Quinta-feira,
02 de agosto de 2018
“Vivo cada
dia como se fosse cada dia, nem o último, nem o primeiro, mas o único” (Pablo
Neruda)
EVANGELHO
DO DIA
Mt 13,47-53
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Mateus
Glória a vós
Senhor
13 47 “O
Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes
de toda espécie.
48 Quando
está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos
cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.
49 Assim
será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos
50 e os
arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.
51
Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles.
52 Por isso,
todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de
família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas”.
53 Após ter
exposto as parábolas, Jesus partiu.
Palavras da
Salvação
Glória a vós
Senhor
MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Recolhem os
peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.
Este
Evangelho nos traz a parábola da rede lançada ao mar. A rede é a Santa Igreja
que, em seu trabalho missionário, atrai milhares de pessoas ao santo batismo.
Entretanto, muitos não obedecem aos mandamentos de Deus, por isso não pertencem
ao Reino de Deus e vão, aos poucos, abandonando a vida em Comunidade. São os
peixes que não prestam que Deus Pai joga fora.
“Recolhem os
peixes bons em cestos.” Para que sejamos peixes bons, precisamos ler ou ouvir a
Palavra de Deus com o coração aberto, colocando em prática, com generosidade,
aquilo que aprendemos. A oração é prática fundamental para sermos bons filhos e
filhas de Deus.
Nós temos
esperança de sermos peixes bons, e assim não sermos “jogados fora”. Temos
esperança, não certeza. No mundo, estamos misturados, maus e bons. Precisamos,
além do esforço contínuo de conversão, ser sal, luz e fermento na massa,
inclusive dentro da nossa família e da nossa Comunidade cristã.
“Todo mestre
da Lei, que se torna discípulo..., é como um pai de família que tira do seu
tesouro coisas novas e velhas.” Os mestres da Lei correspondem aos nossos
catequistas. Eles tinham toda uma bagagem de sabedoria e de experiências
colhidas do Antigo Testamento. Aqueles que se tornavam discípulos de Jesus
ajuntavam as coisas novas que aprendiam de Jesus com as coisas velhas que já
sabiam e faziam uma síntese, o que os tornava verdadeiros sábios.
Também nós
vamos somar as nossas experiências do passado com as de hoje, visando a nossa
santificação. Precisamos estar sempre abertos ao novo, mas sem jogar fora a
sabedoria antiga. A nossa fé é viva e dinâmica; estamos sempre revendo,
abandonando o que ficou caduco e dando um passo à frente. Dos mais velhos, nós
aprendemos a riqueza da sabedoria acumulada por seus longos anos de vida; e dos
mais novos, aprendemos as novas conquistas do mundo moderno.
“Os anjos
virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançando os maus na
fornalha de fogo.” Aqui na terra, os maus e os bons estão misturados, mas não
lá no céu. Haverá uma seleção rigorosa, que chamamos de juízo final. Nós
pedimos a Deus que, nessa seleção, nós fiquemos do lado dos justos.
Havia, certa
vez, um senhor que todos os dias, quando voltava do trabalho à tarde, antes de
entrar na sua casa dirigia-se a uma árvore que havia na frente da casa e tocava
nela com as duas mãos. Depois entrava. Um dia, ele veio com um amigo, que era
colega de serviço, e, quase sem perceber, fez aquele gesto. Foi até a árvore,
encostou as duas mãos nela, ficou um tempinho em silêncio, depois voltou e os
dois entraram na casa. No dia seguinte, o amigo lhe perguntou por que ele havia
feito aquilo. Ele explicou: “É que, no serviço, eu fico nervoso, tenso e não
quero passar isso para a minha esposa e meus filhos. Com esse gesto, eu
descarrego minhas tensões na árvore e entro em casa bem calmo”.
Na verdade,
o que aquele homem fazia era uma auto-sugestão. Mas é válida. Nós não podemos
descarregar nervosismos em quem não tem nada a ver com isso. Entretanto, muito
mais eficaz que tocar numa árvore é recorrer a Deus pela oração. E uma boa dica
é pedir o auxílio de Maria Santíssima. Se queremos ser peixes bons na rede do
Senhor, um jeito fácil e copiar de Maria o seu jeito de ser discípula fiel do
Senhor.
Maria
Santíssima é a Mãe e modelo da Igreja, a Rainha do Céu e da terra. Que ela nos
ajude a sermos peixes bons, a fim de que os anjos não nos excluam.
Recolhem os
peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.
MUNDO ANIMAL
Como lidar
com um cão territorialista?
Por Samantha
Melo, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
“O Max dorme
com a minha mãe em seu quarto. Toda vez que abrimos a porta do quarto ele entra
primeiro, rosna e late muito, e acaba se escondendo embaixo da cama. Gostaria
de saber o que posso fazer para ele mudar este comportamento.”
