Segunda-feira,
13 de agosto de 2018
"Quando
te separares de um amigo, não te preocupes, pois o que tu amas nele pode
tornar-se mais claro com a sua ausência, assim como para o alpinista a montanha
aparece mais clara vista da planície" (Gibran Khalil Gibran)
Mt 17,22-27
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Mateus
Glória a vós
Senhor
Encontrando-se
Jesus e os discípulos na Galileia, disse-lhes Jesus: "O Filho do homem
será entregue nas mãos dos homens. Eles matá-lo-ão, e no terceiro dia ele
ressuscitará". E os discípulos ficaram cheios de tristeza. Quando Jesus e
os seus discípulos chegaram a Cafarnaum, os cobradores de impostos vieram ter
com Pedro e perguntaram: "O vosso mestre não paga o imposto do
templo?" "Sim, paga", respondeu ele. Quando Pedro entrou em
casa, Jesus foi o primeiro a falar, perguntando-lhe: "O que achas, Simão?
De quem cobram impostos os reis da terra: dos seus próprios filhos ou dos
outros?" "Dos outros", respondeu Pedro. Disse-lhe Jesus:
"Então os filhos estão isentos. Mas para não os escandalizar, vai ao mar e
lança o anzol. Abre a boca do primeiro peixe que pescares e encontrarás uma
moeda de quatro dracmas. Dá-a a eles, para pagar o meu imposto e o teu".
Palavras da
Salvação
Glória a vós
Senhor
MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Bom dia!
O que eu
imaginaria ou faria, na posição de Pedro, ao ouvir a estranha história de
lançar o anzol, e na boca do primeiro peixe estaria uma moeda? Voltarei nesse
pergunta mais para frente.
“(…) Quem
paga impostos e taxas aos reis deste mundo? São os cidadãos do país ou são os
estrangeiros”?
Nesse mundo
em que vivemos somos também considerados estrangeiros, pois ter fé, esperança e
amor ao próximo parecem nos rotular como tal. Tais “atributos” ou
particularidades são vistos por muitos como empecilhos a existência do
hedonismo e do banalísmo, “reis” empossados dos nossos dias.
Jesus e
Pedro passavam pela região. Não incomodavam, não atrapalhavam, não causavam
tumultos ou sequer perturbavam a ordem. Nada faziam para que sua conduta os
desabonasse, mas por que então a sua presença incomodava os cobradores ao ponto
de indagar a Pedro sobre os impostos? Pessoas de fé e solidas em suas
convicções cristãs também são e serão sempre questionadas.
Quantos pais
conheço que se sentem “profundamente incomodados” ao ver seus filhos
participando de um grupo de jovens na igreja? Quantos colegas ainda hoje se
empenham a nos fazer mudar de pensamento quando trocamos um dia na semana para
agradecer a Deus inseridos numa pastoral, movimento da igreja ou da missa?
Quantos programas de TV se empenham em tentar transformar nosso jeito de viver
em “coisas de gente” quadrada, retrógrada, que parou no tempo?
Como é duro
reconhecer que por vezes, os maiores opositores a uma vida diferente estão em
nossas casas ou em meio aos nossos amigos? Bem da verdade creio que eles não
queiram nosso mal, mas cada um deve ser respeitado pela escolha que fez sendo
assim errado também quando impomos nosso jeito “diferente” de ser aos outros
sem respeitar o livre arbítrio deles, ou seja, sua liberdade termina onde
começa a do outro.
Apesar de
todo esse relato, não há o que temer ou criar motivos para brigar. “(…) Isso
quer dizer que os cidadãos não precisam pagar. Mas nós não queremos ofender
essa gente”.
Muitos
filhos, esposas, maridos, (…) ao tomar um caminho, seja ele qual for, passam a
gerar em suas casas um local de guerra ao invés de um antro de paz. A diferença
de opinião ou de sentimento religioso acaba pondo fogo num lugar tão
inflamável: o sentimento humano de estar sempre certo.
