Domingo, 09
de setembro de 2018
“É preciso
ser flexível para resistir aos ventos da vida. Permanece de pé apenas aquele
que é capaz de se encurvar.”
EVANGELHO
DO DIA
Mc 7,31-37
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Marcos
Glória a vós
Senhor
E ele,
tornando a sair dos termos de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galiléia,
pelos confins de Decápolis.
E
trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a
mão sobre ele.
E, tirando-o
à parte, de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo,
tocou-lhe na língua.
E,
levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá; isto é, Abre-te.
E logo se
abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava
perfeitamente.
E
ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lhos proibia, tanto
mais o divulgavam.
E,
admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os
mudos.
Palavras da
Salvação
Glória a vós
Senhor
MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Aos surdos
faz ouvir e aos mudos falar.
Este
Evangelho trás para nós a belíssima cena de Jesus curando o homem surdo e que
falava com dificuldade.
O texto
começa dizendo: “Jesus saiu de novo...” Jesus caminhava, ia atrás do povo, não
ficava parado. Ele não ficava esperando que as pessoas fossem até ele. O amor
nos dá esse dinamismo. Como é importante nós também aproveitarmos a nossa saúde
e tempo disponível para nos movimentarmos, indo até as pessoas que precisam da
Água Viva, da Boa Nova de Cristo!
Quando Jesus
atravessava uma região, trouxeram-lhe “um homem surdo, que falava com
dificuldade”. Geralmente os surdos têm deficiência na conversa, porque a nossa
fala depende da audição.
Na área
espiritual é a mesma coisa: as pessoas que não ouvem a Palavra de Deus, acabam
não ouvindo também os apelos da realidade que as cerca, e conseqüentemente
tornam-se mudas, não falando a palavra certa na hora certa. Não ficam
indignadas com nada; passam pela vida sem influenciar, indo na onda da
sociedade de consumo.
Uma
Comunidade que não ouve corretamente a Palavra de Deus, confrontando com a
realidade do seu meio, também se torna muda, não fala nem faz nada de transformador,
em direção ao Reino Deus.
Jesus, no
seu primeiro discurso na sinagoga de Nazaré, disse que veio para abrir os olhos
dos cegos, dar audição aos surdos e libertar os oprimidos, anunciando o ano da
graça do Senhor (Cf Lc 4,18-19).
Muitas
pessoas são como aquelas que Jesus citou na parábola do samaritano: passam ao
lado do irmão ferido e fecham os olhos para não ver. Ou então, como o rico da
parábola: vivem uma vida inteira ao lado do Lázaro e não se tocam. Não existe
nada mais forte para tapar os ouvidos, os olhos e a boca das pessoas, do que o
apego às riquezas.
Jesus
“olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá’, que quer dizer: Abre-te!”
Recordando esta cena, no nosso batismo o padre fez um gesto parecido: colocou a
mão nos nossos ouvidos e na nossa boca, e disse: “Efatá!”
Quando o
povo hebreu era escravo no Egito, Deus apareceu para Moisés e disse: “Eu vi a
opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores
e tomei conhecimento de seus sofrimentos, e desci para libertá-los” (Ex 3,7-8).
Deus tem os olhos e os ouvidos abertos. Assim como chamou Moisés, ele chama os
seus filhos e filhas, em todos os tempos e lugares, a fim de libertarem o seu
povo. Deus ama o seu povo, e não quer vê-los como ovelhas sem pastor.
“Jesus afastou-se
com o homem para fora da multidão”. É interessante que a primeira coisa que
Jesus fez com o homem foi afastá-lo para longe da multidão. O primeiro objetivo
foi ter um contato mais pessoal com ele. Nós não podemos ficar só “na
multidão”, mesmo que essa multidão seja de cristãos.
O segundo
objetivo de Jesus é para que o homem, depois de curado, pudesse voltar para o
meio do povo, ouvindo e falando sem dificuldade, inclusive para ajudar os
outros.
Os nossos
bispos, reunidos em Aparecida, disseram: “Vivemos uma mudança de época, e seu
nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser
humano, sua relação com o mundo e com Deus” (DA 44). Portanto, a nossa missão é
grande, como “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que o povo tenha
mais vida nele”.
Havia, certa
vez, uma menina que morava na roças. E um pássaro muito bonito começou a entrar
no quarto dela. Ela comprou ração apropriada e espalhou em cima do
guarda-roupa, e também uma tacinha de água, já preparada para não transmitir
dengue.
Assim, o
belo passarinho fez amizade com ela. Parecia que os dois eram velhos amigos.
Todos os dias ele aparecia. Suas penas eram brilhantes e seus olhinhos
encantadores.