Olá,
Inaiara. Tudo bem?
Pelo seu
relato, esse comportamento do Max parece ser motivado por territorialismo, ou
seja, talvez ele acredite que o quarto é dele e que precisa protegê-lo da
entrada de outras pessoas ou mesmo que tem como dever proteger a sua mãe. Por
isso, é necessário tomar algumas atitudes para que ele baixe a guarda e fique
mais tranquilo.
A primeira
coisa a fazer é evitar qualquer tipo de disputa. Não tente tirá-lo de lá à
força ou brigar. Assim, você evita dar a ele motivos para lutar pelo local. Por
outro lado, não o incentive a achar que aquele tipo de atitude funciona, ou
seja, não saia do quarto assim que ele rosnar. Imagina só: se todas as vezes
que latir ele conseguir o quarto só para ele, vai passar a latir cada vez mais.
Faça, então, exatamente o contrário, que é não sair do local e ignorá-lo
completamente.
Outra
estratégia é recompensá-lo sempre que ele sair de baixo da cama. Como?
Oferecendo um petisco diferente, carinho, o brinquedo preferido e muita festa.
Vale também usar a comida para atraí-lo para fora, introduzindo o comando
“Vem”, mas sem forçar. Comece a ter o hábito de valorizar os momentos em que
ele passa fora dali ou mesmo os que ele não rosna ou late. Assim, ele vai
passar a gostar também de sair do ambiente.
Além disso,
é importante que o Max tenha um outro cantinho seguro dentro de casa. Ainda que
o seu pet durma no quarto, ele precisa de um local apenas dele como referência,
com caminha, cobertor, brinquedos e até mesmo uma roupa sua ou da sua mãe. Esse
refúgio pode ficar na sala, por exemplo. Dessa forma, quando a família estiver
reunida, ele pode fazer parte da confraternização, aumentando a vontade de
permanecer fora do quarto. Aqui, mais uma vez, reforço: recompense-o por se
comportar bem. Nesse caso, demonstre que ele está acertando quando relaxa em
seu canto.
E você pode
ainda incentivá-lo a só entrar no cômodo quando for autorizado e apenas depois
de vocês. Para isso, ensine o comando “Espera”, a princípio longe do quarto.
Coloque-o sentado, posicione-se de frente para ele, apresente a sua mão fechada
(como um soquinho) e diga “Espera”. Depois de alguns segundos diga “Ok” e com
um petisco faça-o sair do lugar para que ele entenda que foi liberado. Treine
bastante e gradativamente aumente o tempo de espera e a distância que você
fica. Depois, tente fazer na porta do quarto!
A nossa
equipe de adestradores está à disposição para ajudar, não deixe de nos chamar
caso seja necessário. Boa sorte!
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Havia, certa
vez, uma senhora idosa que era muito prestativa.
Um dia, ela
estava fazendo almoço, apareceu-lhe um anjo e disse: “Chegou a sua hora. Vim
buscá-la para a eternidade”. Ela respondeu: “Por favor, sr. anjo, espere um
pouco. Preciso antes terminar este almoço, senão muitas pessoas vão ficar sem
comer!” O anjo concordou. Deu um sorriso e foi embora.
Meses
depois, ela estava no jardim, plantando flores, e lá vem o anjo outra vez: “Vim
buscar a senhora”, disse ele. Ela respondeu: “Tudo bem, mas daria para o senhor
esperar uns dias, até eu deixar este jardim bem bonito?” O anjo concordou, deu
um sorriso e se afastou.
Depois de um
bom tempo, o marido dela ficou doente, de cama, e precisava dela para tudo. De
novo lhe aparece o anjo e lhe fala: “Está pronta agora?” Ela ficou sem jeito,
mas disse: “Querido anjo, agora não. Veja meu esposo como está. Ele iria sofrer
muito”. O anjo deu-lhe um belo sorriso e retirou-se.
Passaram-se
dez anos. O marida já havia morrido. Ela, velhinha, andava apoiada em uma
bengala. E sempre pensando: “Se aquele anjo aparecer, agora eu aceito”. Mas
nada de anjo. Então, um dia, ela rezou: “Anjo amigo, por que não vem me buscar
para a eternidade? Não vê que agora não tenho mais nada a fazer?”
Na mesma
hora, o anjo lhe apareceu e disse: “Querida, não se preocupe. Desde a primeira
vez que a visitei, a senhora já estava na eternidade”.
Poucos dias
depois, aquela admirável senhora fechou calmamente os olhos e passou para a
outra vida.
De fato, o
amor nos realiza, nos plenifica, nos preenche. Quem ama de verdade é puro, já
está com Deus, mesmo antes de morrer, porque Deus é amor.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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