negou à autoridade civil (César) a sua autonomia, colocando-a a serviço de Evangelho, usando a força do braço secular para implantar a Lei de Cristo. Para Cristo, as duas autoridades (política e religiosa) são complementares, mas independentes na sua gestão. O cristão é também cidadão, portanto, tem de obedecer às duas leis.
“Mestre, sabemos que és verdadeiro...” Devemos tomar cuidado com as lisonjas, que muitas vezes são usadas como “iscas” para nos pegarem, como o pescador faz com o peixe.
Havia, na cidade de Pádua na Itália, um homem rico, chamado Conde Eselino, que explorava o povo através da agiotagem. O pior é que era desses homens de cara lambida que se apresentam como santos. Assim ele enganava todo mundo. Um dia, Frei Antônio o procurou e descarregou o verbo para ele, mostrando-lhe toda a sua falsidade e ganância. Disse-lhe na cara: “Conde Eselino, até quando vais continuar desafiando o céu? Pensas que os ouvidos de Deus estão surdos ao clamor do sangue desses inocentes? As medidas estão cheias! Se não mudares de vida, a cólera divina te atingirá!” Resultado: Frei Antônio de Pádua arrumou mais um inimigo. Daí para frente, o Conde Eselino passou a perseguir e a desmoralizar Frei Antônio de Pádua.
O bom cristão tem de ser também um bom cidadão.
Peçamos a Maria Santíssima que nos ajude a usar do dinheiro corruptível para cumprir todas as nossas obrigações, e assim ganhar os bens eternos e incorruptíveis.
Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.


COMPORTAMENTO


O nosso maior bem são as pessoas que temos em nossa vida…
Luciana Masiero

Cultive as suas relações familiares, suas amizades e tenha um grande amor. O maior bem que você possui são as pessoas que estão na sua vida e que decidem partilhar o seu precioso com você.
Dizem que nascemos sozinhos. Eu não concordo, se não houvesse uma mãe em trabalho de parto você jamais estaria nesse mundo. Ou seja, já nascemos com um contato materno, sem falar na equipe médica e outras tantas pessoas que podem colaborar nesse primeiro sopro de vida.
Além disso, somos alimentados e cuidados até termos a capacidade de realizar essas tarefas básicas de forma independente.
Sem esse apoio inicial, nem sempre dos pais, morreríamos. E acredite, muitos passam toda uma vida sem desenvolver a capacidade de “se virar sozinho”.
É evidente que o contato humano existe em nossas vidas, mas será que valorizamos as pessoas que mais nos amam? Será que agradecemos o zelo, a torcida e a empatia daqueles que nos rodeiam?
Além disso, é preciso estar atento para perceber a quantidade de indivíduos que diariamente cruzam o nosso caminho e, de alguma maneira, nos transformam. Alguns são leves e nos inspiram com exemplos e ensinamentos de vida. Outros dificultam nossa respiração e nos causam dor de cabeça; parecem possuir o poder de provocar a irritabilidade. Sem embargo, esses que chacoalham o nosso equilíbrio serão os nossos maiores professores, serão aqueles que nos farão amadurecer, refletir e aprender a conviver com as alteridades sociais.
Entretanto, na maioria das vezes, podemos escolher quem permanecerá em nosso caminho. Elegemos nossos melhores amigos, os familiares que queremos que estejam mais próximos de nós e até mesmo no trabalho podemos criar ou não algum tipo de intimidade. Deste modo, somos os diretores da nossa existência e únicos responsáveis pelo nosso destino.
Criar laços que unem e não amarram, partilhar conquistas, risadas e aprendizados fazem parte da realização plena do ser humano, pois é muito bom conquistar um objetivo sozinho, mas é melhor ainda ter com quem compartilhar essa felicidade.


Portanto, cultive as suas relações familiares, suas amizades e tenha um grande amor. O maior bem que você possui são as pessoas que estão na sua vida e que decidem partilhar o seu precioso tempo com você.
Agradeça a todos que estão caminhando ao seu lado prontos para estender a mão, quando você necessitar, mas, principalmente, seja grato por estar rodeado de carinho e esperança para atingir o verdadeiro triunfo de sua jornada, que é a descoberta de que a felicidade deve estar nas coisas simples da vida.


MOMENTO DE REFLEXÃO


Certa vez, um homem estava dirigindo o seu carro numa cidade grande e desconhecida, e se perdeu. Viu um senhor que vinha na calçada, encostou o carro e lhe perguntou: “Por favor, como que eu chego a tal lugar?”
O senhor começou a explicar: “Siga aqui em frente, na terceira esquina vire à esquerda e no segundo farol à direita. Você vai chegar a uma pracinha. Lá...”
Olhou para o rosto do motorista e percebeu que ele estava tão tenso que já havia se esquecido da primeira explicação. Olhou no relógio, e lhe disse: “Pode deixar. Eu vou com você até lá”.
O motorista deu um sorriso aliviado. O senhor entrou no carro e os dois foram conversando sobre os assuntos do dia. Quando ia chegando onde deviam virar, ele avisava. O motorista nem precisava olhar as placas, nada. Sua preocupação era apenas com o trânsito.
Em nossa vida de peregrinos neste mundo, Deus é o nosso companheiro, que sabe o caminho. Ele não nos explica antecipadamente as coisas, porque podemos nos esquecer. Por isso ele vai conosco. O importante é o nosso momento presente. O amanhã está nas mãos de Deus. O ontem também.
“Não vos preocupeis com o dia de amanhã... Olhai as aves do céu...” (Mt 6,25,34).
Peçamos a Maria Santíssima que nos ensine a amar a Deus sobre todas as coisas e jogar nas mãos dele as nossas preocupações.

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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