“(…) Sereis
por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de
testemunho para eles e para os pagãos. Quando fordes presos, não vos preocupeis
nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele
momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que
falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós. O irmão entregará
seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais
e os matarão. Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que
perseverar até o fim será salvo“. (Mateus 10, 18-22)
Gente que
nunca brigou passa a se digladiar; onde havia beijos e fotos, aos poucos são
substituídos por discussões banais e intermináveis que geralmente terminam com
frases do tipo “seu papa hóstia”, “sua beata”, “você não vai pro céu”. Nesse
momento então é prudente voltar na primeira frase da reflexão de hoje e
acreditar que dentro de um peixe encontrarei a solução que pague o meu imposto
e o seu.
Portanto,
não discuta! Pesque! Que minha fé encontre o peixe que salve a mim e ao meu
irmão. Não percamos tempo com discussões que não levarão a nada, pois as brigas
revelam apenas o quanto quero estar certo e desejo que tenho que o outro esteja
errado, mas de fato ambos estão equivocados quando optaram pela briga.
João um dia
resumiu “DEUS É AMOR”
Não duvide,
não questione, não duvide, apenas lance o anzol!
Um imenso
abraço fraterno!
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Menos missão
e mais foco!
Professor
Marins
Não quero
polemizar sem necessidade, mas o que falta às empresas é foco e não missão. A
missão da maioria das empresas é quase sempre a mesma: ser a melhor ou a maior
no que faz ou produz, dar retorno aos acionistas, ser lucrativa, fazer produtos
de qualidade, prestar serviços de qualidade, respeitar o meio-ambiente,
respeitar os colaboradores, ser o fornecedor preferido de seus clientes, etc. Todas muito iguais.
O que falta
é foco!
Aprendemos
em filosofia que uma afirmação é absurda quando o seu oposto radical é
igualmente absurdo. Assim, quando escrevemos que a missão de nossa empresa é
ser a primeira ou ser lucrativa, teríamos que perguntar se seria possível ter
como missão de alguma empresa ser a última, ter prejuízos, fazer produtos de má
qualidade, ou ainda desrespeitar o meio-ambiente, etc. Essas afirmações são,
portanto, óbvias e nem precisariam ser escritas como missão de empresa alguma.
O que falta
é foco!
Vejo que as
pessoas que compõem boa parte das empresas sabem muito bem a sua missão, mas
desconhecem com a mesma clareza o foco, onde dispender sua energia, o que fazer
e como decidir frente a situações específicas do dia-a-dia, nas relações com
clientes, fornecedores e mesmo em relação a problemas concretos de qualidade e
produtividade.
Os
colaboradores de uma empresa devem ser avaliados pelo seu comprometimento com o
foco e não só com a missão de uma empresa. Para onde vamos? Como vamos chegar
lá? Estamos no caminho certo? Quando chegaremos? Isso é que deve ser avaliado.
Devemos avaliar comportamentos claros, mensuráveis, concretos e não atitudes
abstratas. Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Certa vez,
um homem estava, com sua espingarda, dando tiros para cima.
Veio um
guarda e lhe perguntou: “O que você está fazendo aí, dando tiros para cima?”
Ele respondeu: “Estou espantando elefantes”.
O guarda
olhou em volta e disse: “Mas eu não estou vendo nenhum elefante!”. “É sinal que
eu já espantei todos”, disse o homem.
Nós vivemos
na cultura do medo. Vemos inimigos e perigos até na sombra.
“Eu corro,
não como às tontas. Eu luto, não como quem golpeia o ar” (1Cor 9,26).
O livro Dom
Quixote, do escritor espanhol Cervantes, apresenta Dom Quixote como um soldado
cavaleiro muito valente. Como não encontrava um inimigo mais valente que ele,
um dia, fabricou um boneco e o pendurou numa árvore, bem no meio do mato. Desse
sim, ele tinha medo. Ao ver aquele “inimigo”, fugia a galope.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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