Com medo de
perder o amiguinho, a garota o prendeu numa gaiola. Poucos dias depois, suas
penas perderam o brilho e ele passou a contar diferente, um canto parecido com
choro. Passava o dia todo olhando para a janela.
Quando
percebeu o erro que havia cometido, mais que depressa a menina abriu a gaiola e
a ave foi-se embora, para nunca mais voltar.
Que Cristo
abra os nossos ouvidos e olhos para contemplarmos a natureza, mas sem
prejudicá-la!
O exemplo de
Maria Santíssima é maravilhoso. Ela não foi surda nem muda, mas ouviu o apelo
de Deus, entendeu-o direitinho e o cumpriu com generosidade. No magnificat, ela
mostrou que ouvia também os anseios do povo, e falava com coragem. Que ela nos
ajude a nos aproximarmos de seu Filho, a fim de que ele, dizendo “Efatá!”, nos
cure da surdez e da conseqüente dificuldade em falar.
Aos surdos
faz ouvir e aos mudos falar.
VÍDEO DA SEMANA
O segredo dos vencedores
https://www.youtube.com/watch?v=JvYYpUvTlbc
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Havia, certa
vez, um pai de família, em cuja casa nada ia bem. Então ele resolveu pedir
conselhos a um sábio. Foi à casa do homem e lhe apresentou o problema.
Muitas
dívidas, a esposa sempre doente, a sogra era uma verdadeira jararaca dentro de
casa, o filho mais velho mandou fazer uma tatuagem horrível no braço,
representando uma caveira; além disso, ele era rebelde e agressivo.
A filha moça
usava roupas escandalosas, e um dia o pai a viu em um bar, sentada no colo de
um homem...
“E há mais”,
disse o homem. “O meu filho mais novo já repetiu de ano duas vezes na escola”.
O sábio
escutou tudo com atenção, e no fim disse apenas o seguinte: “Jesus está dentro
da sua casa!”
O homem se
despediu e saiu encabulado. Chegando à sua casa, contou para o filho mais novo
o que o sábio lhe havia dito. “Mas o problema é saber quem é Jesus aqui em
casa!” disse o pai.
O menino
falou: “Pai, talvez Jesus seja o Marcos”. Marcos era o irmão mais velho. O pai
respondeu na hora: “Imagine! Você já pensou Jesus na cruz, com uma tatuagem
daquela no braço?”
“Então”,
disse o garoto, “quem sabe seja a Andréia?” Andréia era a moça. O pai discordou
novamente: “Como que ela pode ser Jesus, se frequenta bares, e chega a
sentar-se no colo dos homens?”
O filho
respondeu: “Pai, talvez a Andréia faça isso porque o senhor não dá mais carinho
para ela. Eu me lembro que anos atrás ela se sentava no colo do senhor!” A
partir daquele dia, o pai começou a agradar mais a moça. Apesar disso, ele
duvidava.
Um dia,
conversando com o menino, este disse: “Quem sabe seja a vovó, pai?” O pai
gritou: “Aquela jararaca rabugenta?” Mas o homem ficou pensando durante a
noite, e teve uma ideia: Resolveu levantar-se mais cedo e levar café na cama da
sogra.
No outro dia
cedo, fez o café, colocou na bandeja, preparou tudo e bateu na porta dela.
“Pode entrar”, disse ela. O genro entrou e lhe ofereceu o café. A sogra então
lhe falou: “Beba você primeiro”. Ele tomou um pouquinho, pronto, ela também
tomou o café. Pediu a ele que tomasse porque desconfiou ser veneno. A partir
daquele dia, a sogra começou a melhorar.
Mas o homem
achava que ainda não tinha descoberto quem era Jesus. E o menino sempre o
ajudava.
Um dia, o
garoto lhe disse: ”Pai, será que não é a mãe? Coitada! Ela anda tão doente, e
trabalha o dia inteiro. E, à noite, a gente sai e a deixa sozinha em casa!”
Então o homem começou a agradar mais a esposa.
E a família
toda foi melhorando. A moça voltou a sentar-se no colo do pai e parou de ir ao
bar. Até aquelas roupas escandalosas ela parou de usar. O homem conseguiu pagar
as dívidas.
Num domingo,
a família toda estava na fila da Comunhão e o sábio viu a bela cena. Foi até o
homem e lhe disse ao ouvido: “Eu não falei que Jesus estava na sua casa? Olhe
aí!”
Vamos pedir
a Maria Santíssima que faça da nossa casa uma família semelhante a sua, em
Nazaré, com Jesus dentro dela.
É próprio de
quem ama confiar na pessoa amada e jogar-se nas mãos dela, como fez Maria: “Eis
aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim conforme a tua palavra”. Uma família
assim só pode dar certo.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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