Sexta-feira,
03 de agosto de 2018
"Não
importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você
precisa perdoá-la por isso."(William Shakespeare)
EVANGELHO
DO DIA
Mt 13,54-58
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Mateus
Glória a vós
Senhor
E, chegando
à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e
diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas?
Não é este o
filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e
José, e Simão, e Judas?
E não estão
entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?
E
escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a
não ser na sua pátria e na sua casa.
E não fez
ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.
Palavras da
Salvação
Glória a vós
Senhor
MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Não é ele o
filho do carpinteiro?
O Evangelho
narra que Jesus ensinava na sinagoga de Nazaré, de modo que os ouvintes ficavam
admirados. E comentavam entre si: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses
milagres? Não é ele o filho do carpinteiro?” Isso mostra que S. José era um
profissional, um homem que amava o trabalho, amava tanto que era conhecido na
cidade como “O carpinteiro”. Ele passou a vida toda fabricando ou consertando
móveis domésticos. E mostra também que os ouvintes tinham preconceito contra a
profissão de carpinteiro, que era uma profissão humilde e de gente pobre.
É idêntico
ao preconceito que muitos têm hoje contra o povo da roça, chamando-os de
caipiras, roceiros, matutos etc. Sendo que são eles que plantam e colhem os
alimentos que todos os dias vêm à nossa mesa.
Homenageamos
S. José, carpinteiro, Maria, a esposa e dona de casa, e Jesus que também
exercia, junto com o pai, a profissão de carpinteiro. E depois, na vida
pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é também trabalho.
Isso mostra que a Família de Nazaré, colocada por Deus como nosso modelo, era
uma família de trabalhadores. Maria Santíssima, além do seu trabalho em casa,
ainda encontrava tempo para ajudar as pessoas, como a sua prima Isabel, os
noivos de Caná etc.
Deus
trabalha, como vemos na Bíblia: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. A
terra estava deserta e vazia e as trevas cobriam o abismo... Deus disse:
‘Faça-se a luz’...” (Gn 1,1-3). E quando Deus criou o homem e a mulher,
disse-lhes: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a!
Dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu...” (Gn 1,28). “Quem não quer
trabalhar também não coma” (2Ts 3,10).
O trabalho,
além de garantir o sustento nosso e da nossa família, nos dignifica, nos
realiza e desenvolve as nossas qualidades. O trabalho afasta as tentações.
O trabalho é
uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. “Descubra a felicidade de
servir”. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que
recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através
do nosso trabalho.
A sociedade
deve ser organizada de tal modo que todos tenham oportunidade de trabalhar. O
desemprego é um pecado social. É triste ver filas enormes de pretendentes ao um
trabalho, filas desproporcionais ao número de vagas. Precisamos unir esforços
para que haja reforma agrária e que os trabalhadores da cidade sejam
capacitados para o serviço que exercem. A organização de cooperativas e de
sindicatos são excelentes recursos que os trabalhadores têm em mãos para
conquistar seus direitos.
E queremos
que haja justiça no trabalho. Que não haja desemprego nem trabalho informal,
pois todos têm direito aos benefícios das leis trabalhistas. Quanto aos
trabalhadores, que sejam honestos e dignos de confiança. “Quem madruga Deus
ajuda”.
Quem sabe,
nós também possamos, além da nossa luta diária, colaborar um pouco na nossa
Comunidade cristã. Nós sairemos ganhando e a Comunidade também.
Certa vez,
um padre comprou uma chácara e contratou um chacareiro que foi morar nela com a
sua família. Um dia, o padre pediu a amigo seu agrônomo que fosse lá dar umas
orientações ao chacareiro.
Dias depois,
o padre foi à chácara. Logo que encontrou o chacareiro, perguntou-lhe: “O meu
amigo agrônomo veio aqui?” O chacareiro fez uma cara ruim, virou de lado o
rosto e disse: “Veio”. Depois voltou o rosto para o padre e disse com firmeza:
“Sr. padre, cuidado com esse pessoal que estuda muito; eles não entendem nada!”
Precisamos
fazer o contrário daquele chacareiro: não só aceitar orientações de
profissionais, mas estudar e nos aperfeiçoar sempre, a fim de melhorar o nosso
trabalho.
Não é ele o
filho do carpinteiro?
CULINÁRIA
Picadinho
prático
Ingredientes
- Picadinho Prático
1kg de
patinho cortado em cubos médios
5 dentes de
alho descascados e cortados ao meio (30 g)
1 cebola
picada (120 g)
3 pimentas
dedo-de-moça sem sementes cortadas em tiras (30 g)
Sal e
tomilho debulhado a gosto
1 1/2 colher
(sopa) de banha (35 g)
1/2 xícara
(chá) de conhaque (120 ml)
1/4 xícara
(chá) de cogumelo fatiado (50 g)
1 1/2 xícara
(chá) de batata descascada e cortada em cubos médios (200 g)
4 xícaras
(chá) de água (1 litro)
Modo de
Preparo - Picadinho Prático
Numa tigela,
coloque 1 kg de patinho cortado em cubos médios, 5 dentes de alho descascados e
cortados ao meio, 1 cebola picada, 3 pimentas dedo-de-moça sem sementes
cortadas em tiras, sal e tomilho debulhado a gosto, misture bem e reserve.
numa panela
bem quente, coloque 1 ½ colher (sopa) de banha de porco, junte o patinho em
cubos temperado e mexa de vez em quando até secar por completo toda a água que
se formar e o fundo da panela ficar bem escuro (+/- 20 minutos).
Numa concha,
coloque ½ xícara (chá) de conhaque e COM CUIDADO coloque sobre a chama do fogão
para pegar fogo. Despeje o conhaque com fogo na panela com a carne e flambe. Depois
que o fogo apagar, adicione ¼ xícara (chá) de cogumelo fatiado, misture e
reserve.
Bata no
liquidificador 1 ½ xícara (chá) de batata descascada e cortada em cubos médios
com 4 xícaras (chá) de água até ficar um "suco" de batata. Passe por
uma peneira sobre a panela, descarte o que ficou na peneira. Mexa bem a panela,
tampe, abaixe o fogo e cozinhe por +/- 1 ½ hora ou até a carne ficar macia.
OBS.: vá
adicionando água sempre que necessário, até a carne ficar macia, mexendo de vez
em quando para o amido da batata não grudar no fundo da panela. Depois que a
carne ficar macia e o molho grosso, desligue o fogo e sirva em seguida com
arroz
Bolinho
Encaralhado
Ingredientes
- Bolinho Encaralhado
100g de
bacon picado
125g de
linguiça calabresa defumada cortada em rodelas
100g de
linguiça fresca cortada em rodelas
150g de
costelinha defumada cortada em ripas
1 cebola
picada
4 dentes de
alho amassados
1 pimenta
dedo-de-moça picada
1 chuchu
pequeno cortado em cubos (150 g)
1 cenoura
pequena cortada em cubos (100 g)
1 folha de
louro
250g de
feijão carioquinha limpo e lavado
1,5l de água
fervente
100g de
farinha de mandioca crua
Sal a gosto
500g de
linguiça fresca cortada em cubos pequenos (3 1/3 xícaras de chá)
1,5l de água
fervente
100g de
farinha de mandioca crua
Sal a gosto
1 colher
(sopa) de alho
150g de
couve fatiada (4 xícaras de chá)
3 ovos
ligeiramente batidos
500g de
farinha de rosca
Modo de
Preparo - Bolinho Encaralhado
Numa panela
de pressão aquecida, coloque 100 g de bacon picado, 125 g linguiça calabresa
defumada cortada em rodelas, 100 g de linguiça fresca cortada em rodelas, 150 g
de costelinha defumada cortada em ripas e refogue até dourar bem (+/- 8
minutos). Adicione 1 cebola picada, 4 dentes de alho amassados e 1 pimenta
dedo-de-moça picada e refogue por 1 minuto.
Acrescente 1
chuchu pequeno cortado em cubos, 1 cenoura pequena cortada em cubos, 1 sachê de
tempero para feijão, 1 folha de louro, 250 g de feijão carioquinha limpo e
lavado, 1,5 litro de água fervente, tampe a panela de pressão e deixe cozinhar
durante 1 hora após chiar.
Retire a
pressão da panela, abra e descarte o louro e os ossos da costela defumada.
Transfira para um liquidificador e bata bem. Depois despeje em uma panela em
fogo médio e adicione “em chuva” 100 g de farinha de mandioca crua, tempere com
sal e mexa até engrossar um pouco (+/- 5 minutos). Apague o fogo e reserve.
Numa
frigideira, frite 500 g de linguiça fresca cortada em cubos pequenos, adicione
1 colher (sopa) de alho e deixe. Junte 150 g de couve fatiada e refogue. Apague
o fogo, transfira para a panela com o creme de feijão grosso e mexa bem.
Desligue o fogo e deixe esfriar. Pegue pequenas porções e com as mãos dê o
formato de bolinho e amasse. Passe nos ovos ligeiramente batidos, depois na
farinha de rosca e frite em óleo médio (180º C) até dourar (+/- 1 minuto).
Retire da panela, coloque em um prato com papel absorvente e sirva.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Havia, na
antiguidade, um reino cujo povo estava sofrendo muito por causa da violência.
Havia constantes assaltos, roubos, assassinatos, brigas...
O rei mandou
um emissário viajar pelo mundo, a procura de um reino onde o povo vivesse em
paz, e copiar a estratégia deles.
Depois de
muito viajar, o emissário foi informado de um reino onde não havia roubos, nem
assaltos, nem assassinatos, nem qualquer outro tipo de violência. Ele viajou
até esse reino e lá permaneceu durante alguns dias. Viu que a informação era
correta.
Conseguiu,
então, uma audiência com o próprio rei, a fim de saber a tática usada. Depois voltou
para o seu país.
Ao chegar,
seu rei foi logo perguntando:
- “Então,
você encontrou?”
- “Sim”.
- “Qual é a
altura das muralhas das cidades?”
- “As
cidades não têm muralhas”.
- “Como é o
treinamento da polícia?”
- “Eles não
têm polícia”.
- “Os cães,
como que são adestrados?”
- “Lá não vi
nenhum cão feroz”.
- “As grades
que cercam as casas, qual a altura delas?”
- “As casas
não têm grades nem muros”.
- “Como são
as fechaduras das portas das residências?”
- “As portas
não têm chaves”.
- “Como que
é possível isso? Você descobriu a razão?”
- “Sim,
Majestade. Lá eles decidiram viver como irmãos”.
Este foi o
sonho de Jesus, e é o nosso sonho. Uma sociedade transformada a partir do
coração das pessoas. Chamamos esse reino de Reino de Deus.
“Deixo-vos a
paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou” (Jo 14,27).
Rainha da
Paz, rogai por nós.